quarta-feira, outubro 20, 2021

Gripen para o Brasil

Força Aérea dos EUA vai testar caça autônomo contra piloto humano

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Concepção de um caça autônomo baseado no F-35

Pesquisadores da Força Aérea dos EUA (USAF) estão projetando uma aeronave autônoma que pode derrubar um avião tripulado em combate ar-ar, com o objetivo de colocar os dois um contra o outro em julho de 2021.

O tenente-general Jack Shanahan, chefe do Centro Conjunto de Inteligência Artificial (IA) do Pentágono, disse que a equipe do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea (AFRL) está forçando os limites do que os militares podem construir, em comparação com as aeronaves que já ocupam os esquadrões do serviço.

A equipe do AFRL lançou sua busca por um avião de caça não tripulado e dirigido por IA em 2018, com o objetivo de mostrar resultados em 18 meses. O Inside Defense relatou em maio de 2018 que o “big moonshot” primeiro inseria a tecnologia de aprendizado de máquina (machine learning) em um avião menos avançado, como um F-16, antes de experimentá-lo em um jato mais novo, como um F-35 ou F-22.

“Nossos pilotos humanos, os realmente bons, têm algumas milhares de horas de experiência”, disse Rogers ao Inside Defense. “O que acontece se eu puder aumentar a capacidade deles com um sistema que pode ter literalmente milhões de horas de tempo de treinamento? … Como posso me tornar um piloto automático tático para que, em um combate ar-ar, esse sistema possa ajudar a tomar decisões em uma linha do tempo em que os humanos nem sequer podem começar a pensar?”

Se o projeto funcionar, a invenção se juntará a outros sistemas habilitados para IA que a Força Aérea deseja adicionar ao seu inventário. O conceito de drone wingman Skyborg é talvez o perfil mais alto desses programas, embora a Força Aérea esteja pressionando para adicionar algoritmos de IA e aprendizado de máquina a tudo, desde práticas de manutenção a softwares de planejamento de batalhas.

O projeto do AFRL reflete o debate revivido no início deste ano sobre se um caça autônomo poderia desafiar com êxito um humano na cabine de pilotagem, desencadeado pelos comentários do empresário bilionário Elon Musk em uma conferência da Associação da Força Aérea em fevereiro.

“O concorrente do F-35 deve ser um avião de combate controlado remotamento por um humano, mas com suas manobras aumentadas pela autonomia”, twittou Musk. “O F-35 não teria chance contra isso.”

Mas enquanto o trabalho de IA do Pentágono está ganhando força, Shanahan alertou que nem tudo o que acontece com a tecnologia futurista é uma história de sucesso. Os militares devem adotar as lições que a indústria automobilística aprendeu, disse ele – e seguir seus alertas.

“Não há veículo totalmente autônomo de nível quatro nas ruas hoje”, disse ele, apesar de várias empresas investirem bilhões de dólares na ideia. “Por outro lado, é uma década de experiência que deveríamos atrair para os militares, porque eles aprenderam muito”.

FONTE: Air Force Magazine

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RenanZ

Lockheed doidinha para mais um cheque em branco……

Marcelo

se a USAF comprar isso, loucura total…inclusive com a parte bichada que nao aguenta voo supersonico… 🙂

Marcelo

mas a idéia é outra, de serem baratos quase descartáveis, como o Kratos e o Wingman da Boeing Australia.

Vinicius Momesso

Eu particularmente não acredito em algo totalmente autônomo e consiente como no filme “Steath” de 2005, mas como um Hack que você usas nos jogos eletrônicos.

Karl Bonfim

Não sou especialista em comunicação, mas quando uma notícia dessas vem a público, teve ter anos e anos de pesquisas com teste e resultados em estágio avançado e muito mais, não acredito que isso tudo começou em 2018. Como todo palpiteiro, eu acho que dois anos é um tempo muito curto para que um projeto de tal envergadura e complexidade, empregando tecnologia muito avançadas e outras que necessitam ainda de maturação para que estejam prontas. Como sempre, russos e chineses vão ter que correr atrás, se é que já não estão. Os aliados vão esperar para ver se essa tecnologia… Read more »

