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Portões Abertos de Brasília – edição 2017

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Fotos de Humberto Fernandes Oliveira

A Força Aérea Brasileira (FAB) abriu os portões da Base Aérea de Brasília neste domingo (3), para visitação do público. A 19ª edição do “Portões Abertos” foi gratuita e teve como destaque a apresentação da Esquadrilha da Fumaça, às 16h.

Durante o domingo, das 9h às 17h30, os visitantes tiveram acesso ao interior de aeronaves da FAB, e puderam conferir a exposição de equipamentos militares e modelos de carros antigos.

Também foram realizadas apresentações de paraquedismo e shows musicais. Os organizadores esperavam receber mais de 40 mil pessoas.

A programação teve ainda atividades voltadas para o público infantil, como brinquedos infláveis e o “aeroporto das crianças” – uma versão em miniatura de aviões militares da FAB.

Apesar da entrada franca, foi sugerido que cada visitante levasse um quilo de alimento não perecível, que foi trocado por um bilhete em um sorteio de brindes. Segundo a FAB, os donativos arrecadados serão entregues a instituições sem fins lucrativos do Distrito Federal.

Esquadrilha da Fumaça
Sete aviões A-29 Super Tucano com as cores da Bandeira do Brasil, animaram o público durante trinta minutos de acrobacias neste domingo (3) e vão se apresentar também na quinta-feira (7), Dia da Independência.

39 COMMENTS

  1. Foi razoável, faltou o KC 390 e também não teve passagens de Caças, próximo fim de semana será na Base Aérea dê Anápolis, vamos ver se haverá passagens de caças ou não. Aqui em Brasília muito gente além do previsto, muito engarrafamento para entrar, quanto para sair.

  2. Olhando o Mirage 2000B me toquei de uma coisa: o radome dele é (ou pelo menos aparenta ser) diferente dos monopostos. Inclusive perece muito o instalado nas variantes de ataque 2000N e D. Alguém sabe dizer se os nossos bipostos tinha radar operacional e se era o mesmo do monoposto?

  3. Clesio, pra mim parece o radome deste Mirage 2000B parece ser o mesmo da versão C, tanto que o tubo de pitot fica em sua ponta, diferentemente dos tubos dos Mirage 2000D e 2000-5, por exemplo (o pitot do 2000N fica na mesma posição das versões C e B).

  4. Os pontos negativos dos Portões Abertos em Brasília foram: a ausência do KC-390 e o enorme (bota enormeeeeeeeee nisso) engarrafamento para chegar a base. O resto estava maravilhoso. Parabéns a FAB e Obrigado!

  5. É Nunão, eu estava olhando outra foto de um monoposto da FAB e realmente é o mesmo radome. O ângulo da foto e a pintura me confundiram um pouco.

  6. Enquanto a Força Aerea e a Marinha estreitam laços de amizade com o cidadão, a maior força de todas, o Exercito, é mantido estrategicamente longe da populaçao…Quem nao se lembra da EXPOEX??? Sob a desculpa de que nos quarteis tem muitas armas e que bandidos poderiam tentar rouba-las (como se nas bases aereas e navais tambem nao houvessem) os comandantes miliatares afinados com os governos socialistas destroem as possibilidades de integraçao com a populacao.
    O objetivo é exatamente esse, o de manter a distancia entre o povo e seu exercito, com as bençãos dos comandantes vermelho-olivas. Foi por isso que o desgoverno do pt criou mais dezenas de postos no generalato…

  7. Foi o tempo que havia rasantes no período da manhã e à tarde…bons tempos do F-103.
    Agora muito engarrafamento até chegar na BABR , só avião estacionado e muita coisa que não tem nada a ver com aviação…tipo exposição de carros antigos(ultima vez que fui na BAAN).
    Agora só vou num Portões Abertos para ver os Gripens.

  8. A dúvida óbvia: como estes Mirages se deslocaram de Anápolis até Brasília, uma vez que não voam mais? transportados por via terrestre penso eu!

  9. Eleazar,
    Salvo engano meu, os M-2000 ficam hangarados na Base Aérea de Brasilia. Toda vez que pouso em BSB, vejo fora do hangar, um ou dois Mirages 2000. Coisa linda, me dá vontade de pedir pro piloto parar o taxi pra tirar foto.

