O foguete New Shepard da Blue Origin fez história essa semana quando pousou intacto no Texas. A cápsula sem tripulantes retornou com segurança depois de um teste de voo que alcançou 330.000 pés (100.650 m) de altitude.

O New Shepard pode se tornar o primeiro foguete reutilizável e está programado para retornar ao espaço em poucos meses.

A Blue Origin, criada pelo fundador da Amazon Jeff Bezos, tem como objetivo estabelecer as bases para uma presença humana permanente no espaço – uma meta que a reutilização de foguetes poderia ajudar a alcançar.

O vídeo acima mostra imagens do voo e imagens em 3D que simulam a experiência dos futuros tripulantes.

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Mauro Oliveira

Fantástico.

Thiago

O futuro da exploração espacial esta na iniciativa privada!!!

Renato Carvalho

Alguma valia para futuros fins militares?

Tiago Gimenes

“O futuro da exploração espacial está na iniciativa privada!!!” Cara eu até entendo as claras vantagens, mas discordo, acredito que a exploração espacial (futuramente até a colonização) humana deve ficar na mão dos estados. O que vemos agora é um nicho de negócio que algumas empresas querer explorar, mas sempre visando lucros. A exploração humana pelo conhecimento deve permanecer no controle dos estados, (salvo a Mars One – Iniciativa privada sem fins lucrativos) Aproveitando o assunto, acho que a humanidade perde tempo ao não fundir as agências espaciais em uma única bandeira (ONU), entendo que tem uma enorme questão referente… Read more »

Ednardo Sombra So

Fantástico²

me 109

acredito que isso não seja o futuro, o futuro na exploração espacial sera algo como um elevador espacial, ou algum campo magnético que neutralize o efeito da gravidade, foguete químico têm enumeras limitações

Bosco

O futuro previsível dos veículos orbitais está na propulsão aspirada hipersônica, como o scramjet ou o turborocket (motor SABRE), para os veículos orbitais de estágio único (SSTO) Esses veículos deverão decolar e pousar horizontalmente, como uma aeronave comum. Havendo tecnologia que aproveite o oxigênio da atmosfera não há razão para não usá-lo. Em termos de desenvolvimento tecnológico esse foguete reutilizável é um marco histórico, mas com utilidade prática discutível salvo para voos turísticos suborbitais. Ainda bem que os futuros tripulantes irão numa cápsula freada por meios tradicionais (arrasto e paraquedas) já que seria uma temeridade se eles voltassem dependurados em… Read more »

Johnatan warp drive

como disse Elon Musk e apenas um voo sub-orbital !

Johnatan warp drive

Bosco para seu ultimo paragrafo leia-se Dragon V2 da SpaceX.
https://www.youtube.com/watch?v=Cf_-g3UWQ04

Bosco

Johnatan, Eu conhecia. Esse tem pelo menos a fase de redução da velocidade pelo arrasto e só ativando os retrofoguetes numa altitude menor, provavelmente a uns 3000 metros. Qualquer problema imagino que haverá um paraquedas como reserva. Esse da Blue Origin parece depender tempo integral dos motores foguetes líquidos. Mesmo o Dragon V2 eu acho temerário. Não sinto segurança em motores foguetes nessa fase do voo espacial. Pra subir por enquanto tem que ser usando foguetes mas pra descer conceitos tradicionais são mais seguros. Um conceito interessante é o do ROTON, que usa um rotor de giro livre após a… Read more »

Duanny D.

Elevadores espaciais ainda precisam do desenvolvimento da tecnologia dos nanotubos de carbono, acho meio longe esse conceito.

Johnatan warp drive

Pelo que li, o Roton e bem interessante e barato, concordo que o conceito de retrofoguetes seja um tanto mirabolante, confiar so neles nao pode ser uma opçao, mas haverá trabalho para que o meio de desaceleraçao seja outro mais seguro com menos propençao a falhas.
Duanny D. devemos pensar fora da caixa assim como os canadenses, registraram uma patente de elevador espacial com materiais ja existentes como o kevlar agora so falta o dinheiro hehehehe, ha outras ideias como o elevador com estrutura feita com em “fibra” de diamante.

Johnatan warp drive

http://thothx.com/news-2/ empresa canadense do elevador espacial !

carcara_br

O elevador é de longe a mais barata das alternativas, uma vez construído, o problema é construí-lo imagino o enorme desafio para a engenharia em termos de material, logísticas, técnicas construtivas, segurança, durabilidade e custo.