Last edited 1 ano atrás by Karl Bonfim
WVJ

Com todo respeito Karl, acho que o Brasil correr atrás de qualquer iniciativa dessas passa por termos um time bem ajustado em campo, editais premiando ideias, sei lá, há muitas possibilidades; de resto, tudo é possível, basta não ficarmos tentando imitar os outros, mas investindo em nossa gente pra criar novas formas, porque acho que somos safados, mas criativos. As melhores ideias deveriam ser trabalhadas pra virarem protótipos. O melhor deveria ser fabricado, e assim por diante. Se não puser a mão na massa, se esperar por simulação digital de última geração pra começar, esquece. Deveríamos perseguir o objetivo com… Read more »

Karl Bonfim

“WVJ”, justamente isso, o problema do Brasil não é, nunca foi o povo brasileiro, pelo contrário, somos tão capazes quanto os outros povos (seremos mais capazes ainda com educação de qulidade), não somos piores nem melhores que ninguém, somos apenas diferenciados, uma espécie de síntese da humanidade, pois nas nossas veias correm o sangue indígena misturado com sangue dos europeus e africanos, com pitadas de sangue japonês, libanês e outros (tudo junto e misturado). O problema do Brasil é e sempre foi as suas elites, elas é que são safadas, mas bota safada nisso!!!

WVJ

Falou tudo meu caro!

Plinio Carvalho

Sou programador e digo, não consigo vislumbrar algo como aquele avião do filme, pode ate ser que um dia aconteça mas nesse seculo acho difícil. Tudo é código, uma maquina 100% autônoma e capaz de aprender é como se ela mesma escrevesse suas linhas de código, escrevesse, editasse, apagasse e escrevesse novamente, quem aqui for da área entende o quão doido isso é só de imaginar. Mesmo esses decolagens e aterrissagens autônomas que alguns drones fazem são linhas e mais linhas de códigos feito por seres humanos que imaginam cada possível escolha do drone, não ha escolha real da maquina,… Read more »

Last edited 1 ano atrás by Plinio Carvalho
Tadeu Mendes

Plínio,

Você como programador, já deve têr ouvido falar sôbre Machine Learning, Phyton, Big Data, Algorrítimo Genético, Cmputação Cognitiva (Watson da IBM, ou BCI (brain computer interface)?

Não será preciso esperar um século para alcançarmos a Sngularidade.

MMerlin

Sem dúvida algo similar ao filme está muito longe da realidade. Principalmente porque possivelmente nunca veremos uma IA adquirir plena consciência, o que significaria independência total de decisão.
Mas não vejo distantente a possibilidade de drones preparados para combate. Simuladores onde computadores executam esta função existem a mais de 20 anos e os atuais tem um grau de competitividade altíssimo.

Tadeu Mendes

MMerlin,

IA consciente é outro patamar. Difícil de alcançar, mas não é impossível.

Provávelmente, vamos criar AI conscientes , muito antes de sêrmos capazes de emigrarmos, para fora do sistema solar.

Aliás, máquinas toman decisões, e não são conscientes de nada. A consciência não é requisito e nem mesmo precursôra de decisões.

Last edited 1 ano atrás by Tadeu Mendes
MMerlin

Antes de conseguirmos desenvolver e aplicar uma “consciência autonoma” (fica até redundante a expressão) precisaremos entender e descobrir, de fato, o que é consciência. Este assunto cria conflitos entre os acadêmicos a tempos, principalmente em áreas como física, psicologia e filosofia.
Concordo que possivelmente alcancemos um patamar superior (como humanidade) antes de conseguirmos emigrar do sistema solar. E isto mostra o quão distante estamos de ambos os objetivos.

Last edited 1 ano atrás by MMerlin
Tadeu Mendes

MMerlin,

Meu caro, o tema (consciência) antes era debatido por filósofos, pêlo clero , pêla psicologia, pêla neuropsicologia e pêla física, agora está sendo investigado pêla neurociência.

Vamos vêr no que vai dar isso. Se você quiser eu até posso conversar Contigo mais detalhadamente sôbre o tema..

Carlos Eduardo Broglio Gasperin

Provavelmente desenvolvam os IA consciente muito antes de aprendermos a não fazer guerras e a se preocupar com o bem comum.

Tadeu Mendes

Carlos Eduardo,

O Homo Sapiens é guerreiro pôr naturêza. Está no nosso DNA e no nosso mapa mental.

Tadeu Mendes

Vinícius,

Aonde foi que você viu qualquer menção de computadôr com AI consciente? Inteligência artificial existe, mas com certas !imitacões (pôr enquanto), mas ainda estamos muito longe de produzir um HAL-9000 ou um Androide como o Terminator dos filmes de ficção científica.

Vinicius Momesso

Vem me dizer que essa notícia não o fez lembrar do filme “Steath”?

