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Boeing escolhe Challenger como plataforma de vigilância marítima

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Challenger-605

A Boeing vai demonstrar as capacidades de vigilância marítima do P-8 Poseidon em uma aeronave Bombardier Challenger no próximo ano.

A Partner Field Aviation começou a modificar o jato executivo para transportar um radar Selex 7000, sistema de missão, sistemas eletrônicos bem como um sensor eletro-óptico, que tornará o avião em uma aeronave de vigilância marítima a ser oferecida pela Boeing.

O demonstrador – que será apresentado para os potenciais clientes em 2014 – usará um Challenger 604 de propriedade da própria Boenig, mas a aeronave de produção será baseada no modelo 605.

Tim Peters, vice-presidente e gerente geral do setor de Mobilidade, Vigilância e Engajamento da Boeing, disse que a empresa havia escolhido o Challenger devido à capacidade de carga, desempenho e velocidade.

O MSA usará elementos do sistema de missão desenvolvidos para o P -8 Poseidon, permitindo que as equipes integrar informações de vários sensores a bordo da aeronave. Peters acredita que a aeronave será a escolha ideal para países que realizam vigilância de longo alcance e salvamento, anti-pirataria, patrulha da ZEE, bem como missões ISR.

A empresa diz que está estudando uma ampla gama de sensores e sistemas para a aeronave, e enquanto a Boeing não prevê um papel armado para a aeronave, Eric Martel, gerente de aeronaves especializadas e anfíbias da Bombardier, disse que não há limitações na fuselagem se os clientes quiserem adicionar cabides nas asas. A Boeing planeja tornar o MSA disponível para os clientes em 2015.

A revelação foi feita durante o show aéreo de Dubai enquanto a Boeing apresentava o P-8 pela primeira vez. A Boeing acredita que há uma exigência crescente para aeronaves ISR e de patrulha marítima na região do Golfo.

Poucos países do Golfo operam aeronaves de asa fixa de patrulha marítima, e muitos deles contam com helicópteros para missões ar-superfície e ASW. Os Emirados Árabes Unidos investiu recentemente em um par de Bombardier Dash 8 Q300 modificados pela Aerospace Provincial, enquanto Omã está aguardando a entrega do seu primeiro avião de patrulha marítima C295.

FONTE/FOTO: Aviation Week (tradução e adaptação do Poder Aéreo a partir do original em inglês)/Bombardier

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Antonio M
Antonio M
6 anos atrás

E enquanto não temos desses como está a modernização do P-95 Bandeirulha ? Este que poderia ser a primeira aeronava da FAB com radar AESA, não sei se é exatamente o mesmo que consta nesta reportagem, pelo que li seria o Selex Seaspray 7000e.

Ivan
Ivan
6 anos atrás

“BOEING namora EMBRAER e casa com Bombardier para Mini P8.”

Esta foi a chamada que o site Defesane usou para uma matéria semelhante, com a mesma notícia.

Eles conseguiram resumir o sentimento, ao menos o meu, sobre este assunto. O pior é que não posso nem mesmo culpar a Boeing e “usamericanus”, pois a falta de decisão brasileira e rompantes verbais com pouca ação deixam qualquer possível parceiro com os dois pés atrás.

Um concorrente direto para o Embraer ERJ145 MP (P99)…

Sds.

Marcos
Marcos
6 anos atrás

O problema do P99 é que ele tem perna curta.
Uma aeronave que se sairia muito bem nesse papel seria um dos membros das família E-Jet ou mesmo um dos futuros E2.
Mas como nós compramos os P3…

Ivan
Ivan
6 anos atrás

Marcos, Perna curta em relação a que? Há uma classe de aeronaves de reconhecimento marítimo que é muitas vezes esquecida mas sempre presente. São menores, mais baratas e atendem a uma determinada necessidade. Lembre do Dassault HU-25 Guardian da US Coast Guard, aeronaves com MTOW na faixa de 13 (treze) toneladas. Os Embraer P99, pelo que lembro, tem uma capacidade maior de combustível que o original civil, o ERJ-140 e 145. Além disso, há também o novo Legacy 650. A pouco foi noticiado, inclusive aqui na Trilogia, que a Índia pretendia comprar alguns MR menores, do porte dos Bombardier, Dassault… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
6 anos atrás

Marcos, o P-3 não passam de 15 anos de uso na FAB. Já vieram bem rodados e não dá para esperar um ciclo de operação de aeronave nova por parte dele. Isso abre a possibilidade para o desenvolvimento de uma versão patrulheira do E-170 ou do C-390, afinal, leva-se uns 7 a 10 anos para botar essas coisas em operação. Por outro lado os ARPs estão avançando e não se surpreenda se surgir um desses como patrulheiro naval, se não substituir diretamente, pelo menos para complementar as aeronaves dedicadas. E isso para mim abre a possibilidade de usar apenas aeronaves… Read more »

