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KC-390 vai brigar com cargueiro da Lockheed Martin

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KC-390 - roll out - 21-10-2014 - foto 7 Nunão - Forças de Defesa

ClippingNEWS-PAA aeronave de transporte militar KC-390, em fase final de desenvolvimento na Embraer e que deve entrar no mercado em 2016, promete acirrar a disputa no seu segmento de atuação. A aeronave brasileira tem um competidor forte fabricado pela americana Lockheed Martin, o C-130 Super Hercules. Cada lado dessa disputa reforça as vantagens do seu produto.

Para o Brigadeiro-do-Ar José Augusto Crepaldi Affonso, presidente da COPAC (Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate), que contratou a Embraer para desenvolver o avião, o Kc-390 não tem nenhum concorrente direto no segmento de jatos de até 26 toneladas.

“No KC-390 são dois motores a jato de uma geração mais nova, já consagrada no mercado mundial, de fácil acesso e isso é uma vantagem do ponto de vista logístico, além de se refletir no custo de operação da aeronave durante o seu ciclo de vida”, disse Crepaldi.

Segundo estimativa do brigadeiro, o Kc-390 apresentará um custo de ciclo de vida de entre 20 e 30% mais baixo que as aeronaves de transporte em desenvolvimento ou em produção. Até o momento, o KC-390 conta com 28 encomandas firmes feitas pela Força Aérea Brasileira (FAB), que financia o desenvolvimento e a produção em série, com investimento estimado em R$ 12 bilhões. A aeronave tem 32 cartas de intenção de compra da Argentina, Portugal, república Tcheca e Colômbia.

KC-390 - roll out - 21-10-2014 - foto 21 Nunão - Forças de Defesa

A Embraer projeta um mercado potencial de 700 aeronaves na categoria onde vai atuar o KC-390 nos próximos 10 anos. A empresa espera conquistar entre 15% e 20% desse mercado. “A Embraer está olhando uma fatia desse mercado. É lógico que vai haver espaço para todo mundo. Não é mais o cenário em que havia apenas um produto”, disse o presidente da COPAC.

O vice-presidente e gerente-geral do programa C-130 da Lockheed Martin, Geroge Shultz, no entanto, não acredita que nenhuma outra aeronave em operação ou em desenvolvimento possa fazer o que o Hércules faz. “Nós acreditamos que o C-130 realmente é único. Todos os atuais operadores do C-130 são um potencial operador do C-130 J.”

EDA 60 anos - C-130J canadense preparando-se para decolagem na manhã chuvosa de sábado 12 de maio - foto Nunão - Poder Aéreo

O executivo afirma que os motores do C-130 J permitem que a aeronave tenha habilidade para operar em vários tipos de terreno e condições de temperatura “a versatilidade tem sido a chave do sucesso e continua a ser o principal diferencial do Hércules. Com as melhorias incorporadas, o C-130 J apresenta custo de operação 30% mais baixo se comparado com a versão C-130 S”, disse.

A Lockheed já teve 353 pedidos para o C-130 J (320 entregues) feitos por 19 operadores em 16 países. “A aeronave tem mais de 1,2 milhão de horas de voo que ilustram porque o C-130 J é conhecido como o avião de transporte mais comprovado do mundo”, afirmou.

A frota de C-130 na América Latina (Brasil, Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Equador, Honduras, México, Peru, Uruguai e Venezuela), segundo Shultz, tem sido a mais dinâmica do mundo. Tem contribuído para isso a capacidade e versatilidade de operação da aeronave em áreas com diferentes tipos de geografia e clima.

EDA 60 anos - C-130J canadense no sábado 12 de maio - apresentação de avião acrobático ao fundo - foto Nunão - Poder Aéreo

Para o presidente da Copac, o grande apelo do KC-390 é o fato dele ser uma aeronave multimissão, podendo operar como reabastecedor, fazer transporte militar e logístico, evacuação aeromédica, combate a incêndio e ser reconfigurado em menos de uma hora para a missão solicitada.

