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FAB treina combate além do alcance visual na Ala 2

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Aeronaves no Exercício Técnico BVR
Aeronaves no Exercício Técnico BVR

São mais de 300 militares operando e dando suporte às 40 aeronaves envolvidas na missão

O Exercício Técnico BVR ocorre até o dia seis de setembro na Ala 2, em Anápolis (GO). Várias unidades de aviação de caça, reconhecimento e transporte estão realizando missões de combate simulado, controle e alarme em voo, reabastecimento em voo, posto de comunicação no ar e defesa de aeronave de alto valor.

O treinamento, que começou no dia 20 de agosto, é feito em conjunto e tem o objetivo de instruir as Unidades de Defesa Aérea na doutrina de combate BVR (do inglês, Beyond Visual Range, ou seja, além do alcance visual). Nessa atividade, os pilotos não conseguem visualizar o alvo e devem aprender a combater gerenciando seus sistemas internos. São técnicas que estão de acordo com as utilizadas atualmente pelas unidades aéreas que fazem parte da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

No Exercício participam o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) e os Esquadrões Jaguar (1° GDA), Pampa (1º/14º GAV), Pacau (1º/4º GAV), Carcará (1°/6º GAV), Guardião (2º/6º GAV), Gordo (1º/1º GT), Corsário (2º/2º GT), Poker (1°/10° GAV), Centauro (3°/10° GAV), Arara (1°/9° GAV), Onça (1°/15° GAV) e Pantera (5°/8° GAV), além do Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF1) da Marinha do Brasil. São mais de 300 militares operando e dando suporte às 40 aeronaves envolvidas na missão.

O BVR acontece desde 2012, podendo ser realizado duas vezes no ano. “A Ala 2 é escolhida para sediar o exercício por ser uma base exclusivamente militar, com áreas específicas para treinamento, sem interferência do tráfego aéreo geral, e também devido à meteorologia extremamente favorável nesta época do ano”, disse o Comandante da Ala 2 e Diretor do Exercício, Coronel Aviador Antonio Marcos Godoy Soares Mioni Rodrigues.

Neste ano, esse treinamento faz parte do preparo para a Operação CRUZEX FLIGHT 2018, o maior exercício multinacional e conjunto realizado pela FAB, que ocorrerá em novembro, na cidade de Natal (RN).

FONTE: Força Aérea Brasileira

89 COMMENTS

      • Suponho que poderiam funcionar também como uma plataforma de proteção aos F-5 com os pods Skyshield, deixo para os mais entendidos no assunto

        • No caso do Skyshield dar “proteção” para os F-5, no caso teriam que estar muito próximos, e nesse caso tudo cairia do céu feito moscas, tanto AMX como F-5.

    • A principal, jogar bombas na cabeça do inimigo. Apesar do glamour dos “dogfights”, não existe combate aereo pela simples razão de destruir avioes inimigo. A função das aeronaves de defesa aérea é escoltar/defender avioes de ataque/reconhecimento/transporte nas ações que irão realizar no territorio inimigo. A guerra aerea existe para se dominar a guerra no solo por isso f5 a1 e a4 treinam juntos nesse exercício

  1. Uma vez alguém da FAB, lá por 2002/03 falou que se a FAB fosse de fato adquirir aeronaves tampão, essas deveriam ter um bom radar e um bom míssil BVR, o resto era perfumaria, o AMX não tem nem bom radar nem bom míssel BVR, não é uma perfumaria de um Skyshield que vai fazer milagre.

    • Bem, se usar o AMX como aeronave tampão para os F-5, então sim, o que você disse está completamente correto. Como o AMX modernizado ou não, não foi feito para isso, nunca foi e nem nunca será usado na função do F-5 (combate ar-ar para obtenção de superioridade aérea e/ou interceptação), então não há por que achar que eles o teriam que fazer isso agora.

      O próprio Sky Shield não foi projetado para dar proteção à aeronaves do cenário ar-ar, mas sim dar proteção eletrônica à aeronave de ataque que o estiver carregando, bem como um ‘pacote’ de aeronaves de ataque que estiverem juntas indo para o objetivo. A idéia é fazer um corredor de jamming nos radares de solo inimigos (busca/direção de tiro) para que algum objetivo possa ser atacado por múltiplas aeronaves. Em um cenário desses, acredito que os F-5 fariam a função de ‘top cover,’ aí sim engajando as aeronaves inimigas que forem interceptar a formação de A-1’s, fazendo uso de sistemas BVR, por exemplo.

      Pode-se inclusive utilizar parte dos A-1 como chamariz para as forças inimigas, para então os Mikes os atacarem, etc. Existem N possibilidades, mas basicamente a utilização dos A-1 e AF-1 seria justamente essa: o papel de aeronaves atacantes que precisam ser protegidas ou derrubadas.

