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ATAC vai fornecer treinamento aéreo adversário à USAF por US$240 milhões

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NEWPORT NEWS, VA — A Airborne Tactical Advantage Company (ATAC) anunciou que foi selecionada para fornecer treinamento aéreo adversário ao vivo a duas bases da Força Aérea dos EUA sob o programa de Suporte Aéreo Contratado (CAF) das Forças Aéreas de Combate (CAF).

De acordo com os contratos, no valor combinado de US$ 240 milhões, a ATAC fornecerá treinamento aéreo adversário para pilotos na Base Aérea de Luke, no Arizona, e Base Aérea de Holloman, no Novo México. Os contratos combinados prevêem mais de 3.000 missões por ano por até 4,5 anos, que serão fornecidos pela frota de aviões de caça Mirage F1 da ATAC e deverão começar no outono de 2020.

Os contratos fazem parte de uma rodada inicial de 5 bases operacionais que a Força Aérea selecionou no programa CAF CAS, com a Força Aérea declarando sua intenção de contratar esses serviços em até 22 bases operacionais: 12 para adversários e 10 contratados para apoio aéreo aproximado.

Mirage F1 da ATAC

“A ATAC está empoldada por ter sido selecionada para fornecer treinamento ao adversário nas bases de Luke e Holloman, permitindo-nos continuar nossa excelência no fornecimento de treinamento para pilotos americanos e aliados”, disse Scott Stacy, gerente geral da ATAC. “Com aviões F1 e pilotos da ATAC adicionais entrando em operação, estamos bem posicionados para expandir nossas operações de voo e fornecer treinamento ao adversário em bases e locais adicionais, conforme necessário”.

A ATAC é a líder global de treinamento tático aéreo, tendo sido pioneira em muitos dos padrões da indústria de serviços aéreos atualmente contratados, com uma frota de mais de 90 aeronaves, mais de 60.000 horas de voo e 20 anos de experiência operacional. A ATAC forneceu uma ampla gama de recursos de suporte aéreo contratados ao Departamento de Defesa dos EUA em locais em todo o mundo, incluindo Estados Unidos Continental, Havaí e região do Pacífico Ocidental. A ATAC ajudou a treinar equipes da Marinha dos EUA, Força Aérea dos EUA e Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA e opera regularmente em até 25 bases aéreas diferentes por ano.

A ATAC fornece treinamento tático em voo e serviços de agressores adversários para a Marinha dos EUA, Corpo de Fuzileiros Navais e Força Aérea, incluindo serviços militares de treinamento ar-ar, ar-navio e ar-terra. A ATAC é a principal organização de treinamento tático aéreo, fornecida por civis do mundo, e orgulhosamente fornece treinamento ao vivo da mais alta qualidade para esquadrões, Air Wings e Grupos de Batalha.

FONTE: Airborne Tactical Advantage Co.

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major tom
major tom
1 mês atrás

Cômico seria se um F1 abatesse um F-15 ou F-35. Isso me lembra da época da cruzex, onde um Mirage 3 abateu um Mirage 2000 da França

Andre
Andre
Reply to  major tom
1 mês atrás

Treino é treino e jogo é jogo.

Marcelo M
Marcelo M
Reply to  Andre
1 mês atrás

Mas sabemos que no Jogo isso acontece também. Mig 17 dando trabalho pra F4 no Vietnã, P51 derrubando ME 262 sobre Berlin ou mesmo os Mirage da IAF acabando com os Mig 21 novinhos do Egito (pilotados pelos russos).

Andre
Andre
Reply to  Marcelo M
1 mês atrás

Sim, é possível, em condições bem específicas, até um mig21 pode abater um f16. Mas cada vez mais isso é a exceção.

JDSSJúnior
JDSSJúnior
Reply to  major tom
1 mês atrás

O treinamento tático é exatamente para isso. Em situações quase reais verificar eventos que podem acarretar em desvantagem mesmo tendo um oponente teoricamente mais fraco. Além disso, esse aviões agressores privados têm equipamentos que simulam mísseis e seus envelopes de voo o que permite criar procedimentos evasivos. Quanto a situação de um F1 abater um F15 nesse tipo de treinamento deve ocorrer.

