Renovação da Aviação de Transporte da Venezuela

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    Embraer KC-390

    Y-8 da Venezuela em Fortaleza - foto angelo souza

    vinheta-exclusivoNosso leitor Angelo Souza, morador de Fortaleza (capital do Ceará) nos mandou a foto acima. Trata-se de um avião de transporte de fabricação chinesa Shaanxi Y-8,matrícula B-632L da Força Aérea Venezuelana (atualmente conhecida como “Aviación Militar Bolivariana Venezolana”).

    Na verdade este avião estava acompanhado de outra aeronave do mesmo modelo (o B-631L). Muito provavelmente eles tenham vindo da Europa e fizeram uma escala técnica em Fortaleza antes de seguirem para a Venezuela. Estes mesmos aviões foram vistos no aeroporto da ilha de Malta (Mar Mediterrâneo) no último dia 17 de julho.

    As duas aeronaves fazem parte de uma compra de oito aparelhos, anunciada em fins de 2011 (ver link abaixo). Os Y-8 irão reforçar a frota de aeronaves do Grupo 6, baseado na Base Aérea El Libertador (Palo Negro, Aragua). A Venezuela pretende substituir os seus C-130 pelos Y-8. O avião da foto está com uma cobertura branca temporária sobre a pintura camuflada. Após a chegada ao destino, a cobertura será removida.

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    44 COMMENTS

    1. Esse aí já é “velho” só de olhar!!! Kkkkkk

      Cópia de um projeto do final da década de 60…

      Também acho que é mais um cliente do KC-390, a depender dos “big brothers” do norte…

      ST.

    2. KC 390 para Venezuela? Acho que não senhores, como disse o Galante, motores e aviônicos made in USA, para eles não! A menos que mudassem o discurso, mas parece meio improvável, mas dinheiro eles tem!

    3. Isso ai é a cara da Venezuela: um avião projetado na década de 60, que os chineses copiaram e adaptaram com “pecinhas” de qualidade questionável.

    4. Finalizando, os dados técnicos e de performance dos Y-8 venezuelanos:

      Tripulação: 5, ou 3 + 2.
      Capacidade: 90 soldados equipados.
      Capacidade de Carga: 20.000 kg (44.000 lb) similar ao do C-130.
      Largura: 34,02m
      Envergadura: 38,0m
      Altura: 11,16m
      Peso vazio: 35.490kg (77.237lb)
      Peso Máx Carregado: 61.000kg (134.480lb)
      Motores: 4 × Zhuzhou WoJiang-6 (WJ-6) turbohélice, 3.170kW (4.250hp) cada

      Performance:
      Velocidade Máxima: 660km/h (357 mph)
      Velocidade de Cruzeiro: 550km/h
      Autonomia: 5.615km (3030nm, mi)
      Teto de serviço: 10.400m

      Sds.

    5. Shaanxi Y-8 (Yunshuji-8) é uma cópia genérica do Antonov An-12 soviético, que por sua vez era a contraparte vermelha do Lockheed C-130 Hercules americano.

      O original An-12 Cub (codinome da Otan) era equivalente aos primeiros Hercules, só que muito menos sofisicado e rústico o bastante para operar em qualquer parte, da selva africana às estepes russas, dos desertos do Oriente Médio às pistas geladas da Sibéria.

      Os russos pós soviéticos optaram por dedicar mais esforço na aeronave maior da Iliyshin, o quadrireator Il-76 (agora Il-476), mas os chineses que haviam rompido com Moscow na década de 80 continuou a produzir esta aeronave, mesmo que antiga.

      Os chineses mantém duas características dos aviões soviéticos do século passado, o nariz envidraçado (facilita manobra em pistas não preparadas) e o canhão traseiro de 23mm. Só não sei se estes bolivarianos estão armados.

      Alguns dados wikipedianos, mas oriundos da Sinodefense.com:

      General characteristics

      Crew: 5, or 3, or 2 (Y-8F600)
      Capacity: ≈90 equipped troops
      Payload: 20,000 kg (44,000 lb) cargo
      Length: 34.02m (111ft, 8in)
      Wingspan: 38.0m (124ft 8in)
      Height: 11.16m (36ft 8in)
      Wing area: 121.9m² (1311.7ft²)
      Empty weight: 35,490kg (77,237lb)
      Loaded weight: kg (lb)
      Useful load: 20,000kg (44,090lb)
      Max. takeoff weight: 61,000kg (134,480lb)
      Powerplant: 4 × Zhuzhou WoJiang-6 (WJ-6) turboprops, 3,170kW (4,250hp) each

      Performance

      Maximum speed: 660km/h (357 knots, mph)
      Cruise speed: 550km/h
      Range: 5,615km (3030nm, mi)
      Service ceiling: 10,400m ()
      Rate of climb: 10m/s ()

      Sds.,
      Ivan.

