sexta-feira, dezembro 2, 2022

Gripen para o Brasil

O’Bryan: redução da participação italiana no JSF será proporcional à queda das encomendas

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Guilherme Poggio
Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

F-35 na linha de produção - foto jsf mil

Se por um lado os políticos italianos pedem a redução do número de encomendas de caças JSF, por outro lado um alto funcionário da Lockheed Martin avisa que o corte será proporcional à participação da Itália no programa.

Falando durante sua visita a Roma, Stephen O’Bryan, vice-presidente do programa de desenvolvimento de negócios e integração do JSF, disse que a participação italiana, que inclui a produção das asas pela Alenia Aermacchi, já foi reduzida após a decisão do governo de Roma em 2012 de reduzir o número de encomendas de 131 para 90.

“A participação da Alenia foi reduzida na mesma ordem da diminuição [das encomendas] de 131 para 90”, disse ele.

Um porta-voz da Alenia disse que um acordo estratégico assinado entre a Alenia e a Lockheed em 2010 envolvia a produção potencial de até 800 asas como uma segunda fonte, com contratos assinados em lotes, e fazia da Alenia a empresa líder para o trabalho de logística italiana do caça.

Atualmente 27 companhias italianas assinaram 87 contratos para trabalhar no JSF, disse O’Bryan, perfazendo US$459 milhões, e que deveria alcançar US$ 8,6 bilhões.

Os totais foram baseados no pedido italiano por uma encomenda de 90 aeronaves.

“Se eles continuarem assim, estes são os números”, disse ele. “O programa industrial precisa ser proporcional e em acordo com o perfil do comprador”, completou. “Se a Itália reduzir suas encomendas, faremos uma redução proporcional também”.

Perguntado se ele esperava por novos cortes do lado italiano O’Bryan disse: “a capacidade fala por ela mesma – a Itália fará a sua opção”.

A Itália está construindo a linha de montagem final e verificação para os JSF e espera que seja um “hub” na área de manutenção para outras nações. Com seis aeronaves já encomendadas para a produção em baixa escala (LRIP – low-rate initial-production) dos lotes 6 e 7, o primeiro avião deve deixar a linha de montagem por volta de 2015.

“Se as aeronaves dos EUA necessitarem de apoio na Europa, Cameri seria a escolha lógica”, completou O’Bryan.

O’Bryan tomará as responsabilidades internacionais do programa JSF no lugar de Tom Burbage, gerente geral do programa JSF, assim que Burbage se aposentar em março.

FONTE: Defense News (tradução e edição do Poder Aéreo a partir do original em inglês)

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Optimus

Brasil tivesse um mínimo de visão, estaria exatamente observando essa diminuição de pedidos pra começar algumas conversações e conseguir algumas vantagens – nem que seja apenas no preço – em uma futura compra… Mas óbvio, pura especulação, pq se 36 Gripens, no estado atual, já deixaria a FAB com problemas pra voar, imagina 36 F-35…

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