Bosco

Pessoal, Mas antigravidade e elevador espacial (que são excludentes) é só para um futuro longínquo e incerto. Para ficarmos no previsível há alguns conceitos bem exóticos como por exemplo o lightcraft. Com o desenvolvimento dos lasers de alta energia como armas fica cada vez mais viável usar o laser como forma de energizar um veículo espacial. Por exemplo, um veículo capaz de colocar 4 pessoas em órbita poderia ter só um décimo do peso dos atuais foguetes já que durante toda fase atmosférica ele seria impulsionado por um feixe de laser situado na terra. Ou seja, toda a energia fica… Read more »

Duanny D.

Johnatan warp drive, a torre que eles prometem projetar composto de kevlar e polímeros é de 20 km, nao chega a altura orbital geoestacionaria

Altitude: 42 164 – 6 378 = 35 786

Deve padecer do mesmo problema de resistência dos nanotubos de carbono já fabricados que ainda não atingiram seu potencial teórico que permitiria a construção do sonhado elevador espaciais. Mas é uma tentativa, enquanto isso na banania não conseguimos sequer copiar tecnologia de 50 ou 60 anos atrás.

Bosco

Para quem se interessa por ficção científica e caso não tenha lido “As Fontes do Paraíso”, que trata da construção de um elevador espacial: http://lelivros.blue/book/download-as-fontes-do-paraiso-arthur-c-clarke-epub-mobi-pdf/

Duanny D.

Vou Lee mestre Bosco.

Mauricio R.

Essa tecnologia possibilita cortar bem uns 50% do custo de lançamento de um foguete.
Falta avaliar o rendimento.

fonseca

Bosco. E você também manja de espaçonaves?
Eu estou bem por fora, mas achei interessante essas discussões.
Acho que essa área ficou um pouco esquecida depois da ida do homem à lua…
percebo que nas últimas décadas houve uma paralisia nessa área. desenvolvimento quase nulo.
Quanto à capacidade de inovação, já imaginou se essas empresas privadas ficassem pensando… Ah, se a Nasa não consegue com um orçamento bilionário, como nós conseguiremos com um milésimo dos recursos?

Marinho Av

o futuro combustível se chama antimatéria sem gramas da para colocar um foguete no espaço 60 vezes

Marinho Av

cem gramas

Johnatan warp drive

o conceito de elevador espacial creio que nao deva ficar preso somente a cabos, penso que o meio mais viavel de elevador espacial seja o sistema de lasers, vide o projeto de propulsao a laser entre Brasil e USAF, para gerar tal energia poderiamos ter usinas de força usada para alimentar o laser em terra e fazer a ascençao vertical de cargas ate orbita, depois ficaria seria menos trabalhoso mover a carga no vacuo do espaço, podendo ser levada ate a lua e ancorado la estaria outro laser que poderia mover a carga ate outros corpos celestes ! Bosco diga… Read more »

Nonato

Esse sistema pareceu interessante. O formato é meio “pornográfico”. Mas o sistema tem alguns aspectos interessantes. A pintura o acabamento transparecem robustez, alta tecnologia. Diferente dos foguetes convencionais. Quanto a “tubeira” parece ser bem estreita e a saída do fogo parece menos intensa do que nos convencionais. Não entendo como ele consegue se manter na vertical especialmente no retorno. Quer dizer que na subida pelo impulso se mantém vertical. Mas NA descida não ha outras forças capazes de “virar” o foguete? Muito interessante essa capacidade de religar o jato para amortizar o pouso. Consegue se manter na vertical e ainda… Read more »

Iväny Junior

Impressionante.

Bosco

Johnatan, Com certeza o elevador espacial usará algum meio que não mecânico. O mais viável seria o deslocamento pelo magnetismo através da supercondutividade, sem que haja atrito. Quanto à propulsão por laser, são dois conceitos diferentes. O uso do laser na atmosfera faz “explodir” o ar que está contido na “traseira” do veículo, usado no “lightcraft”. Já o laser no vácuo usa o conceito da “pressão” da radiação, usado na “vela solar”. Quanto ao MFD, é mais ou menos igual à propulsão por “lagarta” do submarino ficcional Outubro Vermelho e que foi usado na embarcação real experimental Yamato I. A… Read more »

