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F-16 dinamarqueses substituem os Mirage 2000-C no Báltico…

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Na segunda-feira, 5 de setembro, o Ministério da Defesa da França divulgou nota sobre o final do mais recente desdobramento de caças franceses no Báltico, dentro do rodízio de forças aéreas da OTAN (Organização do Tratado do Atlântico Norte) para prover a defesa aérea dos três países bálticos: Lituânia, Estônia e Letônia. Este último desdobramento foi denominado “Baltic 2011”.

Entre 28 de abril e 2 de setembro de 2011, os esquadrões de caça 2/5 “Ile de France”, baseado em Orange, e o  1/12 “Cambresis” da Base Aérea de Cambrai, foram responsáveis por manter quatro aeronaves Mirage 2000-C na Base Aérea de Siuliai, na Lituânia, revezando o seu pessoal ao longo desses quatro meses. Os caças mantiveram o alerta 24 horas por dia, 7 dias por semana, realizando treinamentos e interceptações reais nesse período (veja links para outras matérias já publicadas, no final desta). A França já tinha realizado esse tipo de missão em 2007 e 2010.

Foi realizada uma cerimônia de passagem de responsabilidade dos franceses para os dinamarqueses, com a presença do Ministro da Defesa da Lituânia e a entrega de medalhas. A imprensa pôde acompanhar a passagem de comando, assim como a exposição estática de caças Mirage 2000-C RDI franceses e F-16 dinamarqueses, que depois realizaram um desfile aéreo.

…enquanto os Mirage 2000-5 substituem os Mirage 2000-C no Dijibuti

No último dia de agosto, quatro caças franceses Mirage 2000-5 pousaram no aeroporto de Dijibuti, para substituir quatro caças Mirage 2000-C, que já estavam em serviço nas “Forças Francesas no Dijibuti” ( forces françaises à Djibouti – FFDj). Segundo o informe do Ministério da Defesa da França, o Mirage 2000-5 é o avião de defesa aérea mais moderno da Força Aérea Francesa, sendo dotado de um radar RDY multitarefa e da capacidade de disparar mísseis ar-ar de longo alcance.

Ainda segundo o informe, essa mudança qualitativa é prova do comprometimento da França com a República do Dijibuti, em virtude dos acordos de defesa dos dois países. Os Mirage 2000-5, acompanhados de três Mirage 2000-D que permanecem desdobrados no país africano, garantem a defesa do espaço aéreo do Dijibuti.

FONTE / FOTOS: Ministério da Defesa da França

NOTA DO EDITOR: olhando com atenção as fotos, pode-se perceber a principal diferença externa entre o Mirage 2000-C (similar ao que equipa o 1ºGDA, da FAB), que é visto na imagem de cima, e o Mirage 2000-5, da foto de baixo.

Você sabe qual é essa diferença?

Dica: não vale dizer que é a marcação do esquadrão nas superfícies verticais das aeronaves, afinal, os leitores mais atentos às diversas matérias já publicadas sobre a Força Aérea Francesa aqui no Poder Aéreo (veja uma “pequena” amostra a seguir), sabem que os esquadrões 2/5 “Ile de France” e o 1/12 “Cambresis” são equipados com a versão “C”, enquanto que a cegonha pintada nas aeronaves da foto de baixo traem os Mirage 2000-5 do esquadrão 1/2 “Cicognes”. Mas não é difícil. Às vezes, as respostas estão bem diante do nosso nariz.

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10 COMMENTS

  1. Eu reparei nas antenas no dorso da aeronave, a amarelinha pequena e a cinza. Na deriva, tem uma pequena antena em forma de bala abaixo do receptor de RWR dianteiro.

  2. No C o tubo pitot é na frente do radome, com mais 2 unidade atras do mesmo, no nariz. Já no -5 são 4 unidades no nariz.

    A antena pequena amarela, atrás do canopi, está presente nos dois, ao contrario do meu comentário anterior.

  3. Olhando as fotos do Mirage 2000 da FAB, eu notei a ausência dos lançadores de chaff, na raiz do bordo de fuga das asas. Eu notei que tem fotos do modelo C com esses lançadores nessa posição. Será que os da FAB estão sem isso?

  4. Clesio,

    quanto aos lançadores de Chaff dos F2000 e os M2000 a informação é correta.Os M2000C da FAB não possuem os mesmos, eventualmente eles poderiam ser instalados? Sim poderiam,mas dependeria da vontade politica, custo vs beneficio e $.

    • O primeiro a matar a charada da principal diferença externa foi o Roberto, seguindo firme na dica do editor. Parabéns!

      Tplayer (apesar da “antena” ser na verdade o tubo pilot) e o Clésio também acertaram.

      Aproveito para acrescentar que, quando quiserem diferenciar um Mirage 2000-N de um Mirage 2000-D (este último de fabricação mais recente que o outro), a dica é a mesma. O Mirage 2000-D, assim como o Mirage 2000-5, não tem o grande tubo pilot na ponta do nariz.

      Saudações!

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