Israel x Irã – segunda parte

Caso Israel resolva atacar o Irã sozinho com seus caças, os recursos mais previsíveis, estes terão que passar pelas defesas iranianas. Para começar, terão que passar primeiro pelas defesas de outros países como a Jordânia, Síria, Arábia Saudita, Iraque e Turquia. Todos estariam contra Israel, mas também teriam muito a ganhar. Isso porque um ataque nuclear contra Israel poderia resultar em uma retaliação nuclear contra todos os vizinhos. Um vizinho fraco não seria ameaça contra um país também enfraquecido por um ataque nuclear.

A Jordânia é o mais fraco de todos e já foi usada como rota de um ataque, sem reagir, em 1981, quando Israel atacou a usina nuclear iraquiana de Tamuz. O Iraque nem mesmo tem condições de reagir, a não ser com caças americanos baseados no local. A Síria seria outro caminho provável e tem defesas que devem ser respeitadas. A Arábia Saudita seria a pior ameaça, mas suas defesas estão concentradas mais ao sul e a leste do país. O mapa abaixo mostra as possíveis rotas que os caças israelenses podem tomar e os alvos prováveis.

A ponta de lança israelense seria sua força de 25 caças F-15I Raam e 100 caças F-16I Sufa. O raio de ataque dos F-15 e F-16 gira em torno de 1500km com tanques conformais, dois tanques extras e duas bombas 900kg, voando a grande altitude. Ainda assim a maioria dos alvos ficaria fora do alcance. Seria necessário realizar pelo menos um reabastecimento aéreo antes de entrarem no Irã.

Outra possibilidade é usar um reabastecedor tático, que seria um caça equipado para reabastecer outros caças. Com um reabastecedor tático, o reabastecimento poderia ser realizado dentro do território iraniano e mais próximo do alvo. O problema é que os F-15I e F-16I não usam o sistema de sonda e sim o drogue. As imagens abaixo são tanques extras e tanques conformais adaptados para receber uma sonda e permitir que os F-16 reabasteçam com o sistema de sonda.

O ponto fraco de toda a operação passa a ser o apoio de aeronaves de reabastecimento em voo. Seriam os alvos prioritários em caso de um ataque, tanto das defesas iraquianas quanto dos vizinhos. Os G550 AEW (Eitam), de alerta aéreo antecipado, certamente estariam próximos para dar alerta, assim como os F-15C para escolta. A quantidade de aeronaves reabastecedoras seria o gargalho para a quantidade de aeronaves que participariam da operação, ou dos vários pacotes que seriam enviados para atacar os alvos.

Defesas Iranianas

Os alvos importantes do ataque estão bem defendidos com mísseis S-200 e Hawk. São sistemas antigos, mas foram modernizados com novos radares e componentes digitais. Um sistema KUB e dois TOR-M1 foram detectados em Natanz. Caso Israel queira realizar supressão de defesas antes do ataque, poderá usar seus dois esquadrões de caças F-16D especializados na missão e equipados com mísseis AGM-88 HARM. O problema é que isso dificultaria a conquista do fator surpresa. Como as defesas são fixas, também podem ser atacadas com outras armas guiadas e até mesmo aeronaves não tripuladas.

A Força Aérea do Irã tem pelo menos 100 caças F-14 Tomcat, MiG-29, F-4E Phantom, F-5E Tiger II e Mirage F1. Não seriam páreos para os bem equipados e treinados pilotos israelenses. A melhor arma iraniana seriam os mísseis Phoenix que dificilmente ainda estão em operação. Os iranianos ainda teriam chances se usar táticas de simular ataques contra as esquadrilhas israelenses, com o intuido de forçar os israelenses a alijar suas cargas, disparando seus mísseis no maior alcance possível, e ficando sem combustível para voltar. Outra tática é forçar a perseguição usando bases mais a leste como santuário, por estarem foram do alcance dos caças israelenses.

