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KC-390 se prepara para integrar a frota da FAB

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AEL Sistemas
Embraer KC-390

O ano de 2018 promete trazer bons voos para a área operacional da FAB com a entrega prevista do primeiro KC-390. A nova aeronave multimissão de transporte da Força Aérea Brasileira já está 97% desenvolvida e, neste primeiro semestre, encerra a fase de testes em voo e certificação. As duas primeiras unidades estão confirmadas para serem entregues à Ala 2, em Anápolis (GO). Ao todo, 28 aeronaves adquiridas pelo governo brasileiro irão compor a frota da aviação de transporte da FAB.

Robusto, moderno e de alta capacidade operacional, o KC-390 se materializou a partir do conceito e ideias de pilotos e engenheiros da FAB que ansiavam por demandas acima das cumpridas pelo C-130 Hércules. A maior aeronave militar desenvolvida e fabricada no Brasil não tem deixado a desejar e tem cumprido com êxito uma intensa campanha de testes que validam toda a sua capacidade em diversos cenários.

Fabricado pela Embraer Defesa & Segurança, dois protótipos do KC-390 já somam aproximadamente 1.500 horas de voo e mais de 40.000 horas de testes em laboratório dos diversos sistemas da aeronave, garantindo uma alta disponibilidade nos testes de certificação, etapa essencial para dar continuidade à linha de montagem. Para se apresentar ao público como uma das mais modernas propostas da categoria, uma dessas aeronaves já fez escala, inclusive, na maior feira de aviação, em Le Bourget (França).

Para fechar 2017, no mês de dezembro, foi atingida a capacidade inicial de operação (Initial Operational Capability – IOC), fase fundamental para dar início à operacionalidade do tão esperado avião militar e que está em conformidade com o escopo da FAB. A fabricante também obteve um certificado de tipo provisório do KC-390 junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), atestando a adequação do projeto aos exigentes requisitos de certificação de aeronaves da categoria Transporte.

KC-390 em construção

Dos protótipos à operacionalidade

Do calor ao frio, os protótipos do KC-390 têm de passar por cenários variados e enfrentar diversas temperaturas para garantir a adaptação e o desempenho em qualquer região do mundo. Já foram realizados testes no gelo artificial, nos Estados Unidos. Em um segundo estágio, ainda nos primeiros meses de 2018, serão realizadas operações em ambiente com gelo e neve. O avião ainda precisa atender aos requisitos da FAB de operar na Antártida, que reúne condições climáticas adversas e submete a aeronave a situações extremas de operação. No calor, o jato também foi aprovado: o avião esteve nos Emirados Árabes e na Arábia Saudita, quando operou em temperaturas ambiente de 45 graus e 49 graus Celsius respectivamente.

A conclusão do processo de certificação será realizado em duas etapas; uma delas estabelece a homologação do KC-390 no âmbito da aviação civil, que já foi conquistado na IOC. A certificação final da ANAC e o atingimento da IOC contemplam itens básicos da missão militar como características fundamentais para o voo, atestando segurança, qualidade de voo, possibilidade de reabastecimento em voo, transporte de cargas e lançamento. A outra etapa prevê a integração de todos os sistemas da missão militar, que se inicia a partir da entrega do KC-390 para a Força Aérea este ano.

Segundo o Coronel Samir Mustafá, gerente do Programa na Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC), os terceiro e quarto protótipos já fazem parte da linha de montagem do KC-390 e serão entregues à Força Aérea em junho deste ano. Participar das duas etapas (ensaios e linha de montagem) garante também que a linha de produção seja certificada. “As duas unidades vão ser entregues com capacidade inicial, com condições de cumprir variadas missões, como transporte aerologístico, lançamento de fardos e paraquedistas – tanto pela rampa quanto pela porta, entre outras”, acrescenta.

Ainda de acordo com o Coronel, é preciso deixar claro que, baseada na configuração inicial que o KC-390 chega à FAB, a segunda etapa de certificação vai validar a operacionalidade da aeronave em missões militares e deve decorrer pelos próximos dois anos. Estão previstas certificações complementares de reabastecimento em voo (REVO), operação de sistemas de guerra eletrônica e lançamento de cargas pesadas. Com essas etapas finalizadas, o KC-390 vai atingir a Capacidade Final de Operação (Final Operational Capability – FOC), estando disponível para atender às demandas dos mais variados operadores civis e militares.

Roll-out do KC-390, em 21 de outubro de 2014

O diferencial

O KC-390 tem como proposta ser um novo padrão de aeronave dentro dos requisitos da categoria. A diversidade de missões realizadas pela aeronave brasileira, como transporte de cargas, tropa, paraquedistas, reabastecimento aéreo, apoio a missões humanitárias, combate a incêndios, busca e salvamento e evacuação aeromédica, chama a atenção pela amplitude de atuação.