      • Leandro eu estava falando do AMX e sua função no combate BVR, nunca pensei em colocar um AMX pra fazer o trabalho de um F-5, é que esse meu comentário eu escrevi aqui fora do debate com o Overandout, aí deu a entender que estou falando isso que você entendeu.
        No mais o Skyshield pode sim enterferir em radares embarcados, mas de fato sua função é muito mais ar-terra.
        Eu não concordo em utilizar AMX e Skyhawk de “iscas” em combate BVR, na minha opinião essas aeronaves tem apenas uma função no BVR que é ser escoltados pelos F-5, esses sim tem uma certa capacidade de entrar num combate BVR, digo certas porque sabemos do desempenho do F-5, Grifo e Derby, os coitados mal podem entrar num BVR, você acha ainda que AMX seria isca? Na minha opinião eu acho que quanto mais longe um AMX e um Skyhawk ficarem longe do BVR melhor pra eles.
        Espero que tenha ficado mais claro meu ponto de vista.

        • Eu li seu comentario e tbm não entendi …O que deu a entender , é que a FAB nesta ´época estava falando em tampão para o Mirage 2000 e não para o AMX …Alias eu não entendi o pq o AMX entrou no seu comentario dentro deste contexto .Vc bem sabe que para a missão que o AMX é destinado ,ele cumpre bem o seu papel ,sendo o Pod Skyshield ,um plus a mais para lograr exito na missão.

          • O AMX entrou na conversa com o debate com o Overandout, o resto é só ler todos os meus comentários que você vai entender.

          • A principal deficiência desse trinômio? Sério que você está perguntando isso?
            A plataforma: Um caça leve que remonta a década de 50.
            Radar: Com uma tecnologia da década passada, pequeno e de curto alcance.
            Míssil BVR: O de menor alcance de sua categoria, seu alcance é pouca coisa maior que os últimos mísseis ar-ar de curto alcance de última geração.
            Se esses fatores não são “certas capacidades” então tá bom…

        • É, o BILL27 explicou a minha confusão.

          E bem, se você não quiser que AF-1 e A-1’s se aventurem no ambiente BVR, você está praticamente fazendo com que seus pilotos não sabiam quais os limites de suas aeronaves, não consigam operar em ambientes assim, mesmo com apoio dos E-99/F-5M. Se por acaso precisássemos utilizá-los em ações reais, eles não vão conseguir dar o melhor de si. Em que pese a obsolescência dos sistemas embarcados e as limitações das plataformas, é que está aí e precisa ser usado com o máximo de aproveitamento, e isso só pode ser conseguido via treinamento, utilizando o que há de disponível mesmo que não seja o ideal.

          • Concordo com você Leandro, treinamento sempre é válido, até para os pilotos de AMX e Skyhawk saberem onde podem se meter ou não.
            Peço perdão pela confusão que eu fiz antes no debate com o Overandout, vou tentar ser mais claro nos próximos comentários hahaha.

          • Não precisa pedir perdão Maurício, relaxa. Tem muita gente que pode ter tido uma dúvida semelhante, mesmo que no seu caso não teria sido uma dúvida em si hehehehe

            Mas fica tranquilo que tá tudo de boa. E eu ri da piada também.

  2. Na época quem falou que o suposto tampão deveria ter um bom radar e um bom míssil BVR, foi o Tenente brigadeiro do Ar José Carlos Pereira, isso ficou bem claro pois foi logo após a Cruzex 2002 e a primeira Salitre no Chile, na época dessa declaração se falava que a FAB estava sondando o Kfir.
    Pessoal não levem tudo a ponta de faca, antes com o Overandout eu fiz uma simples brincadeira, pesso perdão, mas tem um pessoal que é muito sensível.

  3. É triste ver que o número de aeronaves estão diminuindo, em 2012 quando servi no 2°/6° GAV, o número de aeronaves envolvidas eram quase 100 aeronaves de diversos esquadrões, até hoje tenho algumas fotos que tirei na época!

  4. Será que vai ficar alguma destas aeronaves pro portões abertos dia 08/09? Devem ficar pro desfile em BSB, ao menos. Vou à ala 2 no dia 08 e queria ver alguma ação lá…. Dá pena ver os 2000 se destruindo no sol do cerrado….

