A briga política nos Estados Unidos relacionada à fabricação local de aeronaves de combate é mais complexa do que parece, e envolve disputas entre os Estados e não apenas medidas que se possa classificar apressadamente como protecionismo do país. Obviamente que este existe e seu peso é inegável, mas as disputas entre os Estados algumas vezes aparecem sutilmente, e muitas vezes de maneira bem clara em matérias de jornais que tratam de um mesmo assunto.
Ontem, foi divulgado que a Força Aérea dos EUA cancelou o acordo do programa LAS (apoio aéreo leve) em que a Sierra Nevada / Embraer tinha sido escolhida, com a aeronave Super Tucano. O processo deverá recomeçar, e a notícia teve destaque nos jornais norte-americanos. Mas não com o mesmo enfoque, a começar dos próprios títulos. O Poder Aéreo selecionou duas dentre as várias matérias que saíram na mídia dos EUA sobre esse assunto, para que os leitores possam comparar e entender os pontos destacados pelos defensores de cada opção, dentro das disputas políticas norte-americanas. Os números de empregos divulgados nas reportagens podem parecer de pouca significância, mas são parte da soma de empregos diretos tanto na linha de montagem quanto em toda a cadeia de fornecedores, o que pode significar mais de mil empregos diretos e diversos outros indiretos.
Vejamos abaixo alguns trechos traduzidos de matéria do Jacksonville.com, do “The Florida Times Union”. Jacksonville é a cidade da Flórida prevista para receber a linha de montagem do Super Tucano nos EUA. O título, contrastando com o do jornal de Arkansas (veja mais abaixo), tem tom de lamentação: “Força Aérea cancela contrato que poderia ter trazido linha de montagem de aeronaves para Jacksonville” (Air Force sets aside contract that would have brought aircraft assembly to Jacksonville):
A USAF anunciou hoje que está cancelando um contrato que poderia ter trazido pelo menos 50 empregos a Jacksonvile para a construção do A-29 Super Tucano. Em dezembro, a Força Aérea anunciou que estava concedendo o contrato à Sierra Nevada Corp., que trabalharia com a empresa Embraer, baseada no Brasil, para construir o avião no Aeroporto Internacional de Jacksonville.
O Departamento de Justiça afirmou que a Força Aérea vai aceitar novas propostas da Sierra Nevada e da Hawker Beechcraft baseadas nos critérios originais utilizados pela USAF quando solicitou propostas.
O congressista Ander Crenshaw, de Jacksonville, disse que o anúncio era “desapontador, mas que não se refere a empregos ou política. É sobre procedimentos.” Ele acrescentou que “a Força Aérea cometeu alguns erros no processo de aquisição, admitiu isso e vai tomar ações corretivas. Claramente, há uma necessidade desse tipo de aeronave no Afeganistão, e o melhor que a Força Aérea pode fazer é colocar esse processo de volta aos trilhos. Jacksonville continua a ser um centro de excelência de aviação militar, e esse anúncio não reflete de forma alguma o trabalho valoroso que nossos trabalhadores que cumprem a missão para as Forças Armadas dia a dia.
O prefeito Alvin Brown estava entre os líderes da cidade que comemoraram a concessão do contrato à Sierra Nevada quando este foi anunciado. Em artigo de opinião publicado no Times-Union em 21 de fevereiro, Brown pediu à Hawker Beechcraft que retirasse seu processo para que a Força Aérea pudesse seguir com o contrato: “Agora é hora do ofertante perdedor fazer a coisa certa e permitir que a Força Aérea siga com esse programa crítico, permitindo que investimentos sejam feitos e postos de trabalho sejam criados aqui.”
A Sierra Nevada Corp. também afirmou que a decisão foi desapontadora. Segundo Taco Gilbert, vice presidente da área de desenvolvimento de negócios ISR, “o anúncio de hoje apenas adia o esforço de colocar capacidades críticas nas mãos de nossos homens e mulheres de uniforme e nossos parceiros de coalizão no teatro de operações. Ele também breca esforços para criar empregos e o desenvolvimento econômico nesses tempos em que nossa economia precisa desse impulso.” Ele também disse que o A-29 Super Tucano “é a única aeronave capaz hoje de atender aos requerimentos” de missão da Força Aérea.
