domingo, abril 18, 2021

Gripen para o Brasil

Buscas a Airbus revelam deficiências materiais das Forças Armadas do Brasil

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

p-95-bandeirulha

Na falta de aviões de patrulha marítima de longo alcance, a FAB está usando aeronaves de transporte de tropas C-130 para a missão de busca e salvamento dos passageiros e tripulantes da aeronave Airbus da Air France, desaparecida no Atlântico.

Os Bandeirulha P-95 (foto), uma adaptação do cargueiro da Embraer EMB-110 Bandeirante, também estão ajudando na busca, mas sua autonomia deixa a desejar nesse caso. Somente em 2010 começarão a chegar os P-3AM Orion da FAB de patrulha marítima de longo alcance.

Na Marinha, a falta de navios-patrulha oceânicos com alta velocidade máxima e dotados de helicóptero embarcado, obriga o uso de uma fragata nas buscas.
Por conta da grande distância e da baixa velocidade dos navios, eles só vão conseguir chegar ao local previsto do desaparecimento no dia 02.06 e no dia 03.06.

FOTO: Poder Aéreo

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gaspar

os equipamentos do P3 seriam “quao” uteis nessa misao de busca ?!?!

Camilo

A questão não é somente de equipamento. O maior problema é autonomia. Segundo publicado na mídia (não lembro onde lí) o aviso de pane elétrica chegou quando o Airbus deveria estar próximo de entrar na área de controle sob responsabilidade de Dakar. Isso é muito longe. É preciso muita autonomia para ir tão longe, proceder à busca e depois retornar.
Por isso os Hercules estão sendo usados.
Por falr nisto. Nestas horas é que faz falta os RC-130E que operavam em Recife.

Zero Uno

O P-3 dispõe de grande autonomia e raio de ação, 16 horas voando a 1.000 ft de altura, o teto de serviço é de 34.000 ft e as velocidades de cruzeiro e de patrulha são de 300 kt e 200 kt, respectivamente. Esta capacidade é fundamental para o cumprimento dos acordos internacionais de Busca e Salvamento no Atlântico Sul, onde a área de responsabilidade do Brasil atinge 6.400.000 km². Seu espaço interno é suficientemente amplo para acomodar o número de operadores requerido pela Força Aérea Brasileira com boas condições de conforto e ergonomia e com provisão de espaço para tripulação… Read more »

Nascimento

Os p3 tem um raio de ação de mais de 8000Km, estão equipados com um flir, um radar melhor, esm e sonoboyas… uma aviônica melhor e um sistema tático de missão próprio para se fazer busca e patrulha marítima com conceitos mais modernos de padrões de busca.

McNamara

Os R-99 decolando com tanque full, a partir de Noronha, não poderiam ser úteis nessa busca???

Carlos Augusto

É uma vergonha para a FAB não ter os equipamentos adequado aviões de busca e salvamento com um raio de ação maior, e pior ainda para os políticos que só querem avançar no dinheiro da nação.

Zero Uno

Lembro a voces que os nossos P3 são das versões A e B e possuem somente 60% de horas voadas. Os 40% restantes estão dentro do planejamento da FAB para o uso dessas aeronaves.

GustavoB

Verifiquei autonomia de 6.500 km, não raio de ação. Acho mais adequado relacionar autonomia com horas de vôo.

Se o raio de ação fosse 8.000 km, o P-3 poderia sair do Rio e ir até a Inglaterra e voltar, ou sair de Santa Catarina e ir até Moçambique – e voltar.

gaspar

deveriamos ter unidades de UAV’s para fazer busca em alto mar, seria uma especie de complemento pois ele poderia ficar “dias” voando pela regiao, ja que os pilotos estao em base, sentados numa cadeira giroflex… autonomia nao seria o problema… fora o custo, ue seria muito mais baixo…

Poggio

Zero Uno,

Nenhum dos nossos P-3 é da versão “Bravo”.

Sopa

Como diz nosso amigo Boris, “Isso é uma VERGONHA !”

por falar KC-130, a FAB ou a Marinha tem algum aeronave com REVO ?

Nascimento

Vc tem razão Gustavo. Obrigado pela correção.

zocca

um dia vou ver o meu sonho realizado. o de ver um avião cheinho de politiqueiros se esbagassando em algum lugar, mas com muitos sobrevivente que pra se salvarem dependeria das nossas farças armadas estarem muito bem equipadas, com equipamentos no estado da arte.,resultado não averia sobreviventes, e depois averia uma revolução nas FA.