Com capacidade de transportar até 26 toneladas, numa velocidade máxima de 870 km/h, o jato redefine o modelo de operação de uma aeronave de transporte em ambientes diversos, pistas não preparadas e com uma autonomia invejável.

E por falar em autonomia, o REVO é uma das características de destaque desta aeronave multimissão. Com os equipamentos instalados, o KC-390 consegue realizar até duas operações de reabastecimento em voo, simultaneamente, garantindo uma maior operacionalidade em aeronaves dentro de um pacote de missões.

Prevista para 2018, a fase final de testes de REVO deve acontecer no Rio de Janeiro (RJ). O KC-390, que em 2016 realizou apenas o contato seco com o caça F-5, agora vai finalizar o protocolo de testes e abastecer o A-1 durante os voos de ensaios. Um dos futuros clientes para ser reabastecido em voo é o novo caça F-39 Gripen, adquirido também pelo governo brasileiro e previsto para chegar em 2021. O H-36 Caracal é o helicóptero da aviação de asas rotativas da FAB que também será reabastecido pelo jato.

O fato inédito fica por conta da nova aeronave de transporte ser reabastecida por outras aeronaves de transporte. Com a possibilidade de transportar até 23,2 toneladas de combustível, o KC-390 está pronto para receber combustível de aeronaves abastecedoras, como o KC-130 Hércules ou até mesmo de outro KC-390.

A autonomia do KC-390 é um fator atraente. Saindo de Manaus (AM), com 26 toneladas de carga a bordo, o KC-390 consegue chegar até Brasília (DF) ou Lima (Peru), uma distância de aproximadamente 2.100 km. Se a carga for de 14 toneladas, por exemplo, a aeronave consegue decolar da capital amazonense e ir até Washington, D.C., capital federal dos Estados Unidos. Sem precisar abastecer, o alcance sobe para cerca de 5 mil km. Saindo da mesma origem, sem transportar nenhum tipo de carga (Ferry Flight) e utilizando os tanques auxiliares, o cargueiro tem autonomia de 8.500 km, com capacidade de combustível para cruzar o Atlântico e chegar à capital da França, Paris, ou Dublin, na Irlanda.

A vantagem da autonomia também colabora, e muito, nas missões de busca e salvamento, uma das capacidades em que a na aeronave poderá ser empregada. Tudo isso porque a FAB possui uma responsabilidade de controlar e realizar missões como essa numa área equivalente a 22 milhões de km2, que abrange desde a região costeira do Atlântico, quase atingindo o continente africano. Somado a um radar de última geração, o KC-390 poderá localizar embarcações naufragadas com possibilidade de acompanhar alvos e fazer o rastreio de mais de 200 pontos simultaneamente.

Outro diferencial do jato foram as parcerias estratégicas firmadas. Acordos bilaterais garantiram o desenvolvimento do KC-390 com a colaboração de países como Portugal, República Tcheca e Argentina, que avançaram nas negociações desde o início e contribuíram no intercâmbio de tecnologias.

Mercado

É um mercado em potencial que foi estudado e explorado pela indústria aeronáutica brasileira e que pode trazer muitos benefícios ao País. A cota de mercado (market share) estimada é de aproximadamente 300 aeronaves exportadas nos próximos 20 anos, o que pode representar uma injeção de até U$ 20 bilhões de dólares na economia.

Como se trata de propriedade intelectual desenvolvida no Brasil, a cada jato vendido pela Embraer, o Governo Brasileiro vai ter um retorno financeiro que pode ser novamente enxertado na economia. A expectativa é de que R$ 2,34 bilhões de royalties sejam gerados e R$2,40 bilhões em impostos acumulados.

“Esperamos que essa aeronave tenha sucesso comercial digno do esforço que foi feito para desenvolvê-la. Em termos de produto, ela é uma aeronave que supera a expectativa de qualquer cliente. Isso foi constatado nas nossas viagens de demonstração da aeronave tanto em 2016 quanto em 2017, quando todos os potenciais clientes da aeronave se encantaram com suas capacidades e se surpreenderam positivamente”, acrescenta o Coronel Samir.

A janela de oportunidades inclui também a geração de empregos diretos e indiretos. Durante o desenvolvimento do KC-390, que começou em 2009, a aeronave gerou mais de 8.500 empregos na cadeia produtiva que envolveu a engenharia de produção e a área ferramental da aeronave. Destes, são 1.430 empregados diretos com a Embraer. Nesta segunda fase de produção industrial, totalizam 6.360 empregos diretos e indiretos, envolvidos na fabricação de peças primárias e células, até a montagem final.

