domingo, dezembro 4, 2022

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FAB atua por 14 dias na Operação Ágata, deflagrada na região oeste do Amazonas (AM)

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Redação Forças de Defesa
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A operação, que aconteceu de 14 a 27 de outubro, contou com a presença de militares da Força Aérea Brasileira na área da reserva indígena Vale do Javari

O Ministério da Defesa (MD) solicitou que a Força Aérea Brasileira (FAB) atuasse na área da reserva indígena Vale do Javari – localizada nos municípios de Atalaia do Norte e Guajará, no oeste do estado do Amazonas (AM). A ação fez parte da Operação Ágata e foi deflagrada entre os dias 14 e 27 de outubro.

Contemplou, como objetivo da operação, manter a integridade do espaço aéreo brasileiro, atuar junto com as forças e agências no combate a ilícitos, controlar a informação e intensificar a presença do estado nas regiões fronteiriças.

A operação foi dividida em quatro fases, sendo a primeira para o desdobramento das forças de interesse da FAB para Eirunepé (AM); a fase dois, tratou do levantamento de informações sobre a logística das Organizações Criminosas (ORCRIM) conduzida pelo modal aéreo; a fase três, de Controle Aeroespacial, atuou de forma coercitiva contra os tráfegos aéreos ilícitos na região; e, por fim, a fase quatro, da retração dos participantes.

Força Aérea Brasileira

Pela FAB, durante os 14 dias de operação, foram cumpridas quase 160 horas de voo e, contou com o envolvimento de 46 militares de sete Unidades Aéreas e de Infantaria. A participação da FAB teve como finalidade atuar na realização de ações em proveito das tarefas de Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (IVR) e Controle Aeroespacial (C Aepc).

As aeronaves E-99 e A-29 realizaram o monitoramento do espaço aéreo da região com vistas a detectar tráfegos desconhecidos. Somente a presença dos vetores da FAB já inibe a ação das organizações criminosas. Ademais, as aeronaves de Patrulha P-95 realizaram o imageamento dos rios. No contexto das ações IVR, imagens satelitais foram geradas e analisadas, de forma inédita, com o uso de Inteligência Artificial. As informações obtidas serão utilizadas em operações interagências futuras.

O Quinto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (5º/1º GCC) – Esquadrão Zagal, propiciou enlaces de comunicação em Eirunepé, ampliando a capacidade de Comando e Controle da FAB na operação, permitindo o trâmite de dados de forma rápida e segura. Já o Grupo de Segurança e Defesa de Porto Velho (GSD-PV) proveu a segurança do pessoal, das instalações e das aeronaves que operaram deslocadas na região.

As aeronaves C-105 fizeram a mobilização e desmobilização da Operação, transportando pessoal e material para Eirunepé e, ao término, de volta para sede. A mobilidade, que significa habilidade do pessoal, das aeronaves, dos armamentos, dos equipamentos e dos sistemas de Força Aérea para, de imediato, desdobrarem-se de um aeródromo para outro, operando com igual ou maior efetividade, é uma característica marcante e expressiva da FAB. Uma aeronave H-60L Black Hawk cumpriu alerta SAR na região, em apoio à Operação.

Fizeram parte da Operação Ágata, militares da FAB que atuam no Primeiro Esquadrão do Nono Grupo de Aviação (1º/9º GAV) – Esquadrão Arara; Segundo Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação (2º/3º GAV) – Esquadrão Grifo; Segundo Esquadrão do Sexto Grupo de Aviação (2º/6º GAV) – Esquadrão Guardião; Segundo Esquadrão do Sétimo Grupo de Aviação (2º/7º GAV) – Esquadrão Phoenix; Terceiro Esquadrão do Terceiro Grupo de Aviação (3º/3º GAV) – Esquadrão Flecha; Sétimo Esquadrão do Oitavo Grupo de Aviação (7º/8º GAV) – Esquadrão Hárpia; Quinto Esquadrão do Primeiro Grupo de Comunicações e Controle (5º/1º GCC) – Esquadrão Zagal; Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE); Grupo de Segurança e Defesa de Porto Velho (GSD-PV); Instituto de Estudos Avançados (IEAv); e Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA).

Militares da FAB na Operação

Para o Esquadrão Phoenix, a operação é uma oportunidade de aprendizado, pois operar na região Amazônica é bem diferente do habitual, uma vez que a maioria das missões realizadas pelo Esquadrão são em meio marítimo. Durante o deslocamento para chegar ao local da operação, foram necessárias aproximadamente 13 horas de voo, sobrevoando um total de 2.230 milhas náuticas (4.130 quilômetros).

O Tenente Aviador Lucas dos Santos Ramalho, um dos pilotos da missão, comentou sobre a operação. “Para nós do Esquadrão Phoenix é uma oportunidade única participar de uma operação como essa, pois atravessamos o Brasil inteiro para chegarmos no oeste do Amazonas para cumprirmos a nossa missão, protegendo a nossa Amazônia e mantendo a soberania nacional. Cheguei ao Esquadrão há pouco tempo e é muito interessante participar de uma operação real como essa, tenho certeza de que me lembrarei dessa experiência e do sentimento de dever cumprido!”, disse.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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BLACKRIVER

Essa presença da FAB nos céus da Amazônia deveria ser constante, operações como a Ágata ajudam, mas não resolvem os problemas de invasões de terra; garimpos ilegais; tráfego de animais, drogas e minérios; evasão de divisas….
por mais aviões radares, helicópteros, infraestrutura de pistas…

Jorge F

A solução desse problema não envolve forças armadas e sim a presença das agências estatais. O trabalho da Agência Nacional de Mineração é muito importante para solucionar a questão.

Rinaldo Nery

A solução é multidisciplinar. Meu filho, há dois anos atrás, infiltrou a companhia de FE nessa região, de C-105. Guerrilheiros colombianos estavam provendo segurança pra garimpeiros (brasileiros) ilegais. Alguns foram mortos. Muita coisa acontece na Amazônia que não chega no sul, sudeste. Eu servi quatro anos na região.

Geraldo Augusto

Região sem lei, sem estado e a mercê de bandidos internacionais. Precisa sim das FFAA e outros órgãos estatais.

BLACKRIVER

Exatamente
FAB/EXÉRCITO/MARINHA/PF/IBAMA…
Tem que ser uma operação constantemente é conjunta.

Vítor

é o tipo de ação que precisa de divulgação pra conscientizar o povo Brasileiro.

Herm

Excelente iniciativa, o patrulhamento das fronteiras e de áreas remotas deve ter ação permanente, inclusive com sensoriamento das áreas com satélite próprio das forças armadas conectados com estações terrenas e aeronaves do patrulhamento. Não devemos dar moleza na proteção de nosso território. “Portão aberto o cachorro entra”

Jorge P

Acho que já está sendo feito por meio da constelação Lessonia que conta com o Carcará 1 e 2…. Além, das outras constelações alugadas e meios aéreos de sensoriamento remoto.

BLACKRIVER

OFF

https://g1.globo.com/ro/rondonia/natureza/amazonia/noticia/2022/10/14/sobe-para-121-numero-de-dragas-destruidas-em-operacao-contra-garimpo-ilegal-no-rio-madeira.ghtml

Somente operações multidisciplinares que envolve todos os órgãos federais, estaduais e municipais conseguem atuar de forma a combater a bagunça!

Neto

Unico fogo válido no norte. Queima de Dragas e tratores do crime organizado.

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