quarta-feira, janeiro 26, 2022

Gripen para o Brasil

Manobras de caças F-5 fecham espaço aéreo e assustam moradores da Barra

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

RIO – Uma série de manobras realizadas por três aviões supersônicos F-5 sobre o Itanhangá, na Barra da Tijuca, na Zona Oeste, assustou moradores da região por volta das 15h. Por pelo menos três minutos o espaço aéreo na localidade ficou limitado aos caças da Aeronáutica.

A torre de comando do Aeroporto de Jacarepaguá foi alertada sobre as manobras, mas não soube informar a motivação dos voos rasantes, que foram coordenados pelo Comando Aéreo Regional da FAB.

FONTE: O Globo / FOTO: FAB

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Ozawa

Pois é…, postei essa reportagem “off topic”, ou nem tanto, há poucas horas, no post acerca do impacto dos cortes orçamentários na Defesa Aérea.

E nessa esteira de contingenciamento, não importa o motivo das manobras, conquanto ache que esteja relacionado a alguma ação publicitária pelo Dia da Caça, mas o que “importa” mesmo é que são menos 3 minutos de horas/vôo disponibilizadas pelo Estado-Maior… da Economia…

tplayer

Estaria a FAB tentando tirar a ferrugem dos bicudos?

Vader

Bela foto.

Antonio M

treino para a Copa do Mundo ?

Vassili

Vader, Concordo…………. linda foto………….. esse esquema de camuflagem fica bem legal nas aeronaves da FAB. E o Mike com 2 Derby e 2 Phyton fica lindão. Bem que os pilones das pontas das asas poderiam aguentar o peso dos Derbys, acho que ele ficaria mais aguerrido, pois assim os pilones internos poderiam ser usados para carregar um designador e uma bomba laser, tipo a da Britanite. Isso numa mesma surtida. Exemplo: 2 Derby na ponta das asas; 1 pod Litening II no cabide ventral; 2 MK-83 com kit de guiamento laser da Britanite nos cabides internos; E ainda sobrariam 2… Read more »

Tadeu Mendes

Linda foto mesmo.

Mas sera que os amigos notaram alguma coisa de diferente no F-5?

Nao juncao da asa com a fuselagem, comecando na entrada da turbina ate a asa.

E como um extensao que aumenta a area de supeficie da asa.

Os F-5 originais nao eram assim, e essa carcteristica aerodinamica e bem pronuncianda nos Super Hornets.

Clésio Luiz

Tadeu, desde o F-5A essas extensões (LERX em inglês) já existiam. Elas aumentaram no F-5E (como esse da FAB) e nos F-5E finais e no F-20, elas aumentaram mais um pouco. Dê uma procurada no Google que você verá imagens desses LERX em todos os F-5.

Os F-5 da FAB nunca sofreram modificação aerodinâmica desde a entrada em serviço.

Tadeu Mendes

Clesio,

Obrigado pelo esclarecimento, valeu.

Mas quando eu vivia no Brasil (ate 1985), os F-5 nao possuiam LERXs.

Eu nao quiz usar a abreviatura LERX (Leading Edge Extension), porque nunca havia visto essa caracteristica aerodinamica em um caca brasileiro.

Ao ver essa foto do F-5 (nesse angulo), a primeira coisa que veio na minha cabeca foi uma associcao com os Super Hornets.

Franco Ferreira

Amigos Tadeu Mendes e Clésio Luiz;

Eu não tinha a MENOR idéia da existência destas extensões nas asas da família F-5! Com a conversa entre Vocês fui conferir nos alfarrábios os ensinamentos que nos deu o Clésio. Achei TODOS eles!
O T-38 em uma foto de propaganda (nenhuma extensão); a família F-5 A/B na TO -1 dos -B (pequena extensão); e na foto desta matéria a extensão mencionada pelo Tadeu.

Aprendi!

Já mandei ao e-mail do Galante as duas imagens para que ele possa transmiti-las a Vocês.

Obrigado pelo ensinamento. Franco Ferreira

Roberto F Santana

A sigla certa é só LEX , leading edge extensions. E fazia parte de um pacote que somente os ultimos modelos “E” tiveram, o IHQ. Faziam parte também o pitot curto com o “nariz de tubarão”. Essas melhorias junto com o auto flap, mudavam sensivelmente o comportamento da aeronave principalmente perto do estol. Acho que a FAB não chegou a pegar esses blocos o México tenho certeza que tem esses. As tabelas de estol do F-5 vão do sub modelo E até o E-3, os LEX devem ter aparecido só no E-3. Alguém sabe qual é o modelo que a… Read more »

Vader

Roberto F Santana disse:
18 de abril de 2011 às 15:52

“Alguém sabe qual é o modelo que a FAB usa? ou melhor dizendo, conserva?”

Quais deles, você quer dizer? Não olvide que a FAB compra seus F-5 desde a década de 70 “a prestações”…

Se não me engano são pelo menos duas versões, os da primeira leva e os Ex-Agressor da USAF, fora os “novos” Jordanianos.

“Conserva” foi sacanagem, rsrsrs… 🙂

Abraço.

Vader

Já que estamos a falar em teoria de vôo, LEX, e de nosso “supra-sumo”, alguém sabe se a “afinada” que o F-5 tem no meio da linha das turbinas é por conta da pressurização do ar que entra pelo coletor ou simplesmente para esconder dos radares os compressores (diminuir RCS)?

Grato desde já.

Roberto F Santana

Caro Vader,
Aquilo Aerea rule ou regra de área, que é um recurso de desenho que é usado para que se reduza o arrasto aerodinâmico em grandes velocidades.Para variar, foram os alemães que descobriram.
Em alguns aviões dá logo para se notar, como o F-5, outros quase não se vê.
E é mesmo, o Brasil foi comprando quando sobrava um aqui ou acolá.
Agora se numa dessas comprou um da Indonésia, pode até ter um sub-modelo mais moderno, acho que foi o último país a comprar o F-5.
Daqui a pouco aparece um no Ebay.

Franco Ferreira

Vader;

De memória – só.

Os americanos chamam aquela deformidade de “cintura. E parece mesmo!

Diziam que melhora o fluxo de ar nas velocidades trans-sônicas, evitando o desolamento do fluxo na área.

Parece-me (ainda, de memória) que o primeiro avião a usar este desenho foi o F-11-F da Navy (http://en.wikipedia.org/wiki/Grumman_F-11_Tiger). Na página de especificações no Wikipédia acima, aparece, nitidamente, a “cintura” de que tratamos (http://en.wikipedia.org/wiki/Grumman_F-11_Tiger#Specifications_.28F11F-1.2FF-11A.29).

Franco Ferreira

Vader

Obrigado pelas explicações amigos.

Observador

Caro Franco Ferreira:

Depois que você citou o F-11, somente agora notei como ele é parecido com o A-1.

Tirando as asas mais baixas no F-11 que no A-1, e o nariz afilado para baixo no segundo, o desenho dos aviões é quase o mesmo.

Roberto F Santana

Aqui, um bom estudo do “nariz de tubarão”:
http://www.airliners.net/photo/Mexico—Air/Northrop-F-5E-Tiger/1794934/L/&sid=eb089aa8a3c0b96bcd8e845bc0568d58

E um exemplo do ultimo modelo de LEX:
(clique na foto J- 3086 Tiger F-5 Swiss Air Force) para ver melhor.

