terça-feira, junho 15, 2021

Gripen para o Brasil

Enquanto isso, na linha de montagem da Boeing…

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

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…os Super Hornets encomendados pela Austrália estão adiantados no cronograma

Na foto acima, os painéis exteriores do primeiro F/A-18F Super Hornet da Real Força Aérea Australiana (RAAF) são montados na seção anterior da fuselagem, na linha de montagem da Boeing em St. Louis. A fabricação da aeronave, que está adiantada em três meses em relação ao cronograma original, deverá ser finalizada para entrega em julho deste ano.  A Austrália encomendou 24 Super Hornets, e as entregas deverão se estender até 2011.

Fonte e foto (Peter George): Boeing

Nota do Blog: reparar numa coincidência curiosa, de conotação naval: a sigla no adesivo colado na fuselagem…

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Flamenguista

Opa… será que eles não querem trocar pelo nossos, esses sim, os “originais”?

Hornet

E sem falar que os nossos já estão montados…hehehe

Almeida

Impressionante a capacidade de produção dos ianques!

Quanto ao adesivo, é uma profecia macabra: quando este avião der baixa da RAAF, ele será comprado pela MB pra substituir os Skyhawks hehehe…

Edmar

O Correto não seria a compra de 36 vetores e sim de 42 vetores, sendo 36 monoposto e 6 biposto.

12 monoposto para a base aérea em Canoas RS.
12 monoposto para a base aérea em Santa Cruz RJ.
12 monoposto para a base aérea em Anápolis GO.
6 biposto para a base aérea em Natal RN, para treinamento de pilotos.

São poucos aviões, mas pelo menos poderia ser assim.

Ronin

Putz Almeida, imagina? hahaha.. Credo!
A gente faz um MLU nos A4 e fica com eles mais uns 20-25 anos! Reforma o Opalão, fica mais uns 30-35 anos com ele e depois chegam os Super Hornet! Ou quem sabe alguns Rafales?

Marcelo Brandão

Acho que teremos o F5M em Canoas e FX em Anapolis e Sta Cruz… os F5M do ultimo lote a ser modernizado (Jordanianos que estão chegando)vão para o nordeste. Após a chegada do FX no Rio, poderiamos deslocar as celulas do F5M para Manaus… assim teriamos cobertura total do territorio brasileiro com aeronaves capazes de combate BVR. Agora dizem que poderiamos fazer como o Chile que comprou unidades usadas do F16 da Holanda e padronizou a frota… existe a possibilidade de via FMS a FAB adquirir celulas usadas do F/A-18 A/B, mas diante do nosso bom desempenho com os F5M,… Read more »

Marcelo Brandão

Parece que o “papo do KC-X” é sério… diante da dificuldade de manter os KC-137 em condições de voo. O KC-767 parece ter vantagem na briga, pois é uma aeronave de menor porte e mais economica na manutenção que os KC-30. Parece que a briga entre americanos e franceses vai além do FX.

Tailhooker

O Engraçado é que a Austrália não fica por aí “mendigando” códigos-fonte e transferência de tecnologia. Por que será ? Eles não precisam ? Depois que falaram pro Jobim que ele não pode aceitar compras de prateleira, ele agora fica peitando todos os fornecedores de arma querendo abertura total da tecnologia em função da compra de apenas 36 aeronaves. Meio ridículo, não acham ? Mais ridículo ainda é acreditar que os caras obedecerão as oredens do Jobim por achar que o Brasil merece ser respeitado. Uma coisa não ficou clara para mim nessa aquisição australiana. Eles vão operar a versão… Read more »

Mabill

Que vença o melhor (Gripen ou Rafale), SH-18 NÃO !!!

Zero Uno

Tailhooker. Será que os Australianos são menos inteligentes do que nós? RE.: Não. Eles já possuiam um contrato de off-set e transferência de tecnologias quando compraram um lote de F18 A/B em 1985. Ao comprar o F18F (esta é a versão que vão operar), apenas fizeram complementar o Off-set. São aviões diferentes, sabemos disso. Más se a RAAF não quer os códigos fontes (uma “mendingância” como vc mesmo diz), o problema é deles não é mesmo? Se você acha que estamos errados em querer operar COM MAIS INDEPENDÊNCIA o FX2, exigir off-set’s e transferência de tecnologia para gerar mais emprego… Read more »

Getulio - São Paulo

Nós ainda não percebemos que no hemisfério sul, a maior potência militar não é o Brasil e, sim a Austrália.
Vejam que bela foto dos F-18 da Austrália, imaginem quando chegarem os super F-18 que estão no forno.
http://noticias.uol.com.br/album/09032008olho_album.jhtm?abrefoto=5

VirtualXI

Podem ficar com todos eles, Austrália.
Por aqui quero ver mais é SU-35.

