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Arma laser para caças será testada em 2021

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A Lockheed Martin está ajudando o Laboratório de Pesquisa da Força Aérea dos Estados Unidos a desenvolver sistemas de armas a laser de alta energia, incluindo o laser de alta energia retratado nesta renderização. (Cortesia do Laboratório de Pesquisa da Força Aérea e Lockheed Martin)

Por Valerie Insinna

WASHINGTON — A Lockheed Martin criará um laser de alta potência para a Força Aérea dos EUA que será demonstrado em um avião de combate em 2021.

A empresa recebeu recentemente um contrato de US$ 26,3 milhões para projetar e construir um laser de fibra ótica como parte de um programa de Laboratório de Pesquisa da Força Aérea denominado Demonstrador de Laser de Alta Energia de Auto-Proteção, ou SHiELD – Self-protect High Energy Laser Demonstrator. Esse laser será integrado com dois outros subsistemas principais: um pod que irá alimentar e arrefecer o laser e um sistema de controle de feixe, que direcionará o laser para o alvo.

Se bem sucedido, a tecnologia poderia ser um “game changer”. A Força Aérea desejava há muito tempo um laser aéreo que pudesse abater ameaças de mísseis superfície-ar e mísseis ar-ar mais barato do que os métodos de interceptação atuais.

A indústria tem lutado por cerca de uma década para fazer um laser pequeno o suficiente para ser instalado em um veículo ou aeronave que também fosse poderoso o suficiente para ser relevante em um campo de batalha, disse Rob Afzal, pesquisador sênior de sistemas de armas a laser da Lockheed, durante um telefonema na terça-feira com repórteres. No entanto, as melhorias na tecnologia laser de fibra estão permitindo à empresa miniaturizar sistemas mais poderosos.

“Podemos agora juntar um sistema escalável que seja muito eficiente na conversão de energia elétrica em um feixe laser de alta potência, mantendo a qualidade do feixe. E, ao manter a qualidade do feixe, isso significa que você obtém a maior eficácia do seu sistema”, disse ele.

“Porque o sistema é eficiente, exige menos recursos da plataforma. Ele exige a menor quantidade de energia elétrica e gera a menor quantidade de calor residual”.

Então, quão poderoso o laser de Lockheed será? Afzal não disse, exceto que seria nas “dezenas de quilowatts”. Ele também se esquivou de perguntas sobre qual avião de combate irá transportar o laser, o alcance da arma e como a Força Aérea irá testar SHiELD durante a demonstração, dirigindo essas questões à Força Aérea.

Depois que a Lockheed terminar de desenvolver e testar seu laser em uma série de testes no solo, o entregará ao laboratório da Força Aérea, onde será integrado com os outros subsistemas SHiELD antes de outra rodada de testes e integração a bordo de um jato não especificado, disse Afzal.

A Northrop Grumman fabrica o sistema de controle de feixe, que segue o acrônimo STRAFE, que significa SHIELD Turret Research in Aero Effects. A Boeing é responsável por integrar os sistemas SHiELD em um único pod, chamado Laser Pod Research and Development.

Afzal se recusou a comentar quando Lockheed irá entregar o laser ou quando sua revisão preliminar do projeto seria concluída.

A Lockheed tem experiência no desenvolvimento de lasers táticos de alta potência. No início deste ano, a empresa entregou um laser de 60 quilowatts ao Exército dos EUA para ser integrado no Heavy Expanded Mobility Tactical Truck, o maior veículo terrestre do serviço. Ela também construiu um sistema a laser de 30 quilowatts que está em campo há quatro anos, disse Afzal.

FONTE: Defense News

68 COMMENTS

  1. Não é so a manobrabilidade, a velocidade perde sentido. E se os laser ofensivos estao melhorando o LADAR vem no rastro junto com toda a sorte de radares de bolinhas, então o stealth atual tb vai embora…

  2. carcara_br,

    Penso o contrário.

    Creio que velocidade ainda será essencial em deslocamentos; no que diz respeito a tempo de reação frente a uma ameaça. E isso se tornará cada vez mais crítico no futuro, onde a furtividade associada a alta mobilidade facilirarão o uso de táticas que farão com que um adversário esponha-se cada vez menos.

  3. Puxa, bem quando chegarem os Gripens…..imagina só, “chegou a 4,5 geração na Fab, pshxiiuuu…….raio laser evaporou nosso caça”

  4. Bosco, já estou com outro projeto no forno, vamos colar espelhinhos por todo o gripen… Parece que se usar CDs também funciona.

