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Manobras de caças F-5 fecham espaço aéreo e assustam moradores da Barra

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RIO – Uma série de manobras realizadas por três aviões supersônicos F-5 sobre o Itanhangá, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, assustou moradores da região por volta das 15h. Por pelo menos três minutos o espaço aéreo na localidade ficou limitado aos caças da Aeronáutica.

A torre de comando do Aeroporto de Jacarepaguá foi alertada sobre as manobras, mas não soube informar a motivação dos voos rasantes, que foram coordenados pelo Comando Aéreo Regional da FAB.

FONTE: O Globo / FOTO: FAB

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Ozawa
Ozawa
9 anos atrás

Pois é…, postei essa reportagem “off topic”, ou nem tanto, há poucas horas, no post acerca do impacto dos cortes orçamentários na Defesa Aérea.

E nessa esteira de contingenciamento, não importa o motivo das manobras, conquanto ache que esteja relacionado a alguma ação publicitária pelo Dia da Caça, mas o que “importa” mesmo é que são menos 3 minutos de horas/vôo disponibilizadas pelo Estado-Maior… da Economia…

tplayer
9 anos atrás

Estaria a FAB tentando tirar a ferrugem dos bicudos?

Vader
9 anos atrás

Bela foto.

Antonio M
Antonio M
9 anos atrás

treino para a Copa do Mundo ?

Vassili
Vassili
9 anos atrás

Vader, Concordo…………. linda foto………….. esse esquema de camuflagem fica bem legal nas aeronaves da FAB. E o Mike com 2 Derby e 2 Phyton fica lindão. Bem que os pilones das pontas das asas poderiam aguentar o peso dos Derbys, acho que ele ficaria mais aguerrido, pois assim os pilones internos poderiam ser usados para carregar um designador e uma bomba laser, tipo a da Britanite. Isso numa mesma surtida. Exemplo: 2 Derby na ponta das asas; 1 pod Litening II no cabide ventral; 2 MK-83 com kit de guiamento laser da Britanite nos cabides internos; E ainda sobrariam 2… Read more »

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
9 anos atrás

Linda foto mesmo.

Mas sera que os amigos notaram alguma coisa de diferente no F-5?

Nao juncao da asa com a fuselagem, comecando na entrada da turbina ate a asa.

E como um extensao que aumenta a area de supeficie da asa.

Os F-5 originais nao eram assim, e essa carcteristica aerodinamica e bem pronuncianda nos Super Hornets.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
9 anos atrás

Tadeu, desde o F-5A essas extensões (LERX em inglês) já existiam. Elas aumentaram no F-5E (como esse da FAB) e nos F-5E finais e no F-20, elas aumentaram mais um pouco. Dê uma procurada no Google que você verá imagens desses LERX em todos os F-5.

Os F-5 da FAB nunca sofreram modificação aerodinâmica desde a entrada em serviço.

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
9 anos atrás

Clesio,

Obrigado pelo esclarecimento, valeu.

Mas quando eu vivia no Brasil (ate 1985), os F-5 nao possuiam LERXs.

Eu nao quiz usar a abreviatura LERX (Leading Edge Extension), porque nunca havia visto essa caracteristica aerodinamica em um caca brasileiro.

Ao ver essa foto do F-5 (nesse angulo), a primeira coisa que veio na minha cabeca foi uma associcao com os Super Hornets.

Franco Ferreira
Franco Ferreira
9 anos atrás

Amigos Tadeu Mendes e Clésio Luiz;

Eu não tinha a MENOR idéia da existência destas extensões nas asas da família F-5! Com a conversa entre Vocês fui conferir nos alfarrábios os ensinamentos que nos deu o Clésio. Achei TODOS eles!
O T-38 em uma foto de propaganda (nenhuma extensão); a família F-5 A/B na TO -1 dos -B (pequena extensão); e na foto desta matéria a extensão mencionada pelo Tadeu.

Aprendi!

Já mandei ao e-mail do Galante as duas imagens para que ele possa transmiti-las a Vocês.

Obrigado pelo ensinamento. Franco Ferreira

Roberto F Santana
Roberto F Santana
9 anos atrás

A sigla certa é só LEX , leading edge extensions. E fazia parte de um pacote que somente os ultimos modelos “E” tiveram, o IHQ. Faziam parte também o pitot curto com o “nariz de tubarão”. Essas melhorias junto com o auto flap, mudavam sensivelmente o comportamento da aeronave principalmente perto do estol. Acho que a FAB não chegou a pegar esses blocos o México tenho certeza que tem esses. As tabelas de estol do F-5 vão do sub modelo E até o E-3, os LEX devem ter aparecido só no E-3. Alguém sabe qual é o modelo que a… Read more »

Vader
9 anos atrás

Roberto F Santana disse:
18 de abril de 2011 às 15:52

“Alguém sabe qual é o modelo que a FAB usa? ou melhor dizendo, conserva?”

Quais deles, você quer dizer? Não olvide que a FAB compra seus F-5 desde a década de 70 “a prestações”…

Se não me engano são pelo menos duas versões, os da primeira leva e os Ex-Agressor da USAF, fora os “novos” Jordanianos.

“Conserva” foi sacanagem, rsrsrs… 🙂

Abraço.

Vader
9 anos atrás

Já que estamos a falar em teoria de vôo, LEX, e de nosso “supra-sumo”, alguém sabe se a “afinada” que o F-5 tem no meio da linha das turbinas é por conta da pressurização do ar que entra pelo coletor ou simplesmente para esconder dos radares os compressores (diminuir RCS)?

Grato desde já.

Roberto F Santana
Roberto F Santana
9 anos atrás

Caro Vader,
Aquilo Aerea rule ou regra de área, que é um recurso de desenho que é usado para que se reduza o arrasto aerodinâmico em grandes velocidades.Para variar, foram os alemães que descobriram.
Em alguns aviões dá logo para se notar, como o F-5, outros quase não se vê.
E é mesmo, o Brasil foi comprando quando sobrava um aqui ou acolá.
Agora se numa dessas comprou um da Indonésia, pode até ter um sub-modelo mais moderno, acho que foi o último país a comprar o F-5.
Daqui a pouco aparece um no Ebay.

Franco Ferreira
Franco Ferreira
9 anos atrás

Vader;

De memória – só.

Os americanos chamam aquela deformidade de “cintura. E parece mesmo!

Diziam que melhora o fluxo de ar nas velocidades trans-sônicas, evitando o desolamento do fluxo na área.

Parece-me (ainda, de memória) que o primeiro avião a usar este desenho foi o F-11-F da Navy (http://en.wikipedia.org/wiki/Grumman_F-11_Tiger). Na página de especificações no Wikipédia acima, aparece, nitidamente, a “cintura” de que tratamos (http://en.wikipedia.org/wiki/Grumman_F-11_Tiger#Specifications_.28F11F-1.2FF-11A.29).

Franco Ferreira

Vader
9 anos atrás

Obrigado pelas explicações amigos.

Observador
Observador
9 anos atrás

Caro Franco Ferreira:

Depois que você citou o F-11, somente agora notei como ele é parecido com o A-1.

Tirando as asas mais baixas no F-11 que no A-1, e o nariz afilado para baixo no segundo, o desenho dos aviões é quase o mesmo.

Roberto F Santana
Roberto F Santana
9 anos atrás

Aqui, um bom estudo do “nariz de tubarão”:
http://www.airliners.net/photo/Mexico—Air/Northrop-F-5E-Tiger/1794934/L/&sid=eb089aa8a3c0b96bcd8e845bc0568d58

E um exemplo do ultimo modelo de LEX:
(clique na foto J- 3086 Tiger F-5 Swiss Air Force) para ver melhor.

http://airphotos-world.blogspot.com/

Clésio Luiz
Clésio Luiz
9 anos atrás

@Tadeu Mendes Os F-5 da FAB sempre tiveram essas extensões, desde que chegaram por aqui ainda novos. Acho que você só os percebeu agora 🙂 @Roberto F Santana Leading Edge Root eXtensions é como eu tinha visto por aí. De qualquer forma identifica a mesma coisa. Quanto ao que você se referiu, os F-5 da FAB, pelo que pude ver numa matéria sobre o cockpit (acho que publicada aqui mesmo), ainda tem os flaps manuais, pois tinha o comando de acionamento na manete de potência. A extensão de raiz de asa grande e o bico de tubarão que saiu nos… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
9 anos atrás