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…e Arkansas comemora os que pode ganhar
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Agora é a vez de ver trechos de notícia tratando do mesmo assunto, mas na visão do Arkansas News, cujo Estado se beneficiaria com uma vitória do AT-6 da Hawker Beechcraft. O nome da reportagem é “Força Aérea ejeta o contrato do avião de ataque leve“ (Air Force jettisons light-attack aircraft contract).
A Força Aérea dos EUA (USAF) cancelou hoje um contrato de 355 milhões de dólares para um avião de ataque leve para as Forças Armadas do Afeganistão, que tinha deixado a Hawker Beechcraft Corp. do lado de fora, no frio. A Hawker Beechcraft, que tem uma linha de montagem de aeronaves no aeroporto de Little Rock airport, havia reclamado judicialmente da decisão de excluí-la de uma competição da USAF pelo avião de apoio aéreo. Em dezembro, o contrato foi concedido à Sierra Nevada Corp., de Sparks, Nevada, para 20 aeronaves EMB-314 Super Tucano. A Embraer, que é uma empresa brasileira, pretende fabricar as aeronaves nos Estados Unidos. Hoje, a USAF divulgou um breve pronunciamento anunciando a decisão de cancelar o contrato.
O congressista Tim Griffin, de Little Rock, concorda com a decisão da USAF, que abres portas para a Beechcraft: “Eu vou me interessar muito em rever as descobertas da investigação porque nós precisamos gastar os preciosos dólares dos contribuintes com sabedoria, e fazer o que é melhor para nossa segurança nacional. Além disso, a mudança de planos da Força Aérea poderia, potencialmente, significar novos empregos para Central Arkansas. Em janeiro, representantes da parceira da Hawker Beechcraft, a CAE-USA, disseram que contratariam 25 novos empregados para seu escritório em Sherwood, Arkansas, se ganhassem o contrato LAS, segundo Griffin.
FOTOS: sites builtforthemission(que promove o Super Tucano nos EUA) e mission ready (que promove o AT-6)
(os links para as notícias originais, em inglês, estão no próprio texto)





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Embora tenha comentado aqui, e colocado links, inclusive de discursos no Senado Americano sobre o complexo militar-industrial e os lobbys sobre o orcamento/governo americano, nao esperava que fossem tao longe desta vez pois o Afeganistao eh guerra, nao hipotese. Mas acho que fui ingenuo (irei conferir se minha esposa realmente estah na academia…
).
Realmente, mataram o SH, se eh que tinha alguma chance, no FX-2.
Entao temos recentemente:
- US: melhoraram um pouco a questao dos vistos (mas foi p/ atrair turistas); cortaram a tarifa ao etanol brasileiro (mas foi p/ reduzir o preco; alias, promessa de campanha do Mccain nao do Obama); reduziram um pouco os subsidios agricolas (mas p/ diminuir um pouquinho o rombo do orcamento); Nao sei se o Obama fez media com a Dilma nestes aspectos, mas o cancelamento dos ST apaga tudo isto;
- Franca: “parceiro estrategico” que somente ferra, alias lidera furiosamente e com a tipica grosseria, qualquer tentativa de acordo com relacao a reducao as tarifas agricolas que prejudicam nossa agricultura;
- Suecia: pais pequeno, mas em geral aberto as propostas brasileiras, inclusive da reducao dos subsidios europeus.
- EUA e Uniao Europeia: o primeiro emitiu quase 3 trillhoes de dolares que desvalorizou barbaramente o dolar; A UE (e Franca) segue o mesmo caminho e tb emite quase 3 trilhoes de euros p/ resgate. Essa guerra cambial estah destruindo o setor industrial brasileiro, soh nao ve quem nao quer. Eh impossivel competir com a valorizacao artificial do real frente ao euro e o dolar.
- Suecia: apesar de pais membro da UE, nao utiliza o euro.
Por mim, por questoes externas ao FX-2, jah eliminaria tanto os EUA e a Franca da competicao.
E por falar nos empregos gerados na Florida vs Arkansas; e que tal o numero de empregos gerados no Brasil com o FX-2. Parece que tem uma proposta que tem um grande diferencial neste respeito.
[]s!
Apenas recordando que Arkansas é reduto dos Clinton, e a Flórida reduto republicano. Então o “fogo” pode ter vindo é de dentro, não de fora.
Tem um componente político interno na decisão? Claro que tem. Disputa entre estados da mesma federação.