Doutrina

Mas, afinal, o KC-390 vai para qual Esquadrão da FAB? Eis a questão que tem inquietado pilotos e interessados da área. O novo jato vai para o Grupo Kilo, uma formação de pilotos especialistas na área de atuação do jato responsável por fazer a implantação operacional. Criado em 2016, o grupo está envolvido com a documentação operacional e com a estruturação do primeiro esquadrão que vai receber a aeronave.

Assim que ela for entregue, o grupo ficará imerso no universo da nova aeronave imbuído em criar a nova doutrina do equipamento. Enquanto aguardam a chegada do jato, o grupo também se organiza em Anápolis (GO), onde vai estar sediado o time a partir do mês de março deste ano, quando a formação será composta por 12 aviadores e 30 graduados. Toda a idealização e organização desse modelo adotado para receber o KC-390 é do Comando de Preparo (COMPREP), unidade da FAB que concentrou as atividades de treinamento, avaliação e doutrina.

Segundo o Chefe do Estado-Maior do COMPREP, Major-Brigadeiro do Ar Mário Luís da Silva Jordão, a grande novidade do Grupo Kilo é que ele não vai reunir apenas pilotos da Aviação de Transporte. “Devido às características amplas da aeronave e das várias missões que ele pode fazer, o Grupo Kilo vai abranger todas as aviações da Força Aérea”, disse.

O oficial-general explica que a capacidade multidisciplinar do KC-390 permite a integração de Asas Rotativas, Reconhecimento, Caça, Transporte e Patrulha. Um dos exemplos de equipamentos que serão incorporados ao KC-390 é o POD Litening, um radar de reconhecimento já empregado nos caças A-1 da FAB. “O POD Litening, que é um equipamento infravermelho, hoje é operado pelos esquadrões de A-1 de Santa Maria. Então, vamos trazer gente de Santa Maria para incluir nesse grupo”, acrescenta.

De acordo com o cronograma, até 2019, esses militares vão ter dedicação exclusiva ao Grupo Kilo e, depois de validar o jato nas missões operacionais militares, entregam o KC-390 na configuração final de operacionalidade. Devido à expertise adquirida, os envolvidos possivelmente devem assumir o comando da aeronave nas primeiras missões reais. “Esse time vai ser a base do futuro esquadrão,” declara o Major-Brigadeiro Jordão.

FONTE: Força Aérea Brasileira/Agência Força Aérea

87 COMMENTS

  1. Nenhum comentário sobre o primeiro protótipo, o PT-ZNF, envolvido naquele incidente. A Embraer disse que ele voltaria a voar. Há cerca de um mês foi comentado por aqui que o vôo estaria próximo. Só que até agora nenhuma notícia.

  2. Sou muito esperançoso, porém sou obrigado a lembrar de aviões como o A-1 e o F-20 com muito “potencial de mercado” e acabaram em nada.
    Futuro completamente diferente para o KC-390 é o que desejo !
    Aliás quando é que vão “nomear” o avião ?

  3. A Embraer cresceu muito sem a Boeing, não estamos precisando dela. Acho também que a Embraer tem potencial suficiente para fabricar jatos maiores entrando em concorrência direta com a Boeing e Airbus, mercado dominado por essas duas grandes empresas e que tenho certeza vai sobrar uma grande rebarba para a Embraer. Abraços.

  4. Excelente!!! O primeiro protótipo PT-ZNF finalmente voltou a voar!!!! Vcs podem acompanhar agora no flightradar24!!!! Que maravilha!!!! Aplausos para nossa Embraer!!!!

  5. Ultimamente nossas forças armadas tem tido ótimas notícias!!

    “…novo caça F-39 Gripen, adquirido também pelo governo brasileiro e previsto para chegar em 2021.”

    É 2019 ou 2021 afinal???

  6. Colegas, lembrando que a área de Defesa e Segurança da Embraer não entra nas negociações com a Boeing!!! Obs.: Acompanhem o retorno do primeiro protótipo do KC-390, PT-ZNF, aos ares!!! Agora, em tempo real no flightradar24!!! Saudações a todos.

  7. Alguém tem informações sobre o protótipo que teve incidente em vôo e que iria passar por análises.
    Ja verifiquei os dois prefixos (PT-ZNJ e PT-ZNF) e ambas as aeronaves estão voando com frequência.

    Queria saber exatamente sobre o ponto levantado aqui em alguns comentários(em outras noticias). Houve alguma espécie de depreciação estrutural? Lembro que a aeronave passou um bom tempo em solo após o ocorrido, e iria para análises. Sei que a essa altura do campeonato tudo ja deve ter sido solucionado.