Quanto atacaram o Iraque em 1981, os pilotos israelenses treinaram combate aéreo sem o uso do pós combustor, para evitar que ficasssem sem combustível. Agora seria mais fácil, por estarem equipados com mísseis de longo alcance como o AMRAAM e mísseis integrados a sistemas de mira no capacete como o Python 5. As manobras de combate aéreo não seria assim tão necessárias. Mas, como já descrevemos, os iranianos podem usar táticas de santuário, fugindo rapidamente para bases ao Leste do país sem se preocupar com a perseguição. O ataque às pistas de pouso e decolagem das bases aéreas iranianas também é algo que deve ocorrer nas ações iniciais, visto que a campanha pode durar alguns dias.

Tags: ,

31 Responses to “Israel x Irã – segunda parte” Subscribe

  1. ernaniborges 22 de abril de 2012 at 23:05 #

    Parece claro que um ataque ao Irã é só uma questão de quando. Mas não acredito que Israel o faça sem o apoio material e logístico dos EUA.

  2. andreluizsilvacorreia 23 de abril de 2012 at 8:10 #

    Para ser franco, que o bom senso prevaleça e que eles fiquem apenas na retórica e troca de farpas a distancia

    Sem contar que toda vez que se fala em uma hipotese de guerra vem aqueles bitolados religiosos com sua sanha de sangue/fim do mundo, por que querem ir para o céu, terra do nunca, valhala ou alguma coisa assim

  3. Giordani RS 23 de abril de 2012 at 8:23 #

    A opção militar existe. Um plano de ataque existe. Vai ser usado? Acredito na probabilidade de 99% que não. É mais um jogo de estratégia, ao melhor estilo da guerra fria, e nesse interím o irão fica gastando tempo e recursos mantendo-se alerta.
    Mas se existe 1% de chances, é quase certo que a primeira onda invasora será de drones, numa direção completamente oposta, forçando as defesas iranianas a se concentrarem nela, deixando o flanco livre para a IAF/DF…
    E pode soar estranho, mas nenhum país da região quer ver um irão nuclear…

  4. ernaniborges 23 de abril de 2012 at 9:41 #

    Giordani RS. Claro que podes ter razão. Mas impressionou-me as declarações do ex-Secretário de Estado americano Henry Kissinger intitulada ” SE VOCÊ NÃO OUVE OS TAMBORES DE GUERRA É PORQUE ESTÁ SURDO”.
    Acesse na íntegra através do link: http://www.defesabr.com/blog/index.php/19/04/2012/se-voce-nao-ouve-os-tambores-de-guerra-e-porque-esta-surdo/

  5. Nick 23 de abril de 2012 at 10:02 #

    Lendo a análise do G-Loc, só demonstra o quanto difícil seria para Israel conseguir destruir todas as instalações nucleares do Iran. Precisaria de um planejamento monstro, com direito até a Revo de caça para caça em território inimigo. E mesmo assim não seria garantido o sucesso da operação.

    []‘s

  6. Grifo 23 de abril de 2012 at 10:48 #

    Para começar terão que passar primeiro pelas defesas de outros países como a Jordânia, Síria, Arábia Saudita, Iraque e Turquia.

    Caro G-LOC, considere na sua análise que o principal alvo de uma eventual arma nuclear do Irã (ou dos reflexos dela) não seria Israel, e sim a Arábia Saudita e os países do Golfo. A Arábia Saudita já teria inclusive avisado que se o Irã tiver uma arma nuclear ela também iria ter a sua.

    Por isto acho que no caso de um eventual ataque israelense (que não acho que vá ocorrer), as defesas aéreas da Arábia Saudita estariam convenientemente “distraídas”…

  7. Giordani RS 23 de abril de 2012 at 11:40 #

    Concordo com o Grifo. As defesas sauditas estariam mui distraídas…

    O menor camino é sobre o Iraque…pelo norte e pelo sul iriam as “iscas”, que ao norte seriam detectadas pela síria e pela turquia, enquanto que ao sul os sauditas “nada veriam”…ah se Israel tivesse um NAe…

  8. Leonardo 23 de abril de 2012 at 12:28 #

    Hoje com todos os recursos que dispõe seria muito difícil e extremamente perigoso para Israel realizar este ataque sem um considerável número de baixas. Pois, a rota mais curta até o Irã seria atravessar os espaços aéreos da Jordânia e do Iraque e aceitando todos os efeitos diplomáticos do ato, porém as instalações nucleares ainda estariam a mais de 1 mil km de distância, Israel possui poucas aeronaves tanque talvez 10 ou menos para dar suporte a pelo menos 100 aeronaves, sem ajuda dos EUA é muito difícil.