Antoniokings

Da série ‘Projetos caríssimos que não funcionam direito’.

Tadeu Mendes

Exatamente. Os projetos caríssimos made in Russia e made in China.

Nilo Rodarte

Depende de qual funcionamento direito você está falando. Assim como o F35, a caralhada de conhecimento de novas tecnologias que vão surgir disso vai estar presente nas vidas dos nossos netos (e na vida dos netos dos chineses de hoje KKKKK). Então, ainda que “não funcione”, traz um monte de desenvolvimento que vai pautar muita coisa pra frente, inclusive e certamente, muita tecnologia que vai estar presentes na casas e empresas daqui uns 50 anos ou menos. Vai até gerar novos empregos no departamento de espionagem chinês. Logo, de qualquer jeito vai funcionar sim.

Ricardo Bigliazzi

Skynet

Régis Athayde

Creio que um dos objetivos deste projeto seja preparar os pilotos americanos para uma possível defrontação com o drone supersõnico mostrado recentemente pelos russos, voando ao lado de um Su-57.

Fabio Araujo

A velocidade de processamento contra a imprevisibilidade humana!

Tadeu Mendes

Fabio,

O imprevisível cérebro humanos , não sobrevive as altas cargas Gs.impostas pêlas manobras de um adversário robotizado.

Jacinto

A velocidade de processamento vence. É o que foi demonstrado quando o Kasparov foi derrotado pelo Deep Blue em 1997. O computador fez uma jogada imprevisível (ao Kasparov) que perdeu a concentração e desistiu da partida, alegando que havia trapaça. Mas a verdade é que o Kasparov perdeu porque se desconcentrou na medida em que ele ainda poderia obter um empate.

Clésio Luiz

Tudo é muito bonito e eficiente até começar o abate de satélites de comunicação, fundamentais para operação de drones a distâncias muito longas. E EUA, Rússia e China já testaram mísseis capazes disso.
 
Parafraseando Star Trek, quando encurralados, os humanos sempre acham um caminho, mesmo que tenham que usar “cheat” contra as máquinas. Ou seja, se você não pode vencê-las no mano a mano, é apelar para puxar o plugue do cabo de rede do oponente…

Hcosta

Um drone é um veículo controlado remotamente e penso que um dos objectivos de utilizar a IA será de evitar ao máximo a comunicação por satélite, ou seja, o controlo remoto.
É um conceito diferente de um drone e trará a ciberguerra para um novo nível.
Com um drone dá para tirar o cabo de rede mas com uma IA não sei se dá. Principalmente num ambiente de combate.

Last edited 1 ano atrás by Hcosta
Marcos R.

Por isso que está se falado em veiculo autônomo, a proposta é quile a IA possa assumir sozinha, mesmo perdendo a intervenção humana a missão poderá ser cumprida.

Foxtrot

O futuro dos caças.
Acredito que após a 6 geração não existirá em países desenvolvidos caças tripulados, apenas não tripulados.
Quando essa época chegar o Brasil deverá estar comprando outro projeto importado de caça de 5 geração.
Se seguir a mesma tendência que seguiu no caso Gripen (e tudo indica que sim, pois as coisas aqui nunca mudam).

Bardini

Graças ao contrato do Gripen e aos acordos de ToT, o Brasil em conjunto com a Suécia, elaborou o projeto ArBaWING.
.
https://ftfsweden.se/wp-content/uploads/2016/11/FT2016_C07_ArBaWing.pdf
 

Last edited 1 ano atrás by Bardini
Entusiasta Militar

Sou totalmente contra esse conceito aeronaves armadas e totalmente autônomas controladas por IA e que a qualquer momento podem sofrer hackeamentos e serem voltadas a atacar as suas próprias forças e/ou sofrer panes e falhas e despejar suas muniçoes em alvos civis como casas, escolas e hospitais.

Maurício.

Entusiasta, despejar munições em alvos civis como casas, escolas e hospitais, os atuais caças já fazem, principalmente se estiverem sendo pilotados por pilotos russos, americanos e israelenses.

Fabio Araujo

Concordo e tem mais um computador sabe o que lhe ensinam mas chega uma hora em que capacidade humana de fazer o impensável surpreende a máquina. Quanto o hackeamento falam que se hakceado o drone pode voltar para a base,tá certo, mas se o hackeamento ocorrer antes da missão ser executada o drone volta para a base sem ter feito a missão.E se existe a comunicação entre o drone e a central da missão sempre vai existir a possibilidade de hackeamento ou de interferência.