  8. Olha, desejo que a EMBRAER sempre seja nossa cereja tupiniquim, só existe um problema! Muitos componentes do cacetão como turbinas por exemplo que são Norte Americanas se não me engano e fora outros componentes, se eu fosse a EMBRAER nesse momento já estaria pensando em plano b pois se a fusão Boeing EMBRAER não vingar, temo por embargos a respeito de componentes para o kc390, e antes que me critiquem o Rafale esta passando uma situação embaraçosa com o Egito por que o Tio Sam esta esta boicotando um componente de misseis de cruzeiro e todos sabemos que essas empresas não aceitam perder.

  9. O povo não entendeu mesmo a negociação envolvendo a Embraer com a Boeing. Ou é falta de leitura ou má intenção mesmo. A área de defesa NÃO faz parte das tratativas. Difícil entender isso? E mais…. Sozinha, a Embraer não sobreviverá no mercado de aviação Civil tendo que enfrentar uma concorrência contra a união Airbus + Bombardier. Isso os teóricos da conspiração ignoram, não é Mesmo?

  10. Poucas vezes vi um texto tão mal escrito!!
    A FAB está precisando melhorar o ensino de redação.
    Dá até para pensar que o avião tem sonar “…Somado a um radar de última geração, o KC-390 poderá localizar embarcações naufragadas…”

  11. Mudando de assunto, no texto não ficou claro como se dá o processo de certificação.
    A certificação civil é feita pela ANAC. Mas a certificação militar é feita pela FAB? E é comum o IOC ser dado pela força aérea antes de ter recebido qualquer aeronave? Achava que seria necessário um período inicial de operação para declarar a IOC e que isso não seria possível com protótipos.
    A certificação civil tem alguma coisa a ver com a certificação militar? O texto dá a entender que sim.

  12. Se a parceria da Boeing e Embraer não sair,se sair uma terceira empresa melhor,mas são negócios de empresas particilares acho que o governo dos EUA não deve boicotar,Mas EUA é meio imprevisível,tiraram o canhão rotativo do ocean.Porque me surpreendeu pois estava crente que tínhamos melhorado do raking de aliado de terceira para segunda categoria com a doação do M-109.Mas acho que estão com um pé atrás com a indefinição politica no Brasil,é sabem que esse governo não tem condições de eleger.

  13. Amigo Ronaldo de Souza Gonçalves:
    Apesar de ser assunto do Naval, mas a RN foi quem decidiu ficar com os 3 reparos Phalanx, para economizar dinheiro na equipagem dos NAE Classe Queen Elisabeth, eles passarão a fazer parte das armas dos dois Navios.
    Foi questão de economia por parte da RN, se for do interesse da MB, ela poderá adquirir o mesmo reparo 0Km diretamente dos EUA, não sei se será o caso, mas não existe embargo para tal.

  14. Ronaldo de souza gonçalves eles não barraram o phalanx, o que aconteceu foi que a royal navy vai reutilizar os armamentos do Ocean nos seus novos navios.

  15. Ricardo Da Silva 2 de Março de 2018 at 14:07
    Marcos Aryeh 2 de Março de 2018 at 13:26
    Ema não voa !

    Sem contar que tem o ditado, “…ema, ema, ema, cada um com seus problemas…”
    Ia pegar mal.

  16. Mudando de assunto, também, quem mais irá comprar o KC-390 além do Brasil? Afinal, muitos países participaram do desenvolvimento, mas duvido que eles também adquiram as aeronaves. Eu sinto uma força negativa dos países em não comprar, por conta dos EUA e da União Europeia.

  17. Delmo Almeida 2 de Março de 2018 at 13:36
    Muito obrigado Delmo. Estive “fora do ar” por algum tempo pois estava na estrada. Cheguei e vi a boa notícia.

  18. Que venham esses todos, que possamos ter ainda mais.
    Que vendam muito. Mesmo com o mercado aguardando se o projeto é bom e vinga. Ele está aí.

  19. EduardoSP, 15:21h.
    A homologação militar é realizada pelo IFI (Instituto de Fomento e Coordenação Industrial ), do DCTA. Os homologadores da ANAC são todos oriundos do IFI.
    A homologação civil atende aos requisitos FAR, ou RBAC, no Brasil. A militar atende às normas MIL, definidas pelo DoD norte americano, e com validade mundial (exceto Rússia e China, talvez, que devem ter seu equivalente). O IOC será atendido na UAE se o fabricante não cumprir algum requisito na fase de homologação. E ainda falta o REVO de helicópteros.
    Quanto ao CECOMSAER não saber “redação “, vou avisar ao Brig Lorenzo pra remeter os textos pra você avaliar. “Naufragada”, nesse texto, não signifjca “afundada”. Refere-se à naufrágio, sinistro, embarcações acima da linha d’água.

