Home Aviação de Patrulha FAB celebra 77 anos da Aviação de Patrulha

FAB celebra 77 anos da Aviação de Patrulha

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P-3AM Orion
P-3AM Orion

Durante a solenidade foi realizada a entrega de medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura e do Prêmio Magalhães Motta

No dia 22 de maio foi realizada cerimônia militar alusiva ao Dia da Aviação de Patrulha da Força Aérea Brasileira (FAB). O evento aconteceu na Ala 9, em Belém (PA), e foi presidida pelo Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Antonio Carlos Moretti Bermudez. Oficiais-generais, autoridades civis e militares das três forças, além de aviadores patrulheiros da ativa e da reserva, também prestigiaram o evento.

O Tenente-Brigadeiro Bermudez, parabenizou a Aviação de Patrulha pela data, destacando a importância da aviação para o país. “Eu gostaria de parabenizar a todos os patrulheiros de ontem e de hoje, que contribuíram e contribuem com a manutenção da soberania dos nossos mares, realizando uma gama de missões que perpassam desde o policiamento sobre as ações dos navios, que, de forma ilícita, realizam pesca sem autorização, até a proteção das maiores plataformas de petróleo do país, sobretudo as reservas existentes na camada pré-sal”, disse.

Durante a solenidade, o patrulheiro na ativa com mais tempo de serviço na FAB, o Secretário de Economia, Finanças e Administração da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, realizou a tradicional aposição de flores no busto do patrono da Aviação de Patrulha, Major-Brigadeiro do Ar Dionysio Cerqueira de Taunay. “Foi uma honra fazer a imposição das flores ao nosso patrono, alguém que tem uma história longa dentro da aviação de patrulha, histórias essas que vem dos anos 1940, quando a FAB participou na Segunda Guerra com a patrulha costeira no nosso país”, lembrou.

Durante o evento também foi realizada a entrega do Prêmio Magalhães Motta ao Capitão Aviador Renan Miranda Richter, do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA). Instituído pela Associação Brasileira de Equipagens da Aviação de Patrulha (ABRAPAT), a premiação é concedida ao vencedor do concurso anual de trabalhos literários relativos a assuntos de interesse da aviação de patrulha. O Capitão Richter venceu com o trabalho “A Aviação de Patrulha e o combate eletrônico moderno: uma análise acerca do desempenho da aeronave P-3AM frente aos radares LPI (Low Probability off Intercept)”.

A cerimônia contou, ainda, com a imposição da Medalha Mérito Operacional Brigadeiro Nero Moura ao Comandante do Esquadrão Orungan (1º/7º GAV), Tenente-Coronel Erivando Pereira Souza. A medalha é uma distinção concedida a militares que exercem o cargo de comandante de Esquadrão Aéreo trabalhando em prol da operacionalidade da sua organização e da Força Aérea. “Para mim, receber a comenda foi uma honra, especialmente por acontecer no norte do país, onde vivi toda a minha vida”, comemorou.

Antes do encerramento da solenidade, o Grupamento dos Patrulheiros da ativa e da reserva entoou o grito de guerra dos Esquadrões de Patrulha.

História

22 de maio de 1942 é uma data marcante para a Aviação de Patrulha. Em plena Segunda Guerra Mundial, o “Batismo de Fogo” rememora o bombardeio do submarino italiano Barbarigo por uma aeronave de Patrulha. Hoje, os patrulheiros têm a responsabilidade de vigiar, 24 horas por dia, uma área de aproximadamente 13,5 milhões de quilômetros quadrados sobre o litoral brasileiro. A missão está por conta dos Esquadrões Netuno (3º/7º GAV), situado em Belém (PA); Esquadrão Orungan (1º/7º GAV), no Rio de janeiro (RJ); e Phoenix (2º/7º GAV), em Canoas (RS).

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Pablo
Pablo
1 ano atrás

Espero que futuramente, se possivel, ver alguns embraer E-190 ou E-195 cumprindo essa missao.

Leonel Testa
Leonel Testa
Reply to  Pablo
1 ano atrás

Eu me contentaria com mais uns 12 Orions so que o modelo C mais novo para substituir os Bandeirulhas

Pablo
Pablo
Reply to  Leonel Testa
1 ano atrás

Qual a disponibilidade no mercado? A familia E-jet e moderna, so nao sei se pode ser adaptada para essa missao.

Mauricio R.
Reply to  Pablo
1 ano atrás

Não precisamos de nada da Embraer, há no mercado 5 ou 6 ofertas que supririam muito bem as necessidades de nossa aviação de patrulha marítima.
Tanto como substitutos dos P-3, como dos P-95.
Não há que se reinventar a roda, pra Embraer posar de bacana, as custas de nós os contribuintes.

kornet
kornet
Reply to  Pablo
1 ano atrás

Embraer? Isso não existe,mais.

JuggerBR
JuggerBR
1 ano atrás

Qual o estado atual das aeronaves?

TeoB
TeoB
1 ano atrás

Troca com a MB pelos A4, ai a marinha faz a patrulha, eu penso que é o que deveria ser….

Tomcat4.0
Tomcat4.0
1 ano atrás

Caros companheiros pilotos de patrulha eu ,o seu comandante, tenho o prazer de lhes entregar, como presente a nossa instituição pelos 77 anos desta função,o documento de compra de 10 P-8 Poseidon e o projeto , já em andamento, do substituto do Bandeirulha !!!

Rinaldo Nery
Rinaldo Nery
Reply to  Tomcat4.0
1 ano atrás

Compra p MB…

Antonio Azevedo
Antonio Azevedo
1 ano atrás

Meu pai que mora em Sao João del Rey fez também o patrulhamento nas B 17 no Atlântico.

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Antonio Azevedo
1 ano atrás

Meus parabéns a ele, o patrulhamento era atividade secundária dos B-17 pouco equipados de Recife, pois era um Esq. SAR, o patrulhamento era feito pelos Lockheed P2 Neptune de Salvador.
. https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRsz1HjY5Ai1WRlWH9YrBE3CagKnJwNVa-KVnmdTThbDVJP5W6QZg

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

Este era o B-17 SAR do Brasil, recebido para fazer missões de busca na região entre o Brasil e Africa que o Brasil assumiu.
. https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcSatfWCMo0rrNnUZ9ejJKCsZVNLxq_AZuQYz41shc1qqgUvJuO0-NZwHbL9RA

Walfrido Strobel
Walfrido Strobel
Reply to  Walfrido Strobel
1 ano atrás

Depois em 1969 os B-17 foram substituidos pelos. 3 SC-130E SAR em Recife, na foto ainda só usavam designação C-130 na cauda.
Depois os C-130 foram fazer missões de transporte no RJ e o 1°/6° GAv só ficou fazendo aerofotogrametria e o Brasil com 4 Esq. de Bandeirulha praticamente deixou abandonada a área entre o Brasil e Africa, só retomando com a chegada dos P-3AM.
Teoricamente os dois SC-130E que sobraram no RJ poderiam fazer missões SAR, mas na prática operavam como aviões de transporte.
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