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Caracal em ação na Líbia

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COLABORAÇÃO: DrCockroach

10 COMMENTS

  1. Tirando os misseis e o aeroporto, que são os focos da reportagem, a única conclusão a que chego é que os EC 725 foram de fato ótimas opções do Ministério da Defesa, como venho sustentando há muito tempo. Além de efetivamente operacionais no Afeganistão, onde atuam com desenvoltura, agora os EC 725 se mostram plenamente capazes na Libia. E nem sinal dos NH-90! Perdão aos que discordam.

  2. Desculpe, mas não perdoo não.

    Comprar 50 helicópteros de prateleira e dividi-los igualmente entre as 3 forças, sem consulta-las previamente sobre suas necessidades, é coisa de ditadura ou republiqueta corrupta e populista.

    Em nenhum lugar com instituições sérias se compra um número redondo desses e se faz um divisão arbitrária dessas apenas para agradar “aliados” e calar bocas.

    Se ainda fossemos desenvolver um novo helicoptero nacional e chegassemos a conclusão industrial de que o número mínimo para validar a linha de produção seria de 50 unidades, ainda assim a divisão igualitária para não gerar desavenças entre as 3 forças seria absurda.

    Mas não é o caso.

    A FAB não precisa de mais 16 helicópteros de transporte médios e 2 VIPs, ela precisa de mais 10 ou 15 Black Hawks para SAR/CSAR e só.

    A MB não precisa nem quer 16 helicópteros de transporte médios, ela quer e precisa repor e modernizar seus Super Lynx e completar a dotação de Seahawks de 4 para 10 unidades.

    E o EB também está satisfeito com seus Pantera e 8 Cougars, mas gostaria muito mais de ter alguns Mi-35 ou Mi-28 apara reconhecimento e ataque.

    Comprar 50 helicópteros e depois encaixá-los na doutrina e ordem de batalha das 3 forças à marretada?

    Nada nessa aquisição faz sentido, até porque sabemos o grau de “nacionalização” com que a Helibrás trabalha. São 50 elefantes brancos para agradar os “parceiros estratégicos” e divididos irmamente para calar a boca dos generais.

    Desculpe, mas não perdoo desperdício com meu dinheiro.

  3. Quem discordar do meu ponto vista, favor trazer aqui pelo menos UM documento oficial de qualquer uma de nossas forças armadas citando a necessidade de mais 16 helicópteros de transporte médios em sua ordem de batalha a partir de 2012.

  4. Olha, eu coloquei o link pelo carater informativo e tb porque eh bom ver o Caracal em acao, mas nao que concorde com a escolha do mesmo p/ o Brasil. E isto pelo mesmo motivo citado pelo Almeida, a decisao foi via processo “entubativo”: decide-se no andar de cima, sabe-se por quais inexplicaveis motivos, e acomoda-se no andar de baixo. decisoes assim, em geral, sao suspeitissimas.

    Tecnicamente nao posso opinar, porque p/ DrCockroach a diferenca entre um esquilo e um caracal eh que o esquilo tem um rabo peludo e gosta de nozes…

    []s!

  5. Alias, sobre uma possivel vantagem do EC-725, a ToT. Isto DrCockroach pode escrever um pouquinho. Recentement li o “Advanced Public Procurement as Industrial Policy” em que o autor defende os spillovers em pesquisa militar e beneficios dos offsets. O livro eh chatissimo 8) mas o autor defende os offsets e os beneficios p/ o Pais que os adota de forma consistente.

    Ontem recebi o “Arms Trade and Economic Development” (http://www.amazon.com/Arms-Trade-Economic-Development-Routledge/dp/0415331064) , li apenas o primeiro capitulo (tem um sobre o Brasil, mas nao cheguei lah). O autor critica solidamente as decisoes de associarem os offsets as aquisicoes militares. Segundo ele, se for necessaria ToT, faz muito mais sentido separar os temas e investir em P&D e contratar a aquisicao especifica da tecnologia.

    Ai lembrei do EC-725, a ToT da matrix p/ filial brasileira e o famoso “chicote eletrico”. Se querem aprender a ToT do “chicote eletrico” que compre-se ou pesquise esta tecnologia em separado, mas nao que se pague um sobre-preco substancial na aquisicao de equipamentos militares.

    Ainda tenho que ler outros capitulos, eh provavel que outros autores (eh uma coletanea) expressem opinioes totalmente opostas. Mas a questao fica: deve-se associar offsets, ToT, etc em aquisicoes militares? Talvez a resposta seja: depende de como eh feito, e talvez no caso do MinDef brasileiro exista uma enorme distorcao/vies sobre os reais motivos…

    []s!

  6. Almeida,

    Se o amigo for só um pouquinho antigo por aqui, vai lembrar que eu fui um dos que primeiro reclamou e enumerou fatos desta falcatrua de aquisição dos EC-725, que não passa de outro modelo travestido de fortão.

    Este assunto me dá um asco tão grande que hoje em dia nem mais o comento, pois já são favas contadas.

    Quanto ao documento que “pediste”…… vais achar…. só lá no MD, claro.

    Nas FFAAs ….. nem à pau juvenal !!

    Sds.

  7. “Além de efetivamente operacionais no Afeganistão, onde atuam com desenvoltura, agora os EC 725 se mostram plenamente capazes na Libia.”

    Se ao menos portassem o mesmo kit dos Pave Hawks, teríamos uma boa comperação.
    Mas infelizmente, não carregam, aliás no Afeganistão ao contrário dos helos americanos, voam quase vazios.
    Na Líbia, até o momento somente mostraram que voam.

  8. Caro DrCockroach, não quis fazer pouco caso da sua matéria, estava apenas dando minha opinião sobre a aquisição do Super Cougar/Caracal pelo nosso Ministério da Defesa. Pelo contrário, o vídeo postado é muito bom!

    Baschera, eu tô aqui faz tempo e conheço bem sua opinião sobre o assunto, inclusive foi baseado em alguns textos seus que cheguei na conclusão acima.

    E vejam bem, não critiquei a aeronave em si. Diferente de muitos aqui, nem acho que ela seja tão ruim assim comparada ao NH-90 ou Black Hawk. Mas a maneira como essas 50 unidades foram impostas e apressadamente adquiridas e postas em operação, sem nenhum estudo nem requisição oficiais, me deixa indignado.

    Enquanto isso, a FAB fica sem seus Black Hawks encomendados, a MB sem mais Seahawks encomendados, etc…

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