quarta-feira, outubro 20, 2021

Gripen para o Brasil

Fotos da primeira missão dos caças Gripen suecos sobre a Líbia

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Conforme já noticiado aqui, na sexta-feira (8 de abril) os caças Gripen suecos baseados na Sicília fizeram sua primeira missão sobre espaço aéreo líbio, para fazer cumprir a zona de exclusão aérea conforme determinado pela ONU (clique aqui para ler a matéria).

Porém, na sexta-feira o site das Forças Armadas Suecas ainda não havia liberado fotos da missão. Hoje, essas fotos foram acrescentadas ao informe.

Na imagem acima (clique nela para ampliar), um dos caças recebe combustível em voo, durante a missão realizada na sexta-feira. Pode-se ver que a aeronave está configurada com mísseis ar-ar de curto alcance e orientação por infravermelho nas pontas das asas (modelo IRIS-T), mísseis ar-ar de orientação por radar ativo em pilones subalares (modelo AMRAAM), três tanques externos (dois sob as asas e um na estação ventral) e um pod litening em pilone sob a parte frontal da fuselagem. Pode-se ver estendida a sonda retrátil de reabastecimento.

Já na foto abaixo, vê-se a aeronave reabastecedora, logo após a decolagem da base de Sigonella, com o Monte Etna ao fundo. Trata-se de uma versão de reabastecimento em voo do C-130 Hercules, que na Suécia recebe a denominação  TP 84 T.

FONTE / FOTOS: Forças Armadas da Suécia

NOTA DO EDITOR: para saber se essa participação da Suécia no conflito estava gerando repercussões naquele país, pesquisamos  informações em alguns jornais suecos. As notícias a respeito normalmente não aparecem com destaque. Vimos que o Stockholm news (em inglês) está realizando uma enquete sobre o envio dos oito caças Gripen para operações sobre a Líbia. O jornal perguntou se os leitores achavam certo que eles não participassem de combates contra alvos terrestres. A resposta com mais votos foi “a Suécia nem deveria estar na Líbia”, com 46% do total. Em segundo lugar, veio a resposta  “não, a Suécia deveria participar de maneira completa”, com 38% dos votos. Na lanterna, com 16% dos votos, a resposta “sim” (concordando que os caças não devem atacar alvos em terra).

De qualquer forma, não podemos dizer se a enquete foi popular, com seus 152 votos até às 19h30 (horário de Brasília) deste sábado, por não sabermos quantos votos outras enquetes do jornal receberam (apenas os resultados estão disponíveis). Entre dezenas e dezenas de enquetes listadas pelo jornal, uma delas a respeito do tempo, encontramos uma bastante interessante – se a Suécia deveria ou não fazer parte da OTAN. O placar foi bastante apertado: 52% responderam que sim e 48% votaram não.

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Mauricio R.

Interessante:

1-) o nº na empenagem do Gripen da 1ª foto:

262

2-) em algum momento durante a revo, a cesta passou perto de ser sugada pela turbina???

Mauricio R.

Nunão,

É somente a coincidência, entre a aeronave da foto ter como designativo o nº 262 e o pioneiro jato alemão.

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