terça-feira, janeiro 18, 2022

Gripen para o Brasil

Arma com sensor de proximidade para o FA-50 coreano

Destaques

Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

A-50 - foto 2 ROKAF

Coreia do Sul vai integrar ‘Sensor Fuzed Weapon’ da Textron Defense Systems no seu FA-50

Barra de Cinco Pixels

cbu105front - Sensor Fuzed Weapon - foto TextronA Textron Defense Systems, uma unidade da Textron Systems, anunciou que a ROKAF (Republic of Korea Air Force) escolheu sua arma SFW (Sensor Fuzed Weapon) para integração na aeronave de combate leve FA-50 da Korea Aerospace Industries (KAI).

Através do FMS (Foreign Military Sales) e do Programa de Administração de Aquisições de Defesa da Coreia, a Textron Defense Systems espera iniciar a integração de munição inerte em 2010.

A SFW detecta e destrói com precisão uma vasta gama de ameaças em movimento e estacionárias, em terra e no mar, desde carros de combate e veículos blindados, até veículos marítimos, com reduzido risco de danos colaterais e sem o perigo de acionar munição que não explodiu inicialmente. De fato, a SFW atingiu 99% de confiabilidade quando testada pelo Governo Americano em voo, que incluiu milhares de lançamentos em várias condições.

blu108 - foto Textron

A SFW de 454kg contém submunição BLU-108 e cabeças de combate inteligentes Smart Skeet de dupla função, com busca passiva por infravermelho e ativa por laser. Se uma ogiva Skeet não detecta um alvo válido em sua trajetória de voo, um dos seus três modos de segurança são ativados. Os primeiros dois modos habilitam a Skeet a se auto-destruir depois de 8 segundos de lançamento ou com 15m de altitude. O terceiro modo torna a munição inerte depois que a arma atinge o solo. Estes sistemas redundantes de auto-destruição e auto-neutralização são elementos chave que diferem a SFW de outras muniçõea antigas.

Conhecida como CBU-97 e CBU-105, a SFW da Textron Defense Systems é a primeira e única arma provada em combate do seu tipo no inventário da USAF, projetada para detectar com precisão e destruir múltiplos alvos. Ele foi utilizada na Operação Iraq Freedom e destruiu inúmero carros de combate em uma única passagem.

Sua letalidade superior a tornam a arma stand-off de preferência contra blindagens, defesas antiaéreas e outras missões de combate.

FONTE: Textron FOTOS: ROKAF, KAI e Textron

- Advertisement -

30 Comments

Subscribe
Notify of
guest
30 Comentários
oldest
newest most voted
Inline Feedbacks
View all comments
Ivan

Vejo este como o modelo “de baixo custo” interessante para a FAB e para substituir os AMX e F-5. Um mix deste com um caça de 5° geração.

Bom, mas no atual cenário, as opções de 5° geração são bem escassas.

Tecnocop

Carinha de F-16 esse caça tem…, mas essa Bomba ai é poderosa mesmo…

Fsinzato

Esse “F-16 Coreano” é um “chodozinho” como diria uma amiga…

Na FAB cairia como uma luva, em minha opinião, para treinamento primário em jato e como Low na substituição do Xavantes e futuramente AMX e F-5, como dito pelo colega acima.

Abs.

Bosco

A CBU-97 não possui nenhum tipo de “guiamento” e é mais apropriada para lançamentos a baixas altitudes. Já a CBU-105 tem um sistema de orientação inercial que corrige sua trajetória alterada pelo vento, etc, não perdendo precisão quando lançada de grandes altitudes. Já a submunição inteligente Skeet tem dois sensores que em conjunto, quando acionados, dispara a carga EFP (penetrador formado por explosão). Um é a base de um sensor IR que detecta a acinatura térmica de alvos específicos e o outro um “perfi. Essa arma tem um nível de complexidade que beira a ficção científica e sem dúvida ditou… Read more »

Bosco

Uai! não entendi porque o texto foi cortado.
De novo:
“Um é a base de um sensor IR que detecta a aSSinatura térmica de alvos específicos e o outro um “perfilômetro” a laser que reconhece o contorno característico desses alvos”

Perdão pela “acinatura” rsrsrsr

vplemes

Fsinzato disse:
9 de abril de 2010 às 17:29

Mas infelizmente não serve para a FAB, afinal é americana e todo mundo sabe que americano não é confiavel. Pelo menos é a lorota do Jobim para justificar suas escolhas injustificaveis.

