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Vietnã Supersônico

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F-111
F-111

Por Roberto F. Santana

Com o fim da Segunda Guerra Mundial, começava o que ficou conhecido na aviação como ‘Era do Jato’ e com isso, uma corrida para se chegar à barreira do som. Em poucas décadas alguns aviões já atingiriam duas vezes a velocidade do som e notáveis aeronaves podiam até mesmo ultrapassar o Mach 3.

O voo supersônico, principalmente voos que alcançassem duas vezes a velocidade do som (Mach 2), era visto como um dos principais requisitos no projeto de aeronaves de combate, as aeronaves de caça.

Um dos maiores conflitos armados dessa época foi a Guerra do Vietnã, uma guerra que ocupou principalmente a década de sessenta, período do ápice nos projetos de aeronaves supersônicas. O Sudeste Asiático foi então, o cenário principal de combate para a estreia da aeronave supersônica com capacidade de atravessar pequenos países em pouco tempo, fazendo ataques relâmpagos e fugindo em velocidades absurdas. Era a oportunidade ideal para aeronaves como F-100, F-101, F-102, F-104, F-105, F-4, F-111, Crusader, Vigilante; darem o máximo de suas performances.

Curiosamente, a prática não se mostrou tão promissora assim para o voo supersônico. Alto consumo de combustível, falta de condições atmosféricas e de altitude ideais, distâncias na zona de combate, apoio tático para reabastecimento em voo e outros motivos, restringiram muito o uso do máximo desempenho nessas velocidades.

F-4E
F-4E

A informação abaixo mostra uma curiosa estatística do que foi o voo supersônico em combate no Vietnã:

  • Nenhum segundo de voo em combate com velocidade igual ou superior a Mach 2.2 foi registrado.
  • Nenhum segundo de voo em combate com velocidade igual ou superior a Mach 2.0 foi registrado.
  • Nenhum segundo de voo em combate com velocidade igual ou superior a Mach 1.8 foi registrado.
  • Pouco tempo de voo com velocidade igual ou superior a Mach 1.6 foi registrado (segundos).
  • Extremamente pouco tempo de voo com velocidade igual ou superior a Mach 1.4 foi registrado (minutos).
  • Extraordinariamente houve pouco tempo em voos com velocidade igual ou superior a Mach 1.2 (horas).
Strike Package da USAF na Operação Rolling Thunder
Strike Package da USAF na Operação Rolling Thunder e Linebacker

Bibliografia consultada: Northrop Case Study in Aircraft Design – William Stuart

51 COMMENTS

  1. Esses números de desempenho influenciaram no projeto AMX, no qual a velocidade supersônica foi colocada de lado em prol do alcance, carga de armas e alta velocidade subsônica a baixas altitudes ?

  2. Sobre esta matéria tem um episódio da série ¨Combates Aereos¨ do canal History que é bem interessante. Por favor pulem direto até o minuto 29:00 do filme:

  3. Talvez o exemplo mais emblemático tenha sido o F-117 seguido pelo B-2, aeronaves com motores que nem mesmo tinham (ou têm) pós-combustão.

  4. Acredito que esses caças muito velozes, tipo MIG-25, eram muito úteis para interceptar bombeiros estratégicos. Desse modo, alcançavam logo o alvo ainda distante do objetivo do atacante.

  5. Digno de nota, é também, o espetacular desempenho dos Sea Harrier contra o Mach 2 Mirage III na Falklands, não obstante todo o contexto desse combate.

  6. Curiosamente na Guerra do Vietnã houve um abate à velocidade supersônica quando um F-4E fazendo a cobertura de uma missão RESCAP (atual C-SAR) abateu um Mig-21, a tiros de canhão, em velocidade Mach 1.2

  7. Vou deixar aqui o agradecimento pela dica da Série Vietnam do Netflix que o Rinaldo e outros indicaram.

    Estou assistindo e é muito bom. Aparece muitas informações que eu desconhecia e que explicam bem como surgiu aquele atoleiro pros americanos.

    • O atoleiro, sem aquela água toda da monção como se isso fosse possível, está se reproduzindo no árido Afeganistão.
      Segue a sina de enterrar impérios.
      Então PRC, é tudo mentira, é um lugar lindo e maravilhoso, um povo amigo e hospitaleiro, facinho de ser dominado!!!!
      O Irã, cala-te a boca, viu…

      • Isso vem toda hora na minha cabeça, parece que não aprenderam.

        E nem só Afeganistão, inclua aí Síria, Iraque…. Enfim, oriente médio em geral.

        O que eu não entendo é que o Trump falava o mesmo e discursava contra essas guerras TB. Porém depois que assumiu o cargo ou esqueceu, ou descobriu o real motivo deles estarem lá que tem realmente um sentido ou tem muito lobby e muita mutreta que nem ele tem poderes de tirar os militares de lá.

        Eu realmente não sei. E provavelmente morrerei sem saber.

  8. Para aeronaves em missão de ataque penso que aumento de velocidade e diminuição de RCS possuem efeitos semelhantes sobre os sistemas de defesa, em ambos os casos você pode chegar mais perto sem correr tantos riscos.
    Já missões de defesa aérea e coleta de informações, existem situações que simplesmente velocidade é preciso porque o tempo é o fator crítico…
    Dito isto as principais aeronaves que vão voar até a metade do século XXI ainda são capazes de atingir e superar Mach 2.0, e ainda vão além com a capacidade de super cruzeiro. Esta última sendo indispensável para tornar prático a realização de missões inteiras acima da velocidade do som…

  9. Acho que no Vietnã essa questão do vôo supersônico não importava muito, o Vietnã só tinha velharia como mig-17 e 19, e alguns mig-21.
    Aliás quando alguma dessas velharias abatia algum poderoso F-4 a culpa sempre caia(e ainda cai )na tal regra de engajamento dos americanos na época, essa é a maior desculpa pelo sufoco que o F-4 passou perante as sucatas soviéticas.
    Hoje o pessoal culpa a falta de vitória ar-ar dos mig-29 pelo fato de não serem pilotos por russos, não terem suporte aéreo tipo AEW, não terem mísseis bvr e por aí vai, cada lado tem suas desculpas.

    • Não é simples assim Maurício. Os norte-vietnamitas, com total apoio dos soviéticos, implementaram um sistema de defesa aérea fenomenal, tanto em termos AAA e SAMs, quanto de radares.

      Os MiGs, por exemplo, para contrapor os poderosos radares dos caças americanos, eram guiados por terra e voavam a baixa altitude sobre a copa das árvores, negando qualquer vantagem no combate BVR dos americanos. Quando as formações de atacantes passavam, eles subiam e faziam um passe apenas. Se derrubassem um inimigo, ótimo, se não, o ataque era desfeito porque os caças soltavam as bombas antes dos alvos para se defenderem. Nas poucas ocasiões em que os norte-vietnamitas batiam de frente resultavam em pouco sucesso. Era uma força muito jovem e pequena. Lutavam quando a vantagem estava para eles. Foi a tática, e não o número de aeronaves ou a qualidade destas, que resultaram nas vitórias.

      Essa tática foi tão eficiente, que resultou numa corrida para implementar, de forma rudimentar, radares pulse-doppler no F-4E/S e nas aeronaves AEW da época. Só na década de 70 (F-14/15), surgiram os primeiros radares PD de caça capazes de detectar aeronaves voando baixo à dezenas de quilômetros.

      • Clésio, o que eu quis dizer é que a força aérea norte vietnamita procurava não bater de frente como você mesmo comentou, não exigia demais dos caças americanos a ponto de utilizarem o vôo supersônico a todo momento, até porque suas aeronaves eram claramente inferiores.

    • Apesar da pouca quantidade de aviões modernos, o Vietnã conseguiu produzir diversos ases da aviação abatendo mais aviões americanos do que perdendo suas aeronaves.
      Feito assombroso para um pequeno e pobre país.
      Demonstra, ainda, a qualidade e eficiência das armas da então União Soviética.

      • Antoniokings, os pilotos norte vietnamitas eram corajosos e como você mesmo falou, produziu alguns ases, o que eu quis dizer é que hoje em dia os prós americanos culpam as tais regras de engajamentos dos americanos na época pelas derrotas.
        Da mesma forma que os pró russos dão desculpas pelas derrotas do mig-29, dizem que eram aeronaves de exportação (inferior), dizem que não eram pilotadas por pilotos russos, não tinha o apoio aéreo que americanos/Otan tinham como aeronaves AEW e por aí vai.
        De certa forma, ambos os lados estão certos em alguns pontos nessas desculpas, mas no final das contas, acabam apenas sendo desculpas mesmo.

      • Mais do mesmo né Xings!? Como de costume nada do que você diz condiz com a realidade senão vejamos:

        – Os Norte-americanos perderam em combates aéreos 79 aeronaves. Enquanto isso os Phantom derrubaram 105 Migs, seguidos pelos F-105 (25) e os F-8 Crusaders (19). O grosso das aeronaves norte-americanas foi perdida para a AAA.

        – Os pilotos norte-americanos foram prejudicados por regras de engajamento muito restritivas e também por um treinamento deficiente e por outro lado os norte-vietnamitas usavam a tática do “Hit and run”. Nas poucas oportunidades em que puderam lutar livremente, como foi o caso da operação “Bolo”, a USAF levou vantagem.

        – Quanto a “qualidade e eficiência das armas da União Soviética” os resultados dos conflitos no Oriente Médio, onde a Heyl Ha’Avir sobrepujou inclusive pilotos soviéticos em seus Mig-21, põem em xeque essa afirmação….rs!

        • Esse tal de HMS deveria ser sumariamente banido desse blog. Que verme insolente, só sabe argumentar desrespeitando os outros. Sem falar do fato de ser um paga pau doente dos EUA. kkkkk…Vc é patético cara. Afinal, qual a sua idade ô moleque? Não deve ter mais do que 16 anos

          • O HMS esta correto. As tais regras de engajamento prejudicaram muito os pilotos de caça,pois não podiam usar uma de suas maiores vantagens:o míssil BVR,porque simplesmente era imposto a confirmação visual do alvo! O F-4B/C e D não possuíam canhão interno,então,de repente se viam engajados num dogfitgh armados com mísseis! Não podia dar certo. Ao entrar na arena de combate dos mais manobráveis caças da VPAF,os caças americanos viravam alvo fácil,especialmente para os MiG-17,muito manobráveis. O único caça americano da velha escola,armado com canhões,em ação no Sudeste Asiático era o F-8 Crusader da US Navy. Áh,mas o Phantom podia levar um canhão M-61 num casulo central externo,já vão perguntar. Sim,mas vibração no momento do disparo era tal,que a margem de erro era enorme. Some-se a isso o fato de os pilotos do Phantom não eram treinados para o combate à curta distância,não era isso que se esperava dele. Quando da Operação Bolo,Robin Olds,experiente piloto da Segunda Guerra Mundial,treinou seu esquadrão para derrotar os MiG’s no seu próprio jogo,adaptando a tática do combate corpo-a-corpo para a tecnologia dos mísseis. Para os defensores,não importava abater os caças da USAF ou US Navy,bastava fazê-los alijar suas cargas antes de atacar o alvo,isso já considerado uma vitória.

  10. Vou indicar a seguir um filme muito bom, as cenas em 00:18, 11:35, 20:38 são incríveis.
    Tem certa relação com a matéria, vale a pena assistir todo o filme, está repleto de cenas interessantes.

      • Sim verdadeiros tonéis de gasolina gelatinosa, eram feitos para serem lançados com pouca altura.
        Indiquei o vídeo somente pela visão espetacular da destruição que essas bombas faziam.
        Não seria adequado vincular tal comentário aqui, mas é impossível ficar indiferente à lembrança desse triste episódio na história das guerras, o uso da terrível bomba incendiária, ou napalm.
        Os Estados Unidos da América apesar de toda sua história de glórias e conquistas, cometeram um dos mais terríveis assassinatos na Guerra do Vietnã.
        A visão dos filmes, fotos, relatos e testemunhos dessas bombas caído em fazendas de aldeias e casas de uma gente simples, muitas vezes sem nenhuma defesa, sem nenhum aviso, sem nenhuma chance de fuga, é simplesmente hediondo e revoltante. Mesmo que se considerasse toda influência de uma ideologia perversa, a ameaça da expansão de um regime tirânico, nada justifcaria tal crueldade. Era somente um povo analfabeto vivendo e defendendo da maneira que eles compreendiam um solo milenar que lhes pertencia.
        Página negra na história americana.

  11. Maurício
    Os próprios americanos admitiram que o Mig-21 era superior ao F-4 em um combate corpo a corpo. E aliás o Mig-21 não era nenhuma velharia na época. E foi dessas experiências no Vietnã que os americanos desenvolveram aeronaves que tinham uma melhor eficiência nos combates a curta distância. O F-16 é um exemplo.

    • Fábio, essa matéria do Roberto Santana na verdade é uma resposta dele ao comentarista JT8D quando esse disse que o Gripen poderia atingir mach 2+.
      Nessa matéria o Roberto mostra que a velocidade supersônica não faz tanta diferença, pelo menos no TO do Vietnã, foi isso que eu entendi, se eu entendi errado que o Roberto Santana me corrija, o foco não é o dogfight.
      No caso, eu citei que as velharias eram os mig-17 e 19, o mig-21 e citei que tinham alguns, e mesmo o Mig-21 não sendo velharia, na época o F-4 era o caça a ser batido, era o melhor.

      • Maurício.
        Não é propriamente uma resposta ao colega JT8D, quando comentei com ele, tive a ideia da matéria, entretanto, o texto também é em atenção a ele como aos demais colegas do Poder Aéreo. Você compreendeu bem a ideia central da matéria. A pouca, digamos assim, importância que a velocidade supersônica teria na maior parte dos tipos de combates que existem.
        Porém, existem situações que verdadeiramente não se pode abrir mão da velocidade supersônica, uma delas é a interceptação. Hoje, ao que tudo indica, já podemos ter uma ameaça maior de interferência ilícita em aeronaves civis. Uma aeronave civil cruzando a Mach 0.9 a 51.000 pés é um desafio pra qualquer aeronave, um Northrop F-5 iria ter que contar com um serviço de radar e alerta muito bem trabalhado para interceptar tal tráfego. Eis aí uma situação que expõe um problema inerente à missão militar no voo supersônico, a interceptação de aeronaves civis, além da subida supersônica, existiria também o tempo para esclarecimento e/ou escolta da aeronave interceptada, isso, mesmo sendo em velocidade subsônica, demandaria tempo e combustível do interceptador. Um MiG-25 interceptando um B-52 mantendo o máximo de velocidade e disparar dois ou quatro mísseis de uma só vez e voltar para base, é bem diferente de um Mirage III decolando de Anápolis e ter que perseguir um 737 sequestrado, o trabalho do piloto brasileiro com o gerenciamento de sua velocidade e consumo de combustível seria muito maior.
        Isso remete a outro ponto fundamental.
        Algo muito mais importante que velocidades supersônicas, que é a capacidade de uma aeronave de combate permanecer (resistir) o mais tempo possível na zona de combate. Seria o que é conhecido como ‘combat persistence’, ou numa tradução livre, persistência em combate. E o objeto principal nessa doutrina é o combustível, o consumo de combustível.
        Portanto, não adianta muito um Rafale, um F-16 ou Gripen decolar, subir e voar ‘high speed’ para chegar à zona de combate e encontrar lá uma esquadrilha duas ou três vezes maior, ou encontrar um oponente com muito mais persistência em combate e ter que dar o fora por conta de combustível gasto com um mau gerenciamento. Isso sem contar com algo um tanto comum em guerras, dar cobertura aérea a algum colega abatido enquanto o salvamento não chega.
        Apesar de tudo, creio que velocidades de até Mach 1.4 ou 1.6 seriam ideais para qualquer caça.
        Por fim, lembro que esse assunto ‘combat persistence’ não é muito publicado, mas em alguns documentos oficias, feitos para os militares (USAF), é perfeitamente notável a importância que é dada ao tema. Pelo que eu já consegui ler sobre o assunto, é incontestável a superioridade do Sukhoi nesse campo.
        Outro assunto seria o transiente nas velocidades (de subsônica para supersônica) e o tão falado ‘super cruise’. Um assunto tremendamente ponderável , no mínimo.
        Oportunamente, podemos debater sobre o assunto.

        • Obrigado pela resposta Roberto, eu também concordo com você que a persistência em combate é fundamental para qualquer caça, embora não seja um tema muito debatido, como você mesmo comentou.

    • A história de que “os americanos admitiram que o Mig-21 era superior ao F-4 em um dogfight” é mais uma daquelas lendas urbanas que os russófilos espalham ad infinitum et extra! O que os norte-americanos admitem e não fazem questão alguma de esconder é que foram para a Guerra do Vietnã com treinamento deficiente e com regras de engajamento muito rígidas. Na verdade, comparando os dois vetores cada um possuía suas vantagens e desvantagens. A Mach 0.5 o Mig tinha taxas de giro instantâneo e sustentado melhores que o Phantom mas, caso aumentasse a velocidade para Mach 0.9 a vantagem se invertia em favor do caça norte-americano. Outro aspecto detectado por pilotos experientes como Robin Olds e também por Israel quando colocou a mão em um Mig-21 de um desertor iraquiano é que em baixa altitude e depois de fazer uma ou duas curvas o Mig perdia muita energia ou seja, se você conseguisse fazer o mig girar e conservasse a sua energia certamente sairia vencedo do combate.

      • Ainda sobre o desempenho,o F-105 foi projetado para ataque nuclear à velocidades supersônicas,numa única passagem. Mas no Vietnã,seus ataques era realizados a velocidades entre 880km/h a no máximo 970km/h. Tudo isso pode ter relação com o alvo a ser atingido,lembre-se,estavam sendo empregados em missões táticas com bombas de queda-livre convencionais,procurando o alvo no meio da floresta,não atacando alvos estratégicos bem conhecidos na Europa.
        Curiosamente,o Thud era equipado com um canhão Vulcan,o que veio a cair bem no estranho teatro de operações do Vietnã,pois com ele,conseguiu abater 25 MiG’s!

  12. Top Gun foi criado justmente para treinar os pilotos da US Navy, a aprender a esqueçida arte do dogfighting.

    As lições da guerra do Vietnam foram duras, mas essa experiência transfomou as fôrças armadas americanas na mais formid vela fôrça militar profissional do planeta.

  13. Sr Paulo e Sr. Roberto Santana. Excelentes matérias para complementar o assunto proposto no site. Desempenho e alto poder de fogo, muito bom. Parabéns. O Vietnã do norte possuía uma boa AAA com mísseis SAM. sua superioridade aérea , porém era limitada. A guerra se prolongou e foi o desgaste enfrentados pelos americanos que o fizeram desistir. Lógico que a sociedade americana e a mídia contribuíram para a retirada das tropas em 73?74. O Vietnã já foi Há mil anos uma província chinesa e adquiriram independência desta. depois dos americanos. Os vietnamitas combateram e saíram vitoriosos contra o KMER vermelho. A China tentou em 1989 se aventurar com os vietnamitas e se deram mal. Com milhares de mortes o Vietnã busca abrir mercado e recentemente na gestão Obama. houve acordo para se vender novamente armamento para o Vietnã. “Vai entender? Fala-se no Vietnã além da Língua oficial, inglês e francês. Há de tudo. E o regime é socialista. Um caldeirão de culturas. População passando de 90 milhões. Muito bom. Uma mistureba socialismo-capitalista. cada país com suas razões. Abraços a todos.

  14. Eu tenho um livro que fala sobre todo projeto do F-111 que era para ser um avião revolucionário, mas não para o campo de batalha do Vietnã, foi o que dar colocar um caça que não passou em todos os testes já direto em combate e de certa forma lembra muito o F-35, muitas novas tecnologias e muitos problemas. Porém o F-16 passou um monte de problemas também (o que quase nunca é comentado) e mesmo assim se tornou o “Novo Mustang” da USAF.

    • Bem colocado! Os primeiros anos do F-16 foram marcados por uma alta taxa de acidentes fatais decorrentes do stall de compressor do motor F-100 ( era uma versão diferente do empregado pelo F-15) e fadiga nas asas.

    • O maior erro do F-111 foi esperarem muito dele como caça. Ao tentarem combinar muitas funções diferentes nele,como intercptador,bombardeiro e caça de defesa da frota embarcado,somado ao crescente aumento de peso,isso praticamente inviabilizou sua versão naval e consequentemente a ideia de um caça comum. Seus problemas no Vietnã iam desde o software de controle das asas passando por dificuldades na alimentação de ar dos motores,acusadas pelo projeto dos difusores cônicos de geometria variável e o próprio tamanho das tomadas de ar,que em situações adversas,causavam o apagamento dos turbofans TF-30. Esses também contribuíram para o insucesso inicial.

  15. Hoje com supercruise, há sim muita possibilidade de haver combate supersônicos.
    Essa materia é muito boa para entender o que se passou no Vietnã, mas n que dizer que hoje é assim, as coisas evoluem.
    Caças como o Rafale e Typhoon so tem suas melhores performances, nas quais eles tem as melhores do mundo(fato), em regime supersônicos. E se utilizam do supercruise para viabilizar essas características em combate real.
    O próprio B-1 no início da sua operação era um bombardeiro de baixa penetração supersônico, voando supercruise há Mach 1.2.