Mas que ninguém se engane: a Embraer perdeu o contrato por que é brasileira. Simples assim, não adianta tapar o sol com a peneira. Fosse uma outra grande empresa americana (a Boeing, por exemplo) e não teria perdido.
Talvez a Embraer devesse ter feito sua parceria com uma empresa maior e não com a irrelevante Sierra Nevada. O que nos leva a cogitar que a Embraer pode ter perdido por ter sido um tanto gananciosa; ter querido abocanhar “sozinha” a parada, sem “molhar o bico” de uma das grandes.
Tem alguma relação com o FX2? À primeira vista não; mas pode até ter, na medida em que uma das “fiadoras” do ST pra USAF era justamente… Hillary Clinton! Que não apenas é Secretária de Estado do Obama, como também é do Arkansas, estado onde seria produzido o AT-6.
De modo que sim, após as últimas notícias de preferência explícita de nosso “miniministro” pelo Rafale, Hillary pode ter perdido a paciência com o Brasil.
Quem viver verá. Mas eu acho (e apenas acho) que nada mais impede a FAB de ser entubada com “Le Jaquê de Lamerdelair”, a não ser ela própria.
Que ela se movimente, porque senão, tão certo como o sol brilha, ganhará o presente de grego dos PeTralhas e franceses.
Sds.
Aliás: a Hawker-Beechcraft é do Kansas ou do Arkansas?
Caro Vader, Wichita no estado do Kansas, a capital da indústria de aviões de pequeno porte, terra da Beech e da Cessna.
Coloquei aqui ontem: o maior problema numa eventual escolha do F-18 é a atual política externa do governo brasileiro. Se comprarmos F-18 e ao mesmo tempo formos abraçar Irã, Siria, Venezuela, é pouco provável que tenhamos facilidades na manutenção dessa aeronave. Ou você é parceiro ou não é.
Por outro lado, segundo alguns, “francês é tom bonzinho”. E é só lembrar que ao longo de trinta anos de operação do Mirage III, componentes ditos “críticos” tinham de ser enviados à França para manutenção, mesmo depois que esses ítens criticos se tornaram obsoletos. Componente na França agurdando manutenção, avião no solo.
Melhor opção ainda, diante de todos os problemas que temos, principalmente orçamentários, é o Gripen. Mas vai lá saber o que se passa na cabeça dessa gente. Talvez mesmo seja questão de garantir a aposentadoria de certa pessoa, ou certas pessoas. O Brasil que se lasque.
O Brasil perdeu uma grande oportunidade de crescimento na expansão mundial ocorrida na última década. Perde novamente nesse momento uma grande oportunidade de abosrver tecnologia e criar uma indústria de ponta ao mesmo tempo que reaparelha as FFAA.
Essa historia a gente já conhece !!!!!!
Vader: O Governador do Kansas também é Republicano. Ou seja, a briga é entre os Estados, cada um tentando defender o seu. Sem contar que por lá as grandes companhias fazem doações para campanhas em valores altissimos. Assim, Senadores, Deputados, Governadores defendem as empresas de lá. Alguém ai pensando em ilegalidade nas doações? Nem pensar, lá da cana. Aliás, diferente daqui, lá tem Governador no Xilindró. E não adianta aquela conversa mole de “recursos não contabilizados”.
E se o Brasil de fato fosse um parceiro dos EUA, nessa aquisição e sob o ponto de vista político, poderia muito bem retalhar. Seria um bom recado. Como não somos parceiros, muito pelo contrário, não fará diferença alguma para eles a gente deixar de comprar ou não o F-18.
Marcos,
Quanto à manutenção de itens “críticos” do Mirage III que eram feitas na França, esses eram uns poucos aviônicos e a revisão geral de motores e seus acessórios. Fazíamos quase tudo aqui no Brasil, em um nível até considerado antieconômico, considerado o pequeno número de aeronaves. Os sistemas da aeronave eram reparados no Parque de São Paulo, e toda a manutenção do radar (inclusive a revisão geral) era feita em Anápolis.
O motivo mais frequente de demora no reparo de equipamentos no exterior era (e ainda é) o descumprimento do que foi planejado, por restrição de recursos orçamentários.
