Getafe, Espanha – 10 de julho de 2024 – O Reino da Arábia Saudita encomendou quatro aeronaves adicionais Airbus A330 Multi Role Tanker Transport (MRTT) para a Força Aérea Real da Arábia Saudita (RSAF).

A primeira dessas aeronaves entrará em conversão no início de 2026; elas entrarão em serviço e se juntarão à RSAF em 2027 para realizar missões de reabastecimento aéreo e transporte.

“Este novo pedido demonstra o alto nível de satisfação do cliente com o A330 MRTT”, disse Jean-Brice Dumont, Chefe de Potência Aérea da Airbus Defence and Space. “Este é o terceiro contrato assinado pela Arábia Saudita para o A330 MRTT, tornando a RSAF uma das maiores operadoras de MRTT do mundo”.

O contrato também inclui um pacote de suporte logístico com peças sobressalentes, serviços de treinamento e suporte de serviço para as novas quatro aeronaves.

Todos os A330 MRTT da RSAF são configurados com pods de mangueira e drogue, sistema de lança e também receptáculo de reabastecimento, o que permite que o A330 MRTT seja reabastecido por tanques equipados com lança.

A330-MRTT.jpg
A330-MRTT

Cooperação industrial

Como parte deste contrato, a Airbus assinou em janeiro de 2024 um acordo de Participação Industrial (IP) com a GAMI (Autoridade Geral para Indústrias Militares) para o desenvolvimento e crescimento do ecossistema industrial na região em apoio ao Vision 2030, um programa do governo saudita que visa diversificar a economia do país.

Este acordo também inclui a transferência de tecnologia e know-how do A330 MRTT da RSAF para empresas locais. A SAAMS, a joint venture criada entre a SAMI (Indústrias Militares da Arábia Saudita) e a Airbus, será o principal veículo para a localização industrial.

O A330 MRTT é o mais capaz avião tanque e de transporte de nova geração, com 90% de participação de mercado fora dos EUA, com 82 pedidos de 15 países na Europa, Ásia, América e Oceania.

FONTE: Airbus

Subscribe
Notify of
guest

25 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Matheus

Baita máquina!! Infelizmente ainda é um sonho distante para a FAB…:(

BLACKRIVER

Sonho distante para os Brasileiros…

A FAB nunca sonhou em ter esse tipo de avião, afinal se realmente tivesse sonhado, teria começando construindo infraestrutura para poder opera-lo…

Rinaldo Nery

Os A330 não são baseados no Galeão? Que infraestrutura seria essa?

BLACKRIVER

Quais Bases Aéreas, exceção as que usam as pistas de aeroportos civis tem condições de operar os A330 em seu MTGW/MLGW?

Natal?
Canoas?
Cachimbo?
Santa Maria?
Ponta Pelada?
São Gabriel Da Cachoeira?

Mesmo aeroportos civis os quais foram foram construídos na época do governo militar não foram feitos com um PCN adequado pensando no futuro, mesmo que na época já tinham a informação ACN/PCN bem como outros aspectos importantes na operação de aeronaves de grande porte.

Lembre-se, não estamos falando somente de autonomia e alcance, estamos falando em operar um vetor em sua capacidade máxima como cargueiro

Last edited 4 dias atrás by BLACKRIVER
Rinaldo Nery

Das acima creio que só Ponta Pelada não opere, e pelo comprimento de pista (1800 m). São Gabriel é um aeroporto civil, onde a FAB construiu um destacamento. Operei muito lá. Conhece?

BLACKRIVER

Depois de checar o PCN dos pátios e pistas acima citados, troce vai perceber que os A330 em seu MTGW/MLGW só operam em alguns aeroportos civis brasileiros.

