sexta-feira, agosto 19, 2022

Gripen para o Brasil

Preço mais baixo fez a Boeing ser a “clara vencedora” do KC-X

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

Segundo nota do site AINonline, o Subsecretário de Defesa dos EUA, William Lynn, afirmou que ambos os concorrentes ao programa KC-X, a Boeing e a EADS America, atenderam aos 372 requerimentos mandatórios da competição. Porém, a Boeing foi a “clara vencedora” do programa que visa fornecer os novos aviões reabastecedores da USAF (Força Aérea dos EUA), que substituirão os já lendários KC-135.

Pelas regras da competição, outros 93 requerimentos não mandatórios não foram considerados. Esperava-se que esses requerimentos beneficiassem o avião da EADS, o KC-45A (A330 MRTT), de maior porte. Em compensação, também não foram considerados dois entre os três ajustes mandatórios para os preços concorrentes, o consumo de combustível e o IFARA (Integrated Fleet Aerial Refueling Assessment), que determina o quanto cada aeronave vai se ajustar ao cenário operacional.

Segundo o site, a conclusão é que, para assegurar a vitória, o custo unitário do NextGen Tanker da Boeing, de menores dimensões, foi suficientemente mais baixo que o do A330MRTT. Para esta edição do KC-X, o preço foi muito mais importante que a anterior, quando o modelo da EADS venceu.

A Boeing agora precisa ser muito eficiente para integrar o novo projeto de cabine de pilotagem e de sistema de reabastecimento ao seu 767 (avião que serve de base para a sua proposta), dado que o contrato terá preço fixo – esta foi outra mudança em relação à edição anterior, e que ocasionou a saída da Northrop Grumman deste “terceiro round”. 

O contrato para Desenvolvimento de Engenharia e Produção (Engineering and Manufacturing Development -EMD) está orçado em 3,5 bilhões de dólares, incluindo 4 aeronaves. Outros contratos se seguirção para produzir mais 175 reabastecedores, que serão designados KC-46A, num custo total de pelo menos 30 bilhões de dólares. As entregas serão em 18 lotes, e as 18 primeiras aeronaves deverão entrar em serviço em 2017.  

FONTE: AINonline (tradução, adaptação e edição: Poder Aéreo)

FOTO: Boeing

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Mauricio R.

Um pouco do que a Flightglobal publicou a respeito: A EADS desiste de apelar da decisão da USAF: (http://www.flightglobal.com/articles/2011/03/04/353951/eads-concedes-kc-x-contract-award-to-boeing.html) Mas o que vem a ser ao certo, um KC-46A??? (http://www.flightglobal.com/articles/2011/03/03/353881/boeings-kc-x-spec-still-remains-a-secret.html) No fim, foi tdo uma questão de preço, mas não somente da aeronave: (http://www.flightglobal.com/articles/2011/03/03/353883/usaf-evaluated-rivals-bids-on-price.html) Será que a EADS, apelará??? (http://www.flightglobal.com/articles/2011/03/03/353879/eads-mulling-over-kc-x-protest.html) E a Europa??? Vai deixar passar em branco??? (http://www.flightglobal.com/articles/2011/03/03/353878/boeings-kc-x-win-could-spark-euro-backlash.html) Têm tb alguma coisa publicada no Ares, mas me parece que aqui rolou um certo desapontamento, c/ a decisão da USAF. De interessante, esta nota aqui: (http://www.aviationweek.com/aw/blogs/defense/index.jsp?plckController=Blog&plckBlogPage=BlogViewPost&newspaperUserId=27ec4a53-dcc8-42d0-bd3a-01329aef79a7&plckPostId=Blog%3a27ec4a53-dcc8-42d0-bd3a-01329aef79a7Post%3af0e883a3-0080-496c-b099-6b2e19b76426&plckScript=blogScript&plckElementId=blogDest) “A happier fate finally befell another 767 military prototype orphaned after the cancellation of… Read more »

DrCockroach

Mas para registro, o KC-X, depois de 10 anos de indas e vindas, inclusive em que a vitoria da EADS foi cancelada, teve o ganhador anunciado em fevereiro. 4 meses depois e a Boeing jah anunciou que terah custos extras de 1.3 bilhoes p/ as 4 primeiras unidades. O contrato nao foi cost-plus, mas um que envolve uma banda entre o preco fixado (target cost) de 3.9 bilhoes (nao 3.5bi da materia) e um preco teto (ceiling price) de 4.9 bi; dentro desta margem a forca aerea paga 60% e a Boeing 40%. Acima (+ 300 milhoes) a Boeing assume… Read more »

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