Tailhooker

01 Confesso que ando um pouco cansado de ler as discussões sobre assunto abertura de códigos fonte e transferência de tecnologia. Tenho experiências que me permite ter uma visão bem clara sobre esse assunto, mas não pretendo pregar e converter o pessoal do blog. Para ser sincero, como muito bem o amigo CETEANO abordou em outro post, se o contrato for bem escrito e negociado, o que não é o forte dos brasileiros, creio que poderíamos aproveitar bem alguns off-sets. Uma montagem sob licença é o mais tradicional deles, muito utilizado pelos países que consomem equipamentos militares americanos. Mas acredito… Read more »

Tailhooker

Desconsiderem , por favor os erros de grafia, pontuação e acentuação da mensagem acima. Ela foi escrita a toque de caixa e não sofreu revisão !!

bandeira

Descupe VIrtualX, mas parece que você não gosta de nada que voe.Se não tem nada para acrescentar, va dormir

Zero Uno

Tailhooker. Entendo o que você diz. Más sejamos sinceros: Os EUA várias vezes se viraram contra seus próprios aliados pelo mundo afora. E você pode ter CERTEZA ABSOLUTA (vide o IRAQUE), que se uma nação for contra os seus interesses, os EUA não exitariam em invadi-la (até mesmo criando um pretexto), nem que a ONU baixasse uma resolução contra! Isso é fato. Não queremos e nem devemos nos alinhar com ninguém. Isso também tem sido levado à êxito pela nossa diplomacia. Afinal, você deve se lembrar que em 1976, se não me engano, queríamos comprar um lote a mais de… Read more »

Zero Uno

Bandeira…

Pega leve brother. Cada um tem a sua opinião. Na boa ok?

Abração.

Francisco AMX

“Engraçado”, a Austrália começa a receber os SH este ano, e nós, se escolhermos o “bicho” começaremos a receber em 2015, 6 anos depois?? eles estão recebendo os primeiros em 2009 contratando 2 anos atrás, o Brasil fala em contratar em 2009 para receber 6 anos depois??? é isso?? se for… que piada!

Abraços

Zero Uno

Francisco AMX.

Se não me engano, Canadá e Suiça estão na frente. Se não me engano…

Abraços.

Marlos Barcelos

O f-18 já está muito uktrapassado, o Rafale é muito mais poderoso, a revista força aérea deste mês tem uma reportagem sobre os Rafales, o único dos três que tem o radar passivo (PESA), com alcance de 100km, além do radar ativo AESA que já está em testes, sistema RWR, OSF (sistema Optônico do setor frontal), totalmente passivo e incapaz de ser detectado, com capacidade de engajar alvos aéreos e terrestres, o sistema OSF conta com o IRST e câmeras CCD, e na versão oferecida ao Brasil será capaz de engajar navios. NOs sistemas de defesa o rafale tem o… Read more »

Marlos Barcelos

esqeci de dizer que o sistame spectra possui 4 sistemas de flare/chaff e é capaz de lançá-los para proteger o caça.

Marlos Barcelos

exocet é míssil anti-navio.

Marlos Barcelos

esqueci de dizer que os rafales forame testados em combate e ainda estão lá no Afegenistão.

Tailhooker

Marlos Barcelos

Em que combate os Rafales foram testados ? Contra o atual Taliban ??? Pelo que sei, não lançaram sequer uma bomba de exercício com fumígeno por lá. Isso é ser provando em combate ? Sendo assim, vou sugerir à FAB que desloque os seus F-5BR para voar algumas sortidas ou dar serviço de alerta a partir de Kabul ou Kandahar e poderíamos dizer que nossos bicudos foram provados em combate.