    Uma boa opção seria mesmo o uso do espaço aéreo saudita, desde que haja uma boa colaboração dos EUA em convencer o Rei Abdullah.

  9. joseboscojr 23 de abril de 2012 at 12:54 #

    Como ainda não existem CUAVs operacionais e como os israelenses não têm bombardeiros (e nem porta-aviões), a única alternativa viável para se atingir e destruir alvos subterrâneos e no coração do Irã partindo de Israel seria através do uso de mísseis balísticos de médio alcance Jericho.
    Até onde se sabe tais mísseis são transportadores nucleares e não se prestam a ataques convencionais.
    Para que sejam eficazes armas táticas convencionais os Jerichos devem ser dotados de veículos de reentrada manobráveis guiadas (inercial? GPS? seeker terminal? tudo junto?), com CEP não maior que 20 ou 30 m. De preferência, bem menos.
    Também devem ser capazes de atingir o alvo com massa e velocidade suficiente para penetrar dezenas de metros de rochas e ainda contar com alguma quantidade de explosivos.
    A massa do Jericho III é compatível com uma ogiva convencional com as características necessárias para atacar alvos subterrâneos “próximos”, como no Irã.
    Agora, se os israelenses têm ou não tal míssil com tal ogiva e em quantidade suficiente para fazer a diferença e atrasar o programa nuclear iraniano tempo suficiente para que o F-35, a bomba cinética de 2000 lbs ou mesmo um CUAV como o X-47C entrem em operação, aí é outra estória.

    PS:
    Se os israelenses têm mísseis cruise lançados dos submarinos, os mesmos provavelmente devem ser aptos apenas a entrega atômica, e mesmo que na hipótese de estarem armados com ogivas convencionais não seriam capazes de atingir alvos subterrâneos endurecidos.

    Moral da estória, ou os israelenses têm uma carta na manga (mísseis Jericho com ogivas guiadas convencionais com capacidade de penetração) ou eles precisarão da “ajuda” americana.

  10. Groo 23 de abril de 2012 at 13:23 #

    A Arábia Saudita mais de uma vez demonstrou que poderia ceder seu espaço aéreo que pode ser usado para revo. http://noticias.terra.com.br/mundo/noticias/0,,OI4488779-EI308,00-Sauditas+abrem+espaco+para+Israel+atacar+Ira+diz+jornal.html

  11. joseboscojr 23 de abril de 2012 at 13:23 #

    O único míssil balístico com capacidade de penetração que se tem notícia foi o Pershing II que contava com um veículo de reentrada manobrável (guiado por um seeker terminal) e que resistia ao impacto contra o solo e ainda penetrava dezenas de metros antes de detonar sua carga nuclear.
    Outros mísseis dotados de veículos de reentrada manobráveis (MaRV) são os DF-21D (ASBM) e provavelmente o TOPOL (????), mas nenhum deles foram desenvolvidos para penetrar no solo.
    É difícil construir uma ogiva nuclear que penetre no solo tendo em vista o complicado arranjo da “bomba” que em geral não resiste ao “impacto”. Em geral elas detonam ou no ar ou ao nível do solo.
    As únicas que “penetram” hoje, já que o Pershing II não está mais operacional, são as bombas B-61-11.
    Já fazer detonar uma ogiva convencional após as imensas forças produzidas no impacto e na penetração não é difícil. Difícil é acelerar uma grande massa para que produza os efeitos desejados.
    Teoricamente fazê-lo com um míssil balístico é fácil, mas na prática ainda não foi feito tendo em vista que ainda se faz necessário uma grande massa de explosivos.
    Chute puro, mas se os Jerichos forem armados com ogivas convencionais de penetração, devem ter massa de pelo menos umas 3 t, reservando pelo menos uns 400/500 kg ao explosivo.
    Também é interessante que sejam dotados de capacidade de manobra atmosférica para melhorar a precisão já que contar apenas com o “lançamento” a partir do “ônibus” fora da atmosfera reduz muito a precisão do veículo de reentrada.
    Se bem que com avanços nos sistemas de navegação inercial e da tecnologia de ejeção de ogivas (RVs) pode ser possível que a ogiva não seja do tipo MaRV, o que facilitaria o desenvolvimento do míssil.
    Os “antigos” ICBMs Peacekeepers (MX) tinham um CEP de 90 metros após um “vôo” de 12.000 km usando apenas o sistema inercial e sem o concurso de ogivas manobráveis. Se isso era possível há 20 anos, hoje podemos esperar níveis de precisão muito maior para alvos mais próximos, tendo em vista que a precisão de um IMU “sistema inercial” degrada proporcionalmente com a distância.
    Viajei???

