No gráfico acima o F-35 dos Fuzileiros Navais americanos. O armamento interno seria usado no primeiro dia de operações e o externo a partir do segundo dia, quando as defesas do inimigo já estivessem destruídas

A propósito básico do F-35 Joint Strike Fighter (JSF) é cumprir as tarefas de ataque ao solo que agora são desempenhadas pelo F-16 Fighting Falcon, F-18 Hornet, and AV-8B Harrier.

Basicamente, o JSF foi pensando como caça-bombardeiro, para atuar em céus mais seguros que tenham sido limpos por caças de superioridade aérea como o F-22 Raptor e o F-15 Eagle.

A grande vantagem do F-35 é a grande quantidade de aeronaves que vai ser produzida, o que não pode ser feito com o F-22, pelo seu alto custo de aquisição.

O tamanho, desenho e capacidade do F-35 foram projetados pensando em missões de ataque.

O avião é primariamente um substituto para o F-16 e tem por essa razão dimensões parecidas com este. O F-22, por sua vez, é muito maior e tem tamanho comparável ao F-15, que foi projetado para substituir.

A capacidade de armas do F-35 e do F-22 são comparáveis às do F-16 e do F-15 respectivamente. Tanto o Eagle quanto o Raptor foram projetados primariamente para missões ar-ar, de superioridade aérea, com carga de mísseis ar-ar correspondente.

O F-22 tem quatro baias internas para mísseis, com duas baias laterais para mísseis AIM-9M/X Sidewinder e duas baias centrais para três mísseis AIM-120C AMRAAM cada.

O F-35, por ser uma aeronave bem menor, tem apenas duas baias internas e seis pilones externos nas asas como mostra a imagem abaixo, de duas versões do JSF, a CTOL e a STOVL. A versão naval embarcada tem uma asa muito maior.

Comparado com o JSF, o F-22 tem maior tamanho e volume interno. Entretanto, o F-22 também tem uma limitação importante: suas baias centrais foram projetadas em torno do  AIM-120 AMRAAM que tem somente 3,65 m de comprimento e envergadura máxima de 0,45m.  Essas dimensões são suficientes para as missões de superioridade aérea, mas para missões de ataque, as armas são maiores e mais largas que o AIM-120, por isso é muito difícil integrar armas ar-solo no F-22.

As únicas armas ar-solo que podem ser integradas ao F-22 são a GBU-32 JDAM guiada por GPS, que tem cerca de 3,05 m de comprimento e é baseada na bomba de emprego geral de 455kg, Mk.83 e as SDBs, que pesam cada uma 250 libras e com o triplo de alcance. Assim como as JDAMs, são guiadas por INS/GPS.

A maioria das armas ar-superfície são da classe de 2.000 libras (910kg), com comprimento em torno de 3,80 e 4,25 m, portanto muito grandes para caber no F-22.

Uma das características originais do projeto é que a estação ar-ar fica num trilho articulado, e sai quando a porta da baia se abre, como se vê na foto acima.

Com essas limitações em mente, os  projetistas do F-35 fizeram as baias internas do avião paras as armas de 2.000 libras. As armas que ditaram predominantemente seu comprimento e profundidade foram as AGM-154 JSOW e GBU-31 JDAM de 2.000 libras.

Cada baia do F-35 tem duas estações de armas, como mostrado acima. Armas ar-solo como a JSOW e a JDAM são transportadas na estação mais externa. Armas ar-ar também podem ser transportadas nesta posição, mas normalmente são transportadas na estação mais interna, que é dedicada para esta função.

Na imagem abaixo, as armas que podem ser transportadas internamente pelo F-35:

Na imagem abaixo, as armas que podem ser transportadas externamente pelo F-35:

Nos gráficos a seguir, as missões típicas das variantes CTOL da US Navy e STOVL do USMC.

