sábado, outubro 23, 2021

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NGWS/FCAS: Assinatura do Contrato de Integração da Indústria Espanhola na I&D

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Concepção do New Generation Fighter do NGWS/FCAS

MADRID — Na quarta-feira passada, 2 de Dezembro, foi adjudicado o contrato industrial para a integração das empresas espanholas nas restantes atividades da Fase 1A de investigação, desenvolvimento e demonstração tecnológica do Next Generation Weapons System (NGWS/FCAS) europeu.

Trata-se da continuação da adjudicação realizada em novembro passado do contrato industrial para o início das atividades de I&D do pilar do sensor, liderado pela empresa Indra, no âmbito do Acordo Consolidado de Implementação n.º 2. Este último foi celebrado a 16 de outubro pelos Secretários de Estado da Defesa da Espanha, Alemanha e França.

Este contrato permite a participação de empresas espanholas nos seguintes pilares:

  • Pilar 1 do New Generation Fighter (NGF), liderado por Airbus DS SAU;
  • Pilar 2 do NGF Engine, liderado pela empresa ITP Aero:
  • Pilar 3 dos Operadores Remotos (RC), liderado pelo consórcio das empresas Satnus (composto por GMV, SENSER e TECNOBIT);
  • Pilar 4 do Combat Cloud, Pilar 5 dos Simuladores de Integração e Sistema de Sistemas (SoS), e coerência entre os pilares liderados pela Indra;
  • Pilar 7 das Tecnologias de Baixa Observabilidade, também comandado pela Airbus DS SAU, que também é líder internacional.

New Generation Fighter do NGWS/FCAS

Este contrato permite à indústria espanhola participar em todas e cada uma das atividades em curso do programa NGWS/FCAS e constitui um marco fundamental na participação da Espanha no programa.

Depois de percorrer um longo caminho iniciado com a assinatura da Carta de Intenções no início de 2019, a Espanha e sua Indústria estão posicionadas no mesmo nível que suas congêneres da França e da Alemanha neste importante desafio nacional e continental.

Declarado programa de Estado pela sua importância estratégica, o NGWS/FCAS representa uma oportunidade única, não só para garantir as capacidades das Forças Armadas a longo prazo, mas também pelo necessário impulso ao desenvolvimento tecnológico do setor industrial de defesa, de aplicação a muitos outros campos produtivos, e tão fundamental no cenário atual.

O próximo objetivo do programa NGWS/FCAS é finalizar as negociações das seguintes Fases 1B e 2 para o amadurecimento das tecnologias e sua demonstração, o que está previsto para ocorrer entre meados de 2021 e 2027.

Várias vistas do Future Combat Air System. Modelo feito por artista digital

O NGWS/FCAS a bordo do futuro porta-aviões francês de propulsão nuclear (clique na imagem para ampliar)

FONTE: Ministério da Defesa da Espanha

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Jefferson

Vamos ver o que vai dar. Por enquanto eu sou mais o projeto britânico/italiano/sueco e talvez até japoneses.
Já operaam F35, tiveram acesso a bastante coisa.

Dart

Tiveram acesso a bastante coisa errada né. kkk

Paulo Sollo

Considerando que se aprende com os erros, isto é uma grande vantagem.
Quem não tem experiência pode vir a cometer erros que os que já lidaram com um projeto 5G não mais cometerão.
Mas não duvido da capacidade dos franceses. Fizeram o Rafale sozinhos.

Kemen

O F-35 até agora não tem arquitetura aberta como o JAS-39. Aliás todos os fabricantes de caças agora querem seguir esse modêlo de arquitetura pioneira da Saab, que diminuira o custo de operação e modernização de seus caças.

Last edited 10 meses atrás by Kemen
Robsonmkt

Lembrando que os alemães também operam o F-35 e o Typhoon, tal como os ingleses. E, diferente dos ingleses, os franceses nunca deixaram de desenvolver projetos de aviões de caça e desenvolveram um radar Aesa que já opera nos Rafale a um bom tempo enquanto nos Typhoon ainda está em desenvolvimento.

Junior

Os Alemães não operam F-35

Jean Jardino

Meu caro, qdo se junta franceses e alemaes, pode ter certeza, vai sair algo de muito bommmm……

Fernando

Boa briga, se fala?

Clésio Luiz

Com a proliferação de mísseis de cruzeiro de longo alcance lançados por caças, me pergunto se existe mesmo a necessidade de um caça stealth transportar bombas do porte da mk.84 internamente, causando assim aumento do volume da fuselagem e consequentemente, do arrasto.

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