  12. Leonardo 23 de abril de 2012 at 13:47 #

    Bosco,

    Será que há possibilidade dos EUA fornecerem mísseis Tomahawk’s a Israel? Talvez seja o caminho mais viável, concorda?

    Um abraço.

  13. Edgar 23 de abril de 2012 at 13:52 #

    Bosco, no caso de um ataque preventivo de Israel com os Jerichos, uma vez feito o lançamento, tendo em vista que o mesmo é lançado de bases fixas, a possibilidade de o Irã detectar este lançamento, em meu ver, seria possível e, num caso de detecção, com base na premissa nuclear do Jericho, o Irã não poderia lançar um ataque reativo ao país hebreu?

    Creio que seja, inclusive, provável que em solo persa existam artefatos nucleares obtidos de forma ilícita ao longo dos governos aiatolás. Talvez apenas o lançamento dos Jerichos já se caracterizaria como ataque nuclear para com os iranianos, agindo como pretexto para uma retaliação?

  14. joseboscojr 23 de abril de 2012 at 14:11 #

    Leonardo,
    Seriam precisos muitos Tomahawks para obter algum efeito e ainda assim seria necessário um ataque com aeronaves contra os alvos primários, no caso, os centros de produção e desenvolvimento nuclear, que ao que parece, são imunes aos Tomahawk’s.
    Na hipótese de um ataque com os Jerichos convencionais (???), que sequer sabemos se existem, vale salientar, se evitaria a necessidade de atacar a IADS (sistema defensivo) e o ataque se daria diretamente e unicamente aos alvos primários, que são as usinas nucleares.

    Edgar,
    Entre nações nucleares há mesmo um acordo tácito de não se usar mísseis balísticos tendo em vista a possibilidade de tal ataque ser identificado como uma agressão nuclear unilateral.
    No caso, tanto o Irã quanto Israel devem usar tais armas, já que o Irã “ainda” não tem armas nucleares.
    Não sei o nível de capacidade de alerta dos iranianos a respeito de um lançamento de foguetes partindo de Israel, mas não há muito o que eles possam fazer que já não esteja nos planos no caso de um ataque aéreo.
    Com certeza os israelenses são informados a respeito dos lançamentos de foguetes no território iraniano graças aos americanos que têm capacidade de monitoramento global, mas os iranianos não têm, só se informados pelos russos ou chineses.
    No caso dos israelenses lançarem mísseis balísticos Jericho III convencionais eles iriam informar com antecedência as potências mundiais para evitar qualquer mal entendido, e mesmo o Irã sabendo não haveria muito o que pudesse ser feito tendo em vista os alvos serem fixos.
    De qualquer forma, um lançamento de mísseis balísticos de médio alcance por parte dos israelenses provocaria um alvoroço nos centros de comando militar em todos os países tendo em vista que tais mísseis são “mal vistos” pela comunidade internacional.
    Sem falar que mesmo usando-os, não haveria a certeza da neutralização das usinas.
    Mas não deixa de ser uma opção e esta hipótese é levantada por muitos estrategistas. Tente buscar no Google e verá que não é de todo impossível.

    Um abraço.

  15. Vader 23 de abril de 2012 at 14:27 #

    Triste isso.

    Ainda torço para que prevaleça o bom senso e o regime iraniano desista de seu programa nuclear secreto.

    Mas cada vez mais parece que a paz está ficando distante. Uma pena.