  5. A FAB poderia enviar um Miragem 2000 destes ai para Lagoa Santa MG , expo esta belezura aqui, Estão se desgastando no tempo, pelo menos servirão para promoção da FAB

  6. Bom dia ,
    Esses Mirages 2000 ao fundo não interessariam a outros países que ainda operam tal caça com fonte de peças de reposição ?
    Não seria melhor vende-los ao invés de deixar no tempo deteriorando ?
    Ou será que ainda teem algumas hs de voo e são uma forma de dissuasão ?Podendo ser acionados caso ocorra algum conflito .
    Abs
    Sérgio

  7. Vou dar mais um exemplo do AMX num BVR, na Síria os Su-25 estavam fazendo o que um AMX faria, os escoltas eram os Su-35, naquele caso onde um F-22 estava ao lado do Su-25 o erro foi do Su-35 que não percebeu o F-22, se fosse uma situação real de guerra o Su-25 teria sido abatido.

    • Creio que você está utilizando um conceito errado. O treinamento de combate BVR considera somente o combate ar ar. Utilizar aeronaves de ataque (A-1 e A-4) e compor a escolta com F-5 está além do cenário de treinamento. Apesar de inserir um novo item para o cenário tático (escolta), não é fundamental para o treinamento de táticas de combate BVR.
      Como a CRUZEX deste ano contempla o cenário ar solo (visando à possibilidade de participação em missão na África), aproveitou-se a oportunidade para treinar as UAE de ataque.

      • O conceito não está errado é apenas um exemplo de como se pode dar um combate BVR, a própria FAB utilizou os F-5 de escolta na última RED FLAG, os F-15 e F-16 iam na frente fazendo a “limpa” se algo passasse por eles aí sim os F-5 entravam em ação, e sim também era um exercício de combate BVR

        • Quem vai na frente chama-se sweep. Aqui chamamos de missão de varredura. A RED FLAG não era um “combate BVR”. É um cenário de exercício de emprego de forças de coalizão onde o combate BVR pode ocorrer. Sim, a missão do PAMPA era combater o leak, e algumas vitórias foram alcançadas contra os F-15 e F-16, a despeito de “certas capacidades” postadas acima. Assim como é na CRUZEX (participei de três edições, 2004, 2006 e 2008). Repetindo, não há a necessidade de força atacante num treinamento puramente BVR.

          • Olá Rinaldo!
            Você encasquetou com esse “certas capacidades” que eu mencionei antes hahaha…
            Em momento algum eu falei que o trinômio não tinha capacidade, e sim que essa capacidade atualmente é capenga e perna curta, você Rinaldo mais do que ninguém sabe disso, assim como você sabe que o F-5 é um caça leve de defesa de ponto, que tem pouca persistência num combate BVR, por ter poucos mísseis, isso eu li até mesmo do pessoal da própria FAB, sem contar com aquele tanque ventral “soldado” e mais os 2 Python 4, o que degrada em muito o desempenho F-5.
            No mais no caso do AMX, no seu comentário para o Thiago, é aquilo que eu comentei antes, não tem muito o que fazer, é usar as contra medidas e tentar escapar.
            Sinto que o senhor é relutante em falar sobre a real capacidade BVR atualmente da FAB, talvez por se envolver mais emocionalmente com o tema.
            Já no caso do AMX sinto que o senhor foi sincero e sem rodeios, se não escapar será abatido.
            No mais eu acho que existe uma aura em torno do tema BVR, no meu ponto de vista se um caça moderno decola ele já automaticamente está num ambiente BVR, mas eu respeito a sua opinião.

        • Ao meu ver este e´o papel do A-1 e A-4 …Serem os adversarios do F-5 , que é o que tem a capacidade BVR .Assim o treinamento BVR fica a cargo do F-5 +R99 .

        • Isso é treinado nas campanhas de combate dissimilar. Uma aeronave atacante, a baixa altura, só resta utilizar contra medidas e fugir. Na época do Mirage 2000 a diferença de desempenho entre ele e o A-1 era absurda. Não havia escapatória para os A-1. Um Mirage 2000 abatia os dois A-1 na mesma missão. Controlei muitas missões assim. Lembro de uma com o Mioni, cmt da Ala 2. Por isso a necessidade de escolta.

      • Sr. Rinaldo Nery

        Por favor, seria interessante manter alguns Mirage 2000 para combate discimilar? Ou até msm um treinamento BVR contra aeronaves de alta performance? Isso seria útil?

  8. Na última vez que fui à ala 2 um mecânico disse que algumas peças ainda tem algumas horas de voo restantes mas somente dariam para fazer 1 ou 2 aviões daí preferiram encostar tudo. Houve algumas tentativas de alienação mas os franceses, em última instância, teriam que autorizar a alienação.

  9. O Derby fica na faixa dos 60 a 80 km de alcance e o Brasil havia encomendado cerca de 200 unidades em 2006.
    Mas parece que foi concretizada a compra de apenas 72 unidades.

