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Embraer faz mais apostas no Super Tucano

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Por Virgínia Silveira

A vitória do avião militar Super Tucano, no programa LAS (Light Air Support) da Força Aérea dos Estados Unidos (Usaf), vai chamar a atenção de outros países do mundo para a qualidade e a superioridade do produto brasileiro no cumprimento de missões de guerra irregular e contrainsurgência.Essa é a avaliação do presidente da Embraer Defesa e Segurança, fabricante do Super Tucano, Luiz Carlos Aguiar, após a vitória da licitação do governo americano. O executivo prevê um crescimento dos negócios de defesa no faturamento da companhia para algo em torno de 25% até 2020. Em 2011, informou Aguiar, o segmento de defesa e segurança deve responder por cerca de 14% da receita total da companhia, estimada em US$ 5.6 bilhões.

O Super Tucano acumula até o momento um total de 200 encomendas, incluindo a dos EUA, das quais 156 já foram entregues. Destas, 99 foram para a Força Aérea Brasileira (FAB), detentora do projeto. A receita obtida com a venda do Super Tucano é da ordem de US$ 1,6 bilhão. A Embraer projeta um mercado potencial de US$ 3,5 bilhões para a classe do Super Tucano, algo em torno de 300 aeronaves.

O contrato inicial com a Usaf, de acordo com Aguiar, prevê a compra imediata de 20 aeronaves, mas a expectativa é que a compra inclua um total de 55 unidades, estimada em US$ 950 milhões. As 20 unidades iniciais estão avaliadas em US$ 355 milhões. Esta é a primeira venda de um produto militar da Embraer para o governo dos EUA e a terceira tentativa da empresa de colocar o Super Tucano neste mercado, considerado o maior do mundo em compras de equipamentos de defesa.

“O turboélice Super Tucano não tem concorrente similar no mundo, porque os aviões dessa categoria disponíveis hoje no mercado são de treinamento básico e não têm a robustez do nosso produto, que lhe permite essa capacidade operacional para atuar em zonas de fronteira, regiões úmidas e pistas com pouca infraestrutura”, completou ele.

Segundo Aguiar, para atingir o nível de operação do Super Tucano, o americano AT-6, da Hawker Beechcraft, que concorreu com o produto brasileiro no programa LAS, demandaria um investimento bastante alto e um tempo muito longo. A aeronave que será fornecida para os EUA, segundo Aguiar, será basicamente a mesma, com apenas algumas modificações para adaptar os sistemas de armas da USAF.

A Hawker Beechcraft vinha desenvolvendo a nova versão do AT-6 para atuar como treinador avançado e de combate leve, características que o Super Tucano já possui há mais de sete anos. O modelo brasileiro, operado hoje por forças aéreas de cinco países, já foi testado com sucesso e em combate real, não só no Brasil, como também na Colômbia, em regiões de características comprovadamente hostis, como a Amazônia. Segundo a Embraer, o modelo brasileiro tem mais 130 mil horas de voo e 18 mil de combate sem nenhuma perda.

O fornecimento do Super Tucano para os EUA será feito em parceria com a empresa americana Sierra Nevada Corporation, que esteve com a Embraer na concorrência. A parceria atende a legislação americana, que também exige a instalação de uma linha de fabricação das aeronaves nos EUA. “A Sierra Nevada será responsável por toda a parte de logística, suporte ao cliente e manutenção das aeronaves”, explica Aguiar.

A montagem final dos aviões será feita em Jacksonville, no Estado da Flórida, onde está sendo construída a nova fábrica da Embraer nos EUA. “Até o meio do ano já estaremos com a nova unidade em funcionamento. Os primeiros aviões começam a ser entregues em 2013”, disse.

