quarta-feira, abril 14, 2021

Gripen para o Brasil

Indústria aeroespacial só sobrevive com apoio governamental afirma especialista

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Os planos do avião cargueiro C-390, segundo fontes do setor aeroespacial, só vingará se o governo tiver uma decisão firme de comprar o projeto, incluindo o seu desenvolvimento e a compra propriamente dita das aeronaves. A partir daí, o programa teria mais condições de decolar no mercado mundial, estimado em cerca de US$ 13 bilhões.

Para o sócio-diretor da empresa aeronáutica Graúna, Urbano Cícero de Fleury Araújo, a principal dificuldade das empresas do setor e com grande dependência das encomendas da Embraer, é a falta de capital de giro.

“A solução imediata para esse momento de extrema aflição seria a liberação de crédito via BNDES, o que permitiria que as empresas tivessem capital de giro para superar as dificuldades”, disse Araújo Especializada em usinagem de peças, a Graúna demitiu 60 dos seus 400 funcionários em dezembro. Fornecedora de serviços de usinagem para todos os aviões da Embraer, a empresa já previa uma queda brusca na produção desde o fim de 2008 e se antecipou em cortar custos. O executivo não confirmou se a empresa faria novas reduções de mão-de-obra.

Outro problema que também poderia ser resolvido pelo governo para amenizar a situação da Embraer, segundo um executivo com grande experiência na empresa, está relacionado à carga tributária incidente sobre os aviões. “Os impostos representam cerca de 27% do valor do avião para aéreas que compram no Brasil. Isso acaba inviabilizando a compra de aeronaves da Embraer pelas companhias de aviação brasileiras”, afirmou.

As empresas do ramo aeroespacial, ainda segundo a fonte, precisam muito do apoio do governo para sobreviver e serem estáveis. “Diante de uma crise na aviação mundial, que é cíclica e sempre pode ocorrer, o que salva são os pedidos do governo na área de defesa. É assim com a Boeing e com a Lockheed. Esta última, por exemplo, vive dos contratos na área de defesa.”

FONTE: Valor Econômico

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camberiu

Obviamente, o fato dele ser socio-dono de uma empresa do setor em nada afeta a imparcialidade da conclusao do “analista”.

Basicamente ele esta dizendo:

“A minha empresa so ira sobreviver se o governo forcar (atravez de impostos que vao para o BNDES) que as outras empresas que nao recebem subsidios sustentem o meu negocio. “

Zero Uno

Na maioria das nações desenvolvidas, material de defesa tem tratamento tributário diferenciado.

Exemplo: nos EUA o Humvee (militar) tem impostos menores que a sua versão civíl: o Hummer.

É simples, plausível e correto.

camberiu

Realemente, as nacoes desenvolvidas fazem isso. Alias, sao as mesmas nacoes desenvolvidas que estao no buraco por causa de deficits publicos descomunais, que tem origem parcial em programas de subsidio a industrias “estrategicas”. Franca e Alemanha, por exemplo, tem uma divida publica de 65% do PIB. Os EUA tem uma divida publica de 74% do PIB. Ja o Japao tem uma divida publica de 170% do PIB!!!!
Estrategias otimas essas realmente. Exemplos a serem seguidos.

Fábio Max

Isso aí, é escrever o óbvio!

Ou será que alguém acredita que, sem o Estado intervindo, uma empresa aeronáutica sobrevive?

camberiu

Uam postura um tanto dogmatica essa, nao Fabio? Sim, a maioria das industrias espaciais hoje recebem ajuda do estado. Mas isso e’ diferente de afirmar que elas SO SOBREVIEM com a ajuda do estado. As relacoes de promiscuidade entre industria espacial e governo tem muito mais a ver com o corporativismo do que com a necessidade basica de sobrevivencia das mesmas. Acho inclusive que a ajuda estatal muitas vezes acabou servindo apra estagnar a industria, que com tantos subsidios, ajudas e garantias, acabou ficando complacente, estagnada e extremamente ineficiente. Vale a pena lembrar tambem que essa ideia de que industria… Read more »

Hornet

Sou plenamente a favor do governo ajudar (ainda mais) a indústria aeroespacial no Brasil…só que sou contra a idéia de privatizar os lucros e “socializar” os prejuízos….essa prática é que está estranha…a sociedade investe, e esta mesma sociedade é prejudicada depois…as empresas estão querendo um capitalismo sem risco, é brincadeira, né?!!!! Deu lucro, é meu. Deu prejuízo o Estado cobre e eu sempre lucro. Vamos devagar com o andor que o santo é de barro. Mas enfim….