Kemen
Kemen
Reply to  JDSSJúnior
1 mês atrás

Com F1 acredito ser bem possivel ter algum abate de F15, principalmente porque a maior parte dos treinandos são os que tem menos experiência e por isso precisam ser treinados, já na ATAC existem veteranos da Força Aérea e da Marnha que foram contratados, por isso o treinamento é bom. Mas não é um combate real, onde muitos outros fatores poderiam influir nos resultados.

Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  major tom
1 mês atrás

Tudo é possível, visto que estes caças devem ser pilotados por veteranos pilotos muito experientes , treinando com pilotos menos experientes, mas seria uma exceção a regra. O certo é que essa empresa A Airborne Tactical Advantage Company (ATAC), tem mais poder aéreo que muitos países deste mundo!

Last edited 1 mês atrás by Karl Bonfim
Flamenguista
Flamenguista
Reply to  Karl Bonfim
1 mês atrás

Lamento mas, acho que eles não tem poder aereo algum…. A frota é específica para treinamento. Acho também que eles não tem permissao para usar armamento.

Karl Bonfim
Karl Bonfim
Reply to  Flamenguista
1 mês atrás

Meu caro “Flamenguista” é lógico, mas estou falando dos aparelhos em si, do estado de manutenção, até mesmo da quantidade de aeronaves, se estivesse armadas poderia ser usadas também para ataque e defesa, representando um poder que muitos países não têm. É isso aí!

Marcos Andrey
Marcos Andrey
Reply to  Karl Bonfim
1 mês atrás

Dizem que para o bom entendedor meia palavra basta, “dizem”!

MCruel
MCruel
Reply to  Karl Bonfim
1 mês atrás

Não precisa ir longe. Li recentemente que a Argentina teria 3 Skyhawks e 5 S.Etendard em condições de vôo. Verdade? Não sei…

RenanZ
RenanZ
Reply to  major tom
1 mês atrás

E também não teve uns F-5 da Guerra do Vietnam que “abatarem” alguns F-15/F-16 no Red Flag?

Tallguiese
Tallguiese
Reply to  major tom
1 mês atrás

Não tem nada de cômico, no topgun pilotos de F-14 davam um duro danado pra engajar F-5, claro que a arena agora é outra né BVR, mas sempre vai ter um dogfigth por aí. Lembram do caso do SU-17 contra um super Hornet?

IBIZ
IBIZ
Reply to  major tom
1 mês atrás

Ué! Não foi em uma treino desse tipo que um AMX brasileiro “abateu” um F-16. Não dá pra esquecer que as aeronaves evoluem seguindo tecnologias e doutrinas que mudam com o tempo. Então aeronaves que foram feitas para determinada função/doutrina que são colocadas em uma situação atípica para seu projeto, como um dogfighter clássico, podem se ver em desvantagem com aeronaves mais antigas porém mais adequadas (ágeis e manobráveis!) a situação.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  major tom
1 mês atrás

Cômico por que? A intenção é justamente essa. Abates devem ocorrer rotineiramente, mas se aprende com isso.

Marcos10
Marcos10
Reply to  major tom
1 mês atrás

F1 já abateram F14.

Lucianno
Lucianno
Reply to  Marcos10
1 mês atrás

E não era treinamento, na Guerra Irã-Iraque ocorreu de Mirage F1 iraquiano abater F-14 iraniano. Logicamente o contrário também ocorreu em maiores proporções.

Andre
Andre
Reply to  Lucianno
1 mês atrás

uns 100 aviões abatidos pelos F14 para 4 ou 5 perdas. O poder de um avião de geração superior combatendo aviões de geração anterior.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Andre
1 mês atrás

Na verdade muitos desses abates eram de gerações equivalentes. O problema mesmo era a forma em que foram utilizados, treinamento, etc.

Andre
Andre
Reply to  Leandro Costa
1 mês atrás

O f14 foi o primeiro 4 geração. Mesmo o mig25, lançado 4 anos anos do f14, era de terceira geração.