Bosco

Nonato, Eu acho que o conceito só se presta ao lançamento sub-orbital. Um foguete que coloque uma carga em órbita e volta à Terra teria que lidar com velocidade de inserção orbital altíssimas (mais de 25000 km/h), e ele é muito pequeno para fazê-lo. Também o foguete reentraria na atmosfera a velocidades altíssimas e enfrentaria temperaturas de reentrada da ordem de 5000º C, o que o obrigaria a ter uma aerodinâmica compatível e ser feito de material altamente resistente ao calor (ou ablativo). Do jeito que ele está sua única função é de lazer, levando milionários a experimentar um voo… Read more »

Bosco

Fonseca,
Se a gente imaginar que a revolução dos computadores foi feita a partir de uma garagem sinceramente não vejo como uma impossibilidade de um salto na tecnologia espacial a partir de empresa privadas.
Acho sim é que essas empresas têm que seguir outro caminho que não o do foguete multiestágios descartável. E é exatamente isso que elas têm feito tendo em vista os vários conceitos que têm aparecido por aí.

groosp

Bosco, e se o foguete desacelerar lá no alto e vir descendo devagarinho?

Outra coisa, o foguete reutilizável deve levar o combustível para a volta. Isso significa mais combustível também para a subida e um motor projetado para funcionar por mais tempo. Daí é uma questão de analisar o custo-benefício.

Nonato

Bosco. Pode dar uma aula sobre vôos espaciais?
A atmosfera acaba aos 100 km, certo.
Esse vôo da matéria já é considerado espacial, certo?
Uma das principais características é a ausência de gravidade certo?
E que outros tipos de vôos espaciais existem?
Sub orbitais? Orbitais? Espaço sideral?
Quais as características de cada um deles é as necessidades dos foguetes e capsulas/naves para cada um?
Vc poderia depois publicar um livro com a coletânea de suas aulas.
Defense forces proudly presents defense technology for dummies by Bosco The cebolinha spaceman. Kkk.

Celso

Este conceito nao eh novo e nao tem nada de excepcional…ja foi tentado no final dos anos 50 e comeco dos 60 so nao me lembro por qual empresa americana…mas isso deve estar no google ou no youtube. So q agora a tecnologia evoluiu muito , assim como materiais , motores e combustiveis. Sds

me 109

nonato. um objeto em orbita não fica com a ausência de gravidade, a gravida na orbita terrestre é 2% mais fraca que aqui no solo, os objetos só não são empurrados de volta devida sua velocidade de orbital,

Bosco

Exato Me 109, apesar de ser experimentado uma sensação de ausência de gravidade no caso há o que se chama de “microgravidade”. E é isso mesmo Nonato. A convenção é de que a atmosfera vai até 100 km e acima disso já é espaço, embora não seja “orbital”. Por exemplo, um ICBM pode chegar a 1500 km de altura e não entra em órbita. Para se estar em órbita é preciso estar acima de uns 160 km pelo menos e na velocidade certa, que gira em torno de 27000 km/h, mas para se chegar a qualquer altitude, não é preciso… Read more »

Johnatan warp drive

Bosco o sistema mencionado nao seria similar aos atuais motores ionicos ? ha estudos que apontam que a produçao de vento ionico poderia movimentar uma aeronave com muito mais potencia ja que um motor ajato convencional gera miseros 2N/Kilowatt enquanto tal sistema poderia gerar 110N/Kilowatt, quanto a semelhança com os ovnis tal estudo sugere que para aeronaves grandes, a area da aeronave com vento ionico deveria ser maior que a propria aeronave o que nos leva a pensar nos FOO FIGHTER da IIWW. http://news.mit.edu/2013/ionic-thrusters-0403# Projeto aurora = TR3B ? Uma vez vi em um documentario sobre os ovnis do tipo… Read more »

Johnatan warp drive

Tal tecnologia teria relaçao com as suposto desenvolvimento das turbinas eletricas Russas ?
http://www.aereo.jor.br/2014/04/04/russia-pretende-desenvolver-aviao-com-motores-eletricos/

Eziquiel Martins

A imagem do foguete pousando com desaceleração de retrofoguetes ficou bonita, mas acho que tem pouco utilidade prática. Fico imaginando um foguete em escala normal ao que o projeto pretende pousando assim, seria complicado… E caro… Se os foguetes simplesmente prestassem assistência aos paraquedas na fase final faria mais sentido.

Diogo de Araujo

Bosco abandonamos o VLS?