Rinaldo Nery

Lembrando que muitas pistas no Brasil são herança da Segunda Guerra, quando o A330 não existia. No máximo, o B-24, que aqui operava com a US Navy. Não há problema algum em operar em aeroporto civil. São dois A-330, somente. A FAB não tem recursos suficientes na DIRINFRA pra aumentar PCN de todos os pátios e pistas das Bases Aéreas. Só a reforma de Natal, a dois anos atrás, iria consumir 40 milhões, metade dos 80 milhões que a DIRINFRA possuía. Informação me passada pelo próprio ex Diretor da DIRINFRA. E, que bom que conhece São Grabriel. A maioria aqui… Read more »

BLACKRIVER

Não não há problema algum operar os A330 em aeroportos civis, alias isso é normal. Quanto a Natal, a FAB quis o aeroporto só pra ela, e agora não consegue manter, ao mesmo tempo quando tem operações não cotidianas na base como treinamento que envolve vários esquadrões, a aviação comercial que decola de São Gonçalo com destino ao sul tem que curvar a direita na proa norte e rebloquear o aeroporto para não atrapalhar as operações na base, isso incide custos aos operadores civis, este caso de Natal é só mais um exemplo clássico da falta de planejamento e da… Read more »

Jorgemateus77

____
____

COMENTÁRIO APAGADO. NÃO USE O ESPAÇO DE COMENTÁRIOS COMO PALANQUE POLÍTICO.
LEIA AS REGRAS DO BLOG:
https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Rinaldo Nery

A FAB NUNCA quis o aeroporto de Natal só pra ele. Não invente. A obra de São Gonçalo é coisa da família Garibaldi Alves, pra valorizar suas terras. São Gonçalo já é um elefante branco, que só dá prejuízo. Operei muito lá pela Azul. O aeroporto civil ter sido fechado só deu dor de cabeça pra FAB.

BLACKRIVER

Conheço
Por isso que sou crítico dos investimentos em infraestrutura, não adianta ter uma Ferrari se você não tem uma estrada asfaltada pra andar.
Simples assim

Pedro Fullback

Por esses motivos que os civis devem administrar o orçamento militar. Os militares são muito ufanista, no sentido de acharem que sabem de tudo e que não precisam dar satisfação a quem paga imposto.

BLACKRIVER

Talvez a solução fosse um misto, onde tivesse alguns conselheiros ligados ao ministério da economia.
A FAB fez muita coisa brasil afora… mas nunca pensando no ano que vem, sempre pensaram somente no hoje… infelizmente essa é a verdade…
Lembrando que a IFRAERO & DAC era órgãos “civis” comandando por militares

Rinaldo Nery

Agora é INFRAZERO.

BLACKRIVER

Concordo contigo.

Rinaldo Nery

O que isso tem a ver com a pergunta e operação do A330?

Underground

Como estão as conversões dos nossos?

RenanZ

Algo entre 0% e 100% completo

Deixo você escolher qual seja mais provável

Overandout

Nao estao

Marcos Silva

Os sauditas encomendaram 4 para reassar 2 para o Brasil em “troca” de comprar. 30 KC-390…
Fonte: cafecombolinho.com.br
* P.S. é verdade esse bilete.

Wellington R. Soares

Muitos querendo comparar o Brasil com Arábia Saudita. Devemos lembrar que o Brasil é um país pobre, com baixos investimentos nas forças armadas. A Arábia Saudita em 2023 investiu em torno de 69Bi de Bidens, enquanto o Brasil investiu em torno de 24Bi. Resumindo, não tem como comparar ! Ainda vemos muito vivendo do passado, falando que somos a maior potência militar do hemisfério Sul, só esquecem da Austrália, que hoje possuem muito mais poder de fogo que a gente. Nossa realidade é se comparar com Argentina, Venezuela, Chile, Bolívia. Agora querer se comparar com Europa e Ásia, é passar… Read more »

BLACKRIVER

Não, não somos pobres. Somos um povo onde o governo (entenda por governo, todo e qualquer funcionário publico, politico ou militar seja ela das forças armadas ou da policia) gasta sem planejamento e com supérfluos como por exemplo fazer pórticos em cidades, comprar avião com motor radial para retrofitar para operar num porta aviões que não existe mais, reformar carros de combate urututu, não terminar a modernização do AMX dentro do planejado e depois querer comprar F16 velhos. Construir aeroportos onde não precisa SBSG ao invés de reformar e ampliar o que já existe SBNT. Ao invés de continuar investindo… Read more »

Santamariense

Sem prejuízo do teu argumento, a viatura do EB que está sendo modernizada é o Cascavel, não o Urutu.

Rinaldo Nery

E roubar? Alguém rouba?

RSmith

Falta agora só eles confirmarem a compra de uns 24 KC390 :o)