Dodomaha

Não entendi. Quem disse que o C-130 é somente para transporte de tropas? Na USCG eles não operam na função SAR? Aliás, nesse caso, o KC-130 deve ser o avião mais indicado para essa operação, por possuir uma autonomia de 17 horas de vôo. Inclusive, quando em buscas, os americanos usam desligar os motores 1 e 4 para aumentar ainda mais o raio de ação. Quando esses C-130 chegaram ao Brasil, alguns vieram com pintura SAR. O Bandeirulha não deve ter a melhor das autonomias, mas acredito que o radar dele, nesse caso, não fará a menor diferença mesmo. Se… Read more »

gaspar

o nosso colega CorsarioDF deu uma ideia num outro post.
o uso de hidro-avioes nao seria interessante ??
poderiam localiszar e dar um primeiro atendimento em caso de sobreviventes ate uma embarcacao chegar ao local…

Fábio Max

Gaspar,

Desculpe se eu pareço arrogante, não é isso, sua idéia é interessante, mas…

…hidro-aviões dificilmente pousariam em alto mar, dada a amplitude das ondas. Posso estar errado, mas mesmo esse tipo de aeronave, depende de certas condições de lugar para operar.

Robson Bandeira

Mais uma vez o estado brasileiro improvisa com equipamentos que não estão totalmente adequados a sua missão.

Estamos sempre atrasados, seja materialmente, tecnologicamente, sempre, sempre, sempre…

É só aparecer uma dificuldade e pronto, “revelam-se as deficiências”.
`
É difícil acreditar nesta “Nação”

Sds a todos

gaspar

Fabio Max,

com certeza, ele nao poderia pousar em qq lugar… isso sem duvidas… mas vai saber…
foi so uma ideia…
se nos usamos bandeirulhas, achei que hidro-avioes seriam interessantes devido as suas capacidades…

Vinícius D. Cavalcante

Das nossas deficiências, sempre se soube. As limitações são antigas, tanto que nos anos 80 se chegou a projetar uma pista na Ilha de trindade que permitiria operar Bandeirulhas e C-130 e outras aeronaves em caso de necessidade. A questão é que “Não sobro verba” e idéia acabou no esquecimento. Enquanto nós quisermos despontar no cenário internacional como um gigante sócio-econômico, com direito a assento no Conselho de Segurança da ONU e tudo mais; porém formos um país com limitações estrategico militares dessa monta, vez por outra ficaremo a passar por certas situações embaraçosas. Eu me lembro que quando fomos… Read more »

Robson Bandeira

E pior, estão deslocando aeronaves e embarcações de lugares com mais de 1000km de distância de Natal, estas aeronaves e embarcações não deveriam já estar baseadas em Natal?

Isso sim é uma incoerência, prá não dizer um verdadeiro absurdo.

Sds a todos

Paulo Silva

Como faz falta o P3AM. Os bandeirantes não devem ter autonomia para efetuar esta busca. Ainda bem que temos Fernando de Noronha, para servir de base e poder reabastecer estes aviões e helicopteros.Não sabia que tinhamos um Sisdacta em Fernando de Noronha. Isto é correto, e a quanto tempo??

Abraços

Paulo

marujo

Quem sabe esta tragédia não apressa a substituição dos Bandeirulha por aviões com maior autonomia de vôo e melhor equipados para as tarefas patrulha marítima e SAR.

Mirage

A muitos anos (desde o final da segunda guerra) que a FAB não passa de um grande AEROCLUBE dos milicos. Não tem armas, não tem aviões de caça modernos, não tem aviões de busca especializado. E quando tem alguns aviões meia boca em operação, eles estão muito longe do seu objetivo, realizando viagens com o seus comandantes ou participando de algum “torneio” aqui ou alí. Agora é torcer que tenha acontecido um alarme falso e este avião esteja em algum pais muçulmano com algum grupo terroristas… difícil, sim é… não é fácil sair dos radares com um avião deste tamanho… Read more »

Marcelo Martins

É isso que dá não ter base naval no Nordeste nem no Sul! Quando acontece uma desgraça dessas, os náufragos ficam a “ver navios”……..ô piadinha infame!!!!