Ivan
Ivan
6 anos atrás

Clésio, O seu ARP para MR já existe, o Northrop Grumman MQ-4C Triton, com uma encomenda de 68 (sessenta e oito) unitdades pela US Navy. http://www.flightglobal.com/news/articles/northrop-grumman-mq-4c-triton-makes-first-flight-386263/ Mas cada um no seu quadrado. Existe espaço e missões para todo tipo de aeronave de patrulha marítima, desde os grandes e poderosos Poseidon, Orions e Nimrods até os bem menores UAVs como o General Mariner (versão do Reaper). O MQ-4C deverá operar em conjunto com os P-8A. A Índia que comprou uma dúzia de Boeings da versão P-8I, anda estudando agregar alguns Tritons, além de aeronaves menores de reconhecimento marítimo. O nicho do… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
6 anos atrás

Mas quais seriam os cenários? Onde um P-8 se faria necessário de forma que um ARP mais um patrulheiro menor não pudesse cumprir a missão?

Ivan
Ivan
6 anos atrás

Clésio, ASW principalmente. Dimensões e massa maior permitem aos grandes patrulheiros aéreos transportar uma grande quantidade de sensores, com antenas maiores, além de mais armas e combustível que conferem maior persistência em combate. O Poseidon tem 5 (cinco) estações internas e 6 (seis) externas para mísseis SLAM-ER, minas ou torpedos. Os destivados e destruídos Nimrods podiam transportar até 10 toneladas, mas com 5 já fariam um estrago. O seu (e da US Navy) ARP (ou UAV, drone, whatever) vai preencher as lacunas de vigilância, expandindo a área de vigilância dos Poseidon, interagindo com eles e, inclusive, sob seu comando. Obviamente… Read more »

rommelqe
rommelqe
6 anos atrás

Não há a menor dúvida de que o range de opções da EMBRAER cobriria qualquer solução proposta pela Bombardier. Esse evento significa uma derrota imensa para o BRASIL e, secundariamente, à industria brasileira. Notar que no bojo dessa notícia certamente também estará englobado o acordo a respeito do KC-390, do lift treineiro de quinta geração, do proprio super tucano (ver noticias da Guatemala), etc… Provavelmente é um sinal quase definitivo quanto ao encaminhamento do F-X2; ou seja, a ignorância não permitirá que as urnas sejam aliadas da FAB. É uma pena, pois essa era (ainda é, embora nos estertores finais,… Read more »

rommelqe
rommelqe
6 anos atrás

Caro Poggio: ainda não consegui tempo para lhe explicar melhor meu ponto de vista a respeito das funções AEW&C dos Growlers adaptadas para TO´s “terrenos”.

Agora, certamente, ainda considero que os Growler teriam funções ASW complementares extremamente importantes quando empregados em conjunto – e/ou em substituição futura – de grande parte das funções dos vetustos P-3M (com possíveis apenas 15 anos de vida util restantes). Assim à perda dos patrulheiros baseados nas famílias EMBRAER devemos somar uma perda irreparável relativa à TOTAL indisponibilidade, mesmo no mercado externo, de alternativas ao F-18 versão Growler. Concordas (m)?

rommelqe
rommelqe
6 anos atrás

Apenas complementando um ponto em relação ao meu comentário acima: qualquer solução a médio prazo que utilize ARP´s especializados em patrulha marítima deve considerar – pelo menos ao meu ver – o apoio de uma aeronave tripulada operando nas imediações destas. Diga-se, principalmente se estas ARP´s forem armadas e empregadas em TO´s da Amzonia Azul. Isso exigiria, primeiro e considerando o nível tecnologico atual (que nós nem conseguimos ainda atingir, diga-se de passagem) uma plataforma maior que os P-99M (aí entram os E-jets), e, segundo, esta aeronave de apoio operacional não seria um Growler. Menos mal (ou mau, como queiram… Read more »

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás

De onde vem o interesse da Boeing, na plataforma Challenger:

“Another potential ‘interim CMA’ has been proposed by Boeing. Aware that few nations can afford the P-8A, Boeing came up with a less expensive alternative to Poseidon. Dubbed the Maritime Surveillance Aircraft, the first MSA concept is based on a Bombardier Challenger “mid-sized” bizjet airframe. [3] A second Boeing MSA concept will be based on a so-called “super mid-sized platform” (the odds-on favourite being Global Express). This larger MSA doesn’t ‘recycle’ AIMP electronics. Instead, it employs the sensors from the P-8A Poseidon.”

(http://www.casr.ca/bg-af-canadian-multi-mission-aircraft.htm)

Mauricio R.
Mauricio R.
6 anos atrás

“Não há a menor dúvida de que o range de opções da EMBRAER cobriria qualquer solução proposta pela Bombardier.”

Não é o que o mercado está fazendo:

“Noting that more than 40 Bombardier aircraft, including Challengers, have previously been modified for intelligence, surveillance and reconnaissance applications for…”

(http://www.flightglobal.com/news/articles/DUBAI-Boeing-reveals-low-cost-Challenger-to-own-P-8-393234/)

pco-andrade
pco-andrade
6 anos atrás

Maurício R., corroborando suas palavras.

Aqui, outra aplicação do avião da Bombardier:

http://www.raf.mod.uk/equipment/sentinelr1.cfm