  16. Tadeu Mendes 23 de abril de 2012 at 15:00 #

    Uma carta na manga para Israel seria o emprego de suas bombas de Neutron, para destruir os complexos nucleares xiitas, usando como vetor os MRBMs. Jerichos III.

    Mas uma opcao menos nuclear e portanto mais aceitavel para a comunidade internacional, poderia ser o uso de armas de pulso eletromagnetico (EMP), com o ojbetivo nao so de incapacitar industrialmente o pais, mas como tambem o de fritar os circuitos eletronicos dos sistemas antiaereos iranianos.

    Israel pode ir sozinha para essa guerra, mas sem duvida alguma seria bem mais facil com a ajuda logisitica americana.

  17. Hamadjr 23 de abril de 2012 at 15:29 #

    O pessoal do g-loc anda fumando aquele cigarinho do capeta, quanto a bitolado religioso eu penso que tem em tudo quanto é canto e todas as matrizes

  18. joseboscojr 23 de abril de 2012 at 16:36 #

    É cabível fazer conjecturas a respeito da capacidade dos mísseis balísticos israelenses tendo em vista o tanto de conjecturas que são feitas a respeito da capacidade de mísseis iranianos.
    Muitos dizem que superam os 150.000. Outros que têm precisão “métrica” devido a inovadoras tecnologias de veículos de reentrada manobráveis e outros dão conta que os mísseis Shahab possuem ogivas de fragmentação que compensaria um muito provável falta de precisão, etc.
    Ou seja, quanto aos mísseis balísticos do Irã os mesmos são cantados em proza e verso como sendo fantásticas armas de vingança contra os sionistas malvados.
    Por que também não “viajar” nos mísseis Jericho?
    E nem precisa dar um “beck”. rsrsrsrs

  19. Giordani RS 23 de abril de 2012 at 16:38 #

    O irão me faz lembrar daquele clássico da sessão da tarde: Te Pego Lá Fora…o relógio só faz andar…tic…tac…tic…tac…resta saber se Bud “israel” Revell vai dar ter o mesmo fim…tic…tac…tic…tac…tic…tac…tic…tac…

  20. joseboscojr 23 de abril de 2012 at 16:55 #

    Já li sobre os mísseis iranianos Shahab serem dotados de ogivas de fragmentação, o que compensaria a falta de precisão e causaria grande destruição às cidades israelenses.
    Bem, eu de minha parte acho difícil desenvolver um míssil balístico de médio alcance dotado de ogiva de fragmentação tendo em vista a dificuldade tecnológica que seria fazer um sólido veículo de reentrada ser capaz de “abrir” e ejetar as ogivas.
    Ou o míssil se abre no espaço e ejeta veículos de reentrada múltiplos ou a coisa se complica.
    Tal possibilidade já foi “pensada” na década de 80 quando os EUA pensaram em armar o Pershing II com uma ogiva convencional de fragmentação para ser usada contra pistas de pouso do Pacto de Varsóvia. O míssil era chamado de CAM (Counter Air Missile), mas nunca chegou a ser fabricado ou mesmo testado.

  21. Fabio ASC 23 de abril de 2012 at 18:01 #

    E fazer este exercício ao inverso? Ou seja, se o Irã atacar primeiro? Seria possível? Ataque aéreo creio que não, mas mísseis….. Poderia inclusive usar seus aliados no Líbano para lançarem um chuva de Katy´s…

    Já pensaram nisso?!?!?!?!

  22. Observador 23 de abril de 2012 at 19:32 #

    Senhores,

    Considerando a história de Israel e seus conflitos armados, SE este país for às vias de fato, o fará por uma via surpreendente, de forma a pegar seus inimigos com as calças na mão.

    Particularmente, acredito muito nos assassinatos praticados pelo Mossad. É uma estratégia de formiguinha que dá certo. Um físico nuclear não é formado da noite para o dia, e o Irã não deve ter tantos PHDs nesta área.

    De qualquer forma, sobre a chance de ocorrência de um ataque, devemos lembrar uma das frases do líder militar israelense Moshe Dayan:

    “Se você quer fazer as pazes, não fale com seus amigos. Fale com seus inimigos.”