  5. Como seria um combate BVR com laser? O radar trava o alvo e dispara uma carga de energia e acabou? Tem como fazer o laser ser guiado a longas distâncias?

  6. Sérgio, a luz faz curva sim.
    A luz percorre uma linha geodésica. Então na presença de campos gravitacionais que causam distorção no espaço-tempo o espaço deixa de ser euclidiano (passa a ser riemanniano) e a geodésica não é uma linha reta.

  7. Sergio,
    Mas os combates BVR se dão acima da linha do horizonte, estando os caças envolvidos em linha direta um com o outro.

    Alex,
    Num primeiro momento os combates com laser deverão se dar a curta distância. Provavelmente serão utilizados inicialmente como armas defensivas, contra mísseis ar-ar inimigos.
    Também é possível que com a generalização da tecnologia stealth os combates ar-ar se deem dentro do alcance visual (WVR) ou no máximo no NBVR (quase BVR).
    Se o desempenho do laser num futuro mais distante for efetivo a grandes distâncias vai ser assim como você disse: detectou primeiro, mirou primeiro, apertou o gatilho e… destruiu o inimigo.

  8. Carcara,
    Não existe “stealth atual”. Ele é dinâmico como toda a tecnologia militar. A tecnologia “stealth” de hoje está na 4ª Geração, tanto em relação aos materiais RAM quanto à técnica de forma. Em vista disso quem garante que as aeronaves stealths do futuro não serão… invisíveis? Aí, adeus LADAR.

  9. A luz faz curva sim. Muitas curvas. Um dos tipos de curvas de luz pode ser usado para proteger-se de laser. Se espelhinhos ou CDs não funcionarem, tentem usar materiais transparentes que provoquem a reflação. Quando você coloca um lápis dentro de um copo de água, acontece a refração. O lápis parece quebrado e com uma ligeira inclinação. Esta inclinação é provocado pelo meio mais molecularmente da água do que do ar. O mesmo acontece com o vidro e outros materiais plástico. Esta curva faz o meio absorver calor, mas se você colocar quantas camadas for necessária, com diversos tipos de materiais transparentes, de forma a desviar o feixe de laser, sem absorvê-lo completamente você consegue dar uma sobrevida aos combatentes. É uma especulação. Eu acredito que isto seja relevante.

  10. Lasers não são eficientes contra superfícies reflexivas, umidade atmosférica, poeira, nuvens, chuva, fumaça,etc. Acredito que um canhão misto elétrico/ laser talvez criaria um feixe de plasma, mais eficiente devido a alta temperatura, mas estaria limitado a cerca de 30 km e necessitaria de um emissor elétrico.
    Fotons não possuem massa, portanto são facilmente bloqueados.

  11. Então… gostaria de saber qual a potencia necessária para uma arma laser destruir um míssil ar-ar de forma “quase” instantânea … aquele papo de ficar travado no alvo ate derreter…não rola, mesmo porque o “outro lado” tentara criar um “antídoto”.

    Outra questão…o tamanho/peso…para caber em uma avião caça.

    E por fim ..qual a fonte de energia…”pilha nuclear”… como tal arma poderá efetuar N disparos…se necessário…. sem uma fonte “robusta e pequena”.

    2021 ??…face ao que já vimos F-35… somem 10 anos e 26 com 8 zeros..rs

  12. Arma inutil
    Pois basta ter coberturas refratarias nas estruturas e o laser não tera efeito nenhum. Arma ridicula.
    Abraços

  13. Renan 8 de novembro de 2017 at 23:20

    É que os engenheiros da Lockheed Martin passaram a vida estudando e não tiveram tempo de assistir desenhos para aprender como se desvia um laser.

  14. Já ouviu falar em fibra ótica?
    É só se debruçar neste conceito, poi ela tem uma excelente qualidade de conduzir luz. E seria uma boa iniciativa para começar a desenvolver contra medidas para esta arma e até mesmo absorver esta energia.
    Abraços.

  15. Haha um monte de gênios da engenharia dizendo, é só colocar espelhos!
    Não sabem que o espelho derrete com o lazer?

  16. Kkkkkkk… o negócio vai dar ruim mesmo, quando a tecnologia for igual ao que tem o alienígena do filme “Predador” com Arnold….