Peter nine-nine
Peter nine-nine
Reply to  Andre
1 mês atrás

André, você e outros aqui, têm de perceber que a guerra não se faz só de um avião ou aviões, de um navio ou navios, de um blindado ou blindados. A guerra tem muitas variáveis e em cada frente existe ou deve existir uma complexa sinfonia de maquinaria bélica que, conforme a sua distribuição, gestão, projecção e forma de uso, abate alvos como um só. Na verdade, quando um país como os Estados Unidos invade um país como o Iraque, a título de exemplo, temos de perceber que cada abate de aeronave adversária não é mérito singular de um piloto… Read more »

Gustavo
Gustavo
Reply to  major tom
1 mês atrás

Mas para o Mirage III abater o Mirage 2000, um dos nossos tinha que se sacrificar para colocar o 2000 em posição de desvantagem. Os relatos dos pilotos foram claros quanto a isso. Como disseram, treino é treino, jogo é jogo.

Capa Preta
Capa Preta
Reply to  Gustavo
1 mês atrás

Foi 1 para 1.
Existe uma reportagem da revista asas sobre este evento. Os pilotos brasileiros estudaram a fundo as vunerabilidades do radar RDI em situação de uma espécie de “queda livre” da aeronave adversária, este evento de notoriedade mundial na época aos pilotos da FAB e acelerou na França o desenvolvimento do radar RDY

Salim
Salim
1 mês atrás

Eles tem aviões, horas de vôo e tecnologia/tática superior a maioria dos paises. Gostaria de ter números receita vs gastos deles pois parecem ser bem competitivos em custos. Náo me espanta daqui a um tempo eles fornecerem defesa aérea para paises.

JuggerBR
JuggerBR
1 mês atrás

Deviam ter uma frota de Mig 28… hauahuah

Rodrigo Maçolla
Rodrigo Maçolla
Reply to  JuggerBR
1 mês atrás

🙂 🙂 pois é TOPGUN-2 vem ai

pampapoker
pampapoker
Reply to  Rodrigo Maçolla
1 mês atrás

E só pintar de preto básico e teremos o MIG -28, simples….😛

Clésio Luiz
Clésio Luiz
Reply to  JuggerBR
1 mês atrás

Agora eles tem uma frota de MiG-30, superior aos MiG-28.

Fabio Araujo
Fabio Araujo
1 mês atrás

Essas empresas civis que servem de esparring tem mais poder de fogo que muitas forças aéreas e com bons pilotos.

Ricardo Lacerda de Lacerda
Ricardo Lacerda de Lacerda
1 mês atrás

Não sou militar, se estiver falando bobagem por favor relevem, é apenas uma indagação de quem quer entender. Então o estado investe a peso de ouro o dinheiro do contribuinte para criar a mais sofisticada estrutura de defesa do mundo, com tudo que há de mais sofisticado em equipamento, com as melhores escolas de formação e as melhores agencias e sistemas de informação,  quando precisa exercitar suas força tem que contratar com o dinheiro do contribuinte, uma empresa particular nem de longe comparável em recursos de qualquer ordem, às disponíveis pelas forças a serem treinadas?  

Nilton L Junior
Nilton L Junior
Reply to  Ricardo Lacerda de Lacerda
1 mês atrás

Porque quem sabe trata de exatamente aferir as habilidades de uma doutrina com outra, nesse sentido poderão melhorar em todos os aspectos seus treinamentos, todos ganham ninguém perde.
Forças Armadas Top 10 se faz com doutrina e grana.

Salim
Salim
Reply to  Ricardo Lacerda de Lacerda
1 mês atrás

A logica americana e esta, meu caça cuta x dólares hora, se eu contratar empresa com pilotos experientes de vários países sai x-1, dai contrata empresa. Eles custeiam tudo, inclusive a estrutura necessária para manter tudo isto. Parece estranho, porem e produtivo e eles estão onde estão por esta logica.

