E195-E2

São José dos Campos, SP – 29 de março de 2017 – Dez meses após o primeiro voo do E190-E2, a Embraer realiza o voo inaugural de mais uma aeronave da segunda geração da família de E-Jets antes da previsão inicial. Nesta quarta-feira, decolou pela primeira vez o jato E195-E2, maior integrante da família e também o mais eficiente avião comercial do mundo para rotas domésticas. O voo, originalmente programado para o segundo semestre deste ano, ocorreu apenas três semanas após a cerimônia de apresentação da aeronave.

“Com nível de eficiência único, o E195-E2 oferece aos nossos clientes a oportunidade de desenvolver novos mercados com maior lucratividade sem comprometer a competitividade de custo unitário. É uma máquina de geração de resultado”, disse John Slattery, Presidente & CEO, Embraer Aviação Comercial.

Com custo por viagem 20% menor e custo por assento similar ao de aviões maiores, o E195-E2 é o avião ideal tanto para o crescimento de empresas regionais quanto para a complementação de frota de empresas de baixo custo e linhas principais (mainline). O avião terá uma economia de até 24% de consumo e 20% nos custos de manutenção por assento quando comparado ao E195 atual.

O E195-E2 decolou às 11h22, hora local, das instalações da Embraer em São José dos Campos e voou durante duas horas, marcando assim o início da campanha de certificação da aeronave. A tripulação, formada pelos pilotos Márcio Brizola Jordão e José Willi Pirk, além dos engenheiros de voo Celso Braga de Mendonça e Mario Ito avaliou o desempenho da aeronave, qualidade de voo e o comportamento de sistemas tais como o piloto automático, fly-by-wire e retração do trem de pouso.

E195-E2

“Com uma envergadura de 1.4 metros maior que o do E190-E2, o E195-E2 torna-se a aeronave com maior alongamento entre jatos de corredor único, aumentando assim sua eficiência de consumo de combustível ”, explica Luís Carlos Affonso, Vice-Presidente de Operações, Embraer Aviação Comercial. “Aplicamos a experiência de mais 17 milhões de horas voadas e a base de clientes de mais 100 clientes de jatos para desenvolver o E195-E2 com o custo total mais competitivo na indústria.”

A Embraer utilizará dois aviões na campanha de certificação do E195-E2. O primeiro protótipo será utilizado nos ensaios de aerodinâmica e desempenho, enquanto o segundo avião, que também deve realizar o voo inaugural até o fim deste ano, será empregado na validação de tarefas de manutenção e de interior. A entrada em serviço comercial está planejada para 2019, com a Azul Linhas Aéreas Brasileiras.

O E195-E2 tem três fileiras adicionais de assentos em comparação com o E195 atual, podendo ser configurado com 120 lugares em duas classes de serviço, ou até 146 assentos em classe única. A aeronave também tem aumento significativo de alcance com relação ao modelo atual, de mais de 800 quilômetros adicionais (450 milhas náuticas), o que possibilitará viagens de até 4.500 quilômetros (2.450 milhas náuticas) de distância.

Os E2 alcançaram 275 pedidos firmes, sendo 90 para o E195-E2, além 415 opções e direitos de compra e cartas de intenção, totalizando 690 compromissos de companhias aéreas e empresas de leasing. Atualmente, a família de E-Jets opera com cerca de 70 clientes em 50 países, sendo líder global no segmento até 130 assentos, com mais de 50% de participação de mercado.

DIVULGAÇÃO: Embraer

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Rommelqe
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Rommelqe

Parabens mais uma vez! Esperando agora e para breve as versōes A&W. Seria o caso de transferir parte dos equipamentos do P3 para E195 ? E abreviar a transferencia para que a MB assuma o papel hoje desempenhado pela FAB na vigilancia maritima? Penso que ate poderiam ser “adaptadas” versoes usadas da geraçâo E190/195, abrindo a possibilidde de operdores civus utilizar suas aeronaves como down payment para a no va gearação E2. Seria bom para a Embraer, bom para os operadores, bom para a FAB e bom para a MB. Otimo para o Brasil!!!

wwolf22
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wwolf22

para vigilancia marítima ou de floresta, tem que ser um dirigível…
nao necessita piloto e nem operadores aeronave… pode ficar centenas de horas no ar sem “reabastecer”, …
Temos que pensar longe… nada de imediatismo… no mínimo em 20 anos pra frente…

Rommelqe
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Rommelqe

Caro Wwolf22, tudo bem? Olha todo dia ha alguem falando a respeito do emprego de aerostatos, dirigiveis, aeronvaes mais leves do que o ar e outras coisas assim. Nao sou contra não, pois ha algumas aplicações para estes veiculos. Mas ha muitas restriçōes. Por exemplo, a montagem de linhas de transmissão na amazonia, é algo que tem sido aventado ha algum tempo. Mas a propria natureza destas operações, que incluem a tentativa de montagem de torres de turbinas eolicas, remoção de arvores apos desmatamento de areas reflorestadas, etc., nao têm sido exitosas porque quando vc chega no local de montagem… Read more »

wwolf22
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wwolf22

Rommelqe, hj em dia a tecnologia e materias para a fabricacao de dirigíveis são outras… ha materiais a prova de bala… o dirigível fica “amarrado” no chão ou numa balsa a 300 metros de altura… simples.. instala alguns sensores/radares… qq problema pode recolher a “linha” e realoca-lo… nao importe dele ficar visível, a intenção e proteção da área… ha soluções, basta estada-las… temos que pensar por conta própria e nao “pegar ideias” de fora… nao temos que esperar a Europa ou o USA utilizarem… se eh viável tanto no financeiro quanto na utilização militar para nos, por que nao investir… Read more »

Matheus Henrique
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Matheus Henrique

Rommelqe, Não faz sentido transferir os equipamentos do P-3 para um E190 E2 MP, a Embraer está oferecendo o E2 MP na Nova Zelândia. Os equipamentos serão todos novos, um abraço!

Matheus Henrique
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Matheus Henrique

wwolf22, Dirigível para MP? nem mesmo os americanos que são super avançados pensam nisso, acredito que um P-8 operando ao lado de drones sejam beeem mais eficientes, além do mais pode ficar mais de 12 horas no ar…

jose luiz esposito
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jose luiz esposito

Matheus Henrique , os americanos não o usam por terem que usar aeronaves fora de casa e pelo mundo afora , nós temos que usa-los em nossas costas e em grande parte em Áreas do Pré Sal e agora na Boca do Amazonas com novas ocorrências petrolíferas ,etc ;não precisamos de P8 algum , pois teremos um Patrulheiro nosso , para exportação e usados pelo Marinha , basta de fazermos errado ,entregando tudo que voa a FAB !