terça-feira, janeiro 18, 2022

Gripen para o Brasil

Militares concluem primeira etapa de transferência de tecnologia na França

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

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Profissionais se preparam para operar o primeiro satélite de comunicações militares brasileiro a ser lançado em 2016

Militares da Força Aérea Brasileira (FAB) concluíram nessa quinta-feira (19/06) em Cannes, na França, o curso avançado do programa de absorção de tecnologia do Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas. Esta é a primeira etapa de preparação dos militares que devem operar o primeiro satélite de comunicações militares brasileiro.

Com lançamento previsto para 2016, o satélite atenderá às necessidades do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL) e uma ampla área comunicações estratégicas nos âmbitos civil e militar.

De acordo com o chefe do Núcleo do Centro de Operações Espaciais Principal (NuCOPE-P), unidade da FAB que vai operar todos os satélites militares brasileiros, Tenente-Coronel Helcio Vieira Junior, o projeto vai mais que dobrar a capacidade de comunicação satelital nacional. “Vamos operar aqui do Brasil com domínio de comando e controle”, afirma.

Entre as novas capacidades, estão o aumento de cobertura das comunicações das Forças Armadas, principalmente em apoio ao SISFRON (Sistema de Monitoramento das Fronteiras Terrestres), ao SISGAAZ (Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul) e ao SISDABRA (Sistema de Defesa Aeroespacial Brasileiro).

Ao longo de dez semanas de aulas, os militares participaram de instruções nos diversos sistemas que envolvem o planejamento, o projeto, a construção, a operação e a validação de Sistemas Espaciais, abordando tecnologias, sistemas e gerência de sistemas.

Além da operação de maneira eficaz, eficiente e segura, garantindo o sigilo das informações trafegadas pelo satélite, a preparação dos militares permite conhecimento para a especificação da constelação satelital para sensoreamento, previsto para 2018. “Estamos participando da construção e aprimorando conhecimento sobre satélites em geral pensando na próxima etapa do Programa Estratégico de Sistemas Espaciais, o PESE”, explica.

Equipe multidisciplinar – Além dos futuros “pilotos satelitais”, participam da capacitação militares do Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), do Instituto de Fomento e Coordenação Industrial (IFI) e da Marinha do Brasil, além de representantes da Empresa Visiona e do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação, especificamente a Agência Espacial Brasileira (AEB) e o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE).

O programa de absorção de tecnologia tem o objetivo de construir competência nacional para promover a maior qualificação e inserção das empresas brasileiras no mercado de manufatura e serviços de satélites geoestacionários.

Para o curso de Engenharia Espacial do ITA, por exemplo, é uma oportunidade de atualização, com abertura de novas linhas de pesquisa com o objetivo de disseminar os conhecimentos na indústria espacial brasileira. Para o IFI, permitirá cursos de certificação e confiabilidade de produtos, colaborando com a capacitação do Instituto nas áreas de garantia do desempenho, da segurança e da disponibilidade de produtos e sistemas espaciais.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Edgar

Ainda na espera do momento em que o governo irá abrir o olho e investir num veículo lançador. Até lá, teremos de continuar confiando nos chineses.

Rinaldo Nery

Enquanto a AEB, incompetente e politizada, ficar atrapalhando, vai ser difícil. Se estivesse só na mão do DCTA, apesar da falta de recursos cronica, o VLS já estaria bem mais adiantado.

Edgar

Entendo, Nery. Acredito que um projeto destes só sairá se algum dia houver interesse por parte de empresas.

Acaso você sabe se existe alguma legislação específica da AEB a respeito deste desenvolvimento pela iniciativa privada ou bastaria vontade e investimento por parte das empresas?

Seria um mercado em que eu gostaria de investir. Faltam apenas algumas dezenas de milhões de dólares, mas o objetivo já tenho e o centro de lançamento é “logo ali” 😀

Rinaldo Nery

Desconheço a legislação, mas o acordo com a Ucrania (Cyclone) foi, na realidade, feito com uma empresa privada ucraniana.
Mas, certamente, você vai ter que furar a barreira petista. Acho que você entendeu….

Mauricio R.

“…além de representantes da Empresa Visiona e…”

E mais essa, se não bastasse termos que pagar p/ a tranqueira da empresa-mãe, aprender a fazer avião de caça, ainda toca pagar prá esse filhote de cruz credo aprender a fazer satélite!!!
Pq raios a Embraer não investe do dinheiro dela???
E se vira no mercado.

Edgar

Nery, pelo visto terei de aguardar, além do dinheiro, a próxima administração, pois meu código de conduta pessoal e alguns termos (FCPA) que assinamos com parceiros americanos me impedem de furar essa barreira 😀 Mas tenho certeza que alguns deles certamente embarcariam num projeto para construção local de um veículo lançador privado, a utilizar o CLA, ainda mais com a redução cada vez maior do aporte de Mr. Obamis para a NASA e USAF. Melhor mesmo aguardar uma mudança em Brasília para iniciar qualquer conversa. Maurício, é um absurdo mesmo isso. Cada dia mais parece que a empresa cresce encostada… Read more »

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