    6. Se é isso q eles podem pagar, tenham o q cabe no bolso !!
      Diferente de meia dúzia de países europeus, q estão gastando os tubos para ter um turbo-hélice 5 estrelas…

      O destino pode ser cruel… deixando o baratinho da década de 60, porém novo, voando e os Rolls-Royce dos ares groundeados por falta de verba…

    7. Eles estão certos, pegando um fornecedor independente dos USA. O avião não precisa ser uma maravilha, contanto que cumpra a função, ok.

      O erro venezuelano foi comprar sukhois que não podem manter, ao invés de comprar aviões mais modestos, aquele paquistanes, por exemplo, teria sido bem melhor para eles.

      vamos ver se esse avião terá a manutenção adequada.

    8. Wagner disse:
      26 de julho de 2013 às 9:09

      “…aquele paquistanes…” é o JF-17 Thunder, e já estou achando que o nosso futuro é ele.

      Para com essa mania de grandeza, compra os Thunders, um pacote do McAfee Plus (os JF-17 usam Windows :o) e negocia uma fabricação com TOT junco com nossos hermanos Argentinos. Solução barata, com integração e participação de nossos “aliados” responsáveis do bloco BOLIVARIANO… a vaca foi pro brejo a muito tempo gente.

    9. Oganza, assim é avacalhar demais.
      Produtos chineses não, nunca, de jeito nenhum….
      É certo que a vaca foi para o brejo, mas podemos tirá-la de lá e
      organizar o curral.

    10. O avião pode ser um projeto ultrapassado, mas ao menos os chineses, dos quais tanto debochamos, equipam eles mesmos as suas Forças Armadas e graças a isso, também, elas são das mais poderosas do planeta.
      Quisera eu que o Brasil tivesse uma indústria que no ano de 2013 ainda replica, sim, Antonov An-12 ou Mil Mi-2, mas que ao mesmo tempo coloca foguetes no ar para levar seus próprios satélites à órbita, constrói uma estação espacial (pequena sim, mas ESTÁ LÁ!), fabrica um J-10, um J-11, alguns SSBN, outros tantos ICBM, várias belonaves para a sua Marinha, carros de combate para o Exército e tantos outros equipamentos que não teria como citar aqui.
      A verdade é que nós, brasileiros, não temos o direito de rir ou debochar de NINGUÉM nesse campo. Nós devemos é ser ALVO CONSTANTE DO DEBOCHE DOS OUTROS, isso sim!
      Sempre quando vejo brasileiros rolando de rir da China, da Rússia, mesmo do PAQUISTÃO ou da ÍNDIA e das suas respectivas tecnologias – e olhe que frequento vários blogs de defesa e em TODOS ELES os brasileiros vivem debochando desses países, parece que se tornou um péssimo hábito brasileiro ser “corneteiro da tecnologia alheia” – a primeira coisa que me vem à mente é a seguinte:
      “E QUEM SOMOS NÓS PARA DEBOCHAR DE ALGUÉM ????”.
      Pois é.
      Isso é, para dizer o mínimo, muito curioso.
      Enquanto a gente ri e debocha, se orgulha de ser o país do “suíngue e da malemolência, que faz o maior espetáculo da Terra (Carnaval)” eles trabalham. Colocando coisas para voar até o Espaço ou para mergulhar até o fundo dos oceanos. Essa é a diferença.

    11. Concordo.

      O Brasil tem é muito gogó…… muito plano e papel….. na prática leva 14 anos para construir uma simples corveta sem defesa AA, tem um porta-balões sem aviões, uma defesa AA ridícula, muito orçamento e muito salário, e por aí vai…. na prática é FoguetoBrás, fiasco na Estação Espacial. VLS caramurú, Piranha de terceira e outras coisas menos honrosas ainda.

      Em termos de construção, desenvolvimento e criação de produtos militares somos zero.

      Bem ou mal, os chineses se viram.

      Sds.

    12. Pois é Baschera, sempre quando reflito sobre isso tudo me vem à mente uma célebre entrevista que o Lobão deu para o Jô uns anos atrás e repetiu infinitas vezes a seguinte frase: “BRASILEIRO ADORA GOZ*R COM O P*U DOS OUTROS!”.
      É bem por aí.