KC-390 - roll out - 21-10-2014 - foto Nunão - Forças de Defesa

Em relação ao C-130 J, Crepaldi diz que a principal vantagem do KC-390 é a velocidade e alcance proporcionados pelo motor a jato. “E é uma aeronave totalmente moderna. Vem com equipamentos de guerra eletrônica, capacidade ativa e passiva contra mísseis infravermelho e blindagem.”

O C-130 J, segundo Crepaldi, não vendeu tanto quanto se esperava. “Isso fez com que esse mercado ficasse ainda mais atrativo, pois vários países continuaram a operar o C-130 antigo, abrindo possibilidade para a substituição por outros modelos como o KC-390”, afirmou.

FONTE: Valor Econômico, via Notimp (reportagem de Virgínia Silveira)

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HMS TIRELESS
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HMS TIRELESS

É muito complicado competir com o C-130, especialmente por conta do FMS

Mauricio R.
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Mauricio R.

“…não tem nenhum concorrente direto no segmento de jatos de até 26 toneladas.” Ah, agora são 26 toneladas, não deu em nada qndo eram 23, pior ainda qndo tentaram 28, quem sabe agora tentando c/ 26; talvez achem um lugar no mercado. Isso se não aparecer do nada, algum ac chinês p/ atrapalhar. “são dois motores a jato de uma geração mais nova, já consagrada no mercado mundial, de fácil acesso e isso é uma vantagem do ponto de vista logístico, além…” Com os NEO’s da Airbus usando turbinas diferentes, a demanda pelo V-2500 vai encolher e o preço tenderá… Read more »

Zampol
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Zampol

V-2.500: cerca 6.000 motores em serviço e outros 2.000 em carteira. Idade média de somente 8 anos para aqueles em serviço, o programa do revisões somente agora deverá alcançar o nível mais intenso: o segundo decênio. Palavras da P&W.
Espero que Papai Noel tenha trazido um outro disco de presente, porque esse de criticar em tudo a EMB já deve estar furado de tanto tocar!

Luiz Fernando
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Luiz Fernando

Lá vem 2015… entra ano, passa ano e a ladainha de alguns nunca muda.

Meio cansativo esta historinha né!!!

Ivan
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Ivan

A logística aérea das forças armadas de qualquer país pode ser atendida de várias formas. Assim sendo, seria possível imaginar inúmeros fabricantes de aeronaves e até mesmo modelos diferentes disputando este mercado. Em uma visão ampla seria possível dizer que no vale tudo dos negócios há uma enormidade de opções, dos pequenos Casa C-235 aos grandes Boeing C-17, passando pelo caminho pelos Airbus C-295, Alenia G222 ou Alenia/Lockheed C-27J Spartan, Lockheed C-130J ou suas versões antigas retrofitadas, Embraer KC-390, Mitsubishi C-2, Ilyushin Il-76, Airbus A400M e até mesmo os projetos ucranianos da Antonov, sem falar do novo chinês, cruzamento de… Read more »

Clésio Luiz
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Clésio Luiz

Off Topic:

De pai pra filho, combate dissimilar, um no F-15E outro no F-16C:

http://www.af.mil/News/ArticleDisplay/tabid/223/Article/558712/son-flies-in-fathers-footsteps.aspx

Mauricio R.
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Mauricio R.

Ufa, este pelo menos não é concorrente direto, pois se fosse, já teria chegado lá!!!

“Trata-se do oitavo avião de série de um total de 170 encomendados por sete países parceiros do programa: Alemanha, Bélgica, Espanha, França, Luxemburgo, Reino Unido e Turquia.”

Por “lá” entenda-se um naco das tais 700 aeronaves passíveis de substituição.

A fonte é a notícia aqui do próprio blog.

“…entra ano, passa ano e a ladainha de alguns nunca muda.”

É de fato, faz bastante tempo que o “Valor” repete a mesma ladainha da Embraer.

André Sávio Craveiro Bueno
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André Sávio Craveiro Bueno

Que todos tenham tido um Naral de paz!