Nilton L Junior
Nilton L Junior
Reply to  Salim
1 mês atrás

Faz sentido

nonato
nonato
Reply to  Ricardo Lacerda de Lacerda
1 mês atrás

Vou usar uma analogia. É semelhante à seleção brasileira de futebol. Em vez de ficar treinando titulares contra reservas e como nem sempre você quer se expor e chamar a Alemanha, Argentina para jogar, você faz um amistoso com o Japão, Venezuela, Grécia, Escócia. Não são os melhores do mundo, mas você faz um treino com um time diferente, em condições “reais” de jogo. Você colocar um F 22 contra outro F 22 é complicado. Como usam a mesma tecnologia, conhecimento, treinamento acaba que não tem muito como treinar. Treinar com um desconhecido dá mais realismo. Outra analogia seria um… Read more »

Marcos
Marcos
1 mês atrás

Você acha mesmo que alguma empresa do ramo vai pagar 100 milhões de dólares em um caça para ganhar contratos de 200 milhões?

A maioria dos agressores são velharias descartadas por outros países

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
1 mês atrás

Com tantos caças antigos em boas condições e tantos pilotos qualificados, não sei porque no Brasil ainda não apareceu uma companhia desse tipo.
Seria até natural.

JuggerBR
JuggerBR
Reply to  Joao Moita Jr
1 mês atrás

Pra prestar serviço pra FAB? Com que verba iam pagar o serviço?

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Joao Moita Jr
1 mês atrás

João, aqui na Banânia existe uma agência chamada ANAC. Fico imaginando o sem número de regulamentos e certificações que essa empresa teria que cumprir. E qual seria o certificado de habilitação técnica desses pilotos? Quem os checaria? A matrícula das aeronaves seria civil? Como a ANAC homologaria civilmente um Mirage F-1? E as manutenções? Seriam terceirizadas? Inspeções de assento ejetável? Pode esquecer!

Joao Moita Jr
Joao Moita Jr
Reply to  Joao Moita Jr
1 mês atrás

Eu estava cogitando uma empresa brasileira que oferecesse esses serviços internacionalmente. Poderiam ir ao Brasil, ou os brasileiros ao exterior para testes e manobras, assim como a ATAC.
Pilotos sauditas, colombianos, alemães, enfim poderiam ser enviados pelos seus países.

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  Joao Moita Jr
1 mês atrás

Além da parafernália regulatória como o Nery mencionou acima, ainda teria que ser desembolsado um capital bastante alto, que não veria provavelmente nenhum incentivo do governo, já que seria uma atividade incrivelmente especializada que geraria poucos empregos indiretos, teria que importar um sem número de equipamentos estrangeiros, etc. Seria uma bola de neve de custos operacionais que provavelmente não compensaria o investimento.

Claudio Moreno
Claudio Moreno
1 mês atrás

Boa tardes Senhores!

Depois muitos não conseguem entender por quê os EUA são e serão por muitas décadas ainda a maior potência militar do mundo.
Os caras tem uma empresa privada que compra mais de 60 aparelhos de 3°geração, para servir de agressores aos seus esquadrões operacionais!

Eu posso estar enganado, mas me digam os senhores, que outra nação do planeta tem esse capricho?

CM

Clésio Luiz
Clésio Luiz
1 mês atrás

A primeira foto mostra um detalhe interessante da aeronave, o trem de pouso “de trator”. Embora os suecos sejam os que mais fazem propaganda de suas forças operando fora da base, isso era prática comum em boa parte dos países europeus durante a Guerra Fria. O Mirage F1 está aí para mostrar que operar fora da base não era conceito exclusivo dos suecos.

charles
charles
1 mês atrás

Eu pergunto com toda tecnologia existente atualmente, um ambiente virtual não faria esse papel?

Leandro Costa
Leandro Costa
Reply to  charles
1 mês atrás

Já faz boa parte do papel, mas o ambiente virtual ainda não simula a performance de máquinas e homens sofrendo com forças G, na visibilidade ‘do mundo real,’ de como os sistemas interagem de forma real, etc. Há limites ainda para a simulação, mas ajuda BASTANTE mesmo.