Corumbá (MS), 01/07/2024 - A aeronave KC-390 Millennium é abaestecida com 12 mil litros de água para combater os incêndios no Pantanal. Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil

Aeronave KC-390 Millennium, equipada com o sistema MAFFS, vem atuando na missão desde o dia 28/06

Sob coordenação do Comando Conjunto Pantanal II, a Força Aérea Brasileira (FAB) tem atuado de forma intensa no combate aos incêndios no Pantanal. Nesta sexta-feira (05/07), a FAB superou a marca de 200 mil litros de água lançados na região de Corumbá, no Mato Grosso Sul.

Engajada na missão desde 28/06, a aeronave KC-390 Millennium, operada pelo Primeiro Grupo de Transporte de Tropa (1º GTT) – Esquadrão Zeus, sediado na Base Aérea de Anápolis (BAAN), já acumulou mais de 27 horas em 22 voos operados com o Sistema Modular Aerotransportável de Combate a Incêndios (MAFFS, do inglês Modular Airborne Fire Fighting System).

O equipamento conta com um tubo que projeta água pela porta traseira esquerda do avião, podendo descarregar até 12 mil litros de água em áreas de incêndios. De acordo com o Major Aviador Rafael Portella Santos, comandante da missão realizada no Pantanal sul-mato-grossense, esta é a primeira vez que a FAB opera o sistema MAFFS instalado no KC-390 Millennium em situação real. “Fizemos diversos treinamentos simulados no decorrer da operação da aeronave para que, hoje, pudéssemos estar aqui com pilotos e tripulantes capacitados para este momento”, destaca.

O comandante ainda explica que toda a operação com o sistema MAFFS é realizada em etapas. A primeira ocorre com a coordenação em solo do ponto onde há a necessidade de se conter as chamas. Na sequência, é preciso fazer a visualização do local, o desconflito de aeronaves que atuam de forma semelhante e o contato com a equipe em solo. A partir de então, ocorre uma primeira passagem, objetivando a precisão e a segurança da operação e, depois, o sobrevoo para o lançamento da água.

Na sequência, a aeronave retorna para o reabastecimento, podendo decolar novamente em cerca de 40 minutos. Apenas nesta sexta-feira (05/07), foram realizados quatro voos, cada um deles com o lançamento de 12 mil litros de água em focos de incêndio.

FONTE: Força Aérea Brasileira

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Jaguar

Excelente vetor multi missão, parabéns ao Esq.Zeus e a FAB.

Cafasape

O esforço da FAB, através do KC-390 é digno de nota, no entanto, um país de dimensões continentais como o Brasil, não dispor de aeronaves específicas para essa missão, é um absurdo! A FAB poderia ter uns 5 ou 6 Canadair CL-415 que é uma aeronave dedicada a essa missão, não precisa pousar em aeródromos para reabastecer, podendo apenas fazer um “passe” em represas, rios, oceanos e sair carregado, gerando agilidade e flexibilidade as operações. Rodariam o Brasil inteiro. Investimento para isso é ínfimo em comparação a destruição que esses incêndios causam, em todos os sentidos.

Pedro Fullback

Meu amigo, pousar em rios não é uma tarefa tão fácil assim.

Pra que comprar uma aeronave no exterior que faz apenas uma missão, se temos um KC-390 que é um avião multimissão e fabricado no Brasil? Nossa briga precisa ser que a FAB aumenta as nossas encomendas. 19 aeronaves, é muito pouco.

Esteves

Um avião e uma operação com vários acidentes.

Santamariense

19 KC-390 dará à FAB uma capacidade de transporte que ela nunca teve, nem quando, por um curto período de tempo, operou 23 C-130. O que precisa, o invés de aumentar o número de aeronaves, é aumentar o ritmo de entregas. Hoje, temos apenas 6 KC-390 para mobiliar 2 esquadrões.

Hcosta

Um Canadair recolhe 6 mil litros em 12 segundos. Um KC-390 descarregou 48 mil litros num dia. Assumindo 15 min para cargas e descargas, o Canadair descarrega 24 mil litros por hora. Com 3 horas de autonomia, descarrega 72 mil litros. Tem de dar margem para regressar à base, manobras, distância do local de abastecimento, etc… mas quanto mais tempo operar, maior é a diferença entre os dois. É uma questão de tempo. Os incêndios no Brasil, me parece, serem de mato, ao contrários dos incêndios nos países Europeus que ameaçam as populações, fazendo com que o tempo de ataque… Read more »

gil gomes

Falou tudo. Essa geracao _________
________Turma wue adora miojo que ja vem pronto.

EDITADO. LEIA AS REGRAS DO BLOG:
https://www.aereo.jor.br/home/regras-de-conduta-para-comentarios/

Esteves
Marcelo Andrade

A FAB pode ajudar, ok, mas não é tarefa primária dela e sim dos Estados e Defesa Civil, estes sim deveriam ter aeronaves especializadas já que todo ano na seca ocorrem estes incêndios.

Rafael Oliveira

Claro, um estado vai comprar uma aeronave para combater incêndios para usar de vez em quando. Às vezes fica anos sem ter um incêndio florestal. E cada estado vai comprar sua aeronave, treinar tripulação, mecânicos. É economicamente inviável.

O combate a incêndios pela FAB é uma das poucas atividades civis que ela deve possuir. Faz isso só de vez em quando e a aeronave sequer é exclusiva para a missão.

Se quiser tirar alguma missão da FAB, tire o GTE.

Fabio Araujo

O KC-390 comprovando sua capacidade de combate a incêndios, mais um ponto positivo!

Nunes

200 mil litros numa área gigantesca, não significa absolutamente nada, na minha opinião.

Melky Cavalcante

É uma vergonha um país como o Brasil não ter uma unidade especializada em combates a incêndio, com aeronaves próprios pra tal função, entra ano sai ano e nada muda.
Parabéns da FAB.

Nilo

Correto. Cabe investigação seria, na busca das causas do incêndio, contudo não é solução definitiva aos incêndios, há alteração climática no mundo com temperaturas extremas que vinheram para ficar. O KC-390 não é uma aeronave dedicada ao combate a incêndio, por isso mesmo, por seu uso dual, permitindo seu uso em tempos de clima com temperaturas amenas, deveria o governo está comprando mais unidades do cargueiro assim como disponibilidade de kit MAFFS II. Pela constância do uso do KC390, dessas primeiras unidades, tanto no Brasil como em Portugal, é uma demonstração da eficiente multifuncionalidade do KC390. Dificilmente a A.Saudita e… Read more »

Last edited 1 dia atrás by Nilo
Rafael Oliveira

Não acho necessário adquirir aeronaves somente para essa missão.

O que poderia é o governo comprar mais MAFFS para a FAB e esta ter um esquadrão de transporte que também se especializasse no combate a incêndios florestais.