“A unidade deve gerar cerca de 50 empregos, mas o que anima os americanos é que mais de 80% da aeronave está de acordo com a Lei do “Buy American Act”, que exige um conteúdo local superior a 50%, para os produtos comprados fora dos EUA”, comentou uma fonte do setor de defesa. Os sistemas aviônicos do Super Tucano serão produzidos pela unidade da israelense Elbit nos EUA. A empresa é parceira da Embraer no Brasil através da AEL, com quem tem uma joint venture, a Harpia.

Inconformada com a sua eliminação da concorrência, a Hawker Beechcraft divulgou que pretendia entrar com uma petição no Tribunal de Ações Federais dos EUA, em repúdio à decisão do governo americano de não revisar o protesto da empresa sobre a exclusão da aeronave AT-6 da competição da Usaf.

Na sexta-feira, o CEO da Hawker, Bill Boisture, afirmou, em comunicado, que não houve transparência da Força Aérea na concorrência e que a empresa continuará a contestar a decisão.

Aguiar disse que a Embraer prefere não comentar a reação da concorrente, pois está mais preocupada em fazer as coisas acontecerem. “Cumprimos a legislação americana. Nosso objetivo, agora, é entregar os aviões no prazo combinado, sem olhar para o lado”, disse.

FONTE: Valor Econômico

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maxi47
maxi47
8 anos atrás

O super tucano com certeza é motivo de orgulho não só para a Embraer,ms também para o Brasil.Ainda não acredito que a Hawker Beechcraft vai deixar isso fácil,mas o avião dela é way too inferior do que o Super Tucano.

Antonio M
Antonio M
8 anos atrás

Talvez, se Embraer junto com a FAB e MB após esse grande negócio deixar ainda mais claro que está apta a liderar o projeto para o FX2, quem sabe o GF possa tomar uma decisão rápida a respeito, e então aprovar ou dar o “tiro de misericórida” de uma vez por todas, e FAB/MB irem logo à “prateleira”.

Mas com as incertezas na economia global, neste momento resta saber se a Embraer quer mesmo se envolver nesse projeto e tipo de mercado ou se prefere se concentrar no ST e EMB390.

Daglian
Daglian
8 anos atrás

André Sousa Vidal do Facebook,

Na minha opinião, a Embraer não investe ainda neste segmento porque seria um investimento de alto risco. Ela estaria entrando num mercado repleto de concorrentes, todos com muita experiência no ramo (Boeing, EADS, Dassault, Sukhoi, Lockheed Martin, etc) e que já se consolidaram.

A Embraer estaria, além do que, entrando no mercado com um produto de provável quarta geração quando já está se desenvolvendo a quinta… seria uma enorme perda de dinheiro e tempo, nas condições atuais. Mas quem sabe no futuro??

Vader
8 anos atrás

Construir caça supersônico para que? Para vender 36 unidades pra FAB? 😉

Certa a Embraer. O Rafale prova que fazer sozinho as coisas hoje em dia e algo muito arriscado.

Ricardo Cascaldi
8 anos atrás

Ponto para a Embraer!

Franco Ferreira
Franco Ferreira
8 anos atrás

Não assino embaixo, a memória não está ajudando; mas a última vez (única?) que os EEUU compraram um modelo de avião estrangeiro pode ter sido na década de 50 com o desenho do Canberra inglês que depois a Martin produziu como o RB-57.

Nick
Nick
8 anos atrás

Também defendo a fabricação de um caça supersõnico e de 5ª geração ainda por cima, pela Embraer. Agora é claro que 36 unidades não vai viabilizar o projeto. Agora se lembrarmos que entre M2000, F-5EM e AMX são 100 caças, e se focarmos em um 5ª geração “light” ou seja que não seja custoso (como o Gripen de 4ª geração). E ainda conseguirmos mais uma ou duas parcerias para engordar a carteira de pedidos, não vejo porque não. Aliás já existem possibilidades nesse sentido, na Turquia, Índia e Coréia do Sul. E a SAAB tem estudos desenvolvidos de um 5ª… Read more »

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Franco Ferreira,

Estou sem tempo para pesquisar e informar links, mas se tiver um tempinho verifique o Harrier AV-8A no US Marine Corps, o Dassault HU-25 Guardian (Falcon 20) e EADS CASA HC-144 Ocean Sentry (C-295) ambos na US Coast Guard.