Embora ainda longe de comprovar, o KC-390 deverá ser uma boa aeronave. Resta saber se suas qualidades serão outstanding de forma a poder competir realmente pelas parcelas de mercado. Mas a equação não envolve apenas as qualidades de voo e flexibilidade. Há as variáveis políticas e financeiras. Uma variável que eventualmente poderá compor essa equação é a atruação da Boeing. Ela tem todos os motivos para querer alavancar as vendas do -390.

Marcos
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Marcos

André Sávio:

Bem lembrado a variável de nome Boeing. Quando a Embraer adotou uma postura pró Boeing durante o programa FX-2, levou em consideração essa variável e embora a Boeing tenha ficado de fora, algum acordo foi costurado.

Marcos
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Marcos

De resto, os aviões da Embraer são respeitados no mercado internacional por uma série de qualidades, entre eles a robustez. Acredito que ainda haverá muito trabalho pela frente durante os testes e ajustes a partir do momento que se iniciarem os voos.

ivanildotavares
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ivanildotavares

Off

Não estou conseguindo ler nada no PN. Tem umas marcas cinza estranhas envolvendo tudo. Não sei se o problema é do meu iPad, só que aqui no PA está normal.

Mauricio R.
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Mauricio R.

“Ela tem todos os motivos para querer alavancar as vendas do -390.”

Será mesmo??? A Boeing não necessita da Embraer p/ nada, é claramente o contrário.
Se e quando a USAF vier a necessitar de uma outra aeronave nessa categoria, será de acordo c/ suas próprias necessidades e não de acordo c/ aquilo que a Embraer possa fornecer.

thomas_dw
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thomas_dw

o titulo do artigo é errôneo , o KC390 vai concorrer contra o FMS e a cadeia logística e de suporte do C-130J.

As chances sao minimas de se obter mais do que umas poucas vendas, o ritmo de produção nao deve passar de 6 ou 8 por ano, se chegar a tanto.

Provavelmente como a certificação do avião devera ser Civil e Militar deveremos ver mais encomendas.

Este é um projeto fadado a ter uma produção reduzida.

Marcos
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Marcos

thomaz-dw

Mas é essa cadência de produção que a Embraer tem em mente (12 por ano) e é mais ou menos a cadência de produção do C-130J (15 por ano), embora nos últimos dois anos tenham entregue um total de apenas 04 unidades. Lembrando que as FFAA americanas são o principal contratante, com 60% dos pedidos.

André Sávio Craveiro Bueno
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André Sávio Craveiro Bueno

Maurício, ao menos a mim parece lógico que a Boeing tem todos os motivos para querer alavancar as vendas do -390. Se a Lockheed é sua forte rival e minar as vendas do -130 lhe for útil, então a Boeing irá se mexer para que o -390 venda mais. De modo global, é claro que a Embarer precisa mais da Boeing do que o contrário. Mas nesse caso, TALVEZ, a empresa americana tenha encontrado um produto que eventualmente lhe trará ganhos. Além do mais, negócios são negócios e esses são movidos por ganho de dinheiro. Se a Boeing ganhar alguma… Read more »

Marcos
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Marcos

Tirando as compras das FFAA americanas, a verdade é que nos últimos vinte anos foram vendidas 120 unidades do C-130J, ou seja, média de 05 unidades por ano.

Marcos
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Marcos

Vamos para o outro lado do planeta. Um parente do KC-390, o Kawasaki XC-2, de capacidade maior, tem seu desenvolvimento totalmente financiado pelo Estado japonês e encomendas de…
… de 30 unidades. Só!
Problemas enfrentados pelo XC-2: problemas nos rebites, desgastes excessivos de peças, rachaduras na longarina do estabilizador horizontal, falhas no sistema de pressurização, isso tudo no primeiro protótipo.
De cabeça mesmo: o C-5 também enfrentou sérios problemas: rachaduras generalizadas em toda a estrutura da asa, que acabou tendo de ser redesenhada e reforçada, falhas de pressurização.
Pois é!