Fsinzato

“Fsinzato disse:
9 de abril de 2010 às 17:29

Mas infelizmente não serve para a FAB, afinal é americana e todo mundo sabe que americano não é confiavel. Pelo menos é a lorota do Jobim para justificar suas escolhas injustificaveis.”

Esta questão da “cor dos gatos” é complicada, apesar de justificável.

Enquanto isto o rato come, foge e da risada.

Abraços.

Rodrigo Cesarini

[ironia]Esse avião não existe, dizem que foi produzido com ajuda da Lockheed, mas até o Serra está careca de saber que americanos não transferem tecnologia. Idem para o Mitsubishi F-2, que deve ser produzido em CGI.[/ironia]

[]s

MA

Realmente Bosco, esse tipo de submunição é algo excelente, se não estou enganado as plataformas Smerch podem disparar dispersores com submunição deste tipo!

Pra treinamento leve e introdução a jatos acho melhor para a FAB um treinador como o Yak-130 e M346, de preferência, nacional.

Bosco

MA,
não sabia que podiam. Vou dar uma olhada.
Os lançadores de foguetes MLRS não podem. Estava em desenvolvimento uma variante do foguete com submunições mas foi cancelado com o fim da Guerra Fria.
Um abraço.

Renato

Vejamos se entendi, isso é algo como um bomba cluster 2.0?

Carlos Augusto

Os americanos não transferem tecnologia, só para a turminha do seu quintal, no mais se não houvesse esse problema este seriá um excelente caça low para o Brasil, ou mesmo o Hal Tejas da índia, com a turbina GE 414.

Bosco

Renato,
essa bomba dispersa 40 submunições “inteligentes” chamadas Skeets. Cada uma cai num movimento pendular varrendo uma grande área com seus sensores. Quando encontra algum “alvo” a munição explode exatamente sobre ele lançando um “fragmento” forjado na explosão, que atinge o alvo por cima a grande velocidade, destruindo-o.
Em tese, cada bomba pode atingir 40 tanques (ou outros alvos).
Um pequeno caça como esse se levar 4 bombas pode teoricamente atingir 160 alvos independentes.
Bombas cluster convencionais não são eficientes contra veículos blindados.
Um abraço.

Alex

Carlos augusto.

americanos realmente nunca irão transferir tecnologia, para uma país que não leva a serio o seu povo. uma país que tem admiração por cuba, chaves, irã e por ai vai.

qual nação seria quer o brasil como um parceiro militar realmente forte. nem um, nem eu mesmo acredito nisso aqui.

MA

Bosco, existe e é a submunição MOTIV-3F Bazalt, que é uma das opções de ogiva dos foguetes do BM-21!
Renato, mais ou menos por aí!

MA

Opa, Bm-21 nao, Bm-30

Fsinzato

“Carlos Augusto disse:
9 de abril de 2010 às 19:12”

Ou mesmo o Hal Tejas da índia, com a turbina GE 414 e com opção de Kaveri binacional.

Seria um sonho, e acho que mesmo o Vader, discípulo do Lord Sith do Norte (risos) concordaria.

Abraços

Rodrigo Cesarini

E um monte de inocentes úteis no Brasil fazendo campanha para que nosso país aderisse ao tratado para banir submunições.

Fsinzato

“E um monte de inocentes úteis no Brasil fazendo campanha para que nosso país aderisse ao tratado para banir submunições.”

Provavelmente os mesmos que querem a adesão ao adicional do TNP. Ainda bem que, acredito eu, passaremos longe…

Abraços.

