quinta-feira, outubro 21, 2021

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Diplomata francês diz que Líbia pode ser atacada neste sábado

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

O embaixador da França na ONU, Gerard Araud, disse, nesta sexta-feira em entrevista à BBC, que espera uma intervenção militar na Líbia horas depois de uma reunião diplomática em Paris, neste sábado.

Amanhã teremos uma reunião em Paris com todos os principais participantes da operação, para um esforço diplomático. Então acho que seria um bom momento para mandar um último sinal”, afirmou ao programa Newsnight.

“Isso significa que os Estados Unidos, o Reino Unido e a França mandam um ultimato em relação ao cessar-fogo. Nós apresentamos as condições. Então, eu acho que depois da reunião, nas horas subsequentes, nós lançaremos a intervenção miliar”, disparou.

A secretária de Estado americana Hillary Clinton e o primeiro-ministro britânico David Cameron devem discutir os próximos passos na Líbia com o presidente francês Nicolas Sarkozy e líderes árabes, em Paris, neste sábado. Araud disse que é importante ter países árabes envolvidos porque “temos preocupações sobre a imagem da Otan no mundo árabe”.

Ele disse que os Emirados Árabes Unidos e o Qatar disseram aos franceses e britânicos que enviariam aviões e pilotos à missão. “Esta não é uma operação do ocidente. É a comunidade internacional fazendo uma intervenção à pedido da Liga Árabe”, lembrou o diplomata.

Quando perguntado se seria uma operação da Otan comandada por um militar norte-americano, Araud disse que “a decisão política ainda não foi tomada na Otan. Pode ser decidida nos próximos dias, mas ainda não sabemos se alguns países irão aceitá-la.”

Em entrevista à CNN, a embaixadora americana na ONU, Susan Rice, afirmou que as forças do coronel Muammar Gaddafi violam o cessar-fogo previsto na resolução do Conselho de Segurança sobre a Líbia. “Sim, ele a violou”, afirmou Rice ao ser perguntada a respeito da resolução 1973 das Nações Unidas adotada na quinta-feira.

“A resolução 1973 exige um cessar-fogo imediato e o fim de todas as operações ofensivas. Ela também proíbe todos os voos sobre a Líbia”, destacou Rice. Em caso de violação desta resolução, os Conselho de Segurança autorizou o emprego “de todas as medidas necessárias” para proteger os civis, incluindo o uso da força.

Rice lembrou que “o presidente (Barack Obama) impôs um ultimato esta tarde, com efeito imediato, para que Gaddagi decrete um cessar-fogo”. Obama destacou nesta quarta-feira que Gaddafi foi “amplamente alertado” antes de a comunidade internacional escolher usar a força contra ele para “interromper sua campanha de repressão”.

“Se Gaddafi não obedecer a resolução (da ONU), a comunidade internacional imporá consequências. A resolução será reforçada com ações militares”, advertiu o presidente americano.

FONTE: Uol   FOTOS: Força Aérea Francesa (Armée de l’air) e Força Aérea Espanhola (Ejército del Aire)

NOTA DO PODER AÉREO: será que veremos os belos caças franceses das fotos em ação sobre a Líbia?

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Lobo

Finalmente o Sarkô poderá disser, o Rafale destruíu centenas de modernissimos caças……………………os mig 15 e me 109 da formidável Força Aerea Libia……….a Maior do Mundo.!!!!!!!
Dá-lhe Pinóquio………..

GHz

Acho que não faz nem três meses que a Líbia era cortejada como possível compradora do Rafale.
A vida é mesmo uma roda gigante…

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Cesar

Esta relação de guerras e animosidades entre a Europa e o norte da África e o Oriente Médio é tão antiga e perene, que creio que vai ser eterna. Desde a destruição de Cartago e a ocupação da Palestina pelos romanos, passando pelas Cruzadas, guerras coloniais, 1ª guerra, intervenção dos italianos na atual Líbia e Eritréia, Marrocos e Guiné Equatorial, com ocupações francesas e espanholas, dedo podre dos franceses no Magreb, principalmente na Argélia (com o glorioso Gen. Massu – recomendo assistir ao filme “A Batalha de Argel” de Pontecorvo), ou seja, são alguns exemplos que a história segue seu… Read more »