Nunão

Gente, só pra ajudar a esclarecer um pouco: – há sim aeronaves de esclarecimento marítimo que operam em bases mais próximas ao local, aptas a serem deslocadas (duas das bases que abrigam os P-95 são a BASV – Salvador e BABE -Belém) – Os C-130 são adequados a determinadas tarefas de Busca e Salvamento, e são empregados nisso desde que começaram a operar no Brasil, na década de 60, a partir de Bases no Sudeste. 1000 km de distância é algumas horas de voo, nada impede de uma aeronave baseada no Sudeste ser deslocada em algumas horas a uma outra… Read more »

Dodomaha

Muito se fala em P3BR disponível para as buscas.
Se isso fosse lá na terra do Tio Sam, a USCG, que acaba responsável por essas buscas, colocaria seus C-130 para realizar essa busca, a 1000ft, como é o padrão e é a mesma coisa que fazemos por aqui.
O radar do P3 é inútil nesse caso. Se tivesse ELT, o SARSAT já teria achado em 406 MHz.
Concordo que lá teríamos muito mais do que os 2 que estão disponíveis ao Brasil, mas precisamos de mais C130, nesse caso. O P3 ajudaria, mas não é imprescindível.

Abraço.

Robson Br

E o P3M foi duramente criticado por todos. Isso prova que tecnicamente a FAB trabalha de forma correta, o problema são os políticos.

Sérgio

Diversas oportunidades estive debatendo o conceito de BASE AÉREA, e várias vezes comentou-se nessas rodas a conjunção de diferentes esquadrilhas “morando” nelas. Esse vai se tornar mais um exemplo. Temos bases em Belem, Fortaleza, Natal, Recife e Salvador. Porem todos os GT’s estão baseados no Galeão/Afonso – leia-se C’s-130 e 707’s. Equipe Sar em FLoripa (Bandeirante/Helis) e Campo Grande (Bandeirante/C-105/Helis). Sabemos que agrupar, ajuda na proficiência -Trocas de experiências/Treinamento/Manutenção-, mas com a extensão do nosso território esse exemplo complica para o atendimento pós momento zero, em se tratando de resgate e se o Brasil pela responsabilidade do Salvamar do Atlântico… Read more »

marujo

É mesmo lamentável, Marcelo Martins, algo sem explicação. Mas parece que a END vai resolver isso, com um segundo porto base para a MB. O ideal seria também uma nova grande base em Natal ou Salvador.

marujo

A França também não conseguiu mobilizar muito mais que nós,haja vista sua superioridade bélica: um Atlantic 2 e dois jatos executivos Falcon. Vamos dar os devidos descontos às nossas FAB e MB.

Joca

Manés!!! O Brasil precisa de no minimo 12 P-3 na FAB para dar conta do litoral. O Brasil precisa de no mínimo 72 Rafales F-3 ou Gripen NG (F-18 S H é roubada) para equipar seis esquadrões, sendo um esquadrão em Pelotas RS, um esquadrão em Santa Cruz RJ, um esquadrão em Anápolis GO, um esquadrão em Natal RN, um esquadrão em Manaus AM e um esquadrão em Belém PA. O Brasil precisa de no mínimo 6 aviões reabastecedores para FAB e modernizar outras Aviões. O Brasil precisa por os F-5 e os AMX A-1 em outros pontos do Brasil.… Read more »

Juarezj

A aeronave mais capacitada a encontrar este avião é o E 99B.

Grande abraço

Angelo Nicolaci

è um absurdo, um país como o nosso dono de um litoral tão extenso não ter uma força naval operante em pontos chaves para emergencias. tbm seria bom se tivessemos uma força aeronaval embarcada e um porta aviões que funcionasse, pois assim teriamos vetores baseados no meio do oceano capazes de efetuar revo e mantersse mais tempo na busca e mais proximos do local do acidente. Os P3 tem que chegar o quanto antes, e mesmo com eles ja em uso vejo a necessidade de mais aquisições, pois temos um litoral vasto e uma responsabilidade que exige uma envergadura maior… Read more »

Giovani

Que falta faz o Porta Aviões São Paulo, uma excelente base de apoio, que falta faz um avião patrulha mais veloz e com mais autonomia.

leo

VERGONHA!

[…] do BLOG: O Poder Aéreo já tinha antecipado mais cedo em outro post a falta que os P-3AM da FAB estão fazendo nesse […]

McNamara

Eu falei no post acima, que isso seria resolvido por um R-99… Na mosca!!!