  10. Senhores me desculpem quebrar a promessa de não postar mais nada aqui, mas tou me coçando aqui para saber que avião é aquele que aparece a nacele junto ao F-5M? Seria o F-2000 no solo? Ainda não foi vendido para algum país interessado?

  11. Estive em anápolis dois meses atras e os m2000 ainda estão todos lá. A maioria já sem o motor/aviônicos e expostos ao tempo. Somente 1 está com a pintura Ok o resto já bem queimado de sol

  12. “No Exercício participam o Primeiro Grupo de Aviação de Caça (1º GAVCA) e os Esquadrões Jaguar (1° GDA), Pampa (1º/14º GAV), Pacau (1º/4º GAV), Carcará (1°/6º GAV), Guardião (2º/6º GAV), Gordo (1º/1º GT), Corsário (2º/2º GT), Poker (1°/10° GAV), Centauro (3°/10° GAV), Arara (1°/9° GAV), Onça (1°/15° GAV) e Pantera (5°/8° GAV), além do Primeiro Esquadrão de Aviões de Interceptação e Ataque (VF1) da Marinha do Brasil. São mais de 300 militares operando e dando suporte às 40 aeronaves envolvidas na missão.”

    Pela quantidade de esquadrões envolvidos deveriamos ter uns 5000 militares. Eu realmente gostaria q fosse assim, inclusive acho q estaríamos mais ajustados a realidade. Entretanto tb penso q na era do “autonomo” e da IA, ajustar friamente as coisas de acordo com o meu 1° parágrafo seria loucura, mas tb penso q o pior de tudo vai ser ver daqui a alguns anos a reflexão de políticos falando q dado o cenário atual o quadro restrito das FAs (gente e material) foi uma decisão acertada.

  13. Deus do céu!!! Cada comentário que se lê!! Para alguns, os militares do Comando de Preparo da FAB é formado por um bando de amadores que decidem as coisas de forma improvisada…..”manda tudo que tem disponível pra Anápolis e voa do jeito que puder e vê no que vai dar!”….acho que é assim que muita gente pensa que as coisas acontecem! Colegas comentaristas, tem uma Cruzex se aproximando, missões BVR farão parte desse exercício, que também contará com missões em pacote, unindo todas as aviações, com atacantes, escoltas, reabastecedores, AEW”s, C-SAR, etc….como bem dito, o foco principal desse exercício em Anápolis é o combate BVR, focado nas missões e capacidades dos F-5M e E-99, mas todos os outros vetores desempenham papel importantíssimo nessas missões.
    Muitos também se referem aos vetores em uso pela FAB com o tom jocoso de “sucatas”…..falam sem o menor conhecimento de causa! O F-39 está anos luz à frente dos atuais vetores, isso é óbvio, mas chamar F-5M, A-1 (em especial o M) e AF-1M de sucatas é demonstração de desconhecimento dessas aeronaves. Os F-5 sào antigos? Sim, com certeza. Mas, são manutenidos muito bem, contam com equipamentos que, mesmo não sendo top, ainda são considerados no estado da arte. Os A-1 são bem mais novos que os F-5 e, mesmo com os percalços financeiros da sua modernização, tendo apenas 4 M entregues (mais alguns na Embraer), essa modernização elevou, e muito, as capacidades do vetor. Seu radar não foi pensado como um multimodo, apesar de possuir alguma capacidade nesse sentido. Ele serve bem para a função de ataque ao solo e, somado aos outros sistemas acrescentados na modernização, torna esse avião muito capaz na função de ataque e reconhecimento, tendo sua capacidade de sobrevivência aumentada com a introdução do MAWS. Os pods que essa aeronave opera, mesmo as células não-modernizadas (Litening, RecceLite e Skyshield), aumentam muito suas capacidades. Em missões SEAD, por exemplo, um elemento de A-1M, dotado com Skyshield e mísseis MAR-1 (nào se sabe se a FAB encomendou esse míssil, mas a capacidade de produção foi alcançada), fariam a abertura de um caminho para outro elemento de A-1/M dotado de Litening e bombas Lyzard, outro elemento de A-1/M faria o reconhecimento pré e pós ataque, dotado de pods RecceLite. Esses elementos de A-1/M seriam escoltados por elementos de F-5M, armados de mísseis Python 4 (associados ao HMD) e Derby e todos os elementos vetorados e apoiados por E-99’s. Todos F-5 e A-1 seriam ainda apoiados por KC-130 (em breve pelo KC-390). Tudo isso é possível hoje, com vetores, armas e sensores disponíveis hoje! É o ideal, o suprassumo? Não, claro que não! Mas, está longe, muito longe, de poder ser considerado…..”sucata”!