Abç,
Ivan, o antigo. 🙂

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Nick,

Um caça stealth de 5ª geração é algo além da nossa atual capacidade.

Melhor compor um Hi / Low Mix, mesclando um ‘Indigenous Fighter’ de geração 4,5 (ou 4,5+++… whatever) menor que 9 (nove) toneladas com um Caça Furtivo de 5ª geração mais robusto, que nos repasse algum conhecimento e off-set, como o JSF ou PAK-FA.

Um caça furtivo leve fica para um F-X4, com o conhecimento acumulado de um F-X2 e F-X3… 🙂 … sonhar ainda é gratis!

Sds,
Ivan.

Vassili
Vassili
8 anos atrás

Vcs estão esquecendo do C-27J Spartan, que foi desenvolvido à partir do Aeritalia G-222………….

Quanto ao Super Tucano ter vencido essa concorrência…… ainda bem, pois boa parte das unidades encomendadas até o presente momento ja foram entregues aos devidos usuários.

abraços.

luizblower
luizblower
8 anos atrás

Tem também o T-45, que é um Hawk adaptado para pouso em NAes, o Caribou canadense, os Dauphin da USCG, o UH-72 Lakota (Eurocopter EC-145) e por aí vai…. o próprio T-6 é um Pilatus PC-9…

Nick
Nick
8 anos atrás

Caro Ivan,

Sozinha, a Embraer não tem todas as competências para um 5ªG e até mesmo um 4,5ª de alto desempenho como o Typhoon.

Mas……. Não podemos subestimar a Embraer 🙂

Se fizerem a coisa direito (parcerias tecnológicas e de produção), e se começar agora, eu diria que em 2026/27 poderíamos ter o roll-out do Harpia 5G lá em Gavião Peixoto.

O modelo deveria seguir exatamente o que está sendo feito para viabilizar o KC-390: parceiros de risco+vários países contribuindo com a produção de compos e encomendas.

[]’s

JapaMan
JapaMan
8 anos atrás

Eu creio que a Embraer teria condições de desenvolver um caça de geração 4,5 que poderia ser a espinha dorsal da FAB, a maioria dos países vão acabar adotando um caça multi-função em maior escala, e um caça de 5 ou 6 geração em menor quantidade, ja que os custos de operação, manutenção são exorbitantes, ainda mais com a crise mundial assolando e sem previsão para terminar. Teríamos uma demanda interna parecida com a quantidade de super tucanos (100) só para a FAB, poderia ser até maior se o governo tivesse essa preocupação com a defesa do nosso espaço aéreo,… Read more »

sergiocintra
sergiocintra
8 anos atrás

Vindo da area de desenvolvimento: 1o. Motores Sem o desenvolvimento local, não iremos a nenhum caça independente, qualquer que seja a geração do mesmo. Como dizem “usamericanos” que não são bobos, trancaram uma porta da “engenharia reversa” e, compraram a Celma. É um ponto nevralgico, pois todo a estratégia de independência esbarra em auto-fornecimento. Façam uma analise dos grandes produtores de supersônicos e verifiquem se não há um fornecedor local dos “engines” – os unicos fugindo a regra são os suecos. As turbinas deles só movem aspiradores e caminhões. – Bricadeiras à parte, também estão desenvolvendo as suas e o… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

Franco,

Acrescenta na lista de importados da USAF:

C-23 Sherpa, desenvolvido a partir do Shorts 330.

“O modelo deveria seguir exatamente o que está sendo feito para viabilizar o KC-390: parceiros de risco+vários países contribuindo com a produção de compos e encomendas.”

Não saiu do lugar, fora o próprio Brasil, ninguém firmou nada concreto, continuam somente querendo pedaços.