  20. Achei bem interessante a ideia do grupo Kilo (fiquei curioso para saber a origem do nome, também).
    A FAB já teve um grupo do tipo, no passado?
    Aparentemente, parece uma inovação decorrente do caráter multimissão da aeronave e da tentativa de explorar todas suas capacidades e também de uma “modernização” no comando da FAB.
    Palmas para a FAB pelas novas ideias e por pô-las em prática.

  21. Não. Toda aeronave nova tem um grupo de implantação. Kilo porque é KC-390. O do A-29 era Alfa. O do F-39 é Fox. Não tem nada a ver com a reestruturação da FAB.

  22. O EMAER redige uma Diretriz para a implantação de uma nova aeronave, com orientações para todos os Grandes Comandos envolvidos. Cada Grande Comando vai redigir a sua diretriz. O Grupo Kilo deve ter auxiliado na confecção da diretriz do COMPREP, assim como fizemos, em 1999, na confecção da diretriz do COMGAR para a implantação dos E/R-99. O Grupo Kilo são os oficiais e graduados que vão operacionalizar o recebimento das aeronaves e sua implantação (recursos humanos, treinamento, doutrina, infraestrutura, logística etc.). Eu fui o responsável pelas obras do prédio do 2°/6° GAV em Anápolis.

  23. Com radares Gabbiano T20 da Selex com capacidade de acompanhar até 200 embarcações, missões SAR/ISAR alta resolução e patrulha no mar. Acrescido do Pod Litening da Rafael e outros que desconheço, posso entender que o KC390 já esta sendo preparado já ser homologado em “todas” missões militares previstas em 2019? Agradeço desde já a ajuda dos expert’s.

  24. Obrigado, Rinaldo, pelos esclarecimentos.
    E quanto ao Kilo era bem óbvia a origem do nome, eu que não pensei mesmo rsrs.

  25. Sim, é isso. Mas não é uma aeronave de patrulha. Cada um no seu quadrado. A missão de BUSCA é secundária, atendendo às nossas obrigações, junto à ICAO, de busca até o meridiano 10°.

  26. Há algum regulamento das forças sobre camuflagem? Não deviam rever isso? Em 2018, com todo armamento de mísseis, satélites espiões, sistema de imageamento por infravermelho, e ainda acreditam nisso de camuflar aeronaves? Para veículos estritamente terrestres até tem sentido, mas aeronaves?
    Digo isso pois sempre achei essa camuflagem sem sentido por ser disfuncional, além de bem feiosa.
    Fiz uma edições no photoshop e esse cargueiro fica lindão monocromático, ou todo verde ou todo cinza.

  27. Rinaldo Nery 2 de Março de 2018 at 17:47
    ” Não. Toda aeronave nova tem um grupo de implantação. Kilo… ”
    Coronel, por gentileza !
    O KC está projetado para cumprir diversas Funções ou Missões, como for o mais correto.
    Digamos que haja uma função/missão programada que não se consiga realizar conforme o planejado, será esse grupo que passará as informações a Embraer para correção ou renuncia dessa Função ?
    Pergunto isso por causa dos A400 que estariam projetados para cumprir multi tarefas e agora se estárenunciando a algumas por incapacidade do aparelho.

  28. In the near future …….. “A new aircraft, by a Boeing company.”

    No mais, parabéns a todos os envolvidos neste projeto vencedor. 😉

  29. JT8D 2 de Março de 2018 at 19:36

    Só acho que camuflagem para aeronaves é coisa da Segunda Guerra. Num mundo com satélites espiões que são verdadeiros “Hubble” militares conseguem ver até a placa do seu carro, de sensores térmicos te acharem até no meio da fossa, e futuramente raios laser, pintar aviões devia ser somente uma coisa puramente formal.

  30. Que os amigos dizem de uma versão de patrulha marítima? Teremos em breve um gap neste quesito fora haver um bom mercado internacional intermediário entre os novos e caros e os velhos P-3.
    O CASA também não era específico e foi adaptado. Valeria a pena no caso do KC?

  31. Colombelli, o que o pessoal que entende mais do assunto diz é que E190 seria mais adequado e barato para a missão, que não precisa de uma aeronave tão robusta e pesada.
    Mas se o cliente quiser, a Embraer faz.

  32. Sérgio Araujo

    Portugal já confirmou a compra de até seis aeronaves. Dos parceiros é praticamente certeza de a Argentina não vai comprar nada, espero estar enganado, mas ele não tem dinheiro algum. A República Tcheca é uma incógnita.