Reparo no exterior é e vai ser sempre uma solução, mesmo que indesejada por muitos. Imagine que hoje você tem equipamentos com MTBF (tempo médio entre falhas) em torno de 5000 horas. Isso significa que um Esquadrão vai que enviar para reparo 1 (um) item por ano. Acha razoável investir em capacitação de oficinas e pessoal para atender a essa necessidade?
Você sabia que muitos equipamentos do brasileiro AMX fazem manutenção na Itália? A razão é puramente econômica.
Abraço,
Justin
Parababéns ao comentaristas sérios pois , os militantes já conhecemos.
Incapazes de ceder um micron em sua ideologia pois a lavagrm cerebral não permite e por mais argumentos sejam discutidos, o que vale é a gravação!!!
O orçamento da FAB permitirá termos o Rafale sim. Mas o orçamento permitirá que sejam mantidos em hangares, não voando a 26 mil euros a hora de vôo. Talvez um ou dois no desfile de 7 de setembro em Brasília (é claro!) . Ah sim, e poderão transformar os hangares em museus, e com o dinheiro arrecadado garantir que o GTE continue funcioando como está !!!
E apenas como exemplo:
andersonrodrigues1979 disse:
29 de fevereiro de 2012 às 10:07
Essa historia a gente já conhece !!!!!!
Isso vem de pessoas que não conhecem história, porque se conhecessem saberiam do episódio que já cansei de citar no governo Getúlio Vargas onde deixamos de negociar com os franceses por 40 anos devido as falctruas dos mesmos, mas se o partido diz “a França e´boazinha” então, A França é boazinha e fim! Como disse uma vez o professor no colégio, para os marxistas o que Marx diz é certo e pronto, e se Marx dizesse que banana é roxa é não amarela, então a banana é roxa!
Senhores
Uma coisa é a Embraer perder um negócio com o protecionismo do Tio Sam funcionando a todo vapor. Tal condição era bastante provável e aconteceu. Devemos lembrar que, em função da crise que vem desde 2008 os países estão cada vez mais protecionistas. Cabe ao GF defender os interesses do Brasil fazendo uso das ferramentas diplomáticas e comerciais que dispuser. É o jogo que está em andamento no cenário do comércio entre as nações.
A outra é comprarmos o pacote de 36 caças optando pelo maior desembolso. Somar a perda de um negócio em que ganharíamos algum dinheiro e um bom marketing a uma má compra onde pagaremos caro e gastaremos muito para manter é um péssimo exemplo de má gestão.
Falar que isto é uma retaliação, é estúpido, pois quem leva o pior somos nós.
Falar que a França é confiável e o Tio Sam não, é outro argumento sem base visto os fatos que estão aí para quem quiser ver. Qualquer livro de história honesto dirá o óbvio: nenhum país defende os interesses de outro se não ganhar alguma coisa com isto. A França, os EUA, a Rússia, a GB, qualquer um é confiável e amigo do Brasil enquanto seus interesses coincidirem com os nossos, senão esqueça. É por isto que precisamos de FA´s fortes que nos garantam um poder militar dissuasório adequado.
Defender a compra do Rafale pela suposta parceria estratégica é desonesto, pois esta não existe na prática e a França defende os seus interesses e quando eles não coincidem com os nossos, dane-se o Brasil (vide caso do protecionismo agrícola).
Defender a compra do SH por uma melhor relação nossa com os EUA e pela facilidade e bom suporte é má idéia, até estrategicamente infantil, pois não somos considerados confiáveis (vide nosso namoro com inimigos declarados do Tio) e poderemos ficar na mão em caso de aperto.
Mesmo no caso do Gripen a coisa não é fácil, pois apesar da Suécia ser um país que busca a neutralidade, ela está na Europa. A vantagem relativa é que há a possibilidade de sua fabricação no Brasil com forte participação da nossa indústria e é o avião que oferece a integração com a maior variedade de armas de diversas origens. Isto reduz um pouco o nosso risco.
A defesa apaixonada que fazem muitos aqui pelo Rafale e pelo SH não considera que os profissionais da FAB pensaram bastante sobre a escolha. Certamente muitos dos fabianos prefeririam os Rafales e muitos o SH, pois são ótimos aviões, mas a FAB, dentro das limitações em que ela (orçamento) e o Brasil (posição diplomática) caminham fez uma opção lógica e a melhor possível dentro das circunstâncias.