Marcos
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Marcos

ops… média de 06 unidades por ano.

eparro
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eparro

Marcos 26 de dezembro de 2014 at 20:15 # Marcos 27 de dezembro de 2014 at 8:32 # Marcos 27 de dezembro de 2014 at 9:40 # Legal suas observações. Admiro as pessoas com paciência e persistência em esclarecer os pontos destoantes a fim de esclarecer “situações nebulosas”. Entretanto é de impressionar quantos comentários “torcendo contra”. Como se o mau agouro tivesse a capacidade de “estragar” um projeto todo. Tem vezes em que começo a ler os comentários e rio sem parar. Entendo que existam comentários que façam uma crítica contundente e até se percebe os motivos, aparentemente com relevância… Read more »

Marcos
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Marcos

eparro

A FAB já queria um cargueiro desde a década de 70. Lembro de ter visto alguns desenhos da Embraer com uma aeronave de asa alta e quatro motores, mas na faixa de 10 toneladas.
O que a Embraer viu não foi só o mercado de 700 aeronaves, mas o fato de o C-130J já não ter tantas vendas, talvez porque os recursos estejam escassos, ou que tenham percebido outra coisa.

Ivan
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Ivan

Marcos, “… mas o fato de o C-130J já não ter tantas vendas…” Mais ou menos. O C-130J Hercules e sua versão alongada C-130J-30 ‘Super Hercules’ possuem boas vendas, considerando o mercado bem mais enxuto que no passado, o maior custo das aeronaves, o fim da guerra fria, a disponibilidade de modelos antigos para upgrade (principalmente velhos Hercules) e a oferta de soluções intermediárias que podem atender algumas forças mais modestas. Se o Hercules novinho vende pouco em números absolutos comparado com o passado, imagine o resto. A questão é que recuperar, retrofitar e reusar avião velho tem limite. Um… Read more »

Ivan
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Ivan

Amigos, Penso que o marketing da Embraer deveria explorar mais os benefícios logísticos do KC-390, tirando um pouco o foco do “concorrente” da Lockheed Martin. Algumas características do novo airlift brasileiro podem e devem ser destacadas, talvez de forma individual, ou seja, dando ênfase para uma vantagem de cada vez por press release. Por exemplo: a capacidade de carga, ou simplesmente payload, é impressionante para um avião do seu tamanho e custo projetado. São 23 toneladas distribuídas ou 26 toneladas concentradas, que permitem ao novo cargueiro transportar vários tipos de veículos e, principalmente, blindados. Os concorrentes diretos estão um pouco… Read more »

Mayuan
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Mayuan

O que eu acho engraçado da torcida anti-Embraer é que criticam absolutamente tudo que a empresa faz. É como se na Embraer fosse todo mundo estúpido e que não dá uma dentro. O curioso é como uma empresa recheada de gente tão burra consegue se firmar como importante e respeitada em um mercado como o de aviação.

Realmente, o pessoal da Embraer deve ser imbecil e os foristas é que são inteligentes…..

Ivan
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Ivan

Mayuan,

Percebeu que fez seu comentário logo abaixo de um outro que destaca um ponto positivo do KC-390?

Talvez não tenha lido…
Cuidado para não generalizar o negativo a tal ponto que não consegue mas ver o positivo.

Por outro lado o contraditório (diferente de negativo) é sempre construtivo, inclusive nas correções de rumo.

Cordiais saudações,
Ivan, o antigo.

Luiz Fernando
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Luiz Fernando

Bem colocado Ivan… Ainda continuo acompanhando este site porque grande parte das pessoas que postam seus comentários aqui o fazem de maneira coerente. Nem sempre estou de acordo, mas tem uma linha de raciocínio, tem uma argumentação… e a gente percebe que existe um “lastro” de algum conhecimento por trás do comentário. Isso sempre tanto para críticas como para elogios cegos. No referido caso, acredito que o Mayuan esteja se referindo a uma certa pessoa que foge a esta regra descrita acima… pois é contra tudo o que for feito pela empresa XYZ (todos sabem qual é né?). Os fatos… Read more »

Luiz Fernando
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Luiz Fernando

Desculpem…

“Isso sempre…” trocar para “Isso serve…”