Achei o vídeo onde se fala dos flaps, então acredito que sejam de acionamento manual. A parte que dos flaps começa em 1m43s:

http://www.aereo.jor.br/2010/11/05/como-pilotar-um-f-5em/

Roberto F Santana
Roberto F Santana
9 anos atrás

Caro Clésio, Os F-5 eram equipados com os “maneuver flap system” (E,E-1,E-2,F,F-1) ou com “auto flap system” (E-3 e F-2). Os flaps eram acionados eram acionados por uma pequena alavanca em forma de “flap” no quadrante das manetes ou por um interruptor na manete direita, como é mostrado no vídeo que você indicou. No vídeo as manetes e o manche já são de uma modificação ou modernização posterior mas o sistema permanece o mesmo. Note que os “E-3”, que presumo, a FAB não os tenha, o exemplo que o piloto dá, que é o looping, não haveria a necessidade de… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
9 anos atrás

Para o caso de alguém se perguntar o porque desse esquema de flapes, o negócio é mais ou menos assim: alguns aviões, como o F-104, F-5, F-16 e F-18, tem asas muito finas, para proporcionar o mínimo de arrasto. Essas asas, quando flapes de bordo de ataque e de fuga estão recolhidos, geram muito pouca sustentação a baixa velocidades, mas ao mesmo tempo tem mínimo arrasto em velocidades supersônicas. Como eles precisam de muita sustentação na decolagem e pouso, assim como em manobras abaixo dos 1000 km/h, muda-se o perfil da asa, abaixando os flapes, para gerar a sustentação necessária… Read more »

Tadeu Mendes
Tadeu Mendes
9 anos atrás

Caro Roberto Santana,

A sigla original e correta e LERX (Leading Edge Root Extension).

LEX e para a rapaziada mais intima com essas maquinas. rsrsrsrsrs.

Vader
9 anos atrás

Excelente explicação caro Clésio.

Uma única pergunta: é correto chamar o hipersustentador do bordo de ataque de flape?

Penso que seria mais correto dizer slat.

Sds.

Clésio Luiz
Clésio Luiz
9 anos atrás

No bordo de ataque, flap e slat são coisas iguais mas diferentes 🙂 O flape apenas abaixa enquanto o slat faz o movimento de abaixar e ir para frente ao mesmo tempo. Ou seja, o slat aumenta a área alar (no movimento de ir para frente) e aumenta o fluxo de ar sobre a asa (ao se mover para baixo). Sendo assim, AMX e Mirage 2000 tem slats, F-5 e F-16 tem flapes no bordo de ataque. O MiG-23 tem flape nas asas de geometria variável, já o F-14 e o Tornado tem slats. Isso tudo é fácil de perceber… Read more »

Clésio Luiz
Clésio Luiz
9 anos atrás

Se possível, dê uma lida na história do F-4 lá no Air Vectors. O Phantom começou com flapes no bordo de ataque, mas ganhou slats a partir do F-4E. Colocaram slat até no estabilizador dele. Aliás, o Phantom é o caça com mais curiosidades sobre aerodinâmica que eu já vi no único caça. Dava para fazer um texto enorme sobre ele só falando disso.

Vader
9 anos atrás

Obrigado pelas explicações caro Clésio.

Sds.

Almeida
Almeida
9 anos atrás

Para os amigos intrigados com o fechamento do espaço aéreo no último domingo, lembrem-se que este foi o último dia da LAAD e várias figuras políticas e militares estrangeiras importantes estavam lá presentes. O Aeroporto de Jacarepaguá é o mais próximo do local do evento.

Ou foi uma demonstração da FAB para quem estava no evento, ou foi fechado o espaço aéreo para tráfego livre de algum vetor em exposição ou de alguma delegação estrangeira.