Brasil recebe primeiro Airbus C295 de busca e salvamento

Brasil recebe primeiro Airbus C295 de busca e salvamento

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Aeronave será exibida no Paris Air Show neste mês de junho antes de fazer um tour pela Ásia e América do Norte

Sevilha, 16 de junho de 2017 – O Brasil recebeu hoje a sua primeira aeronave Airbus C295 na configuração de busca e resgate (SAR – Search and Rescue). A entrega foi feita nas instalações da Airbus Defence and Space, em Sevilha, na presença de Raul Jungmann, ministro da defesa do Brasil, o Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, e de Bernhard Brenner, vice-presidente de marketing e vendas da Airbus Defence and Space.

A aeronave será integrada em julho à frota existente de 12 C295s configurados para transporte, aumentando a frota da Força Aérea Brasileira para 13 modelos. Os termos do acordo também incluem um contrato de cinco anos para suporte completo durante a operação (FISS – Full In Service Support).

“Somos muito gratos por esta renovada demonstração de confiança vinda de um cliente de muitos anos, que usará o C295 para realizar tarefas críticas para a Força Aérea Brasileira. O C295 tem grande aprovação em missões de busca e resgate e representará um grande salto em capacidade para o Brasil”, diz Brenner.

Após a cerimônia, a nova aeronave voará para o Paris Air Show para ser exibida na área de exposição estática da Airbus durante o evento.

Depois, a aeronave será levada para um tour de um mês por países da Ásia e da América do Norte, demonstrando sua capacidade em diversos ambientes, antes de chegar ao Brasil para entrar em operação.

Além da frota de aeronaves, a FAB também utiliza um simulador de voo completo do C295 na base aérea de Manaus (BAMN), o que permite uma autonomia completa para o treinamento de sua tripulação.

Mais de 180 modelos C295 já foram encomendados por 25 países. Na América Latina, mais de 100 aeronaves Airbus de transporte militar de todos os tipos estão em operação.

A delegação brasileira liderada por Raul Jungmann, Ministro da Defesa do Brasil. À sua direita,
Bernhard Brenner, vice-presidente de marketing e vendas da Airbus Defence and Space e à sua esquerda, o Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato

DIVULGAÇÃO: Airbus

44 COMMENTS

  1. Fabio ,se não me engano foi diminuído o contrato para apenas 2 aeronaves, me corrijam se eu estiver enganado.

  2. O edital autorizava a compra de 3 aeronaves. Mas foram compradas apenas duas. A terceira virou opção de compra (improvável, na minha opinião, em razão da chegada do KC-390).

  3. Michel Temer vai pra Rússia esta semana a convite de Putin, quem sabe não volta de lá com alguma negociação por um sistema S-400.
    Olha o Jungmann, está em todas.

  4. Realmente, essa semana está cheia de boas notícias. Que continue assim!
    .
    Interessante o tour que a aeronave irá fazer pela Ásia e pela América do Norte. Espero que a Airbus esteja arcando com os custos e até mesmo remunerando a FAB pela propaganda.

  5. Participei do processo de aquisição dessa aeronave, em 2009. Veio equipada com o mesmo radar do P-3AM. A intenção inicial era um radar de abertura sintética na banda P. Agora temos 3 aeronaves de Patrulha: P-3AM, P-95M e SC-105. E 70% das buscas são sobre o continente. Desconheço os motivos da não instalação do radar SAR.

  6. 13 modelos? 180 modelos?
    Isso é tradução?
    Não seriam unidades, aeronaves?
    Não confundir modelo com avião…
    Rinaldo, poderia explicar as diferenças sobre esses radares?
    Como esses aviões de busca são utilizados, onde é com que frequência?
    A busca pelo vôo da Air France emblemática.
    Foi muito importante.
    Mas vôos sobre terra a maioria é encontrada rapidamente.

  7. O radar Elta é aplicável ao cenário marítimo (busca a embarcações ), com “alguma” capacidade SAR (abertura sintética ). O radar de abertura sintética na banda P permite a visualização do terreno, com penetração em cobertura vegetal (floresta), em qualquer tempo, dia ou noite.
    O avião de busca é empregado quando alguma aeronave cai. Simples assim. Em qualquer ponto do território nacional, ou sobre o Oceano Atlântico até o meridiano 10°, que é nossa responsabilidade de acordo com tratados internacionais. Por isso a compra do P-3 (dentre outras razões ).
    Quem achou a mancha de óleo sobre o mar na busca do Air France 447 foi o R-99, empregando seu radar de abertura sintética na banda L. E, aeronaves que caem sobre terra nem sempre são encontradas rapidamente. Tem aeronave que sai de SP pra Angra, cai na Serra do Mar, e demora dias pra ser encontrada. Cuidado com essas afirmações.