Roberto.Brasileiro

O P.A. São Paulo realmente está fazendo falta! Uma base de apoio em ALTO MAR seria Extremamente Importante!!! Um país do porte e da importância do Brasil precisa ter um P.A. para dar apoio as equipes em alto-mar!!! Ou modernizamos nosso P.A. ou construímos outros P.A’s novos. O fato é que um país continental, e a quinta (ou quarta) potência do mundo (em menos de cinco anos) precisa ter P.A. (não somente um) !!! E em F U N C I O N A M E N T O !!!!!!!!!!! PLEASE!!!!! NOW!!!!!!!!!!! Brasil potência não é futuro… É REALIDADE!!! BRASIL!!!!!!… Read more »

Mirage

A muitos anos (desde o final da segunda guerra) que a FAB não passa de um grande AEROCLUBE dos milicos. Não tem armas, não tem aviões de caça modernos, não tem aviões de busca especializado. E quando tem alguns aviões meia boca em operação, eles estão muito longe do seu objetivo, realizando viagens com o seus comandantes ou participando de algum “torneio” aqui ou alí. Agora é torcer que tenha acontecido um alarme falso e este avião esteja em algum pais muçulmano com algum grupo terroristas… difícil, sim é… não é fácil sair dos radares com um avião deste tamanho… Read more »

gaspar

os equipamentos do P3 seriam “quao” uteis nessa misao de busca ?!?!

Camilo

A questão não é somente de equipamento. O maior problema é autonomia. Segundo publicado na mídia (não lembro onde lí) o aviso de pane elétrica chegou quando o Airbus deveria estar próximo de entrar na área de controle sob responsabilidade de Dakar. Isso é muito longe. É preciso muita autonomia para ir tão longe, proceder à busca e depois retornar.
Por isso os Hercules estão sendo usados.
Por falr nisto. Nestas horas é que faz falta os RC-130E que operavam em Recife.

Zero Uno

O P-3 dispõe de grande autonomia e raio de ação, 16 horas voando a 1.000 ft de altura, o teto de serviço é de 34.000 ft e as velocidades de cruzeiro e de patrulha são de 300 kt e 200 kt, respectivamente. Esta capacidade é fundamental para o cumprimento dos acordos internacionais de Busca e Salvamento no Atlântico Sul, onde a área de responsabilidade do Brasil atinge 6.400.000 km². Seu espaço interno é suficientemente amplo para acomodar o número de operadores requerido pela Força Aérea Brasileira com boas condições de conforto e ergonomia e com provisão de espaço para tripulação… Read more »

Nascimento

Os p3 tem um raio de ação de mais de 8000Km, estão equipados com um flir, um radar melhor, esm e sonoboyas… uma aviônica melhor e um sistema tático de missão próprio para se fazer busca e patrulha marítima com conceitos mais modernos de padrões de busca.

McNamara

Os R-99 decolando com tanque full, a partir de Noronha, não poderiam ser úteis nessa busca???

Carlos Augusto

É uma vergonha para a FAB não ter os equipamentos adequado aviões de busca e salvamento com um raio de ação maior, e pior ainda para os políticos que só querem avançar no dinheiro da nação.

Zero Uno

Lembro a voces que os nossos P3 são das versões A e B e possuem somente 60% de horas voadas. Os 40% restantes estão dentro do planejamento da FAB para o uso dessas aeronaves.

GustavoB

Verifiquei autonomia de 6.500 km, não raio de ação. Acho mais adequado relacionar autonomia com horas de vôo.

Se o raio de ação fosse 8.000 km, o P-3 poderia sair do Rio e ir até a Inglaterra e voltar, ou sair de Santa Catarina e ir até Moçambique – e voltar.

gaspar

deveriamos ter unidades de UAV’s para fazer busca em alto mar, seria uma especie de complemento pois ele poderia ficar “dias” voando pela regiao, ja que os pilotos estao em base, sentados numa cadeira giroflex… autonomia nao seria o problema… fora o custo, ue seria muito mais baixo…

Poggio

Zero Uno,

Nenhum dos nossos P-3 é da versão “Bravo”.

Sopa

Como diz nosso amigo Boris, “Isso é uma VERGONHA !”

por falar KC-130, a FAB ou a Marinha tem algum aeronave com REVO ?

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