domingo, setembro 19, 2021

Gripen para o Brasil

‘Invisível’ ao radar, mas não ao IRST

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

B-2 no IRST do Eurofighter.jpg

Na imagem, um bombardeiro “stealth” B-2 Spirit sendo rastreado pelo Passive InfraRed Airborne Tracking Equipment (PIRATE) do Eurofighter, mostrado na foto abaixo.

Os Eurofighters a partir do Tranche 1 Block 5 tem o PIRATE, que é um IRST (Infrared Search and Track System), sistema de busca e rastreamento por infravermelho. O sistema foi desenvolvido pelo Consórcio EUROFIRST, composto da Galileo Avionica (Itália), Thales Optronics (Reino Unido), e Tecnobit (Espanha).

O PIRATE opera em duas bandas de infravermelho, 3-5 e 8-11 micrômetros. Quando usado na função ar-ar, ele provê a detecção passiva e rastreamento, sem alertar o alvo. Na função ar-solo, ele fornece a identificação de alvos e a aquisição. O sistema provê também auxílio para pouso e navegação. O PIRATE é ligado ao visor do capacete do piloto (HMD).

PIRATE Eurofighter

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Wolfpack

Sem comentários, OSF neles…

Boscão, é isso que eu te falo sempre, gasta-se milhões em furtividade e um IRST desmascara o bicho. Sempre existe uma tecnologia simples para derrubar as tecnologias pouco robustas do Complexo Industrial Militar Americano.

Abs

Lol

Agora a inutilidade do Rafale!

Craveiro

Criatividade, inteligência e astúcia ajudam a diminuir certas vantagens.

Bosco

Wolf,
mas sem a tecnologia stealth o B-2 seria detectado a 400 km por um lançador S-400. Com ela o B-2 é detectado a 40 km por um Typhoon.
Em qual bombardeiro você queria ir para a guerra?

Xande

existe realmente avião invisivel???

Craveiro

Wolf, os americanos, como sabem vc muito bem, são movidos pela grana.
A segurança nacional é importantíssima, mas a do complexo militar é maior. Por que desenvolver algo simples se algo sofisticado tem um retorno gigantesco.
E taí o desmascaramento do paradigma.

Abraço

Craveiro

Corretíssimo Bosco, mas é uma grana violentíssima por esta aeronave.

Wolfpack

Bosco, eu ficaria com os B1B mesmo e bem rapidinhos ehehehehehe e os Buffs depois dos Strike Eagles e Falcon limparem a área.
Abs

Francisco AMX

Bosco, para detectar são até 130km… para fazer uma imagem do alvo é que são os 40km…

Bosco

A tecnologia Stealth busca recuar o alcance de detecção de uma aeronave (ou coisa que o valha) por todos os meios possíveis. Não teria lógica se um bombardeiro fosse detectado por um radar a 20 ou 30 km mas o IRST o pegasse a 150 km, ou o pintassem de laranja com um monte de holofotes para ser visto a 100 km. Aí eu concordaria que estão no caminho errado e jogando dinheiro no lixo. Mas como eu acredito que o caminho é o certo, e não me preocupo com o dinheiro gasto pelos contribuintes americanos, eu acho que reinou… Read more »

Foll

O IRST do Rafale é superior.Reparem, junto ao sensor de rastreamento passivo o IRST do Rafale tbm possui uma “box” para a telemetria laser & aquisição de alvos.Equipamento esse, inexistente no E.F.

Francisco AMX

Gostaria que o blog colocasse uma matéria falando sobre o OSF do Rafale… que este sim nos interessa mais! 🙂

Bosco

Foll,
há dúvidas da eficácia de se ter um telêmetro laser associado a um IRST já que o mesmo deixaria de atuar de forma passiva podendo com isso revelar sua presença.
No software dos modernos IRST é possível fazer uma avaliação da distância provável do alvo sem que seja necessário o uso de técnicas ativas e que é suficientemente precisa para todos os efeitos práticos.

Justin Case

Bosco,
O “LASER range finder” só seria detectado se o inimigo tivesse um sistema como o SPECTRA do Rafale, não é? Hehehehe.
Abraço,

Justin

“Justin Case supports Rafale”

Bosco

O que é que tem pé de porco mas não é porco? Orelha de porco mas não é porco? Costela de porco mas não é porco? (Resposta no final do comentário) Do mesmo modo é a tecnologia “Stealth”. Parece ser igual a “convencional” quando se olha despretenciosamente, mas pode ser que não seja numa avaliação mais profunda. Parece ser só uma superfície comum, mas pode ser revestida de algum material “exótico” que absorva o calor do atrito e emita no lugar uma radiação EM em um comprimento de onda que não da banda IR, dificultando a percepção por sensores térmicos… Read more »

Bosco

Justin,
lamento informar mas os detectores lasers (LWR – laser warning receiver) são mais comuns que imaginamos e fazem parte da suite eletrônica de uma série de aeronaves, UAVs, helicópteros e aviões de transporte mundo afora.

Bosco

Também são muito comuns em veículos blindados atualmente.

Justin Case

Verdade, os sistemas modernos têm, alguns mais integrados outros menos. Sniff!!.

Hoje em dia vários telêmetros laser usam sistemas “eye safe”, não é?
Abraço,

Justin.

“Justin Case supports Rafale”

Bosco

Os telêmetros e designadores lasