domingo, dezembro 5, 2021

Gripen para o Brasil

Regulador americano investiga Embraer

Destaques

Guilherme Poggiohttp://www.aereo.jor.br
Membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

As ações da Embraer (EMBR3) despencaram hoje após a apresentação dos resultados do terceiro trimestre e da divulgação de que a fabricante de aeronaves está sendo investigada pela SEC (Securities and Exchange Commission) por corrupção.

O regulador americano questiona o descumprimento do “U. S. Foreign Corrupt Practices Act”, que proíbe – entre outras coisas – empresas listadas nos Estados Unidos de subornar políticos ou realizar qualquer pagamento ilegal em troca de favorecimento em negócios, de acordo com a lei americana.

A SEC está trabalhando em conjunto com o Departamento de Justiça (DOJ). A brasileira disse em um comunicado que contratou advogados externos para conduzirem o processo “acerca de transações realizadas em três países específicos”.

“Os advogados externos da Companhia reuniram-se recentemente com esses dois órgãos para atualizá-los sobre o andamento da investigação”, informou a Embraer. Segundo a empresa, não há como antever a duração, o escopo ou os resultados da investigação.

Os papéis da Embraer chegaram a cair 5,1% durante a sessão. As empresas condenadas sob esse tipo de acusação podem ser impedidas de realizar negócios com o governo americano, mostra um documento do DOJ.

A terceira maior fabricante de aviões comerciais do mundo obteve um prejuízo líquido de 200 mil reais no terceiro trimestre do ano, contra um lucro líquido de 220 milhões de reais um ano antes. O resultado foi atribuído aos maiores impostos causados pelo real mais fraco e ativos em dólar mais valorizados.

Segundo o relatório, a Embraer pagou 234,9 milhões de reais em imposto de renda e contribuição social no período, enquanto no ano anterior tinha recebido 88,7 milhões de reais.

A Citi Corretora analisou os resultados como “acima do esperado”, com destaque para as receitas no segmento de defesa que “mais do que compensaram os resultados mais fracos nos outros segmentos”.

FONTE: Portal EXAME

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Franco Ferreira

Isto pode ter sido um “tiro-no-pé” da EMBRAER. A exigência americana parece “plantada”, uma vez que o fabricante brasileiro pode estar em vias de conseguir algo com seu AT-29, lá nos EEUU. A lei americana pode ser vista em http://en.wikipedia.org/wiki/Foreign_Corrupt_Practices_Act.

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