Home Sistemas de Armas Missões típicas do F-35 e suas configurações

Missões típicas do F-35 e suas configurações

887
35

No gráfico acima o F-35 dos Fuzileiros Navais americanos. O armamento interno seria usado no primeiro dia de operações e o externo a partir do segundo dia, quando as defesas do inimigo já estivessem destruídas

A propósito básico do F-35 Joint Strike Fighter (JSF) é cumprir as tarefas de ataque ao solo que agora são desempenhadas pelo F-16 Fighting Falcon, F-18 Hornet, and AV-8B Harrier.

Basicamente, o JSF foi pensando como caça-bombardeiro, para atuar em céus mais seguros que tenham sido limpos por caças de superioridade aérea como o F-22 Raptor e o F-15 Eagle.

A grande vantagem do F-35 é a grande quantidade de aeronaves que vai ser produzida, o que não pode ser feito com o F-22, pelo seu alto custo de aquisição.

O tamanho, desenho e capacidade do F-35 foram projetados pensando em missões de ataque.

O avião é primariamente um substituto para o F-16 e tem por essa razão dimensões parecidas com este. O F-22, por sua vez, é muito maior e tem tamanho comparável ao F-15, que foi projetado para substituir.

A capacidade de armas do F-35 e do F-22 são comparáveis às do F-16 e do F-15 respectivamente. Tanto o Eagle quanto o Raptor foram projetados primariamente para missões ar-ar, de superioridade aérea, com carga de mísseis ar-ar correspondente.

O F-22 tem quatro baias internas para mísseis, com duas baias laterais para mísseis AIM-9M/X Sidewinder e duas baias centrais para três mísseis AIM-120C AMRAAM cada.

O F-35, por ser uma aeronave bem menor, tem apenas duas baias internas e seis pilones externos nas asas como mostra a imagem abaixo, de duas versões do JSF, a CTOL e a STOVL. A versão naval embarcada tem uma asa muito maior.

Comparado com o JSF, o F-22 tem maior tamanho e volume interno. Entretanto, o F-22 também tem uma limitação importante: suas baias centrais foram projetadas em torno do  AIM-120 AMRAAM que tem somente 3,65 m de comprimento e envergadura máxima de 0,45m.  Essas dimensões são suficientes para as missões de superioridade aérea, mas para missões de ataque, as armas são maiores e mais largas que o AIM-120, por isso é muito difícil integrar armas ar-solo no F-22.

As únicas armas ar-solo que podem ser integradas ao F-22 são a GBU-32 JDAM guiada por GPS, que tem cerca de 3,05 m de comprimento e é baseada na bomba de emprego geral de 455kg, Mk.83 e as SDBs, que pesam cada uma 250 libras e com o triplo de alcance. Assim como as JDAMs, são guiadas por INS/GPS.

A maioria das armas ar-superfície são da classe de 2.000 libras (910kg), com comprimento em torno de 3,80 e 4,25 m, portanto muito grandes para caber no F-22.

Uma das características originais do projeto é que a estação ar-ar fica num trilho articulado, e sai quando a porta da baia se abre, como se vê na foto acima.

Com essas limitações em mente, os  projetistas do F-35 fizeram as baias internas do avião paras as armas de 2.000 libras. As armas que ditaram predominantemente seu comprimento e profundidade foram as AGM-154 JSOW e GBU-31 JDAM de 2.000 libras.

Cada baia do F-35 tem duas estações de armas, como mostrado acima. Armas ar-solo como a JSOW e a JDAM são transportadas na estação mais externa. Armas ar-ar também podem ser transportadas nesta posição, mas normalmente são transportadas na estação mais interna, que é dedicada para esta função.

Na imagem abaixo, as armas que podem ser transportadas internamente pelo F-35:

Na imagem abaixo, as armas que podem ser transportadas externamente pelo F-35:

Nos gráficos a seguir, as missões típicas das variantes CTOL da US Navy e STOVL do USMC.

FONTE: Aerospaceweb.org / Apresentações da Lockheed Martin

Subscribe
Notify of
guest
35 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Icaro
Icaro
9 anos atrás

Acho que é o resultado de um geração de aviões tipo pato – “nada,anda e voa”, mas não faz nada disso direito – faltou alguem que fizesse pelo menos algo direito e retornou se a aviões “especializados” com capacidade de cumprir um outro papel – ar-ar ou ar-terra -, mas de forma secundaria.