Vassili
Vassili
8 anos atrás

Bem…….. ja que o papo descambou de vez do assunto……….. vcs que citam que o atual número de aeronaves de 1ª linha da FAB bate perto das 100 unidades………… vamos lá…. 43 A-1…….. 12 F-2000…….. 57 F-5M….. totalizando……. 112 unidades…….. entre aeronaves de caça, interceptação e ataque……. até ai a conta bate……… mas…… (sempre tem ele, coisa chata esse mas)…………. Vcs se esquecem de uma coisa: sempre que um vetor chega ao limite da vida útil e necessita ser substituido, quase sempre ele é substituido por um vetor bem mais moderno, porêm em número significativamente menor, pois o novo modelo… Read more »

Vader
8 anos atrás

Pessoal, caiam na real: a Embraer e uma montadora. Uma boa montadora, mas ainda assim uma montadora. Ela fabrica bem pouco das pecas que utiliza, e o ST “todoamericano” e a prova disso. O Brasil não produz sequer uma turbina. Estamos pelo menos 30 anos atrasados em matéria de cacas. Sequer produzimos um bom treinador a jato. Não temos demanda interna. E o mercado externo esta fechadissimo e ocupadíssimo, com diversos cacas dividindo um mercado em constante encolhimento. De modo que percam as esperanças. Tem muita coisa que a Embraer e a FAB podem fazer sem precisar se meter num… Read more »

Vader
8 anos atrás

Ah sim, e pra constar pro “andar de cima”, que talve não saiba: o Rafale custou 50 bilhões de euros. O Typhoon outro tanto. O JSF esta indo pra 200 milhões de dólares.

Precisamos disso? Temos demanda? Há mercado externo? E acima de tudo: há dinheiro?

Enquanto todas as respostas não forem positivas, não vale a pena enriquecer empresário e acionista com verba publica.

DrCockroach
DrCockroach
8 anos atrás

Perfeito o comentario do Vader.

Acho, ainda, que a medio prazo a Embraer passarah a atuar na defensiva no segmentos de jatos comerciais, especialmente de pequeno porte. Tem varios paises entrando no mercado (China, Emirados Arabes Unidos, …) e que nao terao que carregar nas costas todo o peso do custo Brasil (impostos, ineficiencias, burocracias, mais impostos, mais ineficiencias, mais burocracia, ainda mais impostos…). O cambio supervalorizado eu coloco com possivelmente temporario.

A Embraer ainda acaba sobrevivendo no medio prazo se transferir plantas para o exterior.

[]s!

Giordani RS
Giordani RS
8 anos atrás

Vou jogar água nessa fogueira…
A EMBRAER e o brasil ainda não teem capacidade de construir asas supersônicas(em cunha), por mais conhecimento teorico que possua, e isso não sou Eu quem diz, mas quem trabalha no chão da fábrica…e isso que a FAB já opera aviões supersônicos a mais de 30 anos…

Resumindo, por melhor que seja o know-how da embraer, ela é apenas uma montadora…

Control
Control
8 anos atrás

Senhores Todas as empresas fabricantes de aviões são montadoras, ou melhor, integradoras. Elas projetam uma aeronave e desenvolvem a solução técnica inteira com participação de todos os fornecedores que entraram no projeto. Na produção final, elas apenas juntam e montam todas as partes. Em geral, mesmo as partes da aeronave que ficaram como responsabilidade direta da integradora final (Embraer, Boeing, etc) não são produzidas diretamente por elas, mas sim por uma subsidiária (Neiva, por exemplo, no caso da Embraer). Quanto à capacidade da Embraer em produzir asas para aviões supersônicos, ela certamente pode fazê-las, como diversos engenheiros brasileiros podem confirmar.… Read more »

