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T-6 da Beechcraft vai a 800

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T-6B da USN de Pensacola - foto USN

Treinador turboélice T-6 de número 800 foi entregue pela empresa – aeronave foi destinada à Marinha dos EUA

Na quinta-feira, 7 de março, a Beechcraft informou em nota a entrega do 800º turboélice de treinamento T-6 produzido pela empresa. O marco atingido foi celebrado em uma cerimônia de entrega ao operador desta 800ª aeronave, o Esquadrão de Treinamento 27 da Estação Aeronaval Corpus Christi, no Texas (Training Squadron 27 at Naval Air Station Corpus Christi) da Marinha dos Estados Unidos (USN).

Na ocasião, ocorrida nesta semana, dois Beechcraft T-6Bs foram  entregues à unidade da USN, somando 16 de um total de 98 aeronaves do tipo destinadas a substituir a antiga frota de aviões T-34 utilizados no treinamento primário. Segundo Russ Bartlett, presidente da “Beechcraft Defense Company”, programas militares ao redor do mundo “já acumularam mais de 2 milhões de horas de voo utilizando o T-6 para treinar pilotos, navegadores e operadores de sistemas de armas”.

Entrega do T-6B número 800 - foto Beechcraft

O Beechcraft T-6B possui um “glass cockpit” (painel digital com telas de apresentação das informações) e suíte de aviônicos do avançado “Esterline CMC Cockpit 4000”, que expandem bastante as oportunidades de treinamento avançado. Esses sistemas são integrados à interface HOTAS (Hands-On Throttle and Stick – mãos na manete e no manche), e a suíte CMC Cockpit 4000, de arquitetura aberta para proporcionar flexibilidade e capacidade de expansão, está totalmente integrada e certificada com sistema de navegação FMS/GPS, segundo a empresa.

As entregas do T-6 começaram no ano 2000, quando a aeronave foi selecionada para cumprir o papel de treinador no “Joint Primary Aircraft Training System” da USAF (Força Aérea dos EUA) e da USN. Desde então, foi selecionado para outros programas militares ao redor do mundo, como o  “NATO Flying Training in Canada” (treinamento de voo da Organização do Tratado do Atlântico Norte no Canadá) e para as forças aéreas da Grécia, Israel, Iraque, Marrocos e México como treinador primário. Desde então, o T-6 vem sendo usado para treinar pilotos, navegadores e operadores de sistemas de armas para mais de 25 diferentes países, ainda segundo a nota da Beechcraft.

FONTE / FOTO DO MEIO: Beechcraft

DEMAIS FOTOS: USN (a do alto mostra aeronaves da Ala de Treinamento de Pensacola, na Flórida, após serem evacuadas de sua base e concentradas em outro aeródromo devido a uma ameaça de furacão)

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pco-andrade
pco-andrade
7 anos atrás

Se a embraer tivesse entrado nessa com o Tucano T-27, ao invés do Super, T-29, talvez, talvez…. tivesse levado. Talvez.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
7 anos atrás
pco-andrade
pco-andrade
7 anos atrás

Nunão, o EMB-312H estaria mais para o 314 que para o T-27, em termos de peso, dimensão, motorização, ou não?

pco-andrade
pco-andrade
7 anos atrás

Nunão, também já acessei o link. Grato.

joseboscojr
joseboscojr
7 anos atrás

Se a coisa era economia fica difícil de entender como o Super Tucano ganhou esse tal de LAS, mesmo sendo lá para as “arábias”.
Para jogar 2 Mk-82 ou 4 Hellfires não precisavam de nada melhor que o que os americanos já tinham.
Eu sou brasileiro e fico feliz com a vitória do ST agora que não tem nem pé nem cabeça sou obrigado a reconhecer.

joseboscojr
joseboscojr
7 anos atrás

Nunão, Letrinha faltando mas post certo. O que quis dizer foi exatamente isso. Em que pese a maior robustez e capacidade de carga, flexibilidade ou coisa que o valha do ST, essas vantagens que não sei quantificar e mesmo se são a ponto de se tornarem relevantes, cai por terra tendo em vista os americanos já operarem 800 da versão T. Querem mais robustez que o AT-6? Usem então nesses casos o A-10. Eu sempre defendi a ideia que não é necessariamente o melhor (do ponto de vista supertrunfo) que ganha concorrência, mesmo porque o que é melhor para um… Read more »

joseboscojr
joseboscojr
7 anos atrás

Correção: os americanos não operam os 800 que já foram fabricados.

Corsario137
Corsario137
7 anos atrás

Master Bosco,

Seu raciocínio é bem lógico e coerente. No entanto, para operar no Afeganistão existe um custo político muito alto nas decisões militares, it means…não pode haver erros! E entre colocar uma aeronave adaptada que, em tese, pode fazer o mesmo serviço e uma que já o faz com comprovada excelência em diferentes países, bem, usa-se o bom senso e o pragmatismo.

Isso tudo é claro, sem falar da política pura, como o Nunão pontuou.

Soyuz
Soyuz
7 anos atrás

Dentro desta teoria de que para coisas simples não se precisa de avião sofisticado.

Não seria a mesma coisa no contexto brasileiro do ST.

Para interceptar um Cessna com drogas sendo vetorado pelo R-99, não basta um T-27. O Peru, Venezuela, Bolívia, Argentina, Uruguai fazem este tipo de missão com aviões simples como o T-27, PC-7, Pucara.

Se o cenário for mais quente contra um inimigo que tenha algo melhor que uma 7,62mm, existem 50 AMX esperando para atacar alvos em solo.

O mesmo raciocínio não vale?

Mauricio R.
Mauricio R.
7 anos atrás

Os americanos não iriam correr o risco de fornecerem Predators e Reapers, aos afegãos e estes após a derrocada do regime, pararem nas mãos de chineses e russos.
O ST cai como uma luva nesse cenário, pelo menos até o momento em que o Talibã começar a receber e usar aqueles manpads saqueados lá na Líbia.