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá. Meu “xará” escreve algumas coisas que precisam ser olhadas com cuidado. Concordo com ele quando é mencionada a dificuldade de penetração do KC-390 no mercado mundial. O C-130 é praticamente a “Havaianas” dos cargueiros militares. Tem suas limitações, mas tem um nome, uma tradição e o “apoio” (feito de forma direta e indireta) do governo americano. São fatores fundamentais para que se feche um contrato de venda (que o diga a Engesa e o Osório). Outro ponto a ser levado em consideração é a participação da Boeing na comercialização mundial do aparelho. Com certeza há interesses de ambas partes… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

“Lembrando que as FFAA americanas são o principal contratante, com 60% dos pedidos.”

Qnto ao KC-390, são 100% brasileiras nenhum dos parceiros confirmou suas opções.
Ou isto é deturpação e procurar notícias negativas a respeito da Embraer e do KC-390???

Zampol
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Zampol

Bom dia a todos! O Hercules é realmente um avião fora-de-série. Um sobrevivente que demostra quanto o seu projeto (e o dos motores) era acertado. As mesmas soluções de design e motores não resistu no ambiente civil e foi amplamente superada. Entre as forças armadas existe uma maior inércia na substituição dos meios de transporte. Não faltam exemplos de tecnologias que ganharam uma sobre-vida, resistindo em ambientes militares quando seu correspondente civil acabava quase extinto. Talvez por causa de um diverso modo de calcular os custos, aliado à necessidades específicas. Podemos discutir isso em um outro momento. O importante para… Read more »

Vader
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Amigos, jamais tinha ouvido falar dessa de carga distribuída e concentrada. Ou melhor: já tinha ouvido falar em carga máxima e carga útil; na verdade com 26 ton o KC-390 deve estar a meio kilo de não levantar vôo na pista de Gavião Peixoto, uma das maiores do mundo… Pra mim isso é uma baita invencionice da Embraer… 171 furado; “h”… E também acho tremendamente burro a EMB tentar vender seu cargueiro já de cara anunciando que seu grande concorrente é ninguém menos que o Hércules da Lockheed Martin. O Hércules! E do maior complexo bélico do globo terrestre! Powta… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá Vader, bom dia. “Amigos, jamais tinha ouvido falar dessa de carga distribuída e concentrada. Ou melhor: já tinha ouvido falar em carga máxima e carga útil; na verdade com 26 ton o KC-390 deve estar a meio kilo de não levantar vôo na pista de Gavião Peixoto, uma das maiores do mundo… Pra mim isso é uma baita invencionice da Embraer… 171 furado; “h”…” Não é “invencionice” não. Na verdade, a maioria dos veículos tem especificações diferentes para cargas distribuídas e concentradas: navios, por exemplo, “gostam” mais de cargas distribuídas. No caso dos aviões, uma carga concentrada tem um… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá. “Qnto ao KC-390, são 100% (das compras) são brasileiras; nenhum dos parceiros confirmou suas opções.” E nem vão confirmar até o aparelho estar voando, demonstrando suas capacidades/especificações e com a linha de montagem (juntamente com a cadeia de fornecedores) operando de forma “certinha” e confiável. É o tipo de comportamento esperado para um produto de um novo player de mercado (a Embraer não tem nenhuma tradição na construção de cargueiros militares; o Bandeirantes não conta). Não vou “perder tempo” explicando que o mercado de material militar funciona e se comporta de forma completamente diferente do mercado da aviação civil… Read more »

Vader
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Mauricio Silva 28 de dezembro de 2014 at 9:16 # Navios Maurício? Navios pô? Eu tô falando de aviões parceiro… E é claro que eu sei que a carga do avião tem de ser balanceada de forma a que o CG seja viável para a pilotagem (i.e. para evitar o vôo trimado) e da forma mais econômica possível. O que quis dizer é que jamais vi isso ser “vendido” como um diferencial. Tenho a impressão que a maioria das fabricantes estabelece para venda uma margem de segurança mínima para o vôo, que deve coincidir com a tonelagem máxima para carga… Read more »

Mauricio R.
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Mauricio R.