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Marketing de Guerra É um livro de Al Ries e Jack Trout publicado pela primeira vez em 1985 que trata do marketing como uma guerra, com referências ao clássico ‘On War’ de Karl von Clausewitz. Leitura obrigatória, ao menos na época que terminei a faculdade ‘a long time ago’, tornou-se referência para muitos executivos e tenta explicar o posicionamento das empresas e como elas podem se movimentar no campo de batalha mais cruel de todos os tempos, a cabeça do consumidor. De forma dinâmica e sugestiva, faz correlações que demonstram o quanto são parecidas as estratégias de marketing e de… Read more »

Antonio M
Antonio M
8 anos atrás

Srs. às vezes por todos estarem certos é que fica evidente a “coisa” estar errada !!! rsrsrsrsrs!!!! E a “coisa” é o FX2!!!!! Acertamos quando se afirma não termos certas capacidades no momento, acertamos quando se diz não termos capacidades pois a demanda não justifica o investimento e acertamos quando afirmamos que as parcerias são necessárias, para que não se repitam o erro do Rafale bem como deve ser “a parceira” para que não se repitam erros como o CBA123 (apesar do erro não ter sido apenas parceria). Como defensor do Gripen, ainda é tempo para fechar a parceria com… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
8 anos atrás

A incapacidade da Embraer em desenvolver aeronave supersônica, não é complexo, mas pura falta de know how. É só ver o portifólio de produtos da empresa, nenhuma das aeronaves tem perfil de voo supersônico, simples assim. E não o ufanismo tolo e exaltado, somente pq venderam 20 turbo-hélices p/ a USAF. Outra coisa, ninguém sobrevive no mercado atendendo nichos, a MC Air sucumbiu qndo o seu varejo (MD-11, MD-95) não capturou e reteve suficiente market share, nem os montes de contratos c/ o Pentágono (F-15; F/A-18; AV-8B; C-17; Harpoon) salvaram a empresa, p/ a imensa felicidade da Boeing, que recolheu… Read more »

Nick
Nick
8 anos atrás

É claro que HOJE a Embraer não tem todas as competências para desenvolver SOZINHA um caça supersônico de alto desempenho, como já citei lá atrás 😉 MAS : Nada impede que seja feita Parcerias (ex:SAAB) que tem mais de 70 anos de experiência desenvolvendo caças, ou mesmo a Dassault, ou até a BAE, só para ficar nas Européias e não dar alergia nos antimaericanos. 🙂 E recentemente temos exemplo de apoio tecnológico como no caso do KAI FA-50 (realizado com grande ajuda da LM). Como não podemos realizar algo parecido, se a Embraer deve ter um histórico de desenvolvimento muito… Read more »

Grifo
Grifo
8 anos atrás

Caro Nick, concordo integralmente. A única forma de se aprender a fazer um caça supersônico moderno é fazendo um, e a nossa única chance de fazer um é em parceria com um outro país. Mais do que o fato de não dominarmos toda a tecnologia, a grande verdade é que não temos nem dinheiro e nem **tempo** para fazer sozinhos. Vários aqui já falaram do primeiro, mas o segundo para mim é ainda mais crítico. A Índia – para dar um exemplo de quem está fazendo o seu primeiro caça supersônico – começou o projeto do Tejas em 1990 e… Read more »

Nick
Nick
8 anos atrás

Caro Grifo, Concordo também que não temos tempo, e um caça de prateleira (novo ou semi-novo) vai ter de ser adquirido para atender as necessidades IMEDIATAS da FAB. Mas, vamos esperar esses caças virarem sucatas para novamente iniciar esse ciclo de compra de prateleira? o F-XX? Ou é melhor iniciarmos agora, com os caças do FX-2 ou FX-2U entrando em operação, o início de desenvolvimento de um 5ªG (e temos várias possibilidades FS-2020 sueco, AMCA Indiano, o FX Turco, o KF-X coreano). E o horizonte de 15 anos começa agora, ou seja em 2026/27, teríamos algo nacional (nos moldes do… Read more »