FONTE: Aerospaceweb.org / Apresentações da Lockheed Martin

Tagged with:
 

35 Comentários to “Missões típicas do F-35 e suas configurações”

  1. Icaro disse:

    Acho que é o resultado de um geração de aviões tipo pato – “nada,anda e voa”, mas não faz nada disso direito – faltou alguem que fizesse pelo menos algo direito e retornou se a aviões “especializados” com capacidade de cumprir um outro papel – ar-ar ou ar-terra -, mas de forma secundaria.

  2. Vader disse:

    Caramba Galante, essa série está de arrebentar o coração do fã, hehehe… Excelente, parabéns!

    Concordo em tudo, com apenas algumas observações:

    Basicamente, o JSF foi pensando como caça-bombardeiro, para atuar em céus mais seguros que tenham sido limpos por caças de superioridade aérea como o F-22 Raptor e o F-15 Eagle.

    Discordo. O JSF não precisa que limpem os céus para ele. Essa a grande diferença. Suas caracteristicas conjuntas de stealth, contra-medidas (inclusive ECMs) e consciência situacional sem precedentes, aliada às modernas armas ar-ar, dão a ele uma “survivability” inédita.

    Qualquer aeronave que interfira com a sua missão de ataque vai entrar numa gelada: não vai conseguir derrubá-lo, pode vir a ser abatida, e de qualquer maneira, se sobreviver, poderá não ter base para pousar (o F-35 já a destruiu antes).

    Isso não desmerece o F-22: é claro que se os F-35 puderem contar com a presença e o “watch my six” dos F-22 a missão do F-35 se torna imensamente mais fácil: vira tiro ao pato ou, como diria o americano, “a piece of cake”. Mas ele não precisa disso para realizá-la.

    Por isso que o F-35 é o “multirole” perfeito: para executar suas missões ele apenas precisa de outros F-35.

    Não é um caça-bombardeiro, insisto: é o primeiro e até o momento único verdadeiro MULTIROLE do mundo, pois é o único que só precisa dele mesmo pra operar. Os outros são arremedos de multirole: caças ou caças-bombardeiros que foram transformados para cumprirem missões de ataque.

    “A grande vantagem do F-35 é a grande quantidade de aeronaves que vai ser produzida, o que não pode ser feito com o F-22, pelo seu alto custo de aquisição.”

    Discordo, até porque o F-35 será mais barato que o F-22, mas nem tanto.

    Sua grande vantagem não reside nos números, mas na sua “survivability”, que talvez pudesse ser traduzida como “persistência em combate”, ou “capacidade defensiva”, e que é gerada pela junção: stealth + contra-medidas + consciência situacional + armas.

    É um novo paradigma de aeronave para o séc. XXI. Daqui a 100 ou 50 anos todos lembrarão do F-22 como o último grande caça americano da Guerra Fria, mas quem ganhará o título de “revolucionário” será o F-35.

    Aí cabe a pergunta que é quase uma afirmação: se a FAB (admitindo-se que teríamos a grana e o alinhamento político necessário) procura efetivamente um multirole (e não um caça adaptado a missões ar-solo), porque não o F-35?

    Abraço.

  3. luiz otavio disse:

    o Jobim disse que não merecemos.
    mas convenhamos, o naval parece um inseto esmagado rsrsrs
    será que terá mais pontos externos?

  4. Edu Nicácio disse:

    “o naval parece um inseto esmagado”

    Hehehe… Mas eu não ligaria de termos pelo menos uns 108 desses na FAB (F-35A) e uns 72 na MB (F-35C)… Não acharia ruim MESMO…

    Abraço

  5. Edcreek disse:

    Olá,

    Bela serie de materias.

    Ao meu ver o F-35 leva clara vantagens contra um 4.5G, mas com alguns riscos com atuação em rede pelo inimigo ou emboscadas para trazer a batalha para o campo visual.

    Mas vejo que contra um inimigo de 5º geração(T-50) teria serios problemas já que tem uma carga interna limitada o que o obrigaria a utilizar cabides externos sacrificando o desing da 5º geração.