É impressionante o nível de pedantismo, intolerância e até racismo de certos comentários publicados aqui.
Tem uns 3 ou 4 que se acham umas verdadeiras sumidades, cujo suposto saber é auferido pelo simples fato de babarem ovo desmedidamente, pela Embraer e seus produtos.

Marcos
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Marcos

Vader:

Quem vem falando em carga distribuída e carga concentrada é o Engenheiro Chefe do projeto, Paulo Gastão. Segundo ele próprio os requisitos originais da FAB eram para 19 toneladas, mas a realidade é que a Embraer está entregando uma aeronave para 23 toneladas. E sabe-se lá por quais motivos aparece essa tal de carga concentrada para 26 toneladas.

E quem vem fazendo comparativos entre o avião da Embraer e da LM é a imprensa de modo geral.

Marcos
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Marcos

É bom ressaltar que vão trocar combustível por carga. A aeronave não vai sair do chão full full.

Marcos
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Marcos

Isso ai é uma decolagem full full:

https://www.youtube.com/watch?v=ThoZNxy2JZk

Soyuz
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Soyuz

Pessoal, sobre este argumento de que o KC-390 tem como vantagem em relação ao C-130 a melhor adequação as rotas áreas, é salutar lembrar que dezenas de aviões ATR cruzam os seus brasileiros diariamente e convivem muitíssimo bem com os 737 e A-320 que também o fazem. O mesmo acontece na congestionada Europa e no superlotado EUA onde centenas de ATR e Q400 dividem os céus com milhares de comerciais e não há problema algum relevante. Então dizer que esta é uma vantagem do KC-390 me parece ser o mesmo que dizer que um carro branco é mais seguro que… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá Marcos. “É bom ressaltar que vão trocar combustível por carga. A aeronave não vai sair do chão full full.” E nem vai precisar, pois o aparelho permite REVO. Assim, pode operar de forma a “economizar” esforços na estrutura, decolando com pouco combustível e completando em voo. “E quem vem fazendo comparativos entre o avião da Embraer e da LM é a imprensa de modo geral.” Verdade. Parece que mais que o fabricante, é a impressa “especializada” que espera ver a competição entre os modelos da Embraer e da LM. Lembro que em seus comunicados, a Embraer fala da estimativa… Read more »

Mauricio Silva
Visitante
Mauricio Silva

Olá Vader.

“Navios Maurício? Navios pô? Eu tô falando de aviões parceiro…”

Ué?!?!? A gente não “embarca” em aviões??? É tudo a mesma coisa, (é brincadeira, tá gente… pelamordedeus… 😀 ) um voa, outro navega… tudo mesma coisa…
SDS.

Mauricio Silva
Visitante
Mauricio Silva

Off Topic “É impressionante o nível de pedantismo, intolerância e até racismo de certos comentários publicados aqui. Tem uns 3 ou 4 que se acham umas verdadeiras sumidades, cujo suposto saber é auferido pelo simples fato de babarem ovo desmedidamente, pela Embraer e seus produtos.” Prezado colega forista Mauricio R. Quando você, em suas mensagens, faz referências a Embraer sempre evoca um viés negativo. Independentemente do assunto tratado ou do ponto de vista. Algumas vezes, há um embasamento claro do por quê das colocações, o que merece atenção e respeito. Noutras, não é tão evidente assim, parecendo mais “birra” simplesmente.… Read more »

Vader
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Mauricio Silva 28 de dezembro de 2014 at 15:37 # Maurício, quanto ao REVO vc até tem certa razão. O mesmo vale para o Gripen NG, por exemplo. Só que isso tem um custo, que fique claro. Uma coisa é um caminhão-tanque de JET-A1 no chão. Outra é um desses voando, ainda mais quando este é um KC-390, que tem as mesmas limitações. Quanto à imprensa, todo mundo no Brasil é ansioso por boas notícias, particularmente governamental, mais ainda das FFAAs, e de “campeãs” da nacionalidade como a Embraer. A propaganda do Mkt da Embraer é hábil em explorar isso.… Read more »