Nick
Nick
8 anos atrás

Errata: desconsiderem a última frase 🙂

[]’s

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

Caro Mauricio R., Concordo 100%, boa análise. A idéia do Brasil desenvolvendo um caça 5G é ABSOLUTAMETE contrária a tudo que se observou e se aprendeu com o mercado nos últimos 15/20 anos. Exemplos não faltam, e muitos já foram dados aqui nesse fórum. Do ponto de vista mercadológico, a aviação é um setor que se fixou como altamente especializado. Quem fabrica uma coisa não fabrica ou não deve fabricar outra. Os custos de desenvolvimento são altíssimos e o mercado é altamente competitivo. A Boeing, por exemplo, é muitas vezes maior que a Embraer e nem por isso se arrisca… Read more »

Giordani RS
Giordani RS
8 anos atrás

“Control disse: 3 de janeiro de 2012 às 9:32 …Quanto à capacidade da Embraer em produzir asas para aviões supersônicos, ela certamente pode fazê-las, como diversos engenheiros brasileiros podem confirmar. Naturalmente não produz ou tem gabaritos para tanto, pois não esta envolvida com a produção de um avião com estas características. Não produzir não quer dizer não ser capaz de fazer.” Tá bom…então o brasil não vai à Lua por que não quer? Não instala APG-63 nos Mikes porque não quer? Defendemos os céus da pátria com AIM-9B porque não queremos ter AIM-9L? -9X? Conhecimento teórico, até zamundense tem. Todo… Read more »

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

Acabei de lembrar que ainda não comprei minha revista n°3 das Forças de Defesa! Que desleixo! kkkk… Xeu imprimir logo o boleto 🙂

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

Caro Giordani RS,

É exatamente isso. O povo fala de desenvolver isso ou aquilo como se fosse um jogo de computador, com dinheiro virtual.

Parece que querem um 5G só pra ter o que ver de legal nos portões abertos de Anápolis de 2025!

Já to até imaginando, vai ter gente levando revista de aviação pro banheiro, dado será o prazer de ver um 5G tupiniquim estampado na capa!

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Nick e Grifo, Com a revolução provocada pela tecnologia ‘stealth’ o mercado de caça provavelmente será estratificado entre aeronaves de 5ª geração (com grandes recursos tecnológicos, mas altos custos de aquisição e operação) e aeronaves mais simples (e leves) de geração 4,5 (sem amplos recursos furtivos, porém menores custos de aquisição e operação). Será, no meu entendimento, o velho Hi / Low Mix… 🙂 A camada ‘High’ será ocupada por poucos tipos de aeronaves, oriundas de 4 (quatro) ou 5 (cinco) GRUPOS de fabricantes, possivelmente Lockheed, Boeing, Sukhoi, Chengdu e Eurofighter. Neste nível não temos condições de entrar no mercado… Read more »

DrCockroach
DrCockroach
8 anos atrás

Como tiria o incauto aquele durante uma suruba: Organizacao POR FAVOR!!!! O DrCockroach estah confuso sobre do que se estah falando aqui; qual eh o objetivo de desenvolver um caca supersonico? Alguem poderia responder? Seria, talvez: a) Melhorar a defesa aerea do Brasil? A resposta aqui provavelmente eh negativa pois pode-se ter algo de prateleira, mais barato, que darah conta do recado e com ainda mais qualidade. Nao haverah conflitos de anos que demandem mais que estoque de reposicao, mas producao local; mas neste caso, a ind. local seria a primeira a ser atacada; b) Promover a industria nacional de… Read more »

Ivan
Ivan
8 anos atrás

Dr. Barata,

Só existe a opção ‘d’, de doido.

Sds,
Ivan.

Grifo
Grifo
8 anos atrás

E como disse muito bem o Vader acima porque colocar dinheiro publico em empreendimentos privados?

Caro Drcockroach, todos os países do mundo tem política industrial (um outro nome mais bonito para “colocar dinheiro público em empreendimentos privados”) porque ela cria empregos, movimenta a economia, melhora a balança de pagamentos externa, e porque o dinheiro ainda volta para o governo em forma de impostos.