    • Não é porque alguém é da FAB que esse alguém vai saber de tudo, nem a própria FAB sabe de tudo, já vi várias vezes pilotos de F-5 dizendo que suas aeronaves estão no mesmo nível das mais avançadas do mundo, ou esses pilotos falaram isso pra enganar os leigos ou são de fato no mínimo muito ingênuos.
      O comandante da Marinha falou que o Skyhawk modernizado é um excelente interceptador, o Skyhawk é tão bom na aérea de interceptação como um F-5 é na arena BVR.
      Eu respeito a FAB e seu pessoal, mas não podemos tapar o sol com a peneira, e um cívil pode saber tanto ou mais que um militar, o próprio Bosco na minha opinião ele sabe muito mais que muito militar por aí.
      Temos que ter coerência nas coisas, muitos Fabianos criticam o F-35 mas acham o trinômio F-5, Grifo e Derby um bom conjunto BVR, o que está longe de ser verdade, na verdade até pode ser bom mas contra um Púcara ou Dragonfly da vida.

  14. Maurício. 31 de agosto de 2018 at 15:58

    O conceito não está errado é apenas um exemplo de como se pode dar um combate BVR, a própria FAB utilizou os F-5 de escolta na última RED FLAG, os F-15 e F-16 iam na frente fazendo a “limpa” se algo passasse por eles aí sim os F-5 entravam em ação, e sim também era um exercício de combate BVR

    Mauricio, boa tarde.

    Na Red Flag os Mikes cumpriram a missão de dar cobertura aérea as anvs AWACS e aos tanqueiros, e diga-se de passagem, que ao contrário daquela primeira Red Flag, aonde o Adelfi foi triturado, os Mikes cumpriram 100% das missões, com índice de disponibilidade de quase 90%.
    Devemos isto a ensinamentos transferidos por “David e Jacó”

    • Sim Juarez, mas as missões do F-5 também envolveram combate BVR, não importa se está dando cobertura aérea ou não, na minha opinião hoje em dia com as capacidades dos radares embarcados e dos mísseis BVR, no momento que um F-5 deixa de tocar a pista, de uma maneira ou outra ele já se encontra num cenário BVR, só se for duas forças aéreas sem essa capacidade, não estamos mais na segunda guerra mundial, as coisas evoluíram e a própria FAB sentiu isso na pele na Cruzex 2002.
      Concordo com você, sobre a ajuda de Israel, alguns dizem que quem ensinou de fato as táticas BVR foram os franceses, mas esquecem que os franceses ensinaram as táticas de BVR com um míssil BVR já obsoleto, acho que ambos passaram conhecimentos só que conhecimentos e táticas diferentes, mas ambas válidas.

      • Maurício, que falou fui eu, que era comandante do 2°/6° GAV e participei desse processo. As táticas ensinadas foram as válidas para qualquer míssil BVR.
        Sim, no COMPREP e na Caça tem gente que sabe muito mais que nós dois juntos. Mais que você com certeza, que nunca voou combate BVR.

        • Na época que a FAB adquiriu o tampão do Mirage 2000, foi falado que as técnicas que os franceses ensinaram para a FAB eram baseadas no Matra super 530 um BVR quiado por radar semi ativo já meio ultrapassado, isso foi falado por pessoal da própria FAB.
          Eu nunca voei combate BVR mas eu não tento passar a ideia que a FAB tem um bom conjunto BVR, qualquer leigo como eu sabe que o trinômio BVR da FAB é perna curta, capenga e encherga pouco, mas se o senhor acha que eu estou errado então tá bom.
          Eu digo mais, o senhor foi sincero no caso AMX, que se não usar as contra medidas e tentar escapar será abatido, já no trinômio BVR atual da FAB o senhor já não é tão sincero…

          • Você está falando de duas coisas diferentes como se fossem uma só. Táticas e manobras de combate BVR se treina para saber como utilizar a aeronave e seus sistemas, mesmo com auxílio de outras aeronaves, como AEW, por exemplo, e que podem ser empregadas com vários modelos de mísseis BVR. Treinar como utilizar um determinado tipo de míssil, por exemplo o R530, é diferente, logo, pela sua lógica, a FAB só saberia combater BVR com os R530, o que não é verdade. Segundo o Cel. Nery falou, os franceses ensinaram a FAB a combater NA ARENA BVR….algo bastante amplo e não atrelado à um único tipo de míssil.

          • E o troféu “quer discutir na teoria com quem vivencio na prática” vai para:

            Maurício!