    13. Jackal975 disse:
      26 de julho de 2013 às 13:00

      Jackal975, o pessoal ri dos chinas porque a tchurmitcha vermelhuxa esquerdofrênica e antiamericanalha adora compará-los com os EUA, comparação esta absolutamente absurda do ponto de vista tecnológico.

      O problema é que após a queda do Muro de Berlim e o fracasso do Império do Mal Soviético a China ocupou o ideário dessa corja asquerosa como símbolo de “resistência ao imperialismo ianque”.

      Mas de fato, comparar os equipamentos das FFAAs brasileiras com os do Exército de Libertação Popular (tecnicamente a China Vermelha não possui Forças Armadas) é como comparar a Legião Romana em seu apogeu com uma horda bárbara.

      Sds.

    14. Baschera disse:
      25 de julho de 2013 às 23:10

      Conforme a foto do avião em que é retirada a sua película branca, vemos como funciona a indústria chinesa: um sujeito encarapitado no nariz do avião, sem capacete, sem cinto de segurança ou qualquer outro equipamento de segurança. Se cair de lá, bau-bau. Idem para os demais operários, igualmente sem nenhum equipamento de segurança.

      Sem regra nenhuma para se preocupar, é fácil ir longe no desenvolvimento de tecnologia.

    15. Observador disse:
      26 de julho de 2013 às 13:22

      Como eu disse num outro blog outro dia: com “cama-quente” (revezamento em 3 turnos de 8 horas de sono pra cada trabalhador, na mesma cama) e um bilhão de escravos trabalhando por US$ 10 o dia, é fácil ser “potência econômica”.

      Queria ver é empresário chinês enfrentando a Receita Federal, Receita Estadual, Receita Municipal, Ministério do Trabalho, Ministério Público do Trabalho, Sindicatos, governo, indígenas, quilombolas, “direituzumanu”, juros escorchantes, custo-Brasil, etc., etc., etc ad infinitum…

      Sds.

    16. Lord Vader,

      Com referência ao trabalho na China, estas coisas não são a regra.

      Muito do que sabemos ainda é incipiente, mas as relações trabalhistas por lá mudaram na mesma velocidade que a economia cresceu.

      Aliás, em função destas mudanças e consequente aumentos verticais de custos… muitas empresas demandadoras de mão de obra mais barata (a ind. têxtil é o maior exemplo) tem se mudado para outras paragens.

      As que não conseguiram ….. fecharam. Foram mais de 3.700 industrias do segmento nos últimos três anos.

      A bola da vez é a industria naval chinesa.

      Sds.

    17. Poxa Vader agora até deu a maior deprê, precisava lembrar a gente deste tanto de obstáculos que nos rodeiam?rs
      O pior é que ainda deve ter muito mais coisas que nos impedem de sermos no mínimo uma China ,industrialmente (militar)falando.

    18. Nosso problema aqui no Brasil se resume a corrupçao, molhar mao de alguém pra qualquer coisa sair do papel seja projeto,compra ou licitaçao, se nao rola dindin empurra pro próximo governo e assim vao os FX’s da vida, as BR’s381 e etc. …
      This is Brazil !!

    19. Baschera disse:
      26 de julho de 2013 às 14:01

      Baschera, na PRC inteira, com 1,5 bilhão de pessoas, deve haver um milhar de advogados trabalhistas (minha área). Isso é muito menos do que tem só aqui em Campinas.

      Claro que lá é uma tirania comunista de partido único e advogado não é a figura mais respeitada pela comunalha. Mas acho que isso dá uma indicação do que são os direitos trabalhistas na PRC.

      Sds.

    20. Baschera disse:
      26 de julho de 2013 às 13:54

      Sim, todos que estão no chão parecem ser da FAV (estão uniformizados); porém os três nas escadas e no nariz do aparelho parecem consultores chineses (civis) que vieram acompanhar a entrega do aparelho.

      E, como falei, estão fazendo tudo na base do improviso.

      Será que se fosse um avião da Lockheed, da Airbus ou da Embraer ia acontecer assim?

    21. Observador disse:
      26 de julho de 2013 às 13:22

      Na República Popular da China, o uso ou o NÃO USO de EPI faz parte do controle de natalidade. 😀

      No mais, a China tem “escala” escala HUMANA. Como disse Winston Churchill: “Aconteça o que acontecer, sempre haverão chineses”.

    22. Existem modelos e modelos de indústria e políticas de reequipamentos.

      Assim o que funciona na China é bom para a China o que funciona os EUA é bom para os EUA, e assim por diante. Querer comparar na base de igual para igual modelos industriais aeronáuticos é estéril sem entender o contexto.