    Quem viver verá,
    Abraços,

  6. Bosco disse:

    O texto se equivoca quando diz que a única arma ar-sup do F-22 são as bombas JDAM de 1000 libras. O F-22 também pode levar até 8 SDBs pesando cada uma 250 libras e com o triplo de alcance. Assim como as JDAMs, são guiadas por INS/GPS.

  7. Valeu Bosco, boa lembrança, vou alterar.

  8. Vader, segura essa, mermão. Lembra do Pierre M. Sprey? Esse cara fez parte da “Fighter Mafia”, que juntamente com John Boyd, conseguiram empurrar o F-16 pra USAF, pois eles achavam o F-15 muito pesadão.

    Olha só a opinião do Sprey sobre o F-35:

    It gets even worse. Even without new problems, the F-35 is a “dog.” If one accepts every performance promise the DoD currently makes for the aircraft, the F-35 will be:

    - Overweight and underpowered: at 49,500 lb (22,450kg) air-to-air take-off weight with an engine rated at 42,000 lb of thrust, it will be a significant step backward in thrust-to-weight ratio for a new fighter.

    - At that weight and with just 460 sq ft (43 m2) of wing area for the air force and Marine Corps variants, it will have a wing-loading of 108 lb per square foot. Fighters need large wings relative to their weight to enable them to manoeuvre and survive. The F-35 is actually less manoeuvrable than the appallingly vulnerable F-105 “Lead Sled” that got wiped out over North Vietnam in the Indochina War.

    - With a payload of only two 2,000 lb bombs in its bomb bay – far less than US Vietnam-era fighters – the F-35 is hardly a first-class bomber either. With more bombs carried under its wings, the F-35 instantly becomes “non-stealthy” and the DoD does not plan to seriously test it in this configuration for years.

    - As a close air support attack aircraft to help US troops engaged in combat, the F-35 is a nonstarter. It is too fast to see the tactical targets it is shooting at; too delicate and flammable to withstand ground fire; and it lacks the payload and especially the endurance to loiter usefully over US forces for sustained periods as they manoeuvre on the ground. Specialised for this role, the air force’s existing A-10s are far superior.

    However, what, the advocates will protest, of the F-35?s two most prized features: its “stealth” and its advanced avionics? What the USAF will not tell you is that “stealthy” aircraft are quite detectable by radar; it is simply a question of the type of radar and its angle relative to the aircraft. Ask the pilots of the two “stealthy” F-117s that the Serbs successfully attacked with radar missiles in the 1999 Kosovo air war.

    As for the highly complex electronics to attack targets in the air, the F-35, like the F-22 before it, has mortgaged its success on a hypothetical vision of ultra-long range, radar-based air-to-air combat that has fallen on its face many times in real air war.

    The F-35’s air-to-ground electronics promise little more than slicker command and control for the use of existing munitions.

    The immediate questions for the F-35 are: how much more will it cost and how many additional problems will compromise its already mediocre performance? We will only know when a complete and rigorous test schedule – not currently planned – is finished. The F-35 is a bad deal that shows every sign of turning into a disaster as big as the F-111 fiasco of the 1960s.

  9. luiz otavio disse:

    neste ramo não há hunanimidades, sem falar dos lobbys, até o raptor sofre críticas.

  10. Daniel Rosa disse:

    Bem, pelo que vejo não incluiram o NSM norueguês no plantel de armamentos transportados pelo F-35! Ele é, inclusive, o unico missel anti-navio que pode ser transportado internamente…

  11. Eu diria que o F-22 sofre mais críticas ainda da velha guarda da Fighter Mafia, do que o F-35.

  12. Almeida disse:

    Num outro post a configuração ar-ar do F-35 mostrava 4 AIM-120C e nenhum AIM-9X, mas aqui diz que é possível carregá-los internamente.

    Gostaria que confirmassem a combinação AIM120C mais AIM-9X já que acredito que carregando apenas mísseis BVR eles estejam dando um tiro no pé… Confio na capacidade de dogfight do F-35 desde que usem seus sensores integrados, capacete revolucionário e mísseis de curto alcance off-boresight de última geração em conjunto, dispensando assim a necessidade de super manobrabilidade.

