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Novo aeroporto em São Paulo: derrota em Caieiras é festejada em Mogi

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A notícia de que o Departamento de Controle do Espaço Aéreo (Decea) da Força Aérea Brasileira descartou a construção de um aeroporto no município de Caieiras foi comemorada ontem pelos integrantes da Comissão Especial de Vereadores (CEV) do Aeroporto. Recém-criada com o objetivo de fazer gestões juntos aos governos para que Mogi das Cruzes sedie o terceiro terminal da Região Metropolitana de São Paulo, a CEV inicia o seu trabalho fortalecida com a retirada do páreo de um dos principais concorrentes. O secretário municipal de Desenvolvimento, Marcos Damásio, também acredita nisso e vai além ao dizer que a instalação de um aeroporto colocará Mogi, num curto prazo de tempo, entre os três maiores orçamentos do Estado.

“Basta ver o que era Guarulhos antes e no que ela se transformou após o aeroporto, que atrai muitos negócios, serviços e desencadeia toda uma rede de empregos. O orçamento de Guarulhos hoje só perde para a Capital. Portanto, se o Governo Federal decidir pela construção do terceiro aeroporto, Mogi tem tudo para receber o empreendimento, ainda mais que Caieiras foi considerada inviável e já existe um interesse da Construtora OAS para um terminal na Cidade. Isso fará com que, num curto espaço de tempo, Mogi tenha um salto no seu desenvolvimento”, destaca Damásio. O orçamento de São Paulo previsto para 2012 é de R$ 38 bilhões e, o de Guarulhos, de R$ 3 bilhões. “Mogi estará agora passando de R$ 1 bilhão”, diz o secretário.

Além da Prefeitura de Mogi, nos próximos dias a CEV começará a buscar o apoio dos representantes das Câmaras Municipais das cidades vizinhas e, principalmente, dos prefeitos para a causa. Além do Executivo do Alto Tietê, os vereadores querem convencer também os prefeitos dos municípios do Litoral e do Vale do Paraíba da importância do aeroporto para o desenvolvimento da Região.

“Vamos, primeiro, usar da força política e, se necessário, fazer também um abaixo-assinado junto à população, pois queremos levar esse assunto ao Governo do Estado e à Brasília”, informa o vereador Expedito Ubiratan Tobias (PR), presidente da CEV criada oficialmente na última quarta-feira. Ele diz que, após essa decisão da FAB com relação a Caieiras, Mogi passa a reunir as melhores condições do Estado para receber o aeroporto.

“Sem dúvida, essa decisão da FAB coloca Mogi das Cruzes numa condição ainda mais privilegiada porque temos uma grande área a oferecer e com muito pouco impacto ambiental”, avalia Tobias, que tem ao seu lado na CEV os vereadores Jean Lopes (PC do B) e Emília Rodrigues (PT do B).

Paralelamente à busca de apoio, a CEV vai cobrar do Executivo informações sobre o projeto que a OAS teria apresentado para construção, via iniciativa privada, de um aeroporto no Distrito Industrial do Taboão. “Queremos saber o que o projeto contempla”, justifica o presidente da CEV.

O secretário Damásio também informou que vai buscar ajuda do deputado federal Valdemar Costa Neto (PR) para obter maiores detalhes desse projeto da OAS. “Se existe projeto é porque a área já foi estudada e reúne condições técnicas para um aeroporto”, justifica.

Segundo ele, as informações apuradas até agora indicam que a área pleiteada pela OAS fica no Taboão, mas está fora do Distrito Industrial e, portanto, a presença do aeroporto não inviabilizaria em nada a instalação de novas indústrias. “Pelo contrário, seria um atrativo a mais”, frisa Damásio.

Negativa

O projeto de um aeroporto em Caieiras foi apresentado pelas construtoras Andrade Gutierrez e Camargo Corrêa e prevê a ocupação de uma área de 9 milhões de metros quadrados, entre as Rodovias dos Bandeirantes e Anhanguera, no Trecho Oeste do Rodoanel e a 30 quilômetros da Capital.

O investimento é da ordem de US$ 2 bilhões, A proposta, no entanto, foi descartada pelo Decea sob o argumento de que o empreendimento causaria interferência nos aeroportos de Cumbica, Viracopos, Congonhas e Jundiaí. A localização está bem no meio da área chamada “Terminal São Paulo”, que corresponde a 33% de todo o tráfego aéreo do País.

FONTE: O Diário

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