    Bem, eu não tenho ouvido nada sobre negociações entre Israel e o Irã…

  23. Groo 23 de abril de 2012 at 20:25 #

    O ataque poderia ser em duas fases com a primeira acabando com as defesas e a segunda, a grande altitude, eliminando as principais instalações nucleares.

  24. G-LOC 23 de abril de 2012 at 22:21 #

    Grifo, todos os países vizinhos ao Irã se sentirão ameaçados se tiveram armas nucleares e por isso estão se armando pesadamente. Até mesmo a Europa ficará ameaçada. Muitos tem a ganhar e na prática as reclamações serão teatros bem planejados. Também acho que a Arábia Saudita irá dar algum tipo de ajuda ou fazer corpo mole. A Arabia Saudita tem algumas pistas de pouso no deserto usadas como base avançadas que poderá ceder a israel. Seria necessária para apoiar eventuais missões de CSAR.

    Giordani, Israel não tem NAe, mas pode usar navios civis para disparar mísseis cruise. Eles tem o Harop, um UAV de longo alcance usado para atacar defesas e mísseis SAM.

    Bosco, eu não sei se israel tem ogivas penetradoras convencionais nos Jericho, mas imagino que é uma possibilidade. Seriam guiados por GPS e não pro radar.

    Já citei que podem usar bombas convencionais como penetradoras simplesmente atacando o mesmo ponto sucessivamente até carvar uma grande cratera. OA USAF já fazia isso no vietna com suas Paveway para criar grandes crateras nos cortes de estrada na trilha Ho Chi Minh. Os mísseis cruise e Jericho convencionais podem ser úteis contra pistas de pouso, centros de comando e radares. Depois do primeiro ataque até radares na Síria seriam atacados.

  25. Tadeu Mendes 23 de abril de 2012 at 22:54 #

    Ate que me provem ao contrario, os iranianos comem sardinha, mas arrotam caviar.

    Em outras palavras, eles criam toda uma retorica em torno de suas vangloriadas parafernalias militares, mas ninguem sabe ao certo se funcionarao impecavelmente na hora em que o porrete comecar a baixar.

    Voces conhecem aquele velho ditado: “Cao que ladra nao morde”.

    A unica estrategia que o Iran possui para retaliar contra Israel, sao os seus lacaios no Libano, o exercito proxy Hezbollah, e Hamas em Gaza.

    A forca aerea iraniana nao tem cacife para enfrentar a IAF. Se subirem para enfrentar os isralenses, vao tomar um pau daqueles.
    Alias, ninguem no Oriente Medio tem condicoes de partir para o mano a mano contra os experientes pilotos de Israel.

    A Guarda Revolucionaria Iraniana pode ate sentir odio e cheiro de sangue, mas nao possui a mesma experiencia que as Brigadas de Infantaria israelense.

    A marinha iraniana nao tem capacidade de projetar forca contra a faixa litoranea do Estado judeu.

    Portanto so resta ao Iran, partir para meios nao convencionais; tais como armas quimicas, biologicas e/ou radiologicas.

    Se eles (iranianos) partirem para o Holocausto, ai o Oriente Medio vai explodir de vez. A retalicao por parte de Israel sera devastadora, o que muito provavelmente significaria o fim do estado xiita com entidade politica, militar, industrial e humana.

  26. DrCockroach 24 de abril de 2012 at 0:13 #

    Yeah, Vamos pegar eles, kill them all, Burn, Burn Burn! Let’s follow the mob!

    http://www.youtube.com/watch?v=qLvGnro4Cgw&feature=related

    []s!
    P.S.: discutir estrategias eh ok, afinal eh um forum militar, mas eh bom nao se exceder…

  27. joseboscojr 24 de abril de 2012 at 0:22 #

    G-LOC,

    Bosco às 12:54:
    “Como ainda não existem CUAVs operacionais e como os israelenses não têm bombardeiros (e nem porta-aviões), a única alternativa viável para se atingir e destruir alvos subterrâneos e no coração do Irã partindo de Israel seria através do uso de mísseis balísticos de médio alcance Jericho.”