  13. Vader disse:

    Galante, na minha opinião ele está errado. Tudo bem, ninguém pode acertar sempre, mas ele está se apegando às concepções que ele mesmo criou.

    Tanto é que ele fala mal do F-22 e do F-117 derrubado na Sérvia (quando é fato que este foi derrubado por pura negligência).

    Enfim, um caso típico de “contra-lobby”. :)

    Abs.

  14. Vader, não fale assim do “Papa”… heheh

  15. Clésio Luiz disse:

    Tem uma coisa a levar em consideração nessa história de defesa aérea. Muito se repete sobre “usar os armamentos internos no primeiro dia e armamentos externos no segundo dia quando as defesas aéreas forem destruídas”. O que essa frase tem de errado é que ela não encontra fundamento em nenhum conflito até agora. Até agora todas as guerras terminaram com o inimigo ainda possuindo defesas anti-aéreas, mesmo que degradadas. Então essa estória de poder carregar armamento externo é uma falácia, porque os inimigo sempre terão as defesas ativas, mesmo que seja só uma bateria de canhões ou mísseis.

    Como bem lembrado pelo Galante, mesmo aeronaves stealth são vulneráveis às defesas modernas. A questão é que elas são MENOS vulneráveis que as aeronaves convencionais, mas mesmo assim podem ser abatidas. Vejam que o F-117, tendo um RCS muito menor que o F-35, foi engajado e derrubado por um sistema russo já antigo para os padrões atuais. Imagine então o que pode fazer um F-35 diante de uma bateria S300 de último tipo ou contra o novo S400?

    E se é para fazer comparações entre modelos, meu amigo Galante, por favor, compare os dados do F-35 naval com o F-4M inglês, com motores Spey. Peso vazio, carregado, combustível interno, relação peso-potência, carga alar, carga de mísseis e bombas. São dados interessantes, que podem finalmente abrir os olhos daqueles que crêem cegamente na propaganda da Lockheed.

  16. Pois é Clésio, boa sacada.

    A galera de hoje tá cometendo o mesmo erro da época do Vietnã, quando resolveram abolir os canhões em favor dos radares e dos mísseis. Deu no que deu.

    Com o F-35 é mesma coisa: “nós somos espertos, vamos trocar performance por invisibilidade e por eletrônica, que funciona.”

    O problema é que está se confiando no BVR, que vai ser tudo resolvido assim e não é verdade, já que engajamentos BVR mal sucedidos acabam virando WVR.

    Nessa arena o F-35 é um pato ou “cachorro”, vai apanhar.

  17. dieter91360 disse:

    Wow…Somebody is completely in love with the F-35.

  18. Nick disse:

    Caro Galante,

    Há de convir que do Vietinam até os dias de hoje a eletrônica, misseis, evoluiram muito. O que não era confiável ontem … Hoje é. O que os analistas pensavam (fim de canhão na década de 60) hoje é bem mais plausível, e no futuro quem sabe?? Ainda acredito que haverá mudanças que perimitirão o uso de misseis WVR internamente, e ao mesmo tempo + 4 BVRs. Pelo que eu sei o ASRAAM é WVR.

    []‘s

  19. Atento disse:

    Essa história do Vietnã e dos canhões é uma falácia. O que ocorreu de fato, foi que o congresso norte americano decretou que os pilotos dos caças precisavam obter confirmação visual do alvo, antes de os atacar. Desta maneira, não adianta o cara ter mísseis de última geração que alcançam 40 milhas.

  20. luiz otavio disse:

    na minha humilde opinião creio que um caça sem canhão é igual um soldado sem uma faca, é aquela arma confiável, que não quebra e que não custa carregar, na dúvida é melhor ter.