Cesar

Pessoas que eu conheço, que trabalharam na Líbia, me falaram que o Cel. Kadafi costumava reunir crianças em estádios e pessoalmente, diante desta platéia infantil, executava inimigos do regime com tiros na nuca (estilo chinês), para mostrar a eles, que desde crianaças, iriam crescer sabendo que aquele sujeito era quem mandava no país, e a punição para quem discordasse seria a morte. Ou seja, o doidão apronta há vários anos, todo mundo sabia, reabilitaram este psicopata, ganharam muito dinheiro com ele, mas agora ele voltou a ser um pária, atacado principalmente pelos franceses, que para mim, estão querendo usá-lo de… Read more »

Grifo

Será interessante acompanhar as próximas horas, porque ao que parece o Kaddafi quer tomar Benghazi e ganhar a guerra antes da chegada dos meios aéreos da ONU. Um dos argumentos usados pelos militares americanos ao se posicionarem contra a no-fly zone era a ausência de uma força militar de oposição ao Kaddafi com um mínimo de credibilidade, como eram os curdos no Iraque e a KLA no Kosovo. Neste caso, para quê então empregar uma quantidade enorme de meios para controlar os ares, se por terra a batalha seria perdida? Caso o Kaddafi tome Benghazi amanhã, como parece possível (http://english.aljazeera.net/news/africa/2011/03/201131934914112208.html),… Read more »

tplayer

Finalmente veremos a rainha do hangar (Rafale) combatendo ao lado do rei do céus (F-16).

Grifo, os EUA não deslocaram algumas unidades de Marines para a costa? Não seria isso uma medida para usar caso do Kaddafi realmente continue o ataque por terra?

Vader

Demorou já. As tropas do Kadafi continuam sua vida normalmente, matando a população civil, motivo pelo qual já fazem por merecer uma chuva de fogos sobre a cabeça.

Wagner

Os europeus deveriam cuidar disso sozinhos. deveriam Ligar ” A cavalgada das Valquírias” já no taxiamento e durante o ataque ao Kadafi.

Eles demoraram demais para agir. Será possível que ninguém mais ali tem fibra ??

De que adiante ter aviões se não querem usá-los ?? Parece até que o Kadafi sabia que não iam fazer nada, se é que os contatos dele na Europa não o tenham avisado…

ZE

Os EUA são a locomotiva dessa ação contra o Kadafi. A França, como sempre, fala muito e faz pouco (aliás, o problema NÃO é SÓ a França, mas os PAQUIDÉRMICOS EUROPEUS). O problema é que a LÍBIA é mil vezes mais importante para a Europa, do que para os EUA. A aproximação geográfica se dá com o continente EUROPEU. É para lá que os refugiados irão (já estão indo). Ademais, vários imigrantes ilegais de outros países africanos passam por lá, antes de chegar à Europa (se bem que, com essa guerra, o fluxo secou). O petróleo líbio é vendido no… Read more »

Rodrigo

Wagner disse:
19 de março de 2011 às 10:20

Faço a mesma pergunta para a Rússia e China, que para variar enfiam a cara embaixo do travesseiro e deixam o ocidente resolver o problema.

Rodrigo

ZE disse: 19 de março de 2011 às 10:51 A muito menor capacidade de ação sustentada dos europeus, faz com que eles sejam muito mais cautelosos. Contra a Líbia temos confirmados, excluindo os árabes. França Inglaterra Itália. Os franceses, no seu último deslocamento do CdG ao Afeganistão conseguiram a espantosa quantidade de três missões por dia e ainda passaram 30 dias sem soltar uma única bomba! Os ingleses com uma força de, snme, 10 Tornados no Afeganistão, também não serão capazes de muito mais que isto. Não acredito que franceses e ingleses consigam manter 24h/dia, CAP sobre a Líbia sozinhos,… Read more »

Mauricio R.

E novamente aquele filminho visto na ex-Iuguslávia e no Kosovo, a Europa fala de mais, faz de menos; os russos desta vez acopanhados dos chineses são os do contra e sobra p/ o “tio Samuel Wilson” ter que resolver. Poderiam inovar promovevendo a idéia daquele think-tank do Dubai e deixarem ao Conselho de Cooperação do Golfo essa NFZ, recursos materiais não lhes faltam Seriam árabes, bem conservadores por sinal, cuidando dos problemas dos árabes. O problema de Israel no Egito não seria um governo teocrático ao estilo iraniano, mas algo similar ao que acontece na Argélia, aonde os militares reprimiram… Read more »

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