Acho que a idéia de um caça nacional seria boa se tivéssemos tempo e dinheiro para fazê-lo. Como não temos…

Nick
Nick
8 anos atrás

Caro Dr Barata Vou responder na minha visão claro 🙂 Desenvolver um caça supersônico, e ainda de 5ª geração “praque”? Todo o processo de desenvolvimento acaba gerando conhecimentos/tecnologias que acabarão resultando em avanços na capacidade da empresa contratada? No caso a Embraer. Ou seja seria algo parecido com o FX-2, mais especificamente o Gripen NG, mas mais radical, já que não será meramente pegarmos praticamente um projeto pronto, vamos pegar o projeto do início. A FAB terá um caça com sua “cara” de acordo com as especificações que ela julga necessárias e não adaptações de um caça feito para defender… Read more »

Control
Control
8 anos atrás

Senhores Há diversas questões levantadas neste tópico/debate: 1- Qual o encaminhamento da Embraer daqui para frente e se compensa, para ela, a fabricação de um caça supersônico no futuro. 2- Qual seria o objetivo estratégico do Brasil quanto a aviação de caça e se compensa para o país o desenvolvimento e fabricação de caças supersônicos no país. 3- Temos a capacidade ou não de desenvolver os ditos caças no Brasil. 1- Quanto ao primeiro aspecto, dificilmente o investimento necessário poderá ser bancado pela Embraer e eventuais fornecedores / parceiros e é muito improvável que a direção da empresa queira correr… Read more »

DrCockroach
DrCockroach
8 anos atrás

Se os amigos provarem que investir dinheiro publico num caca supersonico nacional: a) tem efeito multiplicador acima de 1 (o Gripen, na Suecia, teria sido de cerca de 2) descontado temporalmente; b) que os recursos investidos num caca supersonico nacional nao teriam uso melhor em nem um outro investimento (inclusive o de ficar no bolso dos contribuintes, pois comigo tem efeito multiplicador, gera impostos, etc), entao o DrCockroach acreditaria na viabilidade do mesmo. Mas se isto nao for provado, e acho pouquissimo provavel que seja, nao concordo; usando o “achismo” aqui me parece claro que tal investimento nao se sustenta.… Read more »

DrCockroach
DrCockroach
8 anos atrás

P.P.S.: Quanto ao governo investir em navios de carga transatlanticos acima, o DrCockroach nao falava serio, caso alguem nao tenha percebido. Prezado Nick, Compreendo seu ponto de vista e veja que simpatizo com a ideia do Brasil participar de partes do Gripen NG, a onde as empresas contratadas deverao ter financiamento junto aos Suecos. Esta eh a ideia dos off-sets, etc. Mas entrar em algo mais sofisticado demandaria tempo (como apontou o Grifo) e recursos que podem ser priorizados p/ outros fins. A melhor politica que o governo pode fazer no momento, e equanime, eh retirar este fardo pesado das… Read more »

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

Pois é Dr. Barata, o pessoal tá querendo importar o modelo indiano de desenvolvimeto: Ganhamos a Guerra e o Povo que Morra de Fome. As duas principais diferenças entre o Brasil e os demais BRICs (Rússia, ìndia e China) daqui a 15 anos serão: 1. O Brasil será a única potência não detentora de ICBMs, Porta Aviões Nucleares e (provavelmente) Caças 5G. 2. O Brasil será o país com a maior renda per capita dentre todos os demais. Será também o que tirou mais pessoas (proporcionalmente) da linha da miséria e da pobreza. Seu PIB/Per Capita será mais que o… Read more »

Vader
8 anos atrás

Prezado Grifo: Creio que esta havendo alguma confusão. Política industrial pode sim gerar resultados vantajosos para um povo, ainda que se gaste dinheiro publico neste processo. O ponto e que a política industrial se insere num contexto maior, de governança. E governar e determinar prioridades e gerenciar custos-benefícios. E na escala de prioridades e de investimentos que geram mais resultados creio eu que um caca supersônico stealth 100% nacional se situa bem abaixo de outras de nossas necessidades e mazelas. Mais a mais a Embraer e uma empresa adulta e saudável, com acesso a imensas e excelentes linhas de credito.… Read more »