Se são empresas estratégicas (e são) que se comportem como tal.

abraços a todos

Rodrigo Marques

A aero sobrevive sem ajuda governamental, sem créditos ninguém, e isso é bem diferente…

Tanto que a nossa Embraer tem muito mais encomendas civis que militares. Aí até de governos estrangeiros ela não é dependente.

A espacial, só nas mãos dos governos porque sabemos que o volume de dinheiro investido é descomunal.

Zero Uno

Más será que o déficite público desses países só tem origem nos produtos militares? Será mesmo? Será que estes são os maiores culpados? E os subsídios agricolas que americanos e europeus dão para o setor não conta? É a maior distorção econômica que existe meus caros! SUBSÍDIOS AGRÍCOLAS. Num gênero de 1a nescessidade!!! É aí que está o maior buraco! Os países que não dão subsídios agrícolas não estão no buracos que esses caras estão! Sem falar que alguns desses países estão em guerra! O Setor aeroespacial não é importante. Afinal, os satélites não ajudam na previsão do clima (ajudando… Read more »

Zero Uno

Aliás, componentes eletrônicos diminutos (micro-eletrônica), aços de melhor qualidade, cablagem, eletrônica, dinâmica, termo-dinâmica, materiais compostos, informática, fibra óptica…

Nada veio da indústria aero-espacial…

angelo

Matou a pau, Zero Uno! Infelizmente poucas pessoas tem essa visão estratégica do amigo. Grande abraço.

Fábio Max

Nenhuma companhia aeronáutica sobrevive se o Estado não fizer encomendas. A Boeing, a Lockheed e a Northrop, todas dependem de constantes encomendas estatais… a EADS, idem.

A Embraer que não queira ser a independente. Tem sim que fazer lobby para vender C-390, mais AT29, caças e tudo o mais que puder para o governo brasileiro!

camberiu

Sunsidios agricolas causam buraco? Causam. Subsidios a industria siderugica causa buracos. Causa. Todas essas sao praticas ruims. Inclusive os subsidios a industria aeroespacial. Todos esses paises que voces estao citando como exemplos estao QUEBRADOS, NA BANCARROTA e nao acho que seja uma boa ideia seguir os seus exemplos, seja em termos de subsidios a industria aeroespacial, agricola ou a bancos. A crise que estamaos assistindo nao e’ conjuntural, e’ estrutual. E’ o final de uma modelo economico que era se sustentava em cima de credito artificialmente barato e subsidios. Esse modelo acabou. Paises como EUA, Franca, Canada, Suecia, Reino Unido… Read more »

PAULO

PIOR MAURO NAO E FACIL A BOING ESTA MARCANDO EM CIMA JA TEM UMA PROPOSTA PARA A BOING AJUDAR NO PROJETO SOBRE A C-390 E A MARINHA NAO TEM DINHEIRO PARA O PROGRAMA DOS SUBREMARINO NUCLEAR

Zero Uno

Investir nas indústrias aeroespacial e de defesa é a melhor coisa que um país pode fazer para buscar independência tecnológica. Subsídios para essas áreas é o que impulsiona a mesma.

Subsidiar é investir em pesquisas tecnológicas. É isso que quero dizer. O retorno financeiro disso é muito maior porque essas indústrias trazem benefícios a todas as outras áreas muito maiores que o subsídio dado.

Abraços.

camberiu

Obviamente, o fato dele ser socio-dono de uma empresa do setor em nada afeta a imparcialidade da conclusao do “analista”.

Basicamente ele esta dizendo:

“A minha empresa so ira sobreviver se o governo forcar (atravez de impostos que vao para o BNDES) que as outras empresas que nao recebem subsidios sustentem o meu negocio. “

Zero Uno

Na maioria das nações desenvolvidas, material de defesa tem tratamento tributário diferenciado.

Exemplo: nos EUA o Humvee (militar) tem impostos menores que a sua versão civíl: o Hummer.

É simples, plausível e correto.

camberiu

Realemente, as nacoes desenvolvidas fazem isso. Alias, sao as mesmas nacoes desenvolvidas que estao no buraco por causa de deficits publicos descomunais, que tem origem parcial em programas de subsidio a industrias “estrategicas”. Franca e Alemanha, por exemplo, tem uma divida publica de 65% do PIB. Os EUA tem uma divida publica de 74% do PIB. Ja o Japao tem uma divida publica de 170% do PIB!!!!
Estrategias otimas essas realmente. Exemplos a serem seguidos.

Fábio Max

Isso aí, é escrever o óbvio!