  10. Guizmo 5 de setembro de 2017 at 17:09
    São aeronaves elegantes, certamente. Mas, uma vez que não têm mais condição de voo, há alguma razão para mantê-las hangaradas? E se não serão preservadas por motivos históricos (imagino…), qual a destinação desses Mirage 2000?…

  11. E alguém sabe o que vai ser dos M2000? Só para exercício de imaginação, se fosse para fazer um MLU neles não valeria a pena? Mesmo que fosse só para deixar para interceptação?

  12. Clesio, os M2000B possuíam o mesmo radar dos C. Voei de saco nesse da foto num combate BVR 4 F-2000 vs 2 F-5EM.

  13. Guizmo, os M-2000 estão estocados em Anápolis. Pelo que sei, só tem um monoplace preservado no MUSAL e esse biplace em Brasília. Os outros estão em Anápolis.
    Voar de saco é voar no assento traseiro de uma aeronave biplace. Mas o Cel. Nery pode lhe responder melhor.

  14. Oi Flanker, obrigado…..Imaginei que pudesse ser algo do gênero. Quanto aos Mirage, eu vejo um monoplace, costumeiramente e uma vez vi o biplace junto

    Abs

  15. Sou da Superfície, mas vou comentar o que um amigo AvN disse uma vez: no voo solo de He, sai o instrutor e colocam um saco de areia no assento… assim sendo, acredito que “voar de saco” seja tipo pegar carona, apenas não sei se aplicável apenas a nós não pilotos… abraço…

  16. Walfrido Strobel 6 de setembro de 2017 at 4:11
    Obrigado, Walfrido!
    Eu, que não tive permissão nessa vida de ser Aviador (não passei nos exames de admissão para a AFA…), ficaria feliz que nem criança de voar de saco em um pássaro desses a qualquer hora! 🙂
    Abraços!

  17. Sobre os A-4 Skyhawk da Marinha do Brasil, logo que essas aeronaves chegaram e no início de sua vida operacional, onde era feito o treinamento primário/básico dos aviadores e qual aeronave era usada no treinamento avançado?

  18. O que quero saber é que à epoca da aquisição dos aviões existia alguma intenção da Marinha constituir uma escola própria para aviação de asa fixa.

  19. Roberto, os aviadores navais da MB receberam treinamento da FAB, da Armada Argentina e da US Navy. Na FAB o treinamento era feito nos T-25, T-27 e AT-26, na ARA era nos MB-326 e na US Navy nos T-45 (nesses era feito o treinamento embarcado, com pousos e decolagens de navios-aeródromos).
    Quanto à escola de asa fixa, li em épocas e locais siferentes, que a MB realizou estudos para ter sua própria escola de asa fixa, sendo aventada a aquisição de alguns T-27. Mas, isso foi há bastante tempo. Com o que aconteceu com a aviação de asa fixa da MB, resultando na situação que se encontra hoje, é até um alívio, pois teríamos investido em algo que estaria praticamente sem utilização nos dias atuais.
    Salvo engano, era isso, pois estou escrevendo de cabeça…..não pesquisei pra te responder.

  20. No meu tempo de AFA o instrutor líder da formatura podia levar um Cadete de saco ao seu lado no T-23 ou T-25, mas depois que houve um acidente com colisão de dois T-25 em 1984, onde onde caiu o T-25 do líder e faleceu um colega voando de saco foi proibido, não sei se é proibido até hoje.
    No planador eu ja levei colega de saco, era permitido.
    No aeroclube em que voei podia levar um passageiro de saco depois que ja era Piloto Privado, mas era tirado o manche do passageiro para que não pudesse pilotar, o passageiro sempre pede para pilotar um pouco.

  21. Roberto, complementando o que o Flanker postou, só valeria a pena a MB ter sua própria instrução com mais aviões e muitos pilotos, como as outras Marinhas, só para um Esq. de A-4 não valeria a pena.
    Algumas Marinhas reduzidas como a do Equador tem sua própria instrução, com o T-35 Pillan na instrução primária e básica e o T-34C Turbo Mentor na instrução avançada.
    O Chile ja faz diferente, a instrução primária e básica feita no T-35 da Força Aérea e a instrução avançada nos seus Pilatus PC-7.

