segunda-feira, julho 4, 2022

Gripen para o Brasil

MMRCA: Northrop Grumman espera decisão em 2011

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

 

Empresa fornece partes tanto para o concorrente da Lockheed Martin quanto o da Boeing, e está em conversações com a indústria indiana para produção local

Nesta segunda-feira, 7 de fevereiro, um executivo da Northrop Grumman disse à Reuters que a empresa espera que a Índia sele, até o final deste ano, o contrato do programa de 11 bilhões de dólares para a compra de novos jatos, dado que a companhia fornece fuselagem e radares para fabricantes disputam o contrato.

Tem havido bastante especulação sobre quando a Índia tomará uma decisão sobre um vencedor, que irá fornecer 126 caças, segundo a Reuters. A Northrop é o terceiro maior fornecedor do Pentágono em vendas, e também tem oferecido à Índia sistemas de alerta aéreo antecipado e veículos aéreos não tripulados para a Marinha Indiana. As informações são de G. Sharma, que chefia a subsidiária indiana da Northrop.

A empresa, que fornece partes tanto para o caça concorrente da Boeing, o F-18 Super Hornet, quanto para o F-16 da Lockheed Martin, está em conversações com companhias indianas como a estatal Hindustan Aeronautics Ltd e a Bharat Electronics para o fornecimento local de equipamentos, o que poderá ser um dos fatores que a Índia vai considerar na hora de se decidir, segundo Sharma.

Em 2009, o país introduziu uma nova regra, que tornou imprescindível que empresas de defesa estrangeiras comprassem 30 por cento de equipamentos de empresas locais, de modo a estimular o setor doméstico de defesa. Agora, a Índia está planejando aumentar essa participação para 70% em uma década.

O Secretário de Comércio dos EUA, Gary Locke, está visitando a Índia nesta semana, e disse na segunda-feira que estava preocupado com as barreiras tarifárias e não-tarifárias do país, destacando os obstátulos para a ampliação do comércio bilateral, apesar dos crescentes laços econômicos e de segurança dos dois países. Locke está liderando uma comitiva de mais de 20 empresas norte-americanas em missão de comércio na Índia, incluindo a Boeing e a Lockheed Martin.

FONTE: Reuters (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

IMAGENS: USN (Marinha dos EUA) e Lockheed Martin

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Antonio M

A Embraer deveria ter mantido a parceria com a Northrop iniciada com a fabricação de partes do F5.

E se na época nossas relações com os EUA fossem mais estreitas, quem sabe teríamos fabricado o F20 por aqui.

edcreek

Olá,

O problema nem sempre são dos outros!!!!

Abraços,

Alexandre Galante

Esse F-16IN é tudo de bom…

Antonio M

“…barreiras tarifárias e não-tarifárias do país …”

E no caso do Brasil acrescentar “barreiras político/ideológicas” ! rsrsrsr!

Vader

A NG é esperta. Independente de quem ganhar (dos EUA) ela está dentro.

Groo

Tomara que o MiG-29 leve. Isso ia dar uma sobrevida ao avião.

Observador

Eu já vi umas ilustrações em que o F-16IN tem asas em delta, quase como o malfadado F16XL.

Seria uma configuração abandonada ou má-informação do ilustrador?

Alguém sabe algo sobre isto?

Antonio M

“…Eu já vi umas ilustrações em que o F-16IN tem asas em delta, quase como o malfadado F16XL. …”

Além desta questão interessante, eu gostaria de saber se alguma vez foi cogitada uma versão naval do F16….

tplayer

Antonio, acho que o F-16 é muito grande para ter uma versão naval.

Observador

Já houve uma matéria a este respeito aqui no blog, se não me engano.

A US Navy preferiu melhorar o projeto do XF-17 (futuro F-18) em detrimento do F-16, pois consideraram que o mesmo não era suficientemente robusto para operações marítimas e também porque seria de péssima operação em um porta-aviões.

Por robusto, levou-se em conta o fato do F-16 ser monoturbina, e a US Navy considerava mais seguro um avião biturbina para operações sobre o mar.

Me parece ainda que a US Navy operava (ou ainda opera, não sei) alguns F-16 como agressores. A confirmar.

Antonio M

Caro tplayer, creio que não seja maior que o F18 mas, talvez justamente por contar com ele e mais o f14 não tenham cogitado essa versão naval.

Porém não tenho certeza disso pois teria missões diferentes e seria interessante para exportação por, supostamente, ser mais barato. Mas estou especulando apenas…..

Antonio M

Grato pelas observações Observador.

Antonio M

não foi trocadilho, foi sem querer mesmo! rs!

Antonio M

Observador disse:
8 de fevereiro de 2011 às 18:53

Pis é Observado mas, nã deixa de ser estranho já que operavam o Skyhawk.

A não ser que tenha sido uma experiência não muito boa, e que deixou esse ensinamento que citou para a USN….

Antonio M

“…a US Navy considerava mais seguro um avião biturbina para operações sobre o mar. ..”

E o rafale M já provou que isso não é uma “verdade absoluta” …

Observador

Antônio,

Não só o Skyhawk, mas o A-7 Corsair, o F-8 Crusader…

Talvez fosse exatamente por compará-los aos contemporâneos A-6 Intruder, S-3 Viking e ao próprio F-14 (biturbinas), bem como a suas taxas de perdas de aparelhos, que a US Navy tenha chegado a tal conclusão, optando pelo F-18.

Observador

Antônio,

Chutar cachorro morto não vale… (rsrs).

Creio que o problema dos Rafale M é que tem apenas um mostrador para o combustível. Devia ter dois. E bem grandes.

Observador

Falando um pouco mais sério…

Este dogma de duas turbinas já é coisa do passado para a US Navy, visto que vão adotar o F-35.

Outro dia cai no erro de falar mal deste aparelho. Cruzes. Quase me lincharam.

É mais seguro aqui no blog fazer uma caricatura de Maomé do que falar mal do JSF.

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