  8. Rinaldo Nery 16 de junho de 2017 at 18:41
    Participei do processo de aquisição dessa aeronave, em 2009. Veio equipada com o mesmo radar do P-3AM. A intenção inicial era um radar de abertura sintética na banda P. Agora temos 3 aeronaves de Patrulha: P-3AM, P-95M e SC-105. E 70% das buscas são sobre o continente. Desconheço os motivos da não instalação do radar SAR.

    Muito bacana saber da sua participação nessa aquisição! Parabéns!

  9. Ivan, não sei se você é novo aqui.
    Quanto ao coronel Neri, você não sabe com quem está falando.
    Teve participação em vários projetos importantes na fab.
    Um privilégio podermos interagir com ele aqui.
    Coronel, se puder auxiliar esse leigo aqui.
    Suas informações sobre o uso desses radares e aviões é muito interessante para mim.
    Acredito que a maioria dos leigos não conhecem com detalhes.
    Não vejo na mídia sumiço frequente de aeronaves no oceano.
    Em terra também pelo menos aviões comerciais é raro.
    Casos mais famosos temos o da gol em 2006 e o da Air France em 2009.
    Já aviões menores há mais casos, a maioria dos quais sem grande repercussão na imprensa.
    E pelo que sei geralmente caem próximos do local de decolagem ou aterrissagem.
    Desculpe se estou falando besteira. Falo sobre minha impressão de leigo.
    E me parece que não sendo no meio da floresta amazônica, não é tão difícil encontrar destroços.
    Mas posso estar enganado.
    Se há poucos acidentes, esses aviões são pouco usados?
    Se assim for, devem durar bastante…

  10. Nonato, não diria que são pouco usados. Inclusive, acho 2 uma quantidade ridícula para o tamanho do País. E, consultando o site do CENIPA, o número de acidentes na aviação geral tem aumentado nos últimos anos. O que facilita encontrar a aeronave sinistrada é a melhoria no nosso sistema de controle de tráfego aéreo, visto que, hoje, sempre estamos em contato c algum órgão de controle (a despeito da deficiência de comunicação em algumas poucas regiões ). O Transmissor Localizador de Emergência (ELT) é equipamento obrigatório, e funciona muito bem na frequência 406 MHz, facilitando a localização da aeronave.

  11. Não temos aviões suficientes sequer para apagar incêndios florestais, haja vista a imensidão de áreas verdes, aqui no Rio todos os anos cai um balão no pão de açúcar e sequer é chamada uma aeronave especializada para apagar o incêndio, muitas matas são destruídas facilmente e milhares de animais morrem todos os anos, em áreas de proteção ambiental especialmente, é uma desgraça planetária! O último teco-teco que os bombeiros tinham aqui no Rio jogou água na multidão por brincadeira e matou uma pessoa, dezenas ficaram feridas, e acabaram com a unidade, Brazzzzziiillllll;

  12. Duas é pouco, três é o mínimo para ter disponibilidade garantida. Lembrando que os P-3AM e P-95M terão que ser substituídos em breve. Esses SC-105 além das missões de busca e resgate, poderão executar missões de vigilância e policiamento?

    Saudações!

  13. Reinaldo e demais membros. Saudações. Gostaria de saber se a aviônica desse c-105 poderia ser instalada em uma plataforma nacional como o E-195 ou até mesmo no 390. Sobre o radar banda P, ele equipe alguma aeronave do inventário da FAB? ABRAÇOS. A todos.

  14. Olha a delegação para “receber” um bimotor. Imagine as diárias em dólares para tanta gente. E a aeronave ainda vai voar para propaganda, mas, para os coitados daqui, foi entregue com todas as pompas.

  15. Se fosse um B-52 ia ter umas 500 pessoas, incluindo políticos salvadores-da-pátria, mais os assessores, aspones e respectivas esposas, claro.