  33. “Aliás quando é que vão “nomear” o avião ?”

    Nome não sei se terá ou qual será, mas apelido ele já tem! KCTÃO!!

  34. Senhores, ajustando minha pergunta anterior, é isto que se espera do KC-390?
    MISSÕES
    • Transporte e lançamento de cargas e tropas;
    • Reabastecimento em voo – caças / helicopteros, ou no solo;
    • Evacuação Aeromédica (UTI móvel, remoção de feridos);
    • Transporte de cargas paletizadas;
    • Transporte de veículos leves e médios;
    • Ajuda humanitária;
    • Lançamento a baixa altura (LAPES – Low Altitude Parachute Extracting System);
    • Lançamento de cargas e paraquedistas em todas as altitudes;
    • Operação em pistas não pavimentadas e curtas;
    • Combate a incêndios florestais;
    • Inteligência, Vigilância e Reconhecimento (de acordo com equipamentos de serie);
    • Busca e Salvamento (No nível do SC – 105?);
    • Patrulha naval (Ex.: barco pesqueiros).

  35. Conforme perguntado acima, a camuflagem dos exemplares de série da FAB será essa mesma. Alguns acham bonita, outros acham feia. Mas, camuflagem não tem nada a ver com beleza e sim, com funcionalidade. A FAB, há mais de 10 anos, optou por esse padrão de camuflagem. Se assim o fez, é porque os responsáveis por isso dentro da instituição determinaram que seria o melhor padrão. Ponto final!

  36. Tambem é util a camuflagem por seu efeito de idenrificacao e dissuasão na interacao com civis. Tome-se por exemplo o azul, o preto e os padroes de camuflagem urbano e “sky blue” utilizados por forças policiais.

  37. Discutindo meramente a estética, acho que esse padrão da FAB assenta bem em cargueiros e helicópteros denota robustez e força, já em caças, um padrão monocromático dar um visual mais limpo e aparência esguia que casam melhor.

  38. Conheci um fabricante de parafusos e arrebites para a Embraer em SJC. Ele me contou que era absurdo os preços praticados pela empresa. A Embraer encomendava um lote de parafusos e determinava o valor que ela iria pagar. O absurdo é, o custo era mais ou menos assim: parafuso (x) custo determinado pela Embraer R$ 15,00 unidade entregue na fábrica. Custo para fabricação ja com lucro R$ 0,90 centavos. Diferença R$ 14,10. Ele diz que os custos para fazer muitas coisas na fabricação de um avião poderia ser infinitamente mais barato, más……….!!!! Alguma coisa diferente acontece sem explicação para esses valores fora da realidade.

  39. Detalhe! O pessoal de compras sabem disso, mas não se importam com os custos por exigências da direção. Afinal o preço de tudo é repassado ao preço final da aeronave. Por isso e que aviões custão milhões de dólares

  40. Buenas.

    Em algum lugar aí (que eu não vi) mencionou o transporte do H60L, ou fadou de vez?

    Até onde me consta o problema não havia sido sanado. Teve até um comentarista que deu uma tirada “ixperta”/mal educada, que supostamente conhece a informação, se esquivando da pergunta.

    O projeto de desdobrar um helicóptero de forma rápida deve ter ido pro brejo… por enquanto só os kits dos H-50 mesmo…

  41. Rinaldo Nery 2 de Março de 2018 at 17:20
    Cel. obrigado pela resposta. Só achei curioso a IO ser dada antes da FAB por às mãos no aparelho.
    Quanto à redação do texto, não é necessário o Sr. ficar suscetível. Está evidentemente mal escrito e com certeza não passou por revisão. Em alguns trechos parece até que houve o uso do Google Translator. Se o Sr. tiver acesso, vale mesmo dar um toque no CECOMSAER. Acredito que terão uma avaliação similar.

  42. Sobre camuflagem em aeronaves, dificilmente funcionam. Podiam funcionar durante e pouco depois da segunda guerra, onde aviões eram usados em pistas improvisadas. Mas hoje, não tem mais sentido em aeronaves, pois com um satélite é possível achá-los, independente da camuflagem, mesmo que estando no meio do mato. Só estaria mesmo protegido se ainda existisse aqueles hangares feitos com redes camufladas, aí sim, pois escondem praticamente tudo — embora jamais consiga enganar satélites com sensores térmicos.