    Sem dúvida um ataque aéreo teria capacidade de destruir as instalações subterrâneas, mas seria viável tendo em vista a distância e os países que a força de ataque deve sobrevoar?
    Como passar mais de 80 caças, aviões de reabastecimento, aviões de ECM, etc, sobre território hostil sem antes alertar as defesas desses países e mesmo do Irã?
    Tudo bem se houver a permissão da AS, mas caso tal permissão não ocorra, a coisa fica inviável.
    Por isso fiz o comentário que ao meu ver a única maneira “viável” de destruir as instalações nucleares subterrâneas seria através dos hipotéticos mísseis Jerichos com ogivas penetradoras guiadas convencionais.
    Como os Iranianos não têm meios de interceptar mísseis balísticos e como um ataque de míssil balístico independe de suprimir as defesas em terra e aéreas, se torna o meio mais viável.
    Sem falar que, ao contrário de mísseis de cruzeiro, um míssil balístico como o Jericho III, em tese, têm capacidade de penetrar os alvos mais endurecidos tendo em vista o peso de sua ogiva e a energia cinética de um míssil que cruza a atmosfera a Mach 10 quando da reentrada.
    As bombas penetrantes de 2000 libras dos F-16 e as de 5000 libras dos F-15 podem destruir as instalações mais endurecidas, mas para que isso ocorra os caças em questão têm que chegar ao alvos, e é aí que o bicho pega.
    Sem falar que um ataque desse porte iria ocupar praticamente todos os caças disponíveis em Israel, que ficaria desprotegido.

  28. DrCockroach 24 de abril de 2012 at 1:37 #

    Carta aberta publicada no Washington Post, mes passado, assinada por 5 Generais da reserva, contra um ataque ao Iran:

    http://dl.dropbox.com/u/64888485/NIAC-Washington-Post-Ad-ful.jpg

    []s!

  29. DrCockroach 24 de abril de 2012 at 1:43 #

    US Marines Major Christopher Miller fala contra guerras semana passada durante a selecao de delegados p/ as primarias Republicanas; ele diz que estao cansados das guerras e apoia o candidato Ron Paul que jah disse que nao iniciarah qualquer tipo de agressao ao Iran:

    http://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=0OVgYCMjr8c

    Saudacoes Major!

    []s!

  30. Giordani RS 24 de abril de 2012 at 8:23 #

    Dr. Baratinha,

    Todos os comandantes romanos que se negaram a lutar…cairam…

  31. joseboscojr 25 de abril de 2012 at 13:44 #

    Tem hora que ‘bombardeiros” como o FB-111 ou o FB-22 fazem falta.
    Também já passa da hora de desenvolverem aviões de reabastecimento mais aptos a sobreviverem em território hostil (leia-se “stealths”)
    http://sistemasdearmas.com.br/ca/macxbomakkc.jpg

Leave a Reply

You must be logged in to post a comment.

Índia quer novas negociações para quebrar impasse do Rafale, enquanto Eurofighter espreita

Impasse é devido a garantias sobre as 108 aeronaves que serão fabricadas na Índia, no programa MMRCA de 126 caças Rafale. […]

Para jornal indiano, contrato do Gripen no Brasil abre portas para versão naval na Índia

Segundo reportagem publicada pelo jornal indiano Business Standard na quinta-feira, 30 de outubro, a decisão brasileira de comprar o caça […]

Embraer certifica empresa colombiana para modernizar Tucanos

A Embraer certificou a Corporação da Indústria Aeronáutica Colombiana (CIAC) como centro de serviço mundial para modernizar os aviões Tucano T-27, informou […]

Compre agora sua revista Forças de Defesa número 11

Outra revista igual a essa, só daqui a 100 anos! A Revista Forças de Defesa 11ª edição de 140 páginas na versão impressa […]

Inbra inicia seleção para a produção do caça Gripen NG

Soraia Abreu Pedrozo Do Diário do Grande ABC O Grupo InbraFiltro, de Mauá, parceiro da Saab para a produção de […]

Revista Asas: FAB deve receber oito JAS-39C/D Gripen em janeiro de 2016

Fontes ouvidas pela reportagem de ASAS afirmaram que dois capitães, pertencentes ao 1º Grupo de Aviação de Caça e ao […]