Se nosso GF seguirá o caminho sensato é outra história e se a decisão for pelo Rafale ou pelo SH, certamente é porque envolveu outros fatores exógenos as questões de defesa do país.
Sds
Justin Case disse:
29 de fevereiro de 2012 às 10:29
Mas na prática, os Mirage foram aposentados e os F5 “dosamericanumalvadu” voam até hoje …E o AMX ainda voa também …E os Mirage 2000 vão para sucata logo logo também ….
Esse AT-6 é horroroso
Control disse:
29 de fevereiro de 2012 às 10:43
E muitos esquecem de dizer também, e que já foi amplamente discutido aqui em artigos anteriores, é que a própria Dassault utiliza tecnologias americanas no Rafale e TODOS usam! Se adquirirmos o Rafale e por algum motivo os EUA embargarem/retaliarem/proibirem os Rafales ficam no chão !!!!
Mas parece que não adianta explicar não …
Antonio M disse:
29 de fevereiro de 2012 às 10:52
Concordo com você! Os tres modelos, F-18 SH, Gripen NG e o Rafale,principalmente os dois primeiros, possuem peças americanas! E o que fazer?
Não que eu esteja defendendo o Rafale, que considero um caça de primeira linha, mas realmente é muito caro de comprar e operar. Eu prefiro o SH, mas Rafale é o caça menos dependente de peças americanas, não é?
Abc
Antonio M
Basta uzumaericanu bloquearem o sinal de GPS do satélite.
Durante o conflitro na Líbia os europeus se deram contam que ainda são altamente dependentes duzamericanu.
Não mencionem “Boeing” e “Wichita” na mesma frase, a empresa americana está encerrando as atividades de sua filial na cidade, a perda de postos de trabalho será algo semelhante a um massacre, os 4.200 que a Embraer chutou por causa do KC-390 são pinto em comparação.
Paulo José disse:
29 de fevereiro de 2012 às 11:19
Caro Paulo, os Mirage III e 2000 também são menos dependentes de peças americanas, e isso não se traduziu em vantagens para a FAB …..
Justin
O Grifo já lhe deu algumas aulas como são os franceses em matéria de disponibilizar documentos para manutenção.
Caro Marcos, agradeço a referência mas quem me dera um dia dar aulas para o Justin Case. Acho que um entusiasta não pode ter a pretensão de ensinar um profissional.
No caso do Mirage quando se fala que algo ser “anti-econômico”, acho que isto é relativo. Um fornecedor estrangeiro pode fazer qualquer coisa se tornar “anti-econômica” ao cobrar um valor exorbitante para capacitar uma empresa nacional, e ao mesmo tempo fechar o acesso a qualquer outra alternativa.
Complementando, quando se diz que “eram uns poucos aviônicos e a revisão geral de motores e seus acessórios” que fazíamos a manutenção na França, o ponto principal é que justamente estes são os itens de manutenção mais caros. Não importa tanto a quantidade de items, e sim o quanto em termos financeiros eles representam no custo de manutenção da aeronave.
Amigos,
Aqui todos aprendemos muito e ensinamos pouco.
Não há (ou não deveria haver) discriminação entre os foristas. As opiniões são emitidas conforme o conhecimento prévio adquirido por cada um de nós.
Temos de tudo: desde informações travestidas de opiniões, opiniões que se apresentam como informações, opiniões puras, torcidas, e até ideologias.
Aplicar o filtro naquilo que lê, tentando buscar a informação por baixo da notícia, também ajuda muito.
Só não vale chutar a canela…
Abraços,
Justin
Griffon e Justeau Cas,
Será que cotovelada (de leve) vale?
…rs rs rs…
Abçs,
Ivan, o Terrível.
caro Antonio M, poderia citar qual peça fabricada nos EUA deixa o Rafale no chão, em caso de falta? Poderia me iluminar com o seu conhecimento? Pois como sou um burro marxista nas suas palavras, estou precisando de um pouquinho de iluminação da incrível e insuperavelmente inteligente direita brasileira! A mesma que comprou os radares da Raytheon e depois tomou um não quando queríamos vender uns aviões!
Depois vou comer uma banana roxa lá em casa…
Prezados senhores interessados em ser iluminados por conhecimentos de direita ou de esquerda:
Quem ilumina é lâmpada.