  21. Atento disse:

    É sempre um peso a mais reduzindo tua relação peso-potência. Lembra dos Bf-109? Uma das versões mais apreciadas pelos seus pilotos era aquelas que tinham somente 1 canhão e duas metralhadoras, justamente pelo avião ser mais leve e manobrável que seus análogos mais bem armados.

  22. Almeida, quando ao AIM-9X ser carregado internamente, ainda é planejamento. O problema é que o sensor do míssil IR para travar no alvo só funciona se o míssil estiver para fora.

    Por isso por enquanto só haverá AIM-9X na asa.

    Aliás, o F-35 nem fez teste de tiro ainda, por enquanto é tudo “salto de fé”.

  23. Almeida disse:

    Obrigado Galante!

    Mas eles não poderiam “amarrar” o sensor EOS ao míssil via datalink e lançá-lo no modo lock-on after launch? Como planejado para os Mica IR + Rafale?

  24. Caipira disse:

    O Galante está promovendo uma verdadeira cruzada para “difamar” o F35, rsrsrsrs.
    Daqui alguns anos saberemos quem está certo….

  25. Sim Almeida, acho que vai ter que amarrar ao JHMCS.

  26. Caipira, não é difamar, é mostrar o outro lado e não só o que afirma o marketing da LM.

    Eu particularmente torço pelo F-35 e não contrário.

  27. Bosco disse:

    Almeida,
    O AIM-9X Block 2 poderá ser designado por radar e ser lançado no modo LOAL recebendo atualizações do alvo via data-link (up-link a partir do radar do caça), e desse modo atingir alvos no limite do seu envelope cinético de 40 km e que se encontrava no momento do lançamento fora do alcance de travamento do imageador térmico do míssil.
    Na verdade, todos os mísseis WVRAAMs de quarta e quinta geração, com capacidade “high off boresight” podem, à princípio, operar no modo LOAL, sem precisar “travar” antes do lançamento, já que podem atingir alvos inclusive no hemisfério traseiro, designado por capacete, etc.
    Desse modo é claro que ele não precisou travar seu seeker no alvo antes de ser lançada, já que míssil não tem pescoço. rsrrsrsr (por enquanto).rsrsr
    Só que isso é aparentemente mais fácil que travar em um alvo distante no modo LOAL devido a grande mudança de posição de um alvo rápido e manobrável como um caça, em distâncias em que o alvo se encontra fora do alcance da sensibilidade do sensor.
    Teoricamente um míssil WVRAAM pode ser lançado “às cegas” apenas guiado pelo sistema inercial, de modo autônomo e sem comunicação com o caça, e a partir de um ponto pré-estabelecido passar a varrer uma determinada área com o sensor travando em alvos que satisfaçam aos algorítmos do software do sistema de processamento do míssil, reconhecendo-o como um alvo válido. Só que na prática isso não é feito para mísseis ar-ar de curto alcance.
    No caso do F-35 levar mísseis de curto alcance nos compartimentos internos eles seriam usados provavelmente contra alvos distantes e não em combate aproximado, e provavelmente com o concurso de um data-link (disponível para o Asraam) já que muito provavelmente os paineis do compartimento de armas não são projetados para serem abertas e ficarem abertos por muito tempo para permitir o disparo no modo LOBL, estando o caça implementando manobras violentas.

    Um abraço.

  28. Bosco disse:

    O ASRAAM citado no texto, que parece poderá ser levado internamente é capaz de travar após o laçamento, embora apenas de forma autônoma, já que não tem um data-link.
    Em compensação possui um sistema de navegação inercial avançado, processadores digitais poderosos, um imageador altamente sensível e software compatível com o modo LOAL.

  29. Deivid disse:

    Exelente série sobre o F-35 hehehe,estou virando Fã dessa aéronave!!
    Olhá vamos raciocinar,o F-35 não precisa de cobertura de ninguem,é um legitimo “multirole”,é deficiente para um “dog fight” mas dispara misseis a longas distancias,ates mesmo do inimigo perceber de onde veio,o F-35 é simples mente um ótimo negocio tanto para taque ar-ar e melhor ainda para ar-solo!!

