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Programas Legacy 450 e 500 avançam, segundo a Embraer

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Legacy 450 e 500 - imagem Embraer

Grupo de especialistas em interface homem-máquina contribui com o desenvolvimento dos novos jatos executivos da empresa, que também divulgou testes dos sistemas fly-by-wire e o início da produção de peças

A Embraer informou nesta segunda-feira, 25 de janeiro de 2010, avanços nos programas de desenvolvimento dos jatos executivos Legacy 450 e Legacy 500, das categorias midlight e midsize.

Segundo a empresa, o segundo Conselho Consultivo da Interface Homem-Máquina (Man-Machine Interface – MMI), formado por pilotos experientes e proprietários de aeronaves de todo o mundo, reuniu-se no segundo semestre de 2009 na sede da Embraer, em São José dos Campos. A maioria dos comentários anteriores feitos pelo Conselho foi implementada nos projetos finais dos jatos.

Como resultado de uma das sugestões, a Empresa hoje oferece maior variedade de materiais para acabamento interno. Guiados por seis painéis temáticos distintos, os clientes podem escolher a configuração interna que mais lhe agrada, dentre milhões de combinações possíveis.

Durante o encontro do MMI, o Sistema de Gerenciamento de Áudio e Vídeo da Cabine (Audio and Video Cabin Management System – AV/CMS) Ovation® Select™, da Honeywell, totalmente digital, de alta definição e com conexão em alta velocidade, teve a interface gráfica com o usuário testada em uma sessão com a “voz do cliente”, dedicada à avaliação das impressões do conselho quanto à funcionalidade e apresentação do sistema.

Fly-by-wire, produção de peças e meio ambiente

Ainda segundo a Embraer, vários processos de fabricação estão em fase de ensaios. Testes de qualidade e maturidade também estão sendo realizados para avaliar os equipamentos da aeronave sob situações críticas de vôo, tais como vibração e altitude elevada. Condições extremas são simuladas em câmaras avançadas de testes nas instalações da Embraer e de fornecedores. Esse procedimento visa garantir que o projeto de determinadas peças já esteja amadurecido quando os protótipos iniciarem os ensaios em vôo.

A empresa afirma que os jatos serão os únicos das suas categorias equipados com o moderno sistema eletrônico de comandos de vôos flyby-wire, tecnologia de última geração que aumenta a segurança das operações e o conforto dos passageiros, além de reduzir a carga de trabalho dos pilotos e o consumo de combustível. Bancadas de ensaio são utilizadas para simular as características dos aviônicos Pro Line FusionTM, da Rockwell Collins, bem como do sistema de comandos de vôo das aeronaves. Com o uso de simulação de vôo computacional, as leis de controle fly-by-wire são testadas e verificadas por pilotos e engenheiros muito antes da construção de qualquer protótipo de avião. 

Legacy 450 e 500 - sidestick, hud e SVS - imagem Embraer

A produção das primeiras peças do Legacy 500 já foi iniciada. As peças forjadas do trem de pouso principal e de nariz chegaram em Heroux-Devtek, no Canadá, e começaram a ser fabricadas. A Meggitt completou as primeiras peças forjadas para as rodas e freios. A Sonaca, da Bélgica, iniciou os primeiros ensaios para estiramento dos painéis da fuselagem traseira em suas instalações na cidade de Gosselies. Segundo a Embraer, a seleção de fornecedores continua.

A empresa também informou que as aeronaves deverão cumprir com margens significativas os limites mundiais de certificação para ruído e emissões, conforme estabelecido pelo Comitê de Proteção Ambiental da Aviação (Committee on Aviation Environmental Protection – CAEP) da Organização de Aviação Civil Internacional (OACI). O processo de certificação segue conforme o planejado junto à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC), do Brasil; Federal Aviation Administration (FAA), dos Estados Unidos; e European Aviation Safety Association (EASA), da Europa.

Os conceitos dos jatos executivos Legacy 450 e Legacy 500, das categorias midlight e midsize, foram apresentados em 2007. Lançados em 2008, têm interiores projetados em parceria com o BMW Group DesignworksUSA e oferecerão, segundo a Embraer, a maior cabine e o melhor isolamento acústico das suas classes. A empresa destaca também o piso plano, altura de cabine de 1,82 metro, a qualidade da pressurização, o toalete a vácuo e o sistema aviônico da Rockwell Collins – Pro Line Fusion™ – que deverá oferecer um amplo alerta situacional com interface altamente intuitiva.

Os jatos deverão oferecer também desempenho superior e os baixos custos operacionais: segundo a empresa, serão os mais rápidos das suas categorias, sendo equipados com motores de última geração HTF7500E, fabricados pela Honeywell e que incorporam as mais recentes tecnologias para atender aos requisitos de desempenho com aprimorada eficiência em termos de consumo de combustível, facilidade de manutenção, baixos custos operacionais e reduzido nível de emissão de ruídos e poluentes, diminuindo o impacto ambiental.

Capacidades e alcances projetados

O Legacy 450 está sendo projetado para transportar até nove passageiros. Com quatro passageiros, deverá ter  alcance de4.260 km (2.300 milhas náuticas) e, com oito passageiros, 4.070 km (2.200 milhas náuticas) com oito passageiros, ambos incluindo reservas de combustível NBAA IFR. O jato poderá voar sem escalas do Rio de Janeiro para Bariloche, na Argentina.

O Legacy 500 levará até 12 passageiros e está sendo projetado para ter alcance de 5.560 km (3.000 milhas náuticas) com quatro passageiros ou 5.190 km (2.800 milhas náuticas) com oito passageiros, ambos incluindo reservas de combustível NBAA IFR. Estas características permitirão aos clientes voar do Rio de Janeiro para Chicago, nos EUA, com uma única parada em Caracas, na Venezuela.

FONTE / IMAGENS: Embraer

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