Já que esse blog fala de “aviãozinho”, vou dar um exemplo pertinente (mas que também serve para naviozinho)
Do lado direito do deslocamento à frente de um avião ou navio, ou boreste, a luz da lâmpada indicadora de posição é azul (correção – verde, obrigado Eduardo RA).
Do lado esquerdo do deslocamento à frente de um avião ou navio, ou bombordo, a luz da lâmpada indicadora de posição é vermelha.
Conclui-se então que a esquerda é vermelha (nossa, que coincidência!), e que deve ser o lado (bordo) bom das coisas, já que é o bom bordo…
E que a direita, ou boreste, deve ser o lado ruim das coisas, já que o outro lado é o bom, de bombordo, e só sobra para o outro ser o lado ruim, ora bolas!!!
O lado roxo eu não sei qual é não.
Saudações!!!
Nunão, não seria VERDE à boreste e ENCARNADA à bombordo?
Bombordo, à esquerda, é o lado do coração, o lado bom dos homens para o poeta (
). Mas há também a versão (que acho mais plausível) que o BOMbordo se referia ao melhor bordo de visão e manobra, já que a maioria dos timoneiros (e marujos) é destra, segurando o timão com a direita, de pé a esquerda do mesmo. Para virar a esquerda (o bombordo) bastava puxar a roda, um movimento mais rápido e confortável.
O contrário seria Estibordo, como ainda é em Portugal, mas no Brasil contam que tivemos que mudar para evitar confusão com a artilharia na Guerra do Paraguai.
Afinal, no calor da batalha, só se ouve a parte do meio das palavras
bomBORdo e estiBORdo.
Coisas dos Generais e Almirantes brasileiros da época.
Assim sendo, por estas bandas Estibordo virou BORESTE.
Sds,
Ivan, um infante se mentendo em assunto de marinheiro.
Eduardo RA,
De fato, é verde, mas quase sempre eu vejo como um verde muito azulado (será que sou só eu???) então coloquei azul. Mas vc está certo, é verde.
Mas fiquemos com o azul, para apoiar melhor minha retórica.
Isso porque, como já ouvi dizer, na bandeira francesa a liberdade é azul.
E a fraternidade é vermelha.
Assim, deixando um pouco de lado também a crítica histórica, simbólica, etc que se faz a esses lemas por serem de uma revolução burguesa, o lance da propriedade privada e coisa e tal, e ficando com o lado mais “bonitinho” da coisa, que sejamos sempre azuis ou livres para colocar nossas opiniões aqui neste espaço, sem patrulhamento que venha da esquerda ou da direita, de bombordo ou de boreste, de esquerdopatas ou direitopatas de Patópolis quac quac quac.
E que sejamos mais vermelhos ou fraternos para respeitar a opinião dos demais e não fazer tolas provocações pessoais utilizando as nossas próprias opiniões.
Afinal, aqui também somos todos iguais, e a igualdade é branca como a parte do meio da bandeira francesa e o espaço em branco da caixa de edição de texto onde colocamos nossas sábias palavras aqui no blog (apesar desse meu texto, depois de digitado, ter parado num espaço de um tom azul calcinha meio arroxeado).
PS – pronto, já dei a deixa para que algum comentarista mais favorável ao Rafale ou mesmo algum leitor francês se emocione com minhas palavras e, à sombra da bandeira francesa, grite “Vive la France”!!! Juro que irei às lágrimas, pois até hoje o que ganhei mesmo foi um monte de palavrões de um comentarista francês que frequentava esse espaço e se revoltava com a postura antifrancesa de alguns comentaristas, confundindo isso com postura dos editores. Ou era algum equívoco gerado pelo tradutor do google que ele usava, vai saber…
A respeito da foto um detalhe interessante, posso estar enganado mas me parece que o ST atrás do pessoal na foto é um dos destinados a Burkina Faso que foram vendidos ano passado, tanto a cor como a matrícula. Se for mesmo, o que ele estaria fazendo nos EUA.
Bonsoir Monsiur Nunão,
Curiosamente o que se opõe na história é LIBERDADE (azul) versus IGUALDADE (branca), sendo estas as bandeiras da direita dita liberal e da esquerda dita igualitária.
A rigor ambos falharam pois esqueceram (ambos) da FRATERNIDADE (vermelho) que deveria equilibrar as forças nas mentes e corações dos homens… mas é assunto para outro tipo de Blog.
Salut,
Ivan,un révolutionnaire ancien.