  16. Vocês acham que a economia com viagens, passagens e diárias de uma comitiva tão numerosa para receber um avião simples seria útil, por exemplo, para adquirir novos aviões?
    Acredito que entre a escolha, contrato e entrega diversas viagens são realizadas.
    E alguém vai pagar a conta…
    No fim, é sempre o comprador que paga…

  17. Sim, confete, .as como eu disse para o meu a.igo, Cel Neri, que era o avião errado, com o equipamento de missão errado, no momento errado, enquanto isto não tem papel higiênico no banheiro….
    Não adianta, e o Brasil, torto por natureza.

    G abraco

  18. Off Topic
    Enquanto isso, os incêndios florestais em Portugal matam dezenas.
    KD o KC 390 ou os países da Otan?
    Deveriam colocar 50 aviões apagando incêndio.
    Ou algum brasileiro descobrir uma forma de acabar com esses incêndios.
    Quem sabe jogar algum produto antes dos incêndios.
    A Embraer poderia criar um kit de combate a incêndio revolucionário.
    Diferente dos demais.
    Poderia fazer sucesso.
    Talvez coletar água do mar sem pousar…

  19. Nonato
    .
    Em relação ao combate contra os incêndios florestais em Portugal, certamente já foi pedida a ajuda ao Ministério das Situações de Emergência da Rússia para o envio de alguns Be-200 como foi feito várias vezes no passado.
    .
    Aeronaves como o Be-200 e Canadair Cl-415 já enchem seus tanques com água sem precisar pousar. Basta que entrem em contato com a superfície de um lago ou mar com seus tanques preparados para receber a água. Esse sistema talvez não seja revolucionário mas é prático. Um KC-390 JAMAIS seria mais prático e eficiente do que isso. O Brasil deveria considerar a aquisição de alguns Cl-415 em vez de um KC-390 de combate a incêndio ou mesmo uma versão adaptada.
    .
    Essas aeronaves também são dotadas de sistemas que localizam o ponto de maior intensidade de um incêndio e combate-los de forma mais eficiente.

  20. Só uma correção, quando aquele Ipanema (ou Air Tractor) do CBMRJ fez a passagem baixa jogando água sobre a galera lá no MUSAL, eu estava lá, só que do lado de dentro do Museu e só ouvi a passagem baixa e vi os resultados em seguida. Estava MUITO calor e houve praticamente uma comoção popular para que o avião jogasse água sobre a galera. Realmente o piloto deve ter liberado a água bem baixo, mas acredito que se as pessoas que se feriram não estivessem penduradas em cima das cercas de isolamento, talvez houvessem menos feridos. Não houve fatalidades e os feridos foram atendidos imediatamente.
    .
    Não justifica os erros cometidos, claro. E não soube que a unidade havia sido desativada.

  21. Eu queria levantar uma questão que não tem a ver com a matéria!
    Portugal está sofrendo com incêndios por causa da estiagem.. e tem problemas para combater os incêndios, os equipamentos estão sofrendo dificuldades de Manutencao…
    O Brasil e Portugal sofrem com queimadas em épocas diferentes…
    Não tem como fazerem um acordo de ajuda mútua..já que agora tem um projeto em comum!!! O kc 390 …
    Quando Portugal estiver em época de estiagem, no auge do período de queimadas, o Brasil os ajudaria…. e na época em que o Brasil sofre, Portugal nos ajudaria.
    Seria possível um acordo neste sentido???

  22. Obrigado a todos pelas informações e educação.
    Se fosse outros poderiam ter me criticado por estar desinformado.
    Interessante esses aviões citados.
    O fato é que já morreu muita gente esse ano.
    Então esse combate parece estar sendo falho.
    No Brasil, se eu não estiver enganado, parece que ocorrem mais em áreas rurais e geralmente sem vítimas.
    Do mesmo modo que a ONU se preocupa com a poluição e com criticar Trump, poderia criar protocolos de prevenção e combate a incêndios com o deslocamento rápido de equipamentos de forma a evitar tantos anos e vítimas.
    O combate em Portugal está falho. Falo como leigo.
    Mas se morreram umas 50 pessoas não se pode dizer que os trabalhos estão sendo eficientes.
    Acho que se fosse necessário usar 200 aviões que usassem.
    O problema parece ser falta de dinheiro.
    E esses outros países talvez mandem apenas um ou dois aviões que ajudam mas não resolvem.
    Talvez uma brigada internacional de rápido deslocamento composta por uns 50 aviões e helicópteros com deslocamento imediato…

  23. Desculpa Nonato, só li agora que vc já tinha levantado a questão!! Mas é pertinente comentar sobre esta hipótese!!! Debater sobre alternativas, que possam criar novas possibilidades de integração!!!