    Abraços. e parabens pela série !!

  30. Ivan disse:

    Bosco e Vader,

    Quando o PAK-FA foi lançado apareceu nos mesmos uma “canoa” de 4,5 metros de comprimento, certamente furtiva e coberta de RAM, onde possivelmente poderia levar mísseis ar-ar de curto alcance, entre outras cargas.

    A utilização desta “canoa” pode degradar um pouco a furtividade.
    Contudo, poderia ser uma alternativa para o F-35 Lightning II, quando em missão furtiva, contar com mais 2 (dois) mísseis, estes possivelmente de curto alcance e IR.

    Como o Sidewinder tem aletas, talvez, e estou apenas especulando, a melhor alternativa para integrar estas “canoas’ seria o ASRAAM ou até mesmo o A-Darter :) .

    Esta alternativa seria viável?

    Abç,
    Ivan, o antigo.

  31. Bosco disse:

    Ivan,
    O AIM-9X tem as aletas bem mais curtas que a do “M” e não creio que tenha envergadura maior que a do ASRAAM já que o mesmo possuiu um diâmetro maior (160mm) que a de um Sidewinder (127mm).
    Acho que onde cabe um Asraam, caberia um “X”.
    A idéia das “canoa” é interessante, embora eu ache que 2 SRAAMs nas asas prejudica muito mais o supercruzeiro (do Typhoon, por exemplo) que a furtividade.
    O motivo do F-35 não levar os SRAAMs como padrão parece ser mesmo o fato dele não pretender (e nem precisar) se envolver em um combate de curto alcance. Se o fizer, será contra outro caça de quinta geração, o que ainda levará ainda algum tempo para acontecer.
    Não há motivo para um caça de geração superior entrar em combate corpo a corpo com um caça “inferior”. Por que faria isso, correndo o risco de igualar as chances, se pode resolver a parada de longe?
    Seria o mesmo que um sniper abandonar seu Barret M-82 e puxar a faca contra o inimigo. Isso até que pode acontecer, mas seria o exceção e não a regra.
    Provavelmente o RCS frontal de um míssil como o AIM-9X seja menor que 0,05 m2. Chute, baseado no provável RCS de um Harpoon, que é de 0,1 m2.
    Claro que 2 fariam diferença, principalmente para um caça que pretende ser stealth, mas não creio ser fundamental.
    Há também um tal “fator multiplicador” que faz com que a soma do RCS de dois objetos seja maior que a soma matemática dos valores dos dois isoladamente. Talvez isso ocorra pela interação dos reflexos na fuselagem, etc.
    Também o uso de “cabides e lançadores” aumenta o RCS das cargas externas. Por isso o RCS de dois mísseis de curto alcance nas pontas das asas, que não precisa de cabide, mas apenas do lançador, teria menor efeito na degradação da furtividade. Também essa localização reduz a interação com a fuselagem.
    Claro que em missões em que se espera uma ameaça de alta intensidade o ideal é usar uma configuração de máxima furtividade e esses mísseis seriam dispensáveis, pra não dizer, proibitivos.
    Fato é que caças de quinta geração não precisam levar mísseis de curto alcance se esperam enfrentar caças de quarta geração (incluindo os que tem aquelas cruzinhas depois do “ão”, rsrsrsrs). Os que o fazem, como por exemplo o F-22 e o Pak-Fa, o fazem por medo de darem o derradeiro passo em direção à evolução, tendo em vista algumas lições do passado a que estão arraigados. na verdade funcinando os mesmos como “muletas psicológicas”.
    Ou então, por preverem situações assimétricas (e bota assimétrico nisso) onde o custo/benefício não compensaria lançar um BVRAAM já que não haveria nenhum risco para a integridade do mesmo. Outra situação seria se no projeto de um caça de quinta geração estaria previsto o enfrentamento de ameaças de mesma geração. Parece ter sido esse o fator determinante para o Pak-Fa.