Ou será que alguém acredita que, sem o Estado intervindo, uma empresa aeronáutica sobrevive?

camberiu

Uam postura um tanto dogmatica essa, nao Fabio? Sim, a maioria das industrias espaciais hoje recebem ajuda do estado. Mas isso e’ diferente de afirmar que elas SO SOBREVIEM com a ajuda do estado. As relacoes de promiscuidade entre industria espacial e governo tem muito mais a ver com o corporativismo do que com a necessidade basica de sobrevivencia das mesmas. Acho inclusive que a ajuda estatal muitas vezes acabou servindo apra estagnar a industria, que com tantos subsidios, ajudas e garantias, acabou ficando complacente, estagnada e extremamente ineficiente. Vale a pena lembrar tambem que essa ideia de que industria… Read more »

Hornet

Sou plenamente a favor do governo ajudar (ainda mais) a indústria aeroespacial no Brasil…só que sou contra a idéia de privatizar os lucros e “socializar” os prejuízos….essa prática é que está estranha…a sociedade investe, e esta mesma sociedade é prejudicada depois…as empresas estão querendo um capitalismo sem risco, é brincadeira, né?!!!! Deu lucro, é meu. Deu prejuízo o Estado cobre e eu sempre lucro. Vamos devagar com o andor que o santo é de barro. Mas enfim….

Se são empresas estratégicas (e são) que se comportem como tal.

abraços a todos

Rodrigo Marques

A aero sobrevive sem ajuda governamental, sem créditos ninguém, e isso é bem diferente…

Tanto que a nossa Embraer tem muito mais encomendas civis que militares. Aí até de governos estrangeiros ela não é dependente.

A espacial, só nas mãos dos governos porque sabemos que o volume de dinheiro investido é descomunal.

Zero Uno

Más será que o déficite público desses países só tem origem nos produtos militares? Será mesmo? Será que estes são os maiores culpados? E os subsídios agricolas que americanos e europeus dão para o setor não conta? É a maior distorção econômica que existe meus caros! SUBSÍDIOS AGRÍCOLAS. Num gênero de 1a nescessidade!!! É aí que está o maior buraco! Os países que não dão subsídios agrícolas não estão no buracos que esses caras estão! Sem falar que alguns desses países estão em guerra! O Setor aeroespacial não é importante. Afinal, os satélites não ajudam na previsão do clima (ajudando… Read more »

Zero Uno

Aliás, componentes eletrônicos diminutos (micro-eletrônica), aços de melhor qualidade, cablagem, eletrônica, dinâmica, termo-dinâmica, materiais compostos, informática, fibra óptica…

Nada veio da indústria aero-espacial…

angelo

Matou a pau, Zero Uno! Infelizmente poucas pessoas tem essa visão estratégica do amigo. Grande abraço.

Fábio Max

Nenhuma companhia aeronáutica sobrevive se o Estado não fizer encomendas. A Boeing, a Lockheed e a Northrop, todas dependem de constantes encomendas estatais… a EADS, idem.

A Embraer que não queira ser a independente. Tem sim que fazer lobby para vender C-390, mais AT29, caças e tudo o mais que puder para o governo brasileiro!

camberiu

Sunsidios agricolas causam buraco? Causam. Subsidios a industria siderugica causa buracos. Causa. Todas essas sao praticas ruims. Inclusive os subsidios a industria aeroespacial. Todos esses paises que voces estao citando como exemplos estao QUEBRADOS, NA BANCARROTA e nao acho que seja uma boa ideia seguir os seus exemplos, seja em termos de subsidios a industria aeroespacial, agricola ou a bancos. A crise que estamaos assistindo nao e’ conjuntural, e’ estrutual. E’ o final de uma modelo economico que era se sustentava em cima de credito artificialmente barato e subsidios. Esse modelo acabou. Paises como EUA, Franca, Canada, Suecia, Reino Unido… Read more »

PAULO

PIOR MAURO NAO E FACIL A BOING ESTA MARCANDO EM CIMA JA TEM UMA PROPOSTA PARA A BOING AJUDAR NO PROJETO SOBRE A C-390 E A MARINHA NAO TEM DINHEIRO PARA O PROGRAMA DOS SUBREMARINO NUCLEAR

Zero Uno

Investir nas indústrias aeroespacial e de defesa é a melhor coisa que um país pode fazer para buscar independência tecnológica. Subsídios para essas áreas é o que impulsiona a mesma.

Subsidiar é investir em pesquisas tecnológicas. É isso que quero dizer. O retorno financeiro disso é muito maior porque essas indústrias trazem benefícios a todas as outras áreas muito maiores que o subsídio dado.

Abraços.

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