            (plac plac plac plac)

            Amigo, você realmente quer insistir em teimar, usando tuas teorias, com que vivenciou na prática e colabora com ricos exemplos?

            Sério, fica até feio.

        • Sim, Franceses! Eles também nos ensinaram técnicas BVR, tá certo que as técnicas foram baseadas no Matra super 530, um míssil guiado por radar semi-ativo e portanto já meio obsoleto mas era o BVR padrão do tampão na época, talvez se a FAB comprasse o Mirage-2000 no tempo do F-X, talvez eles nos ensinassem táticas BVR com o MICA.
          Não lembro de surra dada em franceses, na realidade temos que agradecer a eles pela surra que eles deram na FAB na Cruzex 2002, essa surra serviu de alerta pra modernização dos F-5 até então adiada como sempre, e mostrou também a importância das aeronaves AWACS.

          • Difícil, Grabriel. Ele AFIRMA que os ensinamentos foram baseados SOMENTE no MATRA. Acho que ele estava lá em Anápolis nos anos 2007/2008 e eu não vi. Deixa pra lá. O que eu falo não vale nada mesmo.

  15. Gustavo 31 de agosto de 2018 at 12:38

    O Derby fica na faixa dos 60 a 80 km de alcance e o Brasil havia encomendado cerca de 200 unidades em 2006.
    Mas parece que foi concretizada a compra de apenas 72 unidades.

    Boa tarde Gustavo. A versão que foi vendida a FAB tem aproximadamente 37 MM de alcance e um Nez na faixa de 25 MN.
    Os números por ti citados não correspondem a realidade.

  16. Juarez e demais amigos boa tarde , esses misseis derby possuem validade e ja ouvi dizer que seriam substitudos por misseis Iderby com maior alcanse e maior resistencia a interferencias eletronicas alguem sabe informar sobre esse assunto?
    Na realidade no momento de sua manutenção a diferença do dreby para o iderby seria somente seu sensor de busca e isso seria feito sem problemas alguem tem essa informação?

  17. BVR, treinamento de combate ar-ar além do alcance visual. A FAB faz bem isso (basta perguntar para Franceses e Americanos).

    A doutrina já esta implantada faz tempo, agora é treinar, treinar, treinar.

    A que os AMX e A-1 estão fazendo ali? Aprendendo a serem presas muito mais dificeis de serem abatidas.

  18. A FAB só terá uma capacidade plena na arena BVR quando o Gripen entrar em operação, e essa capacidade plena só será alcançada com mísseis BVR modernos e de longo alcance tipo AIM-120 ou meteor.
    Até hoje a FAB só combateu na arena BVR, com meios limitados, mísseis semi ativos como o 530 ou de curto alcance tipo o Derby, o Mirage 2000 era uma boa aeronave mas já chegou na FAB semi obsoleto tanto em sistemas como em armas, o F-5 da FAB é uma boa aeronave com apenas um par de Phyton, não foi projetado e não é indicado para arena BVR.
    Até a chegada do Gripen e mísseis BVR de verdade, a FAB vai se exercitando com o que tem, ou seja vetores e sistemas limitados.

  19. Caco, boa tarde.
    O Mike tem severas limitações aero dinâmicas quando armado com Derby e sim, como qualquer míssil tem um período de validade.
    Quanto a adquirir o I Derby, acredito, hoje pelo menos, que não deverá ocorrer, pois a FAB optou pelo Meteor para armar o NG.

  20. Gabriel 2 de setembro de 2018 at 21:58
    Olá Gabriel ! Vamos por partes.
    1- Os franceses podem ter ensinado as táticas BVR com todo tipo de BVR, semi-ativo ou não.
    O fato é que o Mirage 2000 adquirido pela FAB só tinha capacidade com o Matra super 530, ou seja um míssil obsoleto onde você tem que ficar iluminando o caça adversário até o míssil atingir o alvo, ou seja um BVR obsoleto.
    2- Israelenses também ensinaram algumas técnicas na arena BVR só que com o Derby, esse mais modernos que o Matra super do Mirage.
    3- No meu entender qualquer caça de uma força aérea grande, quando os pneus deixam de tocar a pista, esse caça já se encontra numa arena BVR, se você tem a capacidade BVR você entra no combate, se não, você é apenas um alvo, veja a capacidade dos radares embarcados modernos e seus mísseis de longo alcance, vou dar um exemplo: Um F-35 nem precisa de um AWACS dedicado, ele mesmo em último caso pode ser um mini-AWACS, esse termo BVR na FAB é ainda algo novo, mas em forças aéreas que combatem de verdade esse conceito é mais velho que andar pra frente.
    4- Aqui que está o meu dilema com o Rinaldo hahaha…Ele teve a capacidade de me perguntar isso: Por que ¨certas capacidades¨? Qual seria a maior, ou principal, deficiência desse trinômio?
    Ora quando ele me fez essa pergunta eu sinceramente achei que ele estava me zuando hahaha…
    Qualquer um sabe que esse trinômio é limitadíssimo, só que o Rinaldo ao que parece não concorda, ou não sabe realmente a capacidade desse trinômio, vai saber…
    No mais, é isso mesmo, eu sou insistente, eu sei que tem mais gente que concorda comido, só não tiveram coragem de se manifestar.
    Eu não estou levando pro lado pessoal, espero que o Rinaldo também não, pelo menos não é um debate entre torcidas tipo EUA x Rússia/China.