  17. a questão é como ter tanta energia embarcada em um caça, na terra não é tão simples quanto parece para disponibilizar isso.

  18. Armas a laser também têm outra vantagem: preço. Lançar um míssil tem um custo de centenas de milhares de dólares; disparar um laser é quase de graça….

  19. Jacinto 9 de novembro de 2017 at 9:11
    disparar um laser é quase de graça….” — comparado ao custo de cada míssil, claro…!

    Gustavo 9 de novembro de 2017 at 8:42
    A fonte energética pode ser o próprio combustível da aeronave. O problema será converter a energia armazenada do querosene (partindo da premissa que ainda seja esse o combustível das aeronaves) em eletricidade para alimentar o laser, ou mesmo diretamente em ‘fótons’, com o máximo de eficiência energética!…

  20. Jacinto,
    Outra vantagem é que torna indefinida a persistência de combate. Enquanto houver querosene nos tanques haverá armas para serem utilizadas. O REVO hoje permite uma maior autonomia mas não permite a plena persistência de combate já que não repõe a munição utilizada. Com armas de energia direta isso muda e encher o tanque significará também encher as estações de armas.

  21. Quem viver a segunda metade deste século vai ver um mundo com o qual só sonhamos. Nossas scy fi serão a realidade em boa parte. O laser será sim disruptivo.

  22. Juliano,
    Como assim “quem viver…” ??? Eu tenho um plano de saúde de só morrer depois dos 98 anos de idade, baleado por um marido ciumento.

  23. Virá aí mais um comedor de dinheiro do contribuinte americano?!
    Minha dúvida é: De onde virá a energia para o laser?
    Pois o Airbone Laser 747 necessitava de 6 módulos de energia para alimentar o canhão que poderia dar cerca de 20 tiros, ou talvez até 40 tiros de baixa potência contra seu alvo.
    Enquanto um caça? de onde virá?

  24. Muito interessante! Más, num primeiro momento o laser no combate aéreo substitui o canhão, se for o caso, e só! A energia que demanda para o uso como arma não o tornará viável em pouco tempo.

  25. O LaWS sistema instalado em navios, a exemplo, atualmente não é capaz de destruir mísseis, aviões de grande porte, navios ou objetos submersos. Uma versão instalada em um caça terá energia dirigida de intensidade muito menor comparado a outros sistemas como o LaWS, devido unicamente ao porte do equipamento. Neste caso, tamanho é documento! Ainda.

  26. Bosco 9 de novembro de 2017 at 12:04
    Baleado, Bosco?! Que coisa mais ‘ultrapassada’! Você poderia ser “vaporizado por um disparo de laser de alta potência”!…rsrrsrsrs

  27. ADRIANO M. 9 de novembro de 2017 at 12:24,
    Naquele 747, o laser era muito mais potente (na casa dos megawatt), o que exigia a utilização de laser gerado a partir de uma reação química. Aqui estamos falando de um laser de potencia muito mais baixa (na casa dos kilowatt) que provavelmente é gerado por semicondutores. São duas tecnologias bem diferentes.

  28. Fonte de energia: estou quase acreditando em um mini-reator nuclear pesando cerca de 1 tonelada. Muito lógico e resolveria 3 problemas: 1) munição interminável; 2) alcance do avião e tempo de missão; 3) custos estratosféricos para saciar o apetite por verbas da indústria.

  29. rsrs Bosco não duvido não. E vamos turistar na Lua ou em Marte, classe supereconômica (com direito a amendoins cultivados na próxima Estação Espacial).

  30. Carlos Miguez _BH 9 de novembro de 2017 at 13:09
    Como você converte a energia do reator nuclear (de fissão…) em energia luminosa?…

  31. ADRIANO M. 9 de novembro de 2017 at 12:24
    “Virá aí mais um comedor de dinheiro do contribuinte americano?!
    Minha dúvida é: De onde virá a energia para o laser?
    Pois o Airbone Laser 747 necessitava de 6 módulos de energia para alimentar o canhão que poderia dar cerca de 20 tiros, ou talvez até 40 tiros de baixa potência contra seu alvo.
    Enquanto um caça? de onde virá?”
    .
    Acho que terão que correr com a fusão nuclear(e sua extrema miniaturização). E o CERN tem que acelerar os estudos com a antimatéria para o motor definitivo(até que comprovemos a possibilidade ou não do motor de dobra espacial).