  16. Dogfights Supersonicos? Só na primeira passagem, frente a frente, que pode ser a última. Nas próximas duas curvas já deixou de estar supersonico há muito tempo

  17. Eu vejo o supercruise hoje não como forma de combater, mas como forma de manter a persistência em combate. A pós-combustão bebe muito e quando o piloto “chega lá” tem tempo e combustível contados caso tenha acelerado supersônico para o combate. Já com o supercruise, que gasta bem menos ele pode patrulhar, escoltar ou combater por bem mais tempo em velocidades mais baixas, mesmo tendo chegado rápido a área de operações.
    E sobre a persistência, o REVO ajuda bastante, vide os argentinos nas Falklands, que por não terem sondas em seus aviões tinham só cinco minutos sobre as ilhas, dando vantagem aos Harriers que operavam próximos aos porta-aviões.

  18. Excelente materia….

    É muito bom levar debates para a materialidade das estatisticas da vida real…..elas teimam e teimam a desafiar o senso comum e ate de projetistas….quanto mais nós entusiastas….

    O Combate Supersonico parece que tem na realidade um papel menor que o imaginado, embora a continua automatização e miniaturização das coisas implementem mudanças e variações nisto…

    A interceptação Supersonica é fundamental, mas sempre foi um dilema o gasto e limitação de alcance sempre que utilizada.

    Daí, veio o conceito supercruise…o qual a velocidade ultrapassa o transonico se uso da pós combustão, aumentando em muito a autonomia relativa da missão.

    O BVR é outro conceito não presente nestas estatisticas anteriores, mas parece liquido e certo que a velocidade supersonica seja essencial nesta modalidade, afim de entregar a maior energia possivel ao missil e desta forma, seu respectivo alcance de engajamento.

    Por outro lado, creio eu que o proprio Mestre Nery já comentou aqui mesmo que muita calma nesta hora, pois tambem existe uma estatistica não entusiasmante sobre a taxa de acerto BVR…me corrijam quem tenha a informação por favor…

    Daí vem a importancia das novas tecnologias scramjet ou turbinas para misseis, afim de conceder sua contribuição neste emaranhado de necessidades em termos de velocidade e alcance…

  19. Mestre Ribamar,

    Assista a este documentario Netflix do Vietnã que é realmente muito bom….ele vai explicar o contexto….no final voce fica é com dó dos caras….e isto explica o proque das regras de engajamento Americanas,,,,eles tinham de fato um sentimento contraditorio aos Norte Vietnamitas….foi um inimigo que o destino empurrou em suas mãos…o Vietnã (antiga Indochina) naquele momento, era um povo que ja lutava a 50 anos pela sua independencia, ora jugo Frances, ora Japones (WWII), depois Frances novamente….e os caras já estavam na “M” a tempos….a França não admitia apoio Americano a causa da Indochina, era um constrangimento aos americanos…..e a guerra com os americanos somente ocorreu depois que a polarização EUA/URSS ocorreu na qual Ho-Chi-Min sem ter seus apelos atendidos e vendo que de fato americanos jamais poderiam apoia-los na causa, tiveram de abraçar a URSS…dai…dai…foi aquele desastre todo…surgiu mais um conflito ditado pelas potencias…

  20. O problema era que os americanos consideravam o dogfight como superado. Seus F-4, inicialmente, não possuíam canhões, apenas mísseis, que ainda estavam em fase inicial de desenvolvimento. Os Sparrow, embora tivessem capacidade BVR, só podiam ser disparados com identificação visual.
    Então um caça como o MiG-17, de 1G, sem radar, mísseis e subsônico, mas altamente manobrável e com 1 canhão de 37mm e dois de 23mm, podia surpreender caças americanos que estivessem em baixa altitude e velocidade, sem canhões e sem treinamento no “superado” dogfight.

    • Mesmo na Guerra do Yom Kippur, boa parte dos abates foi com tiro-canhão. Os mísseis só se tornaram realmente confiáveis na década de 1980.

    • Delfim, e pensar que a Coreia do Norte ainda possui as versões chinesas do mig-17 e 19, se bem que hoje em dia é quase impossível um caça desses abater um caça mais moderno, só se o piloto for muito bom e tiver muita sorte e olhe lá.
      Já o mig-21 assim como o F-5 ainda representa um certo perigo, se o mesmo for modernizado.

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