      Os EUA produzem aviões melhores que os chineses? É claro que sim! Tem anos a mais de experiência e orçamentos muito superiores.

      A questão para mim são duas.

      Primeiro, todo programa aeronáutico tem problemas que são via de regra proporcionais à sua complexidade dentro daquele contexto. O A400 teve problemas e não foram poucos, o F-22, F-35, Su-27 e tantos e tantos outros programas que em algum momento foram à fronteira aeronáutica daquela nação (ou grupo de nações).

      É natural que muitos desenvolvimentos chineses também apresentem (ou apresentaram) problemas, quando foram (ou são) a fronteira tecnológica chinesa.

      O que eu vejo muito por aqui é indignação seletiva. Se é chinês ou russo e tem problemas é uma porcaria, se é de outra nação é “um problema menor”.

      Os chineses estão é claro em um nível abaixo dos EUA, mas uma nação que lança satélites deste 1970, realiza voo orbital tripulado, possui capacidade ASAT entre outras façanhas, não me parece ser exatamente um lugar tecnologicamente pobre onde se faz tudo errado como alguns acreditam.

      A segunda questão é o contexto político e econômico chinês. Eles não querem competir com os EUA de forma direta, como fizeram a URSS. A noção de tempo para o oriente é diferente da ocidental. A guerra fria durou 45 anos. Os chineses pensam em se desenvolverem militarmente por 30 a 50 anos. Não é corrida de 100 metros, nesta dinâmica eles sabem que irão perder feio.

      Tão pouco querem ser um império global, sua cultura não os permitiram ter a mesma capilaridade cultural e comercial que os EUA ou a Europa possuem. Porem querem ter seu quinhão na zona de influencia política na metade deste século, especialmente em regiões onde matérias primas de seus interesses sejam ofertadas.

      Voltando ao Y-8 e a Venezuela. Os bolivarianos compram armamentos por três motivos possíveis, todos eles baseados em o que outros ditadores já fizeram no passado.

      Doutrina Galtieri: Eu uso minhas forças armadas para causar uma guerra regional e com isto desviar a atenção dos meus problemas econômicos e políticos internos.

      Doutrina Saddam Hussein: Perguntaram para ele porque invadiu o Kuwait e ele foi direto; “Eu preciso manter minhas forças armadas ocupadas”. Saddan como ex golpista sabia o que um exercito sem preocupações externas é capaz de arquitetar contra o poder político de uma nação sem instituições solidas. Chaves um ex golpista devia compartilhar da mesma visão e manter seus oficiais ocupados, um plano de reequipamento é uma ótima alternativa.

      Doutrina Rei Fahd: A família real saudita acha que compra de armamentos é coisa seria. Tão seria que o irmão do rei deve ser o ministro da defesa. E se mesmo em países como a Suíça ou Noruega fica a impressão de que as comissões de armamentos são um dinheiro “sagrado” na Arabia Saudita eles são uma forma bastante fácil de engordar o orçamento da família real. Afinal um quilometro de estrada super faturada é relativamente fácil calcular o quanto de roubo houve por ali, já na compra de um caça, com transferência de tecnologia, suprimentos, treinamento e apoio logístico é algo impossível de se estimar o tamanho da mordida. Chaves e sua corja podem ter ganho uma boa grana trocando de fornecedores e de equipamentos.

      Qualquer que seja a “doutrina” Galtieri, Hussein ou Fahd ela seguramente prejudicou qualquer avaliação sobre equipamentos e doutrinas na Venezuela, haja vista que os interesses por lá podem ter sido todos, menos armar e operar adequadamente as forças armadas locais.

    23. Tem um desenho estranho! Parece um bombardeiro da segunda guerra mundial misturado com aviação de transporte dos anos 60. Que coisa medonha!

      Abs,

      Ricardo

    24. A “fronteira” aqui no caso não é exatamente o nariz de bombardeiro, existe versão sem o mesmo, mas o trem de pouso principal.
      Nem no proposto Shaanxi Y-9, este foi trocado.
      Só agora c/ o Y-20 é que os chineses conseguiram fazer algo, assim mais “ocidental”, a respeito.

    25. Tomara que os cucarachas não comprem o KC – 390, pois seria com o financiamento do BNDES e provavelmente eles não pagaram e sobraria mais uma vez pra nós pagarmos! Deixa eles com aquelas coisas voadoras pra lá, bem longe do Brasil!!!! Acorda Dilma!!!

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