Vader
Vader
9 anos atrás

Caramba Galante, essa série está de arrebentar o coração do fã, hehehe… Excelente, parabéns! Concordo em tudo, com apenas algumas observações: Basicamente, o JSF foi pensando como caça-bombardeiro, para atuar em céus mais seguros que tenham sido limpos por caças de superioridade aérea como o F-22 Raptor e o F-15 Eagle. Discordo. O JSF não precisa que limpem os céus para ele. Essa a grande diferença. Suas caracteristicas conjuntas de stealth, contra-medidas (inclusive ECMs) e consciência situacional sem precedentes, aliada às modernas armas ar-ar, dão a ele uma “survivability” inédita. Qualquer aeronave que interfira com a sua missão de ataque… Read more »

luiz otavio
luiz otavio
9 anos atrás

o Jobim disse que não merecemos.
mas convenhamos, o naval parece um inseto esmagado rsrsrs
será que terá mais pontos externos?

Edu Nicácio
9 anos atrás

“o naval parece um inseto esmagado”

Hehehe… Mas eu não ligaria de termos pelo menos uns 108 desses na FAB (F-35A) e uns 72 na MB (F-35C)… Não acharia ruim MESMO…

Abraço

Edcreek
Edcreek
9 anos atrás

Olá,

Bela serie de materias.

Ao meu ver o F-35 leva clara vantagens contra um 4.5G, mas com alguns riscos com atuação em rede pelo inimigo ou emboscadas para trazer a batalha para o campo visual.

Mas vejo que contra um inimigo de 5º geração(T-50) teria serios problemas já que tem uma carga interna limitada o que o obrigaria a utilizar cabides externos sacrificando o desing da 5º geração.

Quem viver verá,
Abraços,

Bosco
Bosco
9 anos atrás

O texto se equivoca quando diz que a única arma ar-sup do F-22 são as bombas JDAM de 1000 libras. O F-22 também pode levar até 8 SDBs pesando cada uma 250 libras e com o triplo de alcance. Assim como as JDAMs, são guiadas por INS/GPS.

Alexandre Galante
9 anos atrás

Valeu Bosco, boa lembrança, vou alterar.

Alexandre Galante
9 anos atrás

Vader, segura essa, mermão. Lembra do Pierre M. Sprey? Esse cara fez parte da “Fighter Mafia”, que juntamente com John Boyd, conseguiram empurrar o F-16 pra USAF, pois eles achavam o F-15 muito pesadão. Olha só a opinião do Sprey sobre o F-35: It gets even worse. Even without new problems, the F-35 is a “dog.” If one accepts every performance promise the DoD currently makes for the aircraft, the F-35 will be: – Overweight and underpowered: at 49,500 lb (22,450kg) air-to-air take-off weight with an engine rated at 42,000 lb of thrust, it will be a significant step backward… Read more »

luiz otavio
luiz otavio
9 anos atrás

neste ramo não há hunanimidades, sem falar dos lobbys, até o raptor sofre críticas.

Daniel Rosa
Daniel Rosa
9 anos atrás

Bem, pelo que vejo não incluiram o NSM norueguês no plantel de armamentos transportados pelo F-35! Ele é, inclusive, o unico missel anti-navio que pode ser transportado internamente…

Alexandre Galante
9 anos atrás

Eu diria que o F-22 sofre mais críticas ainda da velha guarda da Fighter Mafia, do que o F-35.

Almeida
Almeida
9 anos atrás

Num outro post a configuração ar-ar do F-35 mostrava 4 AIM-120C e nenhum AIM-9X, mas aqui diz que é possível carregá-los internamente.

Gostaria que confirmassem a combinação AIM120C mais AIM-9X já que acredito que carregando apenas mísseis BVR eles estejam dando um tiro no pé… Confio na capacidade de dogfight do F-35 desde que usem seus sensores integrados, capacete revolucionário e mísseis de curto alcance off-boresight de última geração em conjunto, dispensando assim a necessidade de super manobrabilidade.

Vader
Vader
9 anos atrás

Galante, na minha opinião ele está errado. Tudo bem, ninguém pode acertar sempre, mas ele está se apegando às concepções que ele mesmo criou.

Tanto é que ele fala mal do F-22 e do F-117 derrubado na Sérvia (quando é fato que este foi derrubado por pura negligência).

Enfim, um caso típico de “contra-lobby”. 🙂

Abs.

