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Coreia pode levar T-50 para Portugal, em um centro de treinamento

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O Ministério da Defesa Nacional e o governo da Coreia do Sul estão próximos de chegar a um acordo para a instalação na Base Aérea de Beja de uma escola de formação de pilotos para aviões de combate. Segundo a edição desta quinta-feira do Diário de Notícias, que cita um despacho assinado pelo ministro José Pedro Aguiar Branco, em março de 2012 estará concluído um estudo que vai determinar se o aeroporto de Beja reúne as condições necessárias para execução do projeto.

As negociações com os representantes sul-coreanos tiveram início em julho, quando um grupo de militares da Força Aérea do país asiático visitou as instalações da Base Aérea nº11. A presença dos sul-coreanos, confirmada à Rádio Voz da Planície pela Força Aérea nacional, repetiu-se no dia 3 deste mês, para efeitos de “cooperação e formação”.

Os militares da Coreia do Sul inspecionaram o hangar do aeroporto, as instalações militares bem como o Bairro Residência da Força Aérea, onde, de acordo com o DN, pretendem instalar aproximadamente 300 famílias. Caso a instalação das esquadras operacionais venha a efetivar-se, poderão mudar-se para Beja cerca de 60 pilotos sul-coreanos, 20 altos cargos militares e 150 técnicos de manutenção.

25 aviões de combate para Portugal

Juntamente com os militares sul-coreanos prevê-se que a operação traga para solo nacional 25 caças T50 Golden Eagle, aviões supersónicos de última geração concebidos para treino de combate avançado. O acordo entre os dois países deverá assegurar que os equipamentos podem inclusive ser utilizados para treinar pilotos portugueses, sem quaisquer contrapartidas financeiras.

O estado avançado das negociações ficou patente em outubro, com a deslocação a Seul de uma delegação portuguesa, liderada pelo diretor-geral de Política de Defesa Nacional, Luís Faro Ramos.

O interesse da Coreia do Sul em assentar na Europa não é recente. Inicialmente, os asiáticos concentram esforços na base espanhola de Talavera la Real, na província de Badajoz. O Ministério da Defesa espanhol confirmou em março deste ano a existência de uma declaração de intenções entre as duas partes, que não chegou porém a concretizar-se. O fracasso do negócio terá ficado a dever-se às exigências monetárias do Governo espanhol, que desagradaram aos sul-coreanos.

Aeroporto de Beja fracassa

É na Base Aérea nº 11 que fica situado o polémico aeroporto de Beja, que é gerido pela ANA – Aeroportos de Portugal. A infraestrutura, que representou um investimento de 33 milhões de euros, foi inaugurada a 13 de abril deste ano, com o primeiro voo a partir do Alentejo a ter como destino a ilha de São Filipe, em Cabo Verde. Desde então, e até ao final de outubro, a pista de Beja recebeu 1923 passageiros, um número muito abaixo das expectativas iniciais, que apontavam para a recepção de 1,8 milhões passageiros até 2020.

A principal operação turística concretizada até agora trouxe até Beja uma série de 22 voos charter desde o Reino Unido, e custou 400 mil euros à Agência de Promoção de Turismo do Alentejo. Já entre outubro e novembro o aeroporto recebeu oito aviões de passageiros provenientes da Alemanha.

Com o interesse da Força Aérea da Coreia do Sul em tomar conta das instalações militares da Base de Beja, onde muitos dos edifícios estão inutilizados desde que foram desocupados pelos militares alemães em 2003, a economia da cidade alentejana pode ganhar um novo fôlego.

O aeroporto de Beja, que não faz parte do Plano Estratégico dos Transportes, recebe apenas voos autorizados pelo Instituto Nacional de Aviação Civil e a Força Aérea, uma vez que ainda não detém autorização para a utilização civil.

FONTE: RTP

COLABOROU: Carlos Gil

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Mauricio R.Fernando "Nunão" De MartiniBaschera Recent comment authors
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Baschera
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Baschera

Não entendi nada…. para que os sul coreanos querem ir treinar tão longe de casa ??

Imagino ser a limitação física do espaço aéreo sul coreano….

Sds.

Fernando "Nunão" De Martini
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Baschera, Pelo que entendi a ideia não é treinar pilotos sul-coreanos – pra que mandá-los tão longe, como vc escreveu? A ideia é lucrar treinando os outros. Ou seja, montar um centro de treinamento para clientes europeus (como faz também a Finlândia), que não iriam atravessar metade do planeta para treinar caso um centro internacional do tipo fosse montado na Coreia do Sul (novamente, treinar tão longe, como você escreveu). Apesar da Coreia do Sul ser meio “espremida” entre o Japão e a China, não deve faltar espaço aéreo sobre o oceano para pilotos sul coreanos acelerarem o T-50. E,… Read more »

Fernando "Nunão" De Martini
Editor
Famed Member

Em tempo,

Percebi que seu equívoco deve ter sido decorrente do título da matéria, que alterei agora para não gerar mais confusão.

Mauricio R.
Visitante
Mauricio R.

OFF TOPIC…

…mas nem tanto!!!

Pois ainda tem a ver c/ o FX-III sul-coreano e seu possível ganhador:

O “matador” de Rafale, contra esse aí, o Rafale e a Dassault podem somente chorar e espernear!!!

(http://www.flightglobal.com/news/articles/cutaway-technical-description-how-boeing-developed-the-f-15-silent-eagle-367978/)

Baschera
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Baschera

Nunão…..

Claro…. era o óbvio ululante (não confundir com “lulante”…rssss)

Obrigado por esclarecer.

Sds.