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F/A-18D e KC-130 dos Marines colidem durante reabastecimento em voo

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As aeronaves estavam em uma missão de treinamento a 200 milhas da costa do Japão

Um caça F/A-18D Hornet biposto colidiu com um KC-130, durante uma operação de reabastecimento na costa do Japão. Ambas as aeronaves caíram no mar. Uma grande operação de busca e salvamento está em andamento.

Dois tripulantes estavam a bordo do Hornet do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA (USMC), e cinco estavam a bordo do KC-130. Ambos haviam saído da Estação Aérea do Corpo de Fuzileiros Navais Iwakuni e o acidente ocorreu por volta das 2h da manhã, horário local.

Ainda não se sabe o que aconteceu, mas o reabastecimento aéreo é uma tarefa muito desafiadora, especialmente à noite.

A estação aérea hospeda um único esquadrão de Hornets do USMC que é rotacionado dos Estados Unidos em uma base regular. Muitas vezes estes são dos esquadrões Marine Strike Fighter que pilotam o F/A-18D. Dois esquadrões foram a norma até que o F-35B entrou em operação e foi enviado para o Japão. A base sofreu grande expansão nos últimos anos e agora abriga aeronaves de asa fixa pertencentes à CVW-5, a ala aérea do USS Ronald Reagan, que se mudou de sua antiga residência na NAF Atsugi no início do ano.

A MCAS Iwakuni é também o lar dos Sumos do VMGR-152, um esquadrão de KC-130J dos Marines que é muito ativo em todo o Pacífico Ocidental.

Tripulante resgatado

Um dos tripulantes perdidos foi encontrado vivo. O USMC confirma que um dos sete tripulantes perdidos entre as duas aeronaves está sendo medicamente avaliado.

O sobrevivente é um dos tripulantes do F/A-18D.

Segue a declaração oficial completa:

MARINE CORPS BASE CAMP BUTLER, Okinawa, Japão – O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos confirma que um dos militares envolvidos no acidente está sendo avaliado por autoridades médicas competentes na Marine Corps Air Station Iwakuni.

As operações de busca e salvamento continuam para os outros seis fuzileiros navais dos Estados Unidos que estavam a bordo de um KC-130 Hercules e um F/A-18 Hornet envolvidos em um acidente a cerca de 200 milhas da costa do Japão por volta das 2:00 da manhã de 6 de dezembro.

Somos gratos pelos esforços da Força Marítima de Autodefesa do Japão, que responderam imediatamente na operação de busca e salvamento.

As circunstâncias do acidente estão atualmente sob investigação. Forneceremos informações adicionais assim que estiverem disponíveis.

FONTE: The War Zone/The Drive

41 COMMENTS

  1. Como acontece acidentes com aeronaves americanas no Japão, deve ser o intenso treinamento, que Deus conforte as famílias dos militares desaparecidos.

      • prefiro mil vezes na selva, se souber o que fazer pode sobreviver por meses na selva. Agora no oceano qualquer um morre logo e não há nada que se possa fazer, a não se torcer para que o resgate te ache rapidamente.

        • Caro Snake.
          Antes do “…se souber o que fazer …” estão APENAS 10-20m de copas, galhos e troncos das árvores para NAVALHAR o corpo no momento do “pouso”. Se passar intacto, resta ainda o chão DURÍSSIMO da Selva. A partir de então, concordo com vc: “… pode sobreviver …”.
          Abç.

    • É verdade Carlos, até porque quando os Skyhawk da Marinha colidiram, o que mais teve foi pessoal falando mal, tanto dos pilotos, como da Marinha em si, embora eu ache que a MB poderia ter dado um pouco mais de explicações.

  2. Na minha opinião, revos deveriam ser a exceção e não a norma.
    São muito perigosos.
    O pessoal faz Revo por brincadeira.
    Fazem aviões com curto alcance ou decolam de porta aviões com pouco peso para abastecer lá em cima.
    No TO, em tese, está próximo do inimigo, não pode dar moleza no ar.
    Deveria ser evitado ao máximo.

    • Na minha opinião, acho que pilotos não deveriam pilotar aviões de caça, é muito perigoso… deveriam pilotar Cessnas e Pipers…. Ele ataca de novo!!!!

      Submarinos são muito perigosos, deveriam ser construídos de cortiça, assim nunca afundariam…

    • Revo não é algo que você faz uma vez e pode fazer depois, em um conflito, anos depois. É uma atividade que exige habilidade e que para ser mantida a proficiência, exige treinamento constante. Não existe escapatória disso.

      E apesar de se uma atividade de risco, força nenhuma está disposta a abrir mão da capacidade. Um acidente envolvendo revo é algo raro, não é algo que esteja causando grande desgaste nas forças que a praticam. Aqui mesmo no Brasil, que realiza revo a 40 anos, você pode citar um incidente que tenha resultado em perda de aeronave e suas tripulações? Eu mesmo não lembro.