Alexandre Galante
9 anos atrás

Vader, não fale assim do “Papa”… heheh

Clésio Luiz
Clésio Luiz
9 anos atrás

Tem uma coisa a levar em consideração nessa história de defesa aérea. Muito se repete sobre “usar os armamentos internos no primeiro dia e armamentos externos no segundo dia quando as defesas aéreas forem destruídas”. O que essa frase tem de errado é que ela não encontra fundamento em nenhum conflito até agora. Até agora todas as guerras terminaram com o inimigo ainda possuindo defesas anti-aéreas, mesmo que degradadas. Então essa estória de poder carregar armamento externo é uma falácia, porque os inimigo sempre terão as defesas ativas, mesmo que seja só uma bateria de canhões ou mísseis. Como bem… Read more »

Alexandre Galante
9 anos atrás

Pois é Clésio, boa sacada.

A galera de hoje tá cometendo o mesmo erro da época do Vietnã, quando resolveram abolir os canhões em favor dos radares e dos mísseis. Deu no que deu.

Com o F-35 é mesma coisa: “nós somos espertos, vamos trocar performance por invisibilidade e por eletrônica, que funciona.”

O problema é que está se confiando no BVR, que vai ser tudo resolvido assim e não é verdade, já que engajamentos BVR mal sucedidos acabam virando WVR.

Nessa arena o F-35 é um pato ou “cachorro”, vai apanhar.

dieter91360
dieter91360
9 anos atrás

Wow…Somebody is completely in love with the F-35.

Nick
Nick
9 anos atrás

Caro Galante,

Há de convir que do Vietinam até os dias de hoje a eletrônica, misseis, evoluiram muito. O que não era confiável ontem … Hoje é. O que os analistas pensavam (fim de canhão na década de 60) hoje é bem mais plausível, e no futuro quem sabe?? Ainda acredito que haverá mudanças que perimitirão o uso de misseis WVR internamente, e ao mesmo tempo + 4 BVRs. Pelo que eu sei o ASRAAM é WVR.

[]’s

Atento
Atento
9 anos atrás

Essa história do Vietnã e dos canhões é uma falácia. O que ocorreu de fato, foi que o congresso norte americano decretou que os pilotos dos caças precisavam obter confirmação visual do alvo, antes de os atacar. Desta maneira, não adianta o cara ter mísseis de última geração que alcançam 40 milhas.

luiz otavio
luiz otavio
9 anos atrás

na minha humilde opinião creio que um caça sem canhão é igual um soldado sem uma faca, é aquela arma confiável, que não quebra e que não custa carregar, na dúvida é melhor ter.

Atento
Atento
9 anos atrás

É sempre um peso a mais reduzindo tua relação peso-potência. Lembra dos Bf-109? Uma das versões mais apreciadas pelos seus pilotos era aquelas que tinham somente 1 canhão e duas metralhadoras, justamente pelo avião ser mais leve e manobrável que seus análogos mais bem armados.

Alexandre Galante
9 anos atrás

Almeida, quando ao AIM-9X ser carregado internamente, ainda é planejamento. O problema é que o sensor do míssil IR para travar no alvo só funciona se o míssil estiver para fora.

Por isso por enquanto só haverá AIM-9X na asa.

Aliás, o F-35 nem fez teste de tiro ainda, por enquanto é tudo “salto de fé”.

Almeida
Almeida
9 anos atrás

Obrigado Galante!

Mas eles não poderiam “amarrar” o sensor EOS ao míssil via datalink e lançá-lo no modo lock-on after launch? Como planejado para os Mica IR + Rafale?

Alexandre Galante
Reply to  Almeida
9 anos atrás

Sim Almeida, acho que vai ter que amarrar ao JHMCS.

Caipira
Caipira
9 anos atrás

O Galante está promovendo uma verdadeira cruzada para “difamar” o F35, rsrsrsrs.
Daqui alguns anos saberemos quem está certo….

Alexandre Galante
Reply to  Caipira
9 anos atrás

Caipira, não é difamar, é mostrar o outro lado e não só o que afirma o marketing da LM.

Eu particularmente torço pelo F-35 e não contrário.

Bosco
Bosco
9 anos atrás

Almeida, O AIM-9X Block 2 poderá ser designado por radar e ser lançado no modo LOAL recebendo atualizações do alvo via data-link (up-link a partir do radar do caça), e desse modo atingir alvos no limite do seu envelope cinético de 40 km e que se encontrava no momento do lançamento fora do alcance de travamento do imageador térmico do míssil. Na verdade, todos os mísseis WVRAAMs de quarta e quinta geração, com capacidade “high off boresight” podem, à princípio, operar no modo LOAL, sem precisar “travar” antes do lançamento, já que podem atingir alvos inclusive no hemisfério traseiro, designado… Read more »

Bosco
Bosco
9 anos atrás

O ASRAAM citado no texto, que parece poderá ser levado internamente é capaz de travar após o laçamento, embora apenas de forma autônoma, já que não tem um data-link.
Em compensação possui um sistema de navegação inercial avançado, processadores digitais poderosos, um imageador altamente sensível e software compatível com o modo LOAL.