    Ah! Antes que me esqueça! Idem para o canhão. rsrsrsr
    Um abraço.

  32. Ivan disse:

    Bosco,

    Um Sniper treinado vai sempre evitar o contato aproximado com o inimigo, atacando-os de longe, a partir de posições cobertas e, se possível, protegidas.

    Entretanto se um Sniper for surpreendido a curta distância por um inimigo, durante o deslocamente ou ao mudar de posição, certamente não usará a faca (a não ser pela necessidade de silêncio), nem muito menos o longo fuzil Barret M-82, mas uma pistola Beretta M-9 (ou similar), que leva como muleta psicológica (com 15 tiros ‘froidianos’ calibre 9mm).

    O canhão de 25mm tipo gatling de 5 canos, previsto para a versão da US Air Force, o F-35 A lightinig II, talvez seja esta muleta que vc se referiu, em que pese gostar das velhas bocas de fogo… he he he.
    Sua utilização é improvável, pois usá-lo significa arriscar a aeronave em um padrão de combate que prestigia a agilidade, que, obviamente não é o forte dela.

    Entretanto um par de mísseis IR, apontados pelo capacete e capacidade de disparo LOAL seriam mais que muletas com improvável utilização.

    A necessidade de um F-35 usar um míssel IR certamente é indesejável, mas não será improvável, não no futuro próximo.

    Esqueça um pouco os combates recentes dos norte americanos, que possuem a maior máquina de guerra do mundo.

    O enfrentamento seria entre dois países que possuem forças aéreas poderosas mas equivalentes. O primeiro com aeronaves ocidentais, notadamente o F-35 A Lightining II como 1/3 de sua frota. O segundo com aeronaves orientais, em maior número, notadamente Sukhoi Su-30 ou Sukhoi Su-35.
    A consciência situacional não é perfeita para nenhum dos dois lados, em face dos ataques aéreos de interdição e do uso de foguetes balisticos com ogivas convencionais.
    Os F-35 estão, obviamente, levando vantagem, pois podem operar de forma furtiva, ligado o radar só em rápidos momentos para evitar detecção. Mas o número de aeronaves adversárias é grande e usam intensamente o IRST nas patrulhas aéreas, além de maciças medidas de ECM.

    Neste cenário, inevitavelmente, os F-35 entrariam em contato próximo com aeronaves inimigas. Este contato é indesejável, mas ocorreria.
    A utilização de mísseis como o AMRAAM AIM-120 em combate aproximado não é o ideal, até porque o combate virou visual.
    Não é aconselhável ligar o pós-combustor para fugir, pois aumentaria a assinatura infra vermelha, oferecendo um alvo melhor.
    Super cruise não existe, nem seria a solução…
    Seu inimigo usa mísseis com guiagem por radar ativo, mas também por IR, conforme doutrina russa, sendo que estão equipados com mísseis WVR de 5ª geração apontados por HMS…

    Impossível de acontecer?

    Não creio.

    Um par de mísseis ar-ar Sidewinder AIM-9 X, com capacidade LOAL, apontados pelo capacete, podem fazer a diferença entre voltar para casa ou não.

    O problema é que não há espaço para eles, pois na baia de mísseis é melhor levar os dois AMRAAM AIM-120 e não há onde adaptar as canoas russas para armas. Basta observar o desenho esquemático do F-35 acima.

    Mas agora vamos piorar um pouquinho a situação.

    O país que opera aviões orientais comprou recetemente aeronaves russas SU-50 e já possue um esquadrão operacional.
    São poucas unidades ainda, mas usados basicamente em missões de superioridade aérea, em face das ameaças dos F-35.
    Como a detecção antecipada e frontal é difícil, optaram por recuar os SU-50 e parte dos SU-35, aguardar os ataques furtivos em patrulhas aéreas de combate e partir em perseguição usando sua maior velocidade sem pós-combustor.

    Complicou?