    Veja esses B-52 no deserto no Mojave. É impossível esconder uma aeronave hoje em dia. A não ser que seja posta num hangar ou um hangar improvisado como na segunda guerra.

    http://4.bp.blogspot.com/-x-5N4VI_cOk/Txw_vDUU7dI/AAAAAAAAKpc/CkE_qMA5J-o/s1600/Boneyard.jpg

    Essa camuflagem é somente uma formalidade. Além de feia, como a dos nossos soldados, sem padrões assimétricos para diminuir a percepção de formato.

    Bom fim de semana a todos.

  43. Carlos Eduardo Maciel, 19:55h.
    Após a entrada em operação a aeronave será submetida a uma Avaliação Operacional (AVAOP), sob coordenação do COMPREP, a fim de verificar se os requisitos operacionais foram cumpridos. Se alguma missão /função não for cumprida a contento, o relatório será encaminhado à EMBRAER para avaliação /correção.
    O mesmo está ocorrendo agora com o SC-105.

  44. Engraçado. Eu sempre pensei que a camuflagem fosse para dificultar a visualização da aeronave NO AR. Por isso é cinza na parte inferior, pois, de baixo para cima confunde-se com o céu. E camuflada na parte superior, pois, olhando-se de cima para baixo confunde-se com o solo. Aeronaves que possuem por missão voar a baixa altura (é o caso do KC-390) recebem a camuflagem em verde e cinza. Os que não voam a baixa altura (E-99) são pintados todo em cinza. Os P-3 e P-95, que voam sobre o mar, recebem outra camuflagem específica. Alguns falaram de satélites de observação. … Acho que desaprendi.

  45. Os homologadores da ANAC não são do ifi, são concursados da ANAC, maioria ex Embraer, e a certificação civil sairá inicialmente com limitação de zero carga, garantindo até aí os requisitos mínimos de acordo c RBAC 25, sendo que a partir daí terá a diferença entre avião militar e civil certificada em âmbito militar.

  46. Quanto à camuflagem, o Cel. Nery falou tudo. Camuflagem, em aeronaves, é feita para funcionar com a aeronave no ar. A atual camuflagem da FAB dificulta muito a visualização das aeronves voando sobre matas e campos. Um KC, um heli, etc…voando sobre mata e campo, vista de cima, fica muito bem camuflada. Camuflagem em aeronaves nào serve para dificultar sua visualização quando estiverem no solo.

  47. A camuflagem mais feia do mundo, junto com das aeronaves russas. Meu Deus, por que tão difícil pintar o avião de uma cor só? Olha as aeronaves dos EUA, todas imponentes, cores de respeito, agora vem essa pintura brasileira cor de b****, literalmente.

  48. Rinaldo Nery 3 de Março de 2018 at 15:41
    Flanker 3 de Março de 2018 at 18:26

    Obrigado pelo esclarecimento. Contudo, hoje, havendo radares, já não seria impossível se camuflar com as matas mesmo o inimigo o vendo do alto?
    Veja o caso do bombardeiro B2 Spirit, totalmente cinza. É uma aeronave stealth, mas não apresenta padrão de camuflagem — não sei se faz missão somente de noite. E ainda o B1 Lancer, que voa raso e faz ataques diretos ao solo. Ambos não tem camuflagem.
    Poucos países ainda usam padrões de camuflagem nas aeronaves, a não ser a cor genérica cinza, que de fato faz a aeronave sumir de vista a partir de uma certa distancia.

    Veja bem, não é que eu ache que a camuflagem seja inútil, mas a tecnologia de hoje é capaz de suplantar essa vantagem. Veja o caso de soldados de infantaria. Embora camuflados, aparecem totalmente “nus” no infra vermelho. Vai chegar uma hora que a tecnologia se tornará tão massificada que poderá matar até a camuflagem militar do exército. E nem falo de um país qualquer, mas de um pastor de cabra, um guerrilheiro e um traficante, além de terroristas.

    Estamos caminhando para uma era onde a tecnologia tende a se massificar e baratear (obrigado capitalismo, no bom sentido.) cada vez mais rápido. Hoje já existem celulares com FLIR, drones por menos de US$1.000 com câmeras de alta resolução. Os soldados e toda capacidade de camuflagem tmbém terá que ser capaz de subir a um outro nível, quase comparável aos vídeogames.

    Em uma década qualquer celular terá FLIR, binóculos com visão noturna vendendo no Ebay, e armas mais avançadas nas mãos de terroristas com cortesia da China e Rússia — vamos, todo mundo sabe que terroristas só usam armas soviéticas. Haverá uma clara vantagem frente a tecnologia atual. Sei que a tecnologia militar também avança, mas essas tecnologias suplantadoras estão se massificando e ficando cada vez mais baratas. Certamente irão suplantar as forças armadas em pouco tempo antes que elas tenham meios de ultrapassá-las novamente.