Deivid
Deivid
9 anos atrás

Exelente série sobre o F-35 hehehe,estou virando Fã dessa aéronave!!
Olhá vamos raciocinar,o F-35 não precisa de cobertura de ninguem,é um legitimo “multirole”,é deficiente para um “dog fight” mas dispara misseis a longas distancias,ates mesmo do inimigo perceber de onde veio,o F-35 é simples mente um ótimo negocio tanto para taque ar-ar e melhor ainda para ar-solo!!

Abraços. e parabens pela série !!

Ivan
Ivan
9 anos atrás

Bosco e Vader, Quando o PAK-FA foi lançado apareceu nos mesmos uma “canoa” de 4,5 metros de comprimento, certamente furtiva e coberta de RAM, onde possivelmente poderia levar mísseis ar-ar de curto alcance, entre outras cargas. A utilização desta “canoa” pode degradar um pouco a furtividade. Contudo, poderia ser uma alternativa para o F-35 Lightning II, quando em missão furtiva, contar com mais 2 (dois) mísseis, estes possivelmente de curto alcance e IR. Como o Sidewinder tem aletas, talvez, e estou apenas especulando, a melhor alternativa para integrar estas “canoas’ seria o ASRAAM ou até mesmo o A-Darter :). Esta… Read more »

Bosco
Bosco
9 anos atrás

Ivan, O AIM-9X tem as aletas bem mais curtas que a do “M” e não creio que tenha envergadura maior que a do ASRAAM já que o mesmo possuiu um diâmetro maior (160mm) que a de um Sidewinder (127mm). Acho que onde cabe um Asraam, caberia um “X”. A idéia das “canoa” é interessante, embora eu ache que 2 SRAAMs nas asas prejudica muito mais o supercruzeiro (do Typhoon, por exemplo) que a furtividade. O motivo do F-35 não levar os SRAAMs como padrão parece ser mesmo o fato dele não pretender (e nem precisar) se envolver em um combate… Read more »

Ivan
Ivan
9 anos atrás

Bosco, Um Sniper treinado vai sempre evitar o contato aproximado com o inimigo, atacando-os de longe, a partir de posições cobertas e, se possível, protegidas. Entretanto se um Sniper for surpreendido a curta distância por um inimigo, durante o deslocamente ou ao mudar de posição, certamente não usará a faca (a não ser pela necessidade de silêncio), nem muito menos o longo fuzil Barret M-82, mas uma pistola Beretta M-9 (ou similar), que leva como muleta psicológica (com 15 tiros ‘froidianos’ calibre 9mm). O canhão de 25mm tipo gatling de 5 canos, previsto para a versão da US Air Force,… Read more »

Bosco
Bosco
9 anos atrás

Ivan,

Sem dúvida você está certo.
Só uma curiosidade. O F-35 deverá ter à sua disposição o canhão GAU-22, que é baseado no GAU-12. O GAU-22 é um canhão Gatling de 25 mm, mas tem somente 4 canos e não 5 como seu progenitor.
comment image

Um abraço.

Ivan
Ivan
9 anos atrás

Mestre Bosco,

Eu não conhecia o novo canhão GAU-22.
Pensava que iriam com o GAU-12 mesmo.
Obrigado.

Outro ponto, este muito mais importante.

Minha meta, aqui, entre amigos, não é estar certo ou errado, mas trocar conhecimentos e idéias, numa busca permanente de crescimento pessoal e coletivo.

Grande abraço,
do seu aluno, Ivan :).

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
9 anos atrás

Gostaria de parabenlizar os participantes desse blog. O nivel de conhecimento tecnico e operacional de alguns tipos de hardware (F-35 / misseis) e bastante elevado. Fico muito contente em saber que esse tema e manejado com entusiasmo, admiracao e competencia, pelos participantes dessa excelente discussao, e mais ainda em saber que ai no Brasil, existem nao somente pessoas interessadas no tema mas como tambem capacitadas a discutir sobre o mesmo. Para mim, o F-35 signfica um avanco extraordinario da aviacao militar. Estou especialmente deslumbrado pelo interface do capacete que sera usado pelos pilotos do caca, e tambem pelo flatsrceen do… Read more »