  22. Obrigado Flanker e Strobel,
    É uma pena, depois de um sufocamento provocado pela criação do Ministério da Aeronáutica nos anos quarenta, a aviação naval deixa escorrer pelas mãos essa chance de reaver uma das mais belas tradições da aviação de guerra. Penso até que um centro de treinamento no que hoje é (ou foi) a Base Aérea de Florianópolis ou mesmo na Ilha do Governador, no Galeão, outrora Escola Naval de Aviação, seria muito bom.
    Entretanto, vendo a questão de forma mais prática e menos saudosista, esse estudo que a Marinha do Brasil fez sobre o assunto, deve ter sido bem detalhado e ter levado em conta vários fatores como a formação e demanda anual de aviadores, o número de aviões disponíveis no esquadrão, o tempo útil do aviador como tripulante, etc.
    Infelizmente, hoje, tal matéria talvez tenha um valor puramente acadêmico, mas seria interessante a publicação do estudo.
    Vale lembrar também a formação dos aviadores da aviação naval francesa, compacta e muito eficiente, começam a instrução primária em uns poucos e simples Mudry CAP 10.

  23. Roberto, Florianópolis e o Galeão não serviriam para colocar uma Escola de Aviação por serem aeroportos internacionais.
    A MB tem sua Base para instrução, mas se no futuro quisesse outra poderia ser Santos apesar da neblina pela manhã.
    Ou constroi outra, como exemplo tem a Marinha da Indonésia que tem suas bases mas construiu uma nova para sediar a instrução de asas fixas que estava tumultuando sua base principal e ainda estar em uma área com tráfego civil.
    Aeródromo da Marinha em Grati, Pasuruan, East Java para ministrar instrução primária e basica nos Socata TB-10 e Beech G-36 respectivamente. (foto: SindoNews)
    . http://2.bp.blogspot.com/–9EaRMrcEBA/VBFlr6qvKsI/AAAAAAAAgkg/1XEaEY9lVno/s1600/1357.png

  24. Nos portões abertos de BABR em 2005 lembro que foi a última vez que vi um Mirage IIID antes de sua aposentadoria…já estava para ir embora no final do dia e percebo uma movimentação agitada dos militares próximos ao caça…vem um tratorzinho e começa rebocá-lo…o Mirage passou póximo dos visitantes..foi possível até tocá-lo.Depois de afastado para uma área isolada começa os preparativos para o acionamento do motor…lembro que antes do jovem piloto entrar na cabine ele fez o sinal da cruz.Motor acionado e liberado pelo sinal do sargento da Anápolis que conferiu tudo…o Mirage começou o taxi até a cabeceira 11.A decolagem foi aquela “lambida” de pista característica deste pássaro.O Mirage subiu e começou a fazer uma curva aberta para à direita e pensei que iria direto para Anápolis…e como o sol estava se pondo pude observar aquele pontinho descendo e fazendo uma curva para alinhar com a cabeceira 11…para um rasante de despedida .Foi o rasante mais incrível que já vi de um caça da FAB,pois o Mirage IIID passou muito baixo e sendo no por do sol ,além do forte estrondo teve a imagem da labareda do pós – combustor .Então o MIrage subiu e rumou para Anápolis.Pena que não tive como filmar tal cena…mas ficou gravado nas minhas lembranças esse portões abertos de 2005 em BABR

  25. Roberto, um comentário meu tambem ficou retido, mas era sobre o Cap 10 que vc citou.
    A Marinha da França faz o contrário do que faz a Marinha do Chile, usa os Cap 10 para ministrar instrução inicial, uma espécie de teste vocacional e depois manda os futuros pilotos de asas fixas para ter a instrução completa na Força Aérea.
    O CAP 10 está sendo gradativamente substituido por Cirrus SR20, ja compraram 3 SR20 para repor os CAP 10 que eram 10 e ainda tem 7.
    . https://encrypted-tbn0.gstatic.com/images?q=tbn:ANd9GcRUZLPl8FQi49zbFFpmhEY8KwVYeqMSsrVbSiLI_4qa5itZUA00F1ekYlhRIA

  26. Strobel,
    Achei interessante a importância que você deu à aeronave como fator vocacional. Todavia, o CAP-10 na Aeronavale é mais uma das várias heranças que existem (ou sobrevivem!) na aviação militar, ele é o que sobrou de uma aviação naval outrora totalmente autônoma. Aeronaves como o Morane-Saulnier Rallye e o Fouga Zéphyr e outros, cobriam toda uma doutrinação digna de uma autêntica força aérea.

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