http://airphotos-world.blogspot.com/

Clésio Luiz

@Tadeu Mendes Os F-5 da FAB sempre tiveram essas extensões, desde que chegaram por aqui ainda novos. Acho que você só os percebeu agora 🙂 @Roberto F Santana Leading Edge Root eXtensions é como eu tinha visto por aí. De qualquer forma identifica a mesma coisa. Quanto ao que você se referiu, os F-5 da FAB, pelo que pude ver numa matéria sobre o cockpit (acho que publicada aqui mesmo), ainda tem os flaps manuais, pois tinha o comando de acionamento na manete de potência. A extensão de raiz de asa grande e o bico de tubarão que saiu nos… Read more »

Clésio Luiz

Achei o vídeo onde se fala dos flaps, então acredito que sejam de acionamento manual. A parte que dos flaps começa em 1m43s:

http://www.aereo.jor.br/2010/11/05/como-pilotar-um-f-5em/

Roberto F Santana

Caro Clésio, Os F-5 eram equipados com os “maneuver flap system” (E,E-1,E-2,F,F-1) ou com “auto flap system” (E-3 e F-2). Os flaps eram acionados eram acionados por uma pequena alavanca em forma de “flap” no quadrante das manetes ou por um interruptor na manete direita, como é mostrado no vídeo que você indicou. No vídeo as manetes e o manche já são de uma modificação ou modernização posterior mas o sistema permanece o mesmo. Note que os “E-3”, que presumo, a FAB não os tenha, o exemplo que o piloto dá, que é o looping, não haveria a necessidade de… Read more »

Clésio Luiz

Para o caso de alguém se perguntar o porque desse esquema de flapes, o negócio é mais ou menos assim: alguns aviões, como o F-104, F-5, F-16 e F-18, tem asas muito finas, para proporcionar o mínimo de arrasto. Essas asas, quando flapes de bordo de ataque e de fuga estão recolhidos, geram muito pouca sustentação a baixa velocidades, mas ao mesmo tempo tem mínimo arrasto em velocidades supersônicas. Como eles precisam de muita sustentação na decolagem e pouso, assim como em manobras abaixo dos 1000 km/h, muda-se o perfil da asa, abaixando os flapes, para gerar a sustentação necessária… Read more »

Tadeu Mendes

Caro Roberto Santana,

A sigla original e correta e LERX (Leading Edge Root Extension).

LEX e para a rapaziada mais intima com essas maquinas. rsrsrsrsrs.

Vader

Excelente explicação caro Clésio.

Uma única pergunta: é correto chamar o hipersustentador do bordo de ataque de flape?

Penso que seria mais correto dizer slat.

Sds.

Clésio Luiz

No bordo de ataque, flap e slat são coisas iguais mas diferentes 🙂 O flape apenas abaixa enquanto o slat faz o movimento de abaixar e ir para frente ao mesmo tempo. Ou seja, o slat aumenta a área alar (no movimento de ir para frente) e aumenta o fluxo de ar sobre a asa (ao se mover para baixo). Sendo assim, AMX e Mirage 2000 tem slats, F-5 e F-16 tem flapes no bordo de ataque. O MiG-23 tem flape nas asas de geometria variável, já o F-14 e o Tornado tem slats. Isso tudo é fácil de perceber… Read more »

Clésio Luiz

Se possível, dê uma lida na história do F-4 lá no Air Vectors. O Phantom começou com flapes no bordo de ataque, mas ganhou slats a partir do F-4E. Colocaram slat até no estabilizador dele. Aliás, o Phantom é o caça com mais curiosidades sobre aerodinâmica que eu já vi no único caça. Dava para fazer um texto enorme sobre ele só falando disso.

Vader

Obrigado pelas explicações caro Clésio.

Sds.

Almeida

Para os amigos intrigados com o fechamento do espaço aéreo no último domingo, lembrem-se que este foi o último dia da LAAD e várias figuras políticas e militares estrangeiras importantes estavam lá presentes. O Aeroporto de Jacarepaguá é o mais próximo do local do evento.

Ou foi uma demonstração da FAB para quem estava no evento, ou foi fechado o espaço aéreo para tráfego livre de algum vetor em exposição ou de alguma delegação estrangeira.

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