terça-feira, dezembro 7, 2021

Gripen para o Brasil

Caças da Força Aérea atacam e destroem pista clandestina na Amazônia

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Dois caças A-29 Super Tucano da Força Aérea Brasileira atacaram, ao meio-dia deste Sábado (12/5), uma pista clandestina a 218 quilômetros de Boa Vista, capital de Roraima. O local foi atingido por bombas aéreas de fins gerais BAFG de 230 quilos. O impacto dos artefatos no solo formou crateras de 10 metros de diâmetro e três de profundidade.

A 700 quilometros de distância, em Manaus, a Ação foi acompanhada em tempo real pelo Comando da Força Aérea na Operação Ágata 4. “Esta pista, que era usada pelo garimpo irregular e ajudava a causar danos ambientais naquela região, está interditada. Nenhuma avião consegue pousar ali”, afirma o Brigadeiro do Ar Marcelo Kanitz Damasceno, comandante da FAB na operação.

A ação foi executada pelos caças do Esquadrão Escorpião (1º/3 º GAV). Foram empregados dois caças A-29 que se aproximaram da pista a 1,2 mil metros de altitude e iniciaram um mergulho até 600 metros, a altitude ideal para o bombardeio. As bombas foram lançadas e atingiram o solo a uma velocidade de 550 quilômetros por hora. O ataque foi muito preciso”, afirma o Tenente Coronel Mauro Bellintani comandante do Esquadrão Escorpião.

O armamento utilizado é conhecido como Bomba de Baixo Arrasto para Fins Gerais ou (BAFG 230). Com 2,22m de comprimento e 27 cm de diâmetro, o artefato é produzido no Brasil e pesa 500Kg.

A pista destruída tem 280 metros de comprimento e 15 metros de largura. A Aeronáutica fez o primeiro reconhecimento do local no dia 11 de abril. Foram feitas imagens da pista com auxílio de sensores infra-vermelhos. O levantamento apontou que locais próximos a pista já sofrem desmatamento pela intervenção dos garimpeiros. O local é utilizado na exploração de ouro. A atividade de garimpo além de explorar ilegalmente os recursos minerais provoca danos à vegetação e polui o Rio Catrimani por causa da utilização de mercúrio no processo.

A seleção da pista que foi destruída é uma ação conjunta da Operação Ágata 4 que envolveu além da Força Aérea Brasileira a FUNAI, a Polícia Federal e o Exército Brasileiro.

FONTE/FOTOS: Agência Força Aérea

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Clésio Luiz

“O armamento utilizado é conhecido como Bomba de Baixo Arrasto para Fins Gerais ou (BAFG 230)… e pesa 500Kg”

Agora eu fiquei deprimido…

Marcos

Pena que o cinegrafista não pegou o lançamento.

Marcos

E o piloto, para pousar nessa pista ai, tem de ser macho.

blackwather550

incrivel como os pilotos consigam pousar ai…
e uma pista no meio da mata,e no fim desta existe um lago ou lagoa…
se nao consiguir parar vai dar um mergulho “forçado”…
mas isso e apenas uma medida ineficaz…
destruiram essa pista mais existem outras centenas de pistas clandestinas nao “catalogadas’ pela Fab..
o ideal seria evitar que avioes entrassem em espaço aereo brasileiro…
senao e perda de tempo…
destroi uma hoje amanha eles vao la e fazem outra pista…
ou mudam de pista e passam a usar outra entre as centenas de pistas clandestinas ja existentes…

Mauricio R.

Pelas fotos o dano não parece assim tão severo, que não possa ser remendado c/ pá e picareta.
Algo como a BAP 100, seria mais interessante, seriam múltiplas crateras e o solo ficaria bastante revolvído.
Um dispensador de sub-munições, p/ este alvo, tb seria interessante.

alphasr71a

Se a cratera foi mesmo de 10m x 3m não vai ser tão facil arrumar não…

HRotor

Que beleza de lançamento, esse foi bingo mesmo! Lembrando que não se trata de um velho e conhecido stand de tiro, onde existem diversas referências no solo que ajudam o piloto a voar sua aeronave até o ÚNICO ponto no espaço que permite colocar o pipper no alvo e fazer a bomba atingi-lo, considerando ainda a velocidade, altura, ângulo de mergulho, vento, turbulência… Esse A-29 tem mesmo um excelente sistema d’armas, isso é inegável! Qualquer pista pode ser reconstruída mas leva tempo, precisa de gente e material. As de terra são ainda mais fáceis de recuperar e mais difíceis de… Read more »

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