    Entenda amigo, sou fã do F-35 Lightning II, gostaria muito de ter umas duas ou três duzias na FAB, mas não creio que venha a ser a panacéia dos céus, pois nenhuma aeronave, arma ou equipamento o será.

    Possivelmente os Lightning II vão precisar muito mais da escolta dos Raptor do que os congressistas americanos pensam, mas certamente tanto quanto a US Air Force sabe.

    A preocupação dos futuros operadores do JSF – Joint Strike Fighter não é totalmente infundada, pois superioridade aérea não é seu forte.
    Enquanto tiver sob o guarda chuva da US Air Force, tudo bem.
    Mas como ficariam se tiverem que enfrentar a chuva?

    Finalmente,
    sabe o Sniper, aquele atirador de elite.
    É importantíssimo, mas não ganha uma guerra sozinho.

    Abç,
    Ivan, um antigo infante.

  33. Bosco disse:

    Ivan,

    Sem dúvida você está certo.
    Só uma curiosidade. O F-35 deverá ter à sua disposição o canhão GAU-22, que é baseado no GAU-12. O GAU-22 é um canhão Gatling de 25 mm, mas tem somente 4 canos e não 5 como seu progenitor.
    http://1.bp.blogspot.com/_kdcsVoFMTKM/STaMs4VlmHI/AAAAAAAAPOw/d0PPIqlPyJ4/s400/00info36.jpg

    Um abraço.

  34. Ivan disse:

    Mestre Bosco,

    Eu não conhecia o novo canhão GAU-22.
    Pensava que iriam com o GAU-12 mesmo.
    Obrigado.

    Outro ponto, este muito mais importante.

    Minha meta, aqui, entre amigos, não é estar certo ou errado, mas trocar conhecimentos e idéias, numa busca permanente de crescimento pessoal e coletivo.

    Grande abraço,
    do seu aluno, Ivan :) .

  35. Tadeu Mendes disse:

    Gostaria de parabenlizar os participantes desse blog.

    O nivel de conhecimento tecnico e operacional de alguns tipos de hardware (F-35 / misseis) e bastante elevado.

    Fico muito contente em saber que esse tema e manejado com entusiasmo, admiracao e competencia, pelos participantes dessa excelente discussao, e mais ainda em saber que ai no Brasil, existem nao somente pessoas interessadas no tema mas como tambem capacitadas a discutir sobre o mesmo.

    Para mim, o F-35 signfica um avanco extraordinario da aviacao militar.

    Estou especialmente deslumbrado pelo interface do capacete que sera usado pelos pilotos do caca, e tambem pelo flatsrceen do cockpit.
    Todos os instrumentos analogicos desapareceram.

    O HMDS (Helmet Mounted Display System) representa uma revolucao em termos de HCI (Human Computer Interface), o que propcia uma grande vantagem em termos de Situational Awareness.

    Gostaria de ver a FAB e a MB equipadas com varios esquadroes de F-35.

    Espero que o tema Defesa e Tecnologia ganhem um patamar mais elevado na palta da politica nacional.

    Corrijan-me se estiver errado, mas eu acho que o MD esta muito politicamente contaminado para tomar decisoes relevantes na area da defesa. O caso do FX-2 e um exemplo disso.

    Uma vez mais, parabens a todos.

    Tadeu Mendes
    Boston-USA

Comente

Você precisa estar logado para postar comentários.

Já saiu o número 4 da nossa revista impressa Forças de Defesa, com 96 páginas. Garanta já o seu exemplar, por apenas R$18,00. O preço já inclui o envio registrado pelos Correios e a embalagem protetora. Para adquirir o seu exemplar, clique num dos botões abaixo. Use o PagSeguro para gerar um boleto pagável em qualquer banco e o PayPal para pagar com cartão de crédito. Para dúvidas sobre outras formas de pagamento e demais informações, envie um e-mail para [email protected]. Ao comprar a revista, o leitor torna-se assinante dos sites das Forças de Defesa, podendo postar comentários após o seu cadastramento.