Grifo
Grifo
8 anos atrás

Existem inumeros exemplos de politicas industrias totalmente erradas e que apenas direcionaram renda p/ grupos especificos com pifios retornos, no Brasil inclusive (industria nacional de computadores…) E governar e determinar prioridades e gerenciar custos-benefícios. E na escala de prioridades e de investimentos que geram mais resultados creio eu que um caca supersônico stealth 100% nacional se situa bem abaixo de outras de nossas necessidades e mazelas. Caros Drcockroach e Vader, concordo integralmente. Investir em projeto bons dá um bom retorno, investir nos projetos errados é jogar dinheiro fora. Apenas sou contra o argumento “a priori” que o governo não pode… Read more »

Antonio M
Antonio M
8 anos atrás

“…2. O Brasil será o país com a maior renda per capita dentre todos os demais. Será também o que tirou mais pessoas (proporcionalmente) da linha da miséria e da pobreza. Seu PIB/Per Capita será mais que o dobro do chinês e 4x maior do que o indiano. …” Isso é equivocado. PIB/Per Capita é conta de padaria. O que interessa é a distribuição de renda, que no Brasil está sendo bancado com uma carga exorbitante de impostos, para serviços/bolsa família insatisfatórios. O IDH é um índice mais plausível e os BRICs não estão muito bem colocados. No caso do… Read more »

antonio_nunesneto
antonio_nunesneto
8 anos atrás

Está sendo noticiada a aquisição de 6 exemplares do Super Tucano por Angola.

Alguém confirma?

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

Caro Antonio M, Dizer que renda PIB/Per Capita é conta de padaria é de uma ingenuidade ou ignorância tão grande que me desculpe, nem irei considerar. A argumentação acabaria por exaurir-me. Apenas para registrar, visto que obviamente você não fez economia, o IDH é uma função, na verdade uma média geométrica, baseada nos seguintes fatores: a) Expectativa de Vida; b) Anos de Escola em média; c) Anos em que se espera Estudar (não sei traduzir); d) PIB/PER CAPITA!!! Dessa forma se atenha as coisas que você conhece pra não ofender quem estudou muito pra fazer essas “contas de padaria”. Um… Read more »

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

Caro antonio_nunesneto,

Pelo que diz a imprensa angolana, o negócio já foi fechado.

Abraço.

Antonio M
Antonio M
8 anos atrás

Corsario137 disse: 3 de janeiro de 2012 às 17:48 2. O Brasil será o país com a maior renda per capita dentre todos os demais. Será também o que tirou mais pessoas (proporcionalmente) da linha da miséria e da pobreza. Seu PIB/Per Capita será mais que o dobro do chinês e 4x maior do que o indiano. Sim, isso é conta de padaria. o PIB/Per capita sozinho diz pouca coisa. E é com essa conta que agora regurgitam por aí que somos a 6º economia global, que passamos Alemanha etc. Como você mesmo mostrou, o PIB/Per serve de componente do… Read more »

Antonio M
Antonio M
8 anos atrás

E estudar por estudar, o Mantega também estudou economia, já deu aulas, é ministro e passa longe de ser unanimidade …..

Corsario137
Corsario137
8 anos atrás

Caro Antonio M, 1. Faça um gráfico de linha com os dados de IDH de todos os países e outro de renda per capita e veja se a curva não será mui parecida, inclusive as derivações. Um é função do outro, portanto, a menos que você também queira questionar a matemática, renda per capita é um dos impulsionadores do IDH. Se os indivíduos tem mais dinheiro eles também tem condições melhores de educação e saúde. Enfim, leia o relatório dos BRICS atualizado da Goldman & Sachs e verá que são os americaos que dizem que o Brasil oferecerá melhores condições… Read more »