  32. Há de se ter um gerador, um acumulador e um capacitor.
    O gerador captará energia do motor mas o faz de forma lenta, o acumulador a reservará. O capacitor será o responsável pelo pulso de energia elevado e instantâneo, mas que após isso terá de ser reernegizado com energia da bateria.
    Lembrando que há outros sistemas na aeronave. E há a questão do peso e dimensões dos componentes.
    Ou seja, não é fácil

  33. Juliano,
    O YAL-1 era fazia uso de um laser químico. Esse será um laser de estado sólido, totalmente elétrico.
    A fonte elétrica será via turbina de gás.

  34. Carlos Miguez _BH
    Algo neste sentido, por mais incrível que possa parecer, já foi experimentado pela URSS. O bombardeiro movido a combustível nuclear Tupolev Tu-95LAL. Más assim como muitos projetos a imensa criatividade bélica da Guerra Fria, não é viável.
    https://en.wikipedia.org/wiki/Tupolev_Tu-95LAL
    Assim como já vanguardistas, ensaiavam uso de armas laser em plataformas diversas como veículos e aeronaves, já na décadas de 70 e 80. Como o 1K17 Szhatie (https://en.wikipedia.org/wiki/1K17_Szhatie) e o Beriev A-60 (https://pt.wikipedia.org/wiki/Beriev_A-60). Claro que o colapso da URSS impactou os projetos. Não é nova a ideia.

  35. Pessoal,
    O laser não tem que desintegrar o alvo não. Um laser que derruba um drone miniatura derruba um 747. Já vemos hoje um feixe laser em terra derrubando UAVs a 5 km com um tempo de emissão de 2 segundos. Ora! Esse mesmo laser teria um desempenho bem melhor a 10.000 metros onde o ar é mais rarefeito.
    E claro, não será esse mesmo laser mas daqui a 10 anos quando entrarem em operação serão muito mais capazes. Não precisa de energia nuclear pra funcionar e a defesa não será feita com espelhos.

  36. Bosco 9 de novembro de 2017 at 13:59
    A fonte elétrica será via turbina de gás” — ou a QAV, se ainda for o combustível de aviação de então! 😉 (“cuidado, Bosco! Nada de deixar querosene na mão de maridos ciumentos!” rsrrs)

  37. Prezado Bosco,
    Na Aero Magazine tem uma reportagem sobre o “Poder Aéreo da Coreia do Norte”, vale a pena comprá-la por essa reportagem?????

  38. a ideia nisso ai é colocar vários pequenos lasers, em um canal que os tornem juntos gerando um unico feixe “muito quente”

  39. GripenBR 9 de novembro de 2017 at 14:03
    Veja ai também:
    https://en.wikipedia.org/wiki/Convair_NB-36H
    Tendo em vista a evolução da miniaturização nas últimas décadas é sim possível que haja algo secreto sendo desenvolvido.

    André Luiz.’. 9 de novembro de 2017 at 13:20
    Me desculpe não responder. Acredito que é melhor você pesquisar pessoalmente este processo.

  40. Uma configuração que poderia ser adotada seria instalar o gerador laser no lugar do “lift fan” do F-35B, com duas cabeças emissoras, uma ventral e outra dorsal. Essa configuração proveria uma maior cobertura ao redor do caça para as funções defensivas.
    No futuro, se a tecnologia radar for superada de vez pela tecnologia stealth e ele deixar de ser o principal sensor de um caça em favor dos sistemas eletroópticos, pode ser que todo o nariz do caça seja ocupado por um IRST gigante combinado com um laser ofensivo.

  41. Já houve um projeto de transformar um B-1B em caça com mais de 20 amraams. O B-1R. Infelizmente não foi pra frente.
    Com a introdução do B-21 os B-2 poderiam ser transformados em caças. Eles com certeza conseguiriam gerar muita energia elétrica com seus 4 turbofans e no compartimento de carga capaz de suportar mais de 20 t haveria lugar de sobra para o sistema de alta potência.
    Ele é furtivo e subsônico, com uma imensa autonomia e capaz de ser reabastecido em voo. Uns dois ou três poderiam ficar dias voando coordenados por um AWACS.

  42. Se massa ou energia curva o espaço-tempo, curvando assim a trajetória d’um raio de luz, então uma nave espacial poderá efetuar, por exemplo, um disparo de LASER usando o Sol para mascaramento contra a nave inimiga. Melhor que a manobra Picard!!!