    • “Bruno Rocha em 03/03/2018 às 20:37”

      Bruno,

      A diminuição da assinatura radar, térmica, acústica, no infravermelho etc não elimina a necessidade de também se mesclar visualmente (ou seja, espectro visual, olho nu ou com lentes) ao ambiente, para uma camuflagem ser eficiente. Cada força e país tem suas necessidades e cenários de emprego específicos.

      Fica a pergunta, levando em conta o ambiente de combate terrestre levantado por você: por que será que sistemas modernos de redução da assinatura IR e térmica de soldados e equipamentos continuam a ter cores e padrões verde e marrom, entre outras cores, mais “tradicionais” de “camuflagem”?

      Veja alguns exemplos mostrados em matérias do site das forças terrestres. Uma coisa não elimina a outra, é todo um conjunto de camuflagem. Não adianta alguém estar “invisível” num espectro e estar visível em outro, é todo um conjunto pra dar certo:

      http://www.forte.jor.br/2017/02/22/o-valor-da-camuflagem-uma-questao-de-nao-ver-para-crer/

      http://www.forte.jor.br/2017/02/23/uso-do-rbs-70-pode-trazer-oportunidades-para-as-camuflagens-saab-barracuda-no-eb/

  49. “Matheus 3 de Março de 2018 at 19:33
    A camuflagem mais feia do mundo, junto com das aeronaves russas. Meu Deus, por que tão difícil pintar o avião de uma cor só? Olha as aeronaves dos EUA, todas imponentes, cores de respeito, agora vem essa pintura brasileira cor de b****, literalmente.”

    Desisto……

  50. Bom dia.
    .
    O KC-390 pode fazer muitas coisas, mas como o Cel Nery já me explicou em outro post, para AEW&C e patrulha marítima p.ex., uma aeronave comercial adaptada pode ser mais apta para a missão e menos onerosa.
    .
    Pintura militar não visa estética.
    .
    Não importa o nome oficial porque ai ser chamado de KCtão mesmo.

  51. Eu acho que o nome S Tucano foi muito bem sucedido, inclusive mundialmente. Eu iria na mesma linha com o KC-390 e escolheria um nome de pássaro brasileiro grande, forte e conhecido mundialmente (pelo filme Rio) a Arara-Azul, ou a versão tupi Araraúna, uma ave impressionante que ficaria muito bem se desenhada nos nossos Kcs, poderia também ser Big-Arara.

  52. Pois é, Flanker, cada vez mais difícil.

    Dá vontade de desistir, mas eu tenho contado até dez.

    Alguns casos não vale a pena argumenter pois não têm “salvação”. Mas ainda tenho a esperança de que os que lêm c M atenção os comentários (e a grande maioria lê mas não comenta) e tem disposição de aprender, aprende. Quem não tem essa diapositivos não vai aprender nunca.

  53. Ops, c M = com
    diapositivos = disposição

    Quem não tem disposição de aprender direito, com certeza, é o maldito corretor automático do meu celular…

  54. Bem alguns comentários sobre a camuflagem parecem concursos de beleza, camuflagem é pra ser eficiente, e muita gente critica sem base alguma, e é uma grande aeronave esse kc-390, Brasil acima de tudo, espero que a nossa indústria se desenvolva ainda mais com ou sem a Boeing.

  55. Delfim Sobreira 4 de Março de 2018 at 9:54;
    Kc 390, missão:
    1- Quando digo patrulha naval, não estou falando de ASW (guerra antissubmarina) possível com os P3 AM, mas atividades semelhantes aos Bandeirulhas?
    2- SAR, como já dispõe de Radar ar/mar, Pod para identificação… e unidade integradora da Embraer, acredito estar bem mais equipado que os antigos C-105 e próximos dos SC 105?
    3- AEW&C, concordo plenamente que é uma missão não prevista para esta aeronave no momento.

  56. Eu denominaria o nosso KC de Harpia – O gavião real brasileiro . Esta ave da família Accipitridae possui asas largas e redondas, pernas curtas e grossas, e dedos extremamente fortes, com enormes garras, capazes até de levantar um carneiro do chão. Sua cabeça é cinza, o papo e a nuca, negros, e o peito, a barriga e a parte de dentro das asas, brancos. Tem entre 50 a 90 centímetros … Não tem outra ave robusta e forte na América Latina , não existe nome mais apropriado para nosso KC 390-Harpia .Galante quem disse que o nosso Poder Aéreo também não é cultura. Posso não entender nada de avião , coisa que aprendo dia dia com nossos mestres : Rinaldo, Nunão e tantos outros. Mas porque não na qualidade de professor não por um pouco de cultura nessa bagaça, desculpe nesta conversa KKKKK

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