Iväny Junior
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Caros Eu acredito que o KC-390 cumprindo o que promete é um avião mais atrativo que o venerável Hércules. O negócio é a experiência que o Hércules tem no mercado. Ele pode voar na Antártida e no deserto com a mesma confiabilidade. Aliás, já pousou até em porta aviões. Ele faz tudo o que promete e mais um pouco. Eu acredito que cabe uma comparação com o mercado automobilístico: a Land Rover dominava o mercado de SUVs de alto luxo no mundo, ao passo que a Porsche perdia receitas porque via os usuários de seus superesportivos migrarem para o segmento… Read more »

juarezmartinez
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juarezmartinez

Eu particularmente não acredito nestas informações do jeito que estão sendo colocadas mídia pela Embraer, como o Soyuz ressaltou muito bem. Sobre massa transportada diferenciada concentrada e dispersa, nunca ouvi falar nisto e convivi com varios Load master da FAB. A diferença de três toneladas de uma para outra em uma aeronave desta categoria é estrombólica, enorme, no meu entender é uma conata muiiito elástica. Agora, depois do ensaios nós vamos ver como ele vai ser comportar, mas analisando seu peso máximo , potência dos motores e não me surpreenderia se a autonõmia fosse bem menor mesmo com as 23… Read more »

Mauricio Silva
Visitante
Mauricio Silva

Olá Vader. “Só que isso tem um custo, que fique claro. Uma coisa é um caminhão-tanque de JET-A1 no chão.” Sem dúvidas. Aliás, “não existe almoço de graça”; toda ação tem uma reação e suas consequências. “Quanto à imprensa, todo mundo no Brasil é ansioso por boas notícias, particularmente governamental, mais ainda das FFAAs, e de “campeãs” da nacionalidade como a Embraer.” Outra verdade. Pena que as vezes, nessa ansiedade, dados e fatos sejam distorcidos. “E é evidente que certas matérias tem toda a pinta de serem senão pagas, induzidas.” Mais uma verdade. Por isso a necessidade de uma impressa… Read more »

Mauricio Silva
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Mauricio Silva

Olá. “…lembrando sempre, nuca se deve operar um aeronave no seu límite estrutural por muito tempo.” Sem dúvida. A vida útil do aparelho vai embora “rapidinho”. “Esta ideía de que levar por exemplo um veículo de 26 tons no centro da baia de carga é melhor do que elvar 23 tons de carga dsipersa na baia e bem presa é questionável, pois haverá uma aumento da pressão sobre o piso da aeronave,…” Acho que está havendo uma confusão entre “melhor” e “possível”. Pelo que eu entendi do texto, é “possível” que o KC-390 transporte uma carga concentrada de 26 ton.… Read more »

Ivan
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Ivan

Juarez, A questão do payload é sempre difícil. Vou transcrever e traduzir um comentário pescado na internet sobre o caso do Hercules que deveria transportar os blindados de oito rodas Stryker do US Army, como forma de dar mobilidade estratégica as suas unidades. Um dos objetivos fundamentais definidos como parte do plano de transformação do exército (US Army) foi a capacidade de implantar uma brigada de qualquer lugar do mundo dentro de 96 horas, uma divisão em 120 horas e cinco divisões dentro de 30 dias. Requisitos de mobilidade operacional ditou que o veículo ser transportável por aeronaves C-130 e… Read more »

Ivan
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Ivan

Soyuz, A questão da velocidade de cruzeiro acima dos 800 km/h não é diferencial apenas do cargueiro da Embraer. Pelo que li há algum tempo, a Japan Air Self-Defense Force (JASDF) entendeu que seria importante para seu novo cargueiro, o Kawasaki C-2, voar em cruzeiro na mesma velocidade dos aviões comerciais atuais, evitando transtornos no intenso tráfego das rotas internacionais, notadamente em missões no exterior. Claro que há rotas onde voam ATRs e Q400, mas as grande rotas são apenas para ‘jatos’, as vezes com separação de apenas 15 minutos. Outro ponto importante para a opção dos turbofans contra os… Read more »