Como funciona essa fusão de dados ? Poderia ampliar ?
O corte e cola da revista foi bom, hein

Tailhooker

Francisco AMX, O envolvimento da U.S Navy no contrato possibilitou que algumas unidades que seriam destinadas para a fleet fossem remanejadas e passadas para os australianos. A data de aposentadoria do F-111 na RAAF foi determinante, pois a RAAF precisava já de um vetor que o substituisse em 2011. Quanto optaram pelo Rhino como soução tampão, já previam que o JSF não ficaria pronto a tempo para substituir o F-111. A Boeing sugeriu e a U.S Navy aceitou para não perderem o contrato. Zero Uno, Canadá e Suiça não encomendaram o Super Hornet. O único cliente externo até agora foi… Read more »

Marlos Barcelos

Tailhooker neste blog dizem que os f-18 foram testados em combate, se foram foi do mesmo jeito do rafale, o rafale dá apoio aéreo as tropas da OTAN se eles lançaram bombas ou não eu não sei mas que eles estão em zona de guerra estão. Nesta revista força aérea tem uma entrevista com o presidente executivo do setor de defesa da Boeing dizendo que os EUA garantem a evolução dos f-18 até 2037, e depois? o Brasil irá receber os caças em 2014 e ao final de 2037 terão apenas 23 anos de uso os mais antigos, não me… Read more »

Almeida

Re: Edmar em 10 mar, 2009 às 6:59 36 mono e apenas 6 biplaces? Quer passar pelo mesmo problema que temos com os F-5 e A-1, falta de biplaces para treinamento? Quem esta operando e pensando em operar o Super Hornet tem pedido, no minimo, metade deles como versao E e a outra metade como versao F. Ate porque a versao F é completamente funcional enquanto treinador e também na dobradinha piloto / weapon systems officer. Basta mudar uma chavinha no console traseiro. E lembrabdo que o Growler so existe na versao biplace. Se vierem os Super Hornet, ou ate… Read more »

Zero Uno

Tailhooker.

Os RAFALES lançaram sim bombas “inteligentes” no Afeganistão.

Quais os combates AR-AR que os Super Hornets enfrentaram?

Abração.

Tailhooker

Marlos, Concordo que também há um certo exagero quando dizem que o SH é provado em combate. Claro que eles atiraram muito mais do que qualquer Rafale que só recentemente este no Afeganistão. Os aviões da marinha, inclusive os Super Hornet E/F não enfrentaram oposição aérea no Iraque e no Afeganistão recentemente, mas foram várias vezes chamados a empregar suas LGB e JDAM contra os insurgentes constantemente voando missões de apoio aéreo aproximado. Quando dizem que o Hornet é provado em combate, querem dizer também que a aeronave é altamente “deployable” com alto grau de disponibilidade e despachabilidade ao voar… Read more »

Tailhooker

Zero Uno

Se é verdade ou mentira, não sei, pois não estava lá. Mas não é o que o pessoal da 12F, que estava, comenta.
O pessoal da 11 e 17F, com os SEM, sim “delivered some guided ordnance”

Zero Uno

Bom…

Foi o que pelo menos lí à respeito e a missão foi tida como sucesso. Más vou procurar saber ok?

Abraços.

Zero Uno

A Suiça começou a avaliar os Super Hornets em agosto de 2008.

Adler Medrado

Se não estou enganado, a França também já ‘deu pra trás’ com países aliados. Por exemplo, Israel, após a guerra dos seis dias se não me engano, não me recordo bem e posso estar enganado mas isso que levou os israelenses a fazerem os fork dos mirage.

Peço para alguém melhor informado do que eu me corrigir se eu estiver errado. Estou colocando isso aqui apenas para lembrar o fato de que não são somente os EUA que sacaneiam.

Dalton

Melhor informado nao sou…e como estou sem tempo agora para pesquisar, só posso confirmar que o embargo a Israel pela França existiu mesmo mais ou menos nesta epoca que vc citou.

abraços

Zero Uno

A Força Aérea Israelense desenvolveu diversos modelos próprios, como o IAI Nesher – e, posteriormente, o IAI Kfir, mais avançado – que eram derivações NÃO AUTORIZADAS do Dassault Mirage 5 francês (Israel comprou 50 Mirage 5 da Dassault Aviation, que não chegaram a ser entregues devido ao embargo imposto pelo governo da França durante a Guerra do Yom Kipur). O Kfir foi adaptado para utilizar um motor americano mais poderoso, produzido sob permissão em Israel.

Aí está o motivo do embargo. IAI Nesher e IAI Kfir são derivações do Mirage 5 NÃO ALTORIZADAS pela França.

Espero ter esclarecido.

Edmar

Amigos.: Minha opnião é essa.:

Acho que qualquer vetor dos 3 finalistas do FX-2 é bom. Cada um com sua qualidade e desempenho. Mas 36 vetores é muito pouco.

Tinha que ser no mínimo 72 vetores.:

12 aviões em Canoas RS.
12 aviões em Santa Cruz RJ.
12 aviões em Anápolis GO.
12 aviões em Natal RN.
12 aviões em Manaus AM.
12 aviões em Belém PA.

