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Drone de combate russo S-70 Okhotnik entrará em serviço em 2024

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A Rússia está pressionando seu novo veículo aéreo de combate não tripulado (UCAV) para colocá-lo nas mãos dos militares mais cedo do que o esperado. O drone S-70 Okhotnik (“Hunter”) entrará em serviço com a Força Aeroespacial Russa um ano antes do planejado, em 2024. Isso significa que o Hunter pode se tornar o primeiro drone de combate de alto desempenho projetado para guerra convencional em grande escala a entrar em serviço com qualquer país.

A mídia russa mostrou o drone pela primeira vez em janeiro de 2019, enquanto ele realizava testes na fábrica de aviação de Chkalov, com sede em Novosibirsk. A aeronave se assemelha a um bumerangue com uma grande entrada de ar na frente na metade superior da aeronave e um bocal do motor encoberto. O famoso Sukhoi Design Bureau, fabricante de jatos da Guerra Fria e dos caças Su-35 Flanker-E e Su-57 Felon de hoje, projetou o drone.

Com peso em torno de 20 toneladas, o Okhotnik é quase tão pesado quanto um caça americano F-15 Eagle de dois motores. O drone é projetado para transportar até 13.200 libras de munições, incluindo mísseis ar-ar e ar-solo, em um compartimento interno de armas. O drone terá um alcance de 3.240 milhas náuticas e uma velocidade máxima de 620 milhas por hora.

O S-70 Okhotnik vai operar em dobradinha com o caça Su-57

O Okhotnik foi originalmente descrito como um drone autônomo, capaz de realizar missões de apoio a aeronaves tripuladas. Os esforços americanos para desenvolver um “ala leal” que possa operar ao lado de caças tripulados levaram a relatos de que Okhotnik seguiria o mesmo caminho. O Okhotnik pode executar missões de ataque contra alvos inimigos importantes, incluindo sistemas de defesa aérea, quartéis-generais e outros.

A Rússia tem tentado alcançar o Ocidente no campo de sistemas de armas autônomos, em um caso levando o drone do veículo terrestre não tripulado Uran-9 para o combate na Síria. O Uran-9 teve um desempenho ruim em condições operacionais do mundo real, embora os russos tenham aprendido lições importantes.

Os EUA, como a Forbes aponta, vêm usando drones armados desde os ataques de 11 de setembro de 2001, mas avançaram com dificuldade no desenvolvimento de drones grandes e fortemente armados como o Okhotnik.

Embora o drone MQ-9 Reaper dos EUA esteja em serviço desde 2010, ele é otimizado para uso em conflitos de baixa intensidade e contra insurgências. Contra as defesas aéreas modernas comandadas por exércitos modernos, Reaper provavelmente seria abatido em massa.

A Força Aérea dos EUA está atualmente trabalhando com seus próprios drones semi-descartáveis ​​de “loyal wingman”, e a Marinha dos EUA está desenvolvendo o avião-tanque não tripulado MQ-25A Stingray baseado em porta-aviões.

FONTE: Popular Mechanics

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Fabio Araujo
Fabio Araujo
3 meses atrás

Os russos e os americanos sempre tiveram filosofias diferentes e seus projetos refletem isso.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
Reply to  Fabio Araujo
3 meses atrás

Mas a praticidade dos russos esta em levar muita carga e fazer um grande estrago num único ataque caso seja necessário, já os americanos preferiram equipamentos menores, mais difíceis de serem localizados por conta do tamanho, com menos carga, mas que possam executar missões mais específicas com ataques extremamente precisos como destruir um carro no meio de um comboio sem afetar nada em volta. De certa forma o pensamento continua o mesmo a brutalidade contra a precisão, nada contra as duas formas de agir, eu creio que são complementares e que tem hora que é necessária a brutalidade e tem… Read more »

Last edited 3 meses atrás by Fabio Araujo
Cristiano de Aquino Campos
Cristiano de Aquino Campos
3 meses atrás

Tipo o do F-35!

Antoniokings
Antoniokings
3 meses atrás

Su-57, S-70, mísseis hipersônicos. mísseis balísticos, novos submarinos, novos MBT e etc.
A Rússia resolveu abrir os cofres e está apresentando um rol de armas notáveis.

Italo Souza
Italo Souza
3 meses atrás

Interessante e parece ser uma bom projeto

Marcelo M
Marcelo M
3 meses atrás

Faz muito sentido um caça desses de ataque ao solo com mísseis anti radiação. Talvez a missão mais perigosa de um caça, a ser feita sem colocar em risco vidas humanas. Mas no combate ar ar deve ainda ser um alvo fácil com essa velocidade máxima.