  21. Rinaldo Nery 2 de setembro de 2018 at 22:24
    Difícil, Grabriel. Ele AFIRMA que os ensinamentos foram baseados SOMENTE no MATRA. Acho que ele estava lá em Anápolis nos anos 2007/2008 e eu não vi. Deixa pra lá. O que eu falo não vale nada mesmo.
    _______________
    Olá Rinaldo eu falei que os ensinamentos eram baseados no 530 pelas notas, e matérias que saíram na época, entre revistas, blogs, sites e pessoal da FAB, parece que todos mentiram então.
    O próprio Juarez comentou antes que o 1/16 na primeira RED FLAG teve um desempenho ruim, já eu sempre li matérias onde o 1/16 teve um bom desempenho, até fiquei surpreso com o comentário dele.
    Vamos fazer assim, eu concordo que errei afirmando que as técnicas foram baseadas só no 530, e o senhor concorda que aquela pergunta sobre qual era a fraqueza do trinômio era uma zueira beleza? Hahaha
    No mais, passar bem.

  22. Quando você afirma das capacidades “limitadíssimas” do F-5M e seu armamento fica muito genérico e com o agravante de alguém, salvo engano, leigo. Ninguém aqui, fora os militares da FAB com contato com essa área específica, tem conhecimento das reais capacidades da FAB nesse quesito. Falar em linhas gerais, comparando vetor x vetor e seus armamentos específicos, tipo super trunfo, não representa a realidade….uma situação real. Inúmeros fatores conteibuem para o desenrolar das ações e seus resultados. E você volta a insistir que a FAB aprendeu o combate BVR de forma centrada no R530 e depois, da mesma maneira, com o Derby. Aprender a utilizar cada armamento específico é uma coisa, já aprender a combater em uma arena BVR e com suas “n” variantes é algo bem maior e mais complexo do que aprender a utilizar o R520 ou o Derby. É isso que você não está entendendo. Quanto ao Cel. Nery, não tenho procuração dele para defendê-lo e ele nem precisa disso. Mas, ele foi comandante do 2°/6° GAV e, com isso, você acha que ele não sabe do que está falando? Ele mesmo disse que participou da implantação do combate BVR na FAB. Poucos aqui nesse espaço (talvez ninguém) sabe mais sobre assunto do que ele.
    Você mesmo citou, mais de uma vez, as capacidades do F-35 e também que a FAB terá capacidade plena de BVR com o Gripen e o Meteor, mas discordo. Teremos uma capacidade muito maior que a atual e uma das maiores do mundo, mas capacidade plena, mesmo, utilizando de seu próprio raciocínio e exemplos, estará com o F-35 (e com o F-22 e outros vetores plenamente de 5ªG).

    • Flanker, eu acho que uns 90% dos leitores do Poder Aéreo sabem até onde um trinômio baseado no F-5, Grifo e Derby é capaz de chegar, eu não sei as capacidades reais, mas me baseio nos dados técnicos de tais equipamentos, claro não é algo 100% mas já é uma base.
      Vamos deixar o tal super trunfo de lado então, agora me responda(se possível claro) sem hipocrisia barata, se um Su-30 da Venezuela decolar por ordem do Maduro, vamos supor que esse Su-30 esteja com mísseis BVR também, e um F-5 com 2 Derby, com aquele tanque ventral mais 2 Phyton 4, quem desses vetores teria mais chance de vitória? Eu não sou hipócrita e digo com todas as letras que o Su-30 tem muito, mas muito mais capacidade que um F-5.
      Antes eu citei o F-35 mas poderia ser um Rafale, Eurofighter, até um Su-35 da vida.

    • Ah só mais uma coisinha, eu não tirei a sua dúvida do Derby, sim os israelenses nos ajudaram em táticas BVR, sei que alguns não vão gostar, mas o primeiro esquadrão que combateu além do alcance visual na FAB foi o esquadrão PAMPA, aquí de Canoas, depois veio o resto…

      • Não foi bem assim. Ensinaram a operar o Derby. Nada de geometria e táticas de combate BVR. Quando citar “militares da FAB disseram”, especifique melhor: quem, onde e quando..