  43. Normalmente não faço isto, mas se este sistema de defesa ativa tiver 80% de eficácia, quantos mísseis um F35 teria de carregar para um bvr + dogfight????

  44. Carlos Miguez _BH 9 de novembro de 2017 at 14:47
    Bem, eu não vislumbro maneira de gerar um laser de alta potência a partir de energia de uma reator de fissão, ou, vá lá, de um pilha nuclear, como as usadas em sondas espaciais. Isso porque a fissão nuclear gera diretamente calor! (para produzir vapor d’água, que vai movimentar uma turbina / dínamo…; ou, no caso da pilha nuclear, produzir eletricidade diretamente através de ‘termopares’ — que tem baixa eficiência energética, não mais que 6%, mas suficiente e adequado para alimentar os sistemas de uma sonda espacial em missão a Marte!..). Mas, para gerar um laser de alta potência, não imagino como converter a energia térmica da fissão controlada em potência elétrica ou diretamente em energia luminosa suficiente ao propósito…! Temos que pensar em fontes energéticas mais convencionais, porém adequadas à aplicação em mente!… Algo como, digamos, uma ‘célula a combustível’ (fuel cell)! Já existe células a etanol (!), além da tecnologia mais “antiga” das células a hidrogênio! Quem sabe não seja possível desenvolver fuel cells que convertam a energia da combustão de QAV ou outro combustível aeronáutico diretamente em eletricidade e, assim, gere a potência necessária para o laser?! 🙂

  45. Bosco 9 de novembro de 2017 at 15:21
    Nas imagens conceituais do B-1R que eu vi ele tem uma deriva dupla em V ao invés da deriva convencional com os profundores. O amigo tem alguma ideia do porquê?…

  46. Carlos Miguez _BH 9 de novembro de 2017 at 14:47
    Me desculpe não responder. Acredito que é melhor você pesquisar pessoalmente este processo” — ou seja, o amigo também não sabe! 🙂
    O problema é que fissão nuclear não gera eletricidade (e nem luz…) diretamente! Gera é calor!! Nas usinas nucleares, o calor da fissão do urânio produz vapor d’água, que movimenta as turbinas, que movimentam os dínamos! Em ‘pilhas nucleares’, como as usadas em sondas espaciais, o calor alimenta ‘termopares’ que geram eletricidade (com baixa eficiência, ~6%, porém suficiente e adequado aos sistemas de uma sonda espacial numa missão a Marte!). Para a aplicação que temos em mente — laser de alta potência — geração de eletricidade a partir do calor da fissão nuclear de urânio ou outro elemento físsel, parece-me inviável…
    Talvez… apenas talvez!… células a combustível (!) que convertam a energia química do QAV diretamente em eletricidade sejam um caminho possível! Além das células a hidrogênio, já existem ‘fuel cell’ a etanol ! Imagino que possam criar no futuro células que operem com QAV ou outro combustível líquido também adequado ao uso aeronáutico! 🙂
    Abraços!

  47. Um B2 custa mais de 2 Bi (a unidade). Da para comprar um avião simples como o F-22 e muitos, muitos mísseis. Pra fazer economia esse laser ai ta ficando bem caro. Rs 😂
    É usar o F-35 para fazer o que o ST faz bem feito.

  48. “Naquele 747, o laser era muito mais potente (na casa dos megawatt), o que exigia a utilização de laser gerado a partir de uma reação química.
    Aqui estamos falando de um laser de potencia muito mais baixa(na casa dos kilowatt) que provavelmente é gerado por semicondutores.
    São duas tecnologias bem diferentes”.
    [Jacinto ].

    Mesmo assim Jacinto,acredito que a fonte de energia(na casa dos kilowatts),deverá vir de um módulo de algum tamanho que deva ser compatível ao tamanho da aeronave.
    E ser compacto é ter menos tiros a disposição.

    “Fonte de energia: estou quase acreditando em um mini-reator nuclear pesando cerca de 1 tonelada. Muito lógico e resolveria 3 problemas: 1) munição interminável; 2) alcance do avião e tempo de missão; 3) custos estratosféricos para saciar o apetite por verbas da indústria”.