Gabriel BR

Abacaxi voador 2 !

Maurício.

A segunda ilustração aparentemente mostra um dogfight, mas tem um pessoal que afirma de pé junto que dogfight é coisa do passado.
Como será esses combates 1×1 que vão fazer, vai ser na arena bvr ou wvr?
Se a tal aeronave for baseada no F-35, primeiro eles tem que resolver todos os problemas que ainda existem nessa aeronave, para depois sim, partirem para algo mais avançado.

Joao Moita Jr

Quem viu o filme Stealth???

Augusto L

Tadeu, as maquinas podem processar mil vezes mais rápidas do que um ser humano mas elas n conseguem se alto programar, não conseguem exercer funções que não foram previamente estabelecidas, por mais que a programação esteja ficando mais inteligente uma verdadeira IA esta muito longe ainda, portanto, o ser humano sempre terá que estar em alguma parte do “Loop”

Tadeu Mendes

Augusto,

O sêr humano ainda faz parte do loop em drones remotamente controlados, mas o que estamos perto de assistir, será a próxima revolução tecnológica militar.

A sêxta geração ainda será controlada por IA executando diferentes ações; baseadas em várias rotinas preprogramadas, mas a autoprogramação não está tão longe de se tornar realidade.

O que estão desenvolvendo na área de computação quântica, nanotecnologia, machine learning, robótica, e a conseguinte fusão das mesmas irão criar máquina autoprogramáveis dentro de duas décadas.

Tadeu Mendes

Para comêço de conversa; aquêles antigos SAMs russos de primeira geração, que funcionavam apenas com uma simples configuração entre radar e navegação inercial já faziam um estrago considerável. Excelentes pilôtos americanos e israelenses, tiveram seus caças abatidos pôr um poste voador supersônico; agora imaginem uma máquina autônoma via AI, executando manobras de ataque ou manobras evasivas, ultrapassando 15 Gs. e dotadas com uma velocidade de processamento de informações milhões de vêzes superior e. mais rápida do que o cérebro humano, o resultado só pode sêr um: o fim da carreira de pilôto de caça. A 6 geração já é uma… Read more »

Last edited 1 ano atrás by Tadeu Mendes
Vinicius Momesso

Pode acontecer o que aconteceu nos duelos Homem vs Máquina no Xadrez: As maquinas viraram o jogo!

usuario_da_web

A IA esta avançando mais rápido do que se imagina. Vejam o documentário AlphaGo.

Italo Souza

Um enxame de drones leves carregando apenas um Míssil Ar-Ar radar e em vôo sub sônico em formação a uma certa distância controlados por Awacs, seria certo que nenhum caça furtivo escaparia.

Andre

Enquanto isso, a antiga potência adversária não conseguiu nem colocar em operação seu primeiro avião stealth…

Welder

Vou deixar um vídeo em português com uma explicação bem didática de uma IA aprendendo a pular cactos. Ela utiliza rede neural e algoritmo genético.
O vídeo esta em português.
 
https://www.youtube.com/watch?v=P7XHzqZjXQs

Martin Mariner

Sem querer “chover no molhado” e acreditando que há pessoas muito mais bem informadas do que eu aqui, me permitam descrever rápido aqui uma possível maneira de empregar uma aeronave não tripulada em combate: Ela precisará de GPS ou algo semelhante (óbvio). Poderá decolar de forma não autônoma, mediante sinal que não estará além do horizonte. Será configurada para voar até uma determinada região geográfica pré-delimitada e nela permanecer no máximo até antes do “bingo fuel”. Chegando na área pré-delimitada, voará buscando alvo pré-identificado ou em um padrão automatizado e burro para espera por alvo, IFF. Após engajar alvo, fará… Read more »

JuggerBR

Terão na programação as Três Leis da Robótica, de Asimov?

Chesterton

IA sempre vai ser uma ferramenta para auxiliar o trabalho humano, agora substituir a complexidade de uma máquina biológica através de robós com trilhões de transistor e com 0’s e 1’s, diria que não seria um caminho possível. Ser humano tem que baixar a crista pois está tomando um baile de um vírus e mal consegue simular folding de proteínas por falta de poder computacional.

Luiz Trindade

Essa discurssão vem de longa data… Muitos a querem como visto na reportagem outros são críticos ácidos por achar que é perigoso demais dar autonomia para máquinas. De qualquer forma esse vai ser um caminho a ser trilhado pela humanidade. Se vai dar m… Só o tempo dirá…

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