Ricardohttp://www.aereo.jor.br/2010/04/09/f-15sg-pousa-na-forca-aerea-de-singapura/#comments

Se alguém sugerir SF para o Jobim ele vai dizer que é demais para o Brasil, e que a França vai transferir tecnologia.

O T-50 seria uma coisa muito boa para o Brasil, mas com Super Tucano fico com duvida se ele seria um substituto para o Xavante. Acredito que ele na realidade pode ser uma tênue luz no fim do túnel para a FAB na nefasta era Rafale.

Carlos Augusto

Alex, na época do Gal Ernesto Geisel, J.B. Fiqueredo, nenhum destes Gal, gostava de Cuba, ou da Rússia, e os americanos já não morria de amores pelo Brasil, isso eu estou falando de uns 40 anos pra Ca, essa picuinha deles é mais antiga do que eu posso me lembrar. Se eles vierem oferecer alguma coisa para o Brasil, pode ter certeza, eles vão levar algo de maior valor. Melhor é deixar qualquer caça que tenha a tecnologia deles pra lá, Não serve para o Brasil.

Rodrigo Cesarini

Carlos Augusto, que rompeu com os americanos o tratado militar vigente desde da 2ª guerra foi o Geisel, que ficou irritado com a mudança de postura do governo americano, que deixou de apoiar ditaduras na América Latina.

Excel

O F-50 está sendo equipado com um número significativo de componentes coreanos para diminuir a dependência tecnológica dos EUA. Pelo pouco que me lembro a aviônica, o computador de controle de armas e de missão, trem de pouso, partes da fuselagem, o sistema fly-by-wire entre outros são fabricação nacional, enquanto que o radar será derivado do israelense EL/M 2032 para ser fabricado pela LIG NEX1 (pertencente ao Grupo LG) a partir deste ano. Este avião tem valor estratégico imenso para o país pois é uma espécie de treinamento ou teste para o projeto KFX que pretende criar um caça de… Read more »

Renato

Bosco e MA, foi uma comparação tosca a minha, mas obrigado pela explicação.

Harry

Caros
” Os americanos não transferem tecnologia, só para a turminha do seu quintal ‘

Só transfere para turinha do seu quintal o que eles julgam ser o necessario.

Alex disse:
9 de abril de 2010 às 19:20

Se voce não acredita no pais azar seu.

Abs
Abs

Harry

turinha, digo turminha

Marcos.T

É conhecido o fato de que o Brasil produz bombas cluster e tal.

Pergunta:
Poderia o Brasil produzir algo parecido com isso?

Bosco

Marcos, sem querer menosprezar nossos engenheiros e nossa indústria de defesa, mas acho que ainda estamos longe de desenvolver algo parecido. Sem falar que colunas blindadas avançando sobre o Território Nacional não é uma visão que preocupe nossas autoridades tendo em vista nosso TO, portanto, não é um fator incentivador. Embora tal arma possa ser usada contra vários alvos táticos ela é mais indicada para atacar colunas blindadas já que alvos não blindados podem ser eficientemente engajados por bombas cluster convencionais numa relação custo-beneficio mais vantajosa. Também a abordagem adotada de “atacar por cima” é muito eficiente mas pelo que… Read more »

Jonas Rafael

O grande problema são as amarras. O T/A-50 era pra ter um radar da SELEX, mas o grande irmão não deixou, pois isso implcaria acesso ao software de controle que eles não abriram. Só aprovaram o radar israelense, e segundo ouvi, a integração vai ser feita por eles, os amigões.
Fora esses problemas é uma aeronave interessante e que supriria bem as nossas necessidades, adquirindo esse como treinador, a FAB acharia um furo para futuramente adotar uma composição Hi-Low.

Alex

não acredito mesmo, enquanto não mudar a mentalidade de todos, eu não acredito, agora se você acredita azar o seu, vai fundo.

Últimas Notícias

Chile quer comprar aeronaves britânicas E-3D Sentry ‘AWACS’ aposentadas

Uma fonte disse ao UK Defense Journal que o Chile está procurando comprar “mais de uma” aeronave E-3D aposentada...
- Advertisement -
- Advertisement -