    Cheguei a pensar nisso Carlos Miguez ! energia nuclear…

  49. André Luiz.’. 9 de novembro de 2017 at 16:30
    Só tem um problema: a eletroquímica de compostos de carbono cuja cadeia carbônica tenha mais de um carbono e cheia de reações paralelas que derrubam a eficiência da célula de combustível, da mesma forma que várias rotas de combustão competem durante a queima de combustíveis orgânicos comuns ( tipo o querosene, que é uma mistura de hidrocarbonetos, cada um com sua preferência quanto a forma de ser queimado….).
    Acho muito mais viável queimar mais dinheiro melhorando as turbinas e seus combustíveis, pq já o conhecemos relativamente bem, do que embarcar nesse novo programa pra domar combustível. Mas isso no sentido de querer algo
    efetivo em pouco tempo… em prazos dilatados como o de término de construção da ferrovia norte sul, podemos cogitar até o uso de raios cósmicos como fonte de energia. Hehehe. este pode (ainda) ser um belo projeto para poder alegar que vai ter uso civil pra achar simpatizantes em outros setores da sociedade….

  50. Thiago 10 de novembro de 2017 at 7:55
    Mas o amigo sabe que já existe ‘fuel cell’ a etanol?! 🙂 Inclusive uma fabricante japonesa já fez testes aqui no Brasil (!) de seu furgão a fuel cell a etanol — que é um desenvolvimento das células a hidrogênio existentes a mais tempo…!
    Partindo da premissa de que um laser de alta potência será gerado ainda a partir de um dispositivo elétrico/eletrônico, que dependerá de uma fonte de… eletricidade!, que terá de ser gerada a partir do próprio combustível da aeronave, seja ainda querosene de aviação (, seja outra coisa — hidrogênio mesmo!, caso desenvolvam uma nova tecnologia que torne mais prático e seguro seu armazenamento para uso aeronáutico (já houve experimentos com H2, mas não é prático: o H2 gasoso tem que ser armazenado sobre alta pressão, ou liquefeito…! )
    Abraços!

  51. Vou repetir uma pergunta capciosa….se este sistema laser chegar a possuir uma eficacia de missil kill de 70-80%….num embate F-15+laser Vs F35+laser….não vai dar pau na capacidade de carga BVR/WVR do F35???

  52. André Luiz.’. 10 de novembro de 2017 at 15:01
    Então André, a tecnologia já existe. Se o objetivo é fazer funcionar isso já fazem. O problema é fazer ser eficiente, leve, suportar alta densidade de corrente, ter vida útil de “3000 mil horas”…. Bom estão desenvolvendo, mas fazer pra etanol que só tem 2 carbonos já dá dor de cabeça… Imagina pra uma mistura de hidrocarbonetos ainda mais complexos!?!?!?
    Existe o problema de os elétrons fluírem por reações laterais (gerando outros compostos orgânicos que atrapalham a célula) ao invés de fluírem pelo circuito que a célula alimenta. Imagina vc colocando um monte de platina, irídio, paladio… Num avião, tudo metal “peso pesado”.
    Combustão também é bem complexa, dependendo da faixa de.temperaturas, nível de humildade, teor de aromáticos no combustível, etc, vai se ter rotas.diferentes de combustão sendo preferidas. Antigamente os turbofans com câmara de combustão anular produziam bastante fumaça, hj em dia com a melhora na tecnologia de combustão, parecem que já não fumacao tanto.
    Eu acredito que é mais fácil melhorar os turbofans e retirar energia deles do que essas fontes alternativas.
    O pessoal saiu fora do h2 pq ele é caro de produzir e armazenar(mas sua química de oxidação e relativamente fácil). Aí chegasse nos hidrocarbonetos, que são baratos de produzir e armazenar, mas tem uma química de oxidação complicadíssima…
    Vejamos oque o futuro nos prepara!
    Abraços!

  53. ESSA TECNOLOGIA ESTÁ LONGE AINDA PRINCIPALMENTE EM CAÇAS ATUAIS,OP PESO DE UM REATOR MAIS A ARMA EM SI PESARIA MUITO PRO CAÇA A NÃO SER QUE ELE LEVARA APENAS O CANHÃO LASER.SE ELE USAR O QUEROSENE DO PROPRIO AVIÃO,PENSEM TERIA QUE TER UM GERADOR,TALVEZ UMA PEQUENA TURBINA,SERIA TIPO O A-10 TODO PROJETADO EM CIMA DA ARMA.eU SOU MAIS OS MISSEIS QUE PODEM MANOBRAS A VONTADE E CADA DIA MELHORANDO O ALCANCE VELOCIDADE E PARA PEQUENAS DISTANCIA.aINDA VAMOS VER CANHO~ES ANTIAEREOS A LASER.

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