        • Rinaldo, você disse que eles nos ensinaram a operar o Derby, mas o Derby é BVR, como eles vão nos ensinar operar algo novo sem nos ensinar uma técnica que seja?

          Você falou: Nada de geometria e táticas de combate BVR.

          Se eu não me engano, o Juarez disse uma vez que veio 3 israelenses nos ajudar no posicionamento dos caças num combate BVR, se ensinar o posicionamento dos caças num combate BVR não é tática então tá bom…

          Quando citar “militares da FAB disseram”, especifique melhor: quem, onde e quando..

          Rinaldo eu específico melhor, quem, onde e quando, se eu quiser, você como um cívil que é atualmente não pode querer me impor absolutamente nada.
          Deixo um link de uma matéria de 2006 da revista força área a respeito do BVR na FAB, essa matéria a revista fez baseada nos relatos dos próprios militares da FAB.
          Claro é apenas uma simples matéria mas ajuda a esclarecer melhor algumas coisas.
          No mais, passar bem.

          http://sistemasdearmas.com.br/ca/bvr11fab.html

  23. Meu Deus, quanta celeuma em torno do F-5,Grifo e Derby, eu acho que 90% dos leitores do PA, sabem as principais deficiências de cada equipamento desse, se não sabe é só perguntar ou pesquisar até mesmo aqui no PA, no campo de busca.
    Realmente não sei 100% da capacidade real desse trinômio, mas temos dados dos fabricantes onde podemos nos basear e ter uma noção.
    Comparar equipamentos todos nós comparamos, até os líderes militares das principais potências comparam, quer chamar isso de super trunfo fiquei a vontade.
    No caso da doutrina BVR francesa me baseei nos artigos que li na época, se eu falei coisa errada nesse sentido não foi de má fé, e reconheço meu erro.
    Se você não tem procuração pra falar pelo Rinaldo, deixe que ele mesmo debata, o espaço é livre, fale por você e não por ele.
    Eu citei o F-35, mas poderia ser qualquer caça moderno, um Rafale, Eurofighter, um Gripen e até mesmo um Su-35, e pra falar a verdade eu nem sei se o F-35 será tudo o que dizem.
    Eu citei capacidade BVR plena, porque a que temos hoje é apenas para se manter doutrina.
    Vou encerrando o assunto por aqui antes que os editores me dêem um puxão de orelhas hahaha.

      • Vou colocar aqui um comentário do Juarez de 2015, operação UNITAS-2015…
        F-5 x F-18

        Juarez 14 de novembro de 2015 at 15:36

        Nos primeiros combates de hoje levamos pau direto no BVR, uma carnificina, no VVR a coisa está melhor, o P 4 com Dash fez a diferenca.

        Segue o baile.

        G abraco
        __________________
        Simples e direto ao ponto…no mais como ele mesmo falou: Segue o baile…

  24. Ricardo Bigliazzi 3 de setembro de 2018 at 11:41
    Caramba Mauricio, acho que você recebe mesada da Força Aérea Francesa

    Eu estava falando justamente o contrário…
    Nesse ponto quem estava defendendo os franceses não era eu.

  25. Cel Neri, eu tenho grandes reservas com os Franceses, e não quero entrar uma polêmica, pelo simples fato de não ter mais paciência para discutir opiniões e pensamento contrários.
    Posso lhe afirmar categoricamente que o desempenho na Cruzex contra os Franceses e depois na Red Flag foram frutos de ensinamentos e doutrina que foram replicadas por instrutores Israelenses.
    Eles, os Israelenses, literalmente anteciparam todos os posicionamentos táticos de combate da OTAN e dos Franceses.
    Sintentizando: Eles nos ensinaram a combater no ambiente saturado de EW com BVR. A ideia de usar os RWR dos E 99 para localizar os oponentes com o radar no modo passivo, foi deles, bem como o posicionamento correto para armar a arapuca.
    Cel, com todo o respeito, eles estão anos luz a frente dos Franceses em táticas de combate.
    No dia que o senhor encontrar com o Brig Burnier por aí, pergunte a ele.

  26. O conjunto F5 + Grifo + Derby apoiados pelo E-99 AEW, com as taticas apropriadas com o F5 se valendo de sua pequena assinatura radar, sendo vetorado pelo radar ERICSSON PS-890 ERIEYE, é um adversário de respeito para qualquer outro caça. Estes treinamento servem para isso, aprender a tirar o máximo proveito do equipamento que se tem disponível.

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