  24. cvn76, essas duas unidades SC-105 serão incorporadas em Campo Grande/MS, sim. Só que não no 1°/15° GAV (que opera a versão cargueira do C-105) e sim no 2°/10° GAV (que opera atualmente 2 C-105 adaptados com kit de busca e salvamento).

  25. Que na verdade deveriam ser estas anvs do 2º do 10º a serem integradas com este sistema e viria a se adquirir apenas mais uma célula, ainda, se colocando o radar correto, ou seja, um SAR, ,se canalizando os recursos gastos com este contrato para a modernização dos E99/R99(que estão a passo de tartaruga de muleta), refit das asas dos P 3 e não pagar uma baba de dinheiro pelo lobby Airbus/Elbit patrocinado pelo menino da floresta.

    G abraço

  26. Nonato, o Brasil possui uns poucos kits p/ transformar o C-130 em avião de combate a incêndio e há alguns meses enviou uma aeronave assim p/ ajudar o Chile num grande incêndio. O problema é que nossa frota de C-130 está muito reduzida e será substituída pelos KC-390 ( que também pode usar esse kit ), portanto não está recebendo uma atenção tão grande, e p/ enviá-los p/ o outro lado do Atlântico seria necessária uma manutenção mais rigorosa, creio eu. Será que os países vizinhos de Portugal não tem essa disponibilidade C-130+kit ?

  27. Vai fingir que nada aconteceu, sexta feira em Miami, Uncle Trump já deu o tom da música daqui por diante. Os Carniceiros Cubanos ja´levaram uma perretada.

    G abraço

  28. Os SC-105 do Pelicano continuarão como SC-105, ou voltarão como C-105? Se continuarem no Pelicano, com o recebimento destas duas novas aeronaves, talvez seja o passo seguinte para elevá-los ao mesmo padrão de equipamentos embarcados desses novos (radar, FLIR, etc…). Isto é, se houver recursos para isto.
    .
    Então a FAB teria/terá 10 C-105 de transporte e 04 SC-105 SAR. Números razoáveis à FAB, já que o EB caminha para ter sua própria aviação de asa fixa de transporte, irá/iria exigir menos hora de vôo dos aviões FABianos desse porte. Pelo menos em tese.
    .
    Até mais!!! 😉

  29. Putin não fez nada além de espernear quando foi derrubado um avião russo, com um sírio abatido, no máximo, irá espernear.

  30. Cel Neri,a FAB ficou muito distante de adquirir o sitema Persuader para seus C-295 e se ficou ,voce sabe dizer o pq ? Abraço

  31. Olá Juarez e Flanker!

    Muito obrigado pelas informações….além de 2 esquadrões em Campo Grande/MS, creio que o
    1°/9° Esquadrão Arara em Manaus/AM, também operam com essa aeronave, não é mesmo?

  32. Sim, o Arara opera os C-105. Meu filho voa lá. O Persuader não foi adquirido porque já possuímos P-3 e P-95. E quem tem que fazer patrulha marítima é a MB. Tratativas no MD já se iniciaram para isso. Os SC-105 antigos voltarão a ser C-105 e serão redistribuídos, provavelmente para o 1°/15° GAV (Onça ). Essas aeronaves não farão “vigilância “, simplesmente porque essa não é a missão da Unidade. A missão do 2°/10° GAV é Busca e Salvamento. Quem faz coisas demais não faz nada bem. Assim como a missão do 2°/6° GAV não é busca, apesar de o R-99 ter capacidade para tal. A antiga ORBISAT (hoje BRADAR, adquirida pela EMBRAER), possui radar SAR na banda P instalado em aeronaves Turbo Commander. Essas aeronaves mapearam toda a Amazônia, no Projeto Cartografia da Amazônia, gerenciado pelo EB e patrocinado pela Casa Civil. Imagearam, também, toda a Venezuela e o Panamá. O radar foi projetado e fabricado pela ORBISAT, visto seu fundador, Dr João Moreira Neto (Iteano) ser a maior autoridade no assunto no Brasil.
    Quanto ao combate à queimadas, será uma das missões do KC-390, que será equipado com o RAFFS.

  33. Nonato 18 de junho de 2017 at 3:51
    O 400 ao fundo foi para levar a comitiva ?
    Lembre-se: Na foto não sai os familiares e “outros convidados”.
    A bagagem desse povo todo na volta passa pelas duas alfandegas ou tem passe verde ?

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