Zero Uno

Ao contrário do que se diz freqüentemente, Israel não começou a encomendar aeronaves americanas após a imposição de um embargo pela França. Um embargo PARCIAL foi realmente imposto pelo governo francês em 1967, mas o embargo TOTAL veio apenas em janeiro de 1969, alguns dias depois que “comandos” israelenses transportados em helicópteros Tsir’ah (Super Frelon fornecidos pelos franceses) atacaram o aeroporto de Beirute em retaliação à morte de um passageiro israelense em ATENAS (NA CRÉCIA?????), em 16 de dezembro de 1968.

Espero ter ajudado…

Abraços a todos.

Zero Uno

Edmar…

Acho que 36 é sómente um encomenda inicial, visto que os F5 e A1 serão paulatinamente retirados de serviço.

Abraços.

Tailhooker

Existe atualmente um intercâmbio entre pilotos suiços e americanos. O suiço voa no VFA-106 Gladiators e o americano nos Hornet suiços.
Inclusive o suiço que estava lá em 2006 voava E/F e não C/D.

Zero Uno

Interessante…

Baschera

Senhores,
Uma pequena correção.
O Boeing retirou-se da concorrência do FX Suiço.
Permaneçem na concorrência o EuroFighter, o Gripen NG e o Rafale.

Sds.

Nelson Lima

Acorda povo! Do jeito que vai a crise vão ser só 36 FX2 mesmo e olhe lá!

Giovani

A Boeing Ofereceu montar os Super Hornets no Brasil caso ganhe o FX2, será mesmo verdade isso?

brazilwolfpack

Nelson Lima tem razao.Vão ser só 36 FX2,e com a lentidão glacial ja famosa do Brasil,chegarão daqui a 20 anos. Ja levamos quase 10 ANOS!!!na novela do FX,e ate agora nem sequer conseguimos “decidir” qual avião sera. Enquanto isso,o pequeno Chile,por exemplo,ja esta no estado da arte com F-16 no ar,enquanto a FAB ainda,por incrivel que pareca,ainda anda de Xavante,e o C-390 parece que vai virar o Osorio aereo.

Nunão

Para enriquecer o debate, sugiro o seguinte: quando pensarem em “testado em combate”, independentemente do avião de combate em questão, é melhor pensar em mais do que soltar bomba (o que é mais comum), fazer CAP (o que é relativamente comum) e participar de combates aéreos (o que é bastante raro). É bom pensar e procurar dados relativos a logística, manutenção, planejamento para operar em TOs distantes,disponibilidade diária na rampa, número de surtidas diárias, e um monte de coisas que aparecem menos, mas que fazem grande diferença para quem vai operar uma aeronave em condições de paz, mas precisa saber… Read more »

Marcelo Brandão

A encomenda inicial é de 36 unidades, posteriormente serão aposentados os F5M e A-1M, aí poderemos ter mais 60 a 80 unidades encomendas. Mas cabe lembrar que vão estar por aí até quase 2020… até lá outra aeronave pode estar disponivel, geração 5… F35, F22 ou outra que o valha.

Zorann

Estou muito duvidoso que o FX-2 irá mesmo decolar. Para mim já seria um milagre se fosse escolhido o GRIPEN, por ser mais barato de operar e manter (que inclusive é o meu favorito). Me pergunto muitas vezes se não seria muito mais interessante comprarmos vários lotes de F-16A/B e em parceria com a Elbit e outras empresas israelenses, fazer uma bela modernização dessas aeronaves, se preocupando principalmente com seus sensores e armas, aproveitando a experiência de Israel e contar com essas aeronaves pelos próximos 30 anos. Imaginem nossa situação como seria se tivéssemos mais esquadrões para nossa defesa aérea,… Read more »

Vinícius

Zorann,

Pensei e admito que tenho que concordar com você.
100 a 120 F16 entrariam como luvas nas atuais necessidades brasileiras para proteção do vasto território nacional e com certeza seria uma aquisição mais rápida do que a entrega dos Hornets.
Depois passado uns 5 a 10 anos quem sabe poderíamos pensar ai sim em algo mais moderno e programado sem aperto os prazos de entrega posto pelas fabricas.
Poderia ser mais barato adquirir 100 unidades F16 do que 36 Hornets ??

Abraços.

Paulo

Quando o Brasil compra qualquer um desse caça que ai estão já vai está velho.Muitas nações estão bem adiantados do que nós dar uma inveja de ver este belo caça voando no outro país. E o Brasil como sempre ficando para trás ou tristeza.

Abraço

[…] Enquanto isso, na linha de montagem da Boeing… […]

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