    • São perigosos, mas se não treinar como fica a missão num caso de guerra?
      Imagina como eram os REVOs durante a Guerra das Malvinas em que os Vulcans que bombardearam as ilhas eram reabastecidos até 4x só na IDA, e tinha avião que ia reabastece-los em vôo, que tinham que ser reabastecidos também.
      Procure sobre as Missões Black Buck ou sobre a atuação dos Avro Vulcan nas Malvinas.
      Infelizmente ossos e riscos do ofício militar.

      E que Deus ajude os aviadores americanos que caíram no Pacífico e suas famílias.

  3. Reabastecimento em vôo é feito todos os dias há décadas ao redor mundo inteiro. Não é tão perigoso como você tá imaginando. Os caças não decolam com pouco combustível dos porta aviões. Na internet você encontra vários vídeos onde muitas das vezes estão com Payload Máximo…e aparentemente esse Hornet do USMC estava numa estação aeronaval e não lotado em um CVN da Navy.

    • Não precisa bater com muita força, dependendo do local.
      Na minha turma da AFA um colega em um voo de formatura de T-25 no quarto ano bateu sem muita força com a ponta da asa no profundor do avião do líder, com isso profundor empenado travou e o avião que estava descendo não pode ser recuperado, o meu colega que estava voando de saco(carona) no avião do lider chegou a saltar de paraquedas, mas não deu tempo de abrir completamente, o paraquedas chegou a sair de sua bolsa, mas não deu tempo de abrir completamente e ele e o instrutor morreram no local, era o 2° colocado da turma, filho de um Cel. médico da FAB.
      Depois disso foi proibido o líder das formaturas dar carona aos voluntários que pediam para voar junto.
      Um toque de ponta de asa na cauda pode ser catastrófico, mesmo sem muita diferença de velocidade.

  4. Agora leiam de novo os comentários cavalheirescos aqui em relação à US Navy e me diga que se fosse uma notícia de nossa Marinha, a maioria iria está metendo o pau!!!

    E o que sempre digo, brasileiro não dá valor ao que é seu!

  5. Zona com luz amarela, tem que treinar sim.

    Militares não escolhem TO e nem condições de tempo.

    Estude sobre as guerras.

    Grandes feitos foram realizados nas piores adversidades.

  6. os romanos diziam que é melhor suar na paz que sangrar na guerra… faz parte… REVO é uma operação super complicada e indispensável em teatros de operação.

  7. Esse é um dos problemas.
    Os caças ocidentais atuais dependem muito de Revo e geralmente são feitos para tiros curtos o que considero um erro.
    Espero estar muito enganado, mas é possível que mísseis mais modernos inviabilizem a presença de aviões tanque muito próximos ao teatro de operações.
    Numa suposta guerra Brasil x Venezuela.
    O avião tanque deveria ficar na fronteira?
    Esperar o gripen voar mil km da fronteira até Caracas?
    Ou colocar o avião tanque dentro de território venezuelano?
    O alcance dos caças atuais dá a entender (ou talvez nem isso) que o caça voará 600 km tranquilamente (uma distância muito pequena por sinal para um avião supersônico), em meia hora, cumprirá sua missão em 10 minutos sem ser importunado e voará de volta tranquilamente sem ser importunado.
    Nada mais distante da realidade.
    Por isso o J 20 e os Sukhoi são maiores.
    Pressupõem que vão decolar, voar bastante, lutar bastante, sem tempo para brincadeiras (fazer Revo, pousar depois de uma hora voando…)…

    • Caro amigo, entendo seu ponto de vista, mas acho que é por isso que temos diferentes aeronaves, com diferentes perfis.

      O Gripen será nosso caça, mas sempre li e ouvi que, em se tendo grana, haveria de se preencher a lacuna com um caça “pesado”, bimotor, tipo F-15, F-18, Rafale, Eurofigther, Su-35… (melhor colocar todos que eu me lembro, senão…..)

      • Essa questão de um caça adicional, acredito que não está na visão de futuro da FAB. Pelo que tenho acompanhado nos últimos anos, o caça multi-missão GRIPEN, será capaz de realizar todas as atividades empregadas ar-ar, ar-solo, etc. O Supercruise do GRIPEN, bem como o incremento de capacidade de combustível, aliado a excelente performance do motor, permitirá ao GRIPEN uma autonomia maior, permitindo inclusive mais tempo em combate, se compararmos ao exemplo supracitado referente aos J20 e Sulhoi.

  8. Acredito que o acidente tenha ocorrido logo apos o termino do reabastecimento. Nesta hipotese o caça estaria, por exemplo, sendo reabastecido a partir da asa esquerda do C130 e, apos desconectar, infelizmente, ao inves de efetuar uma curva descendente para a esquerda, acelerou em curva ascendente para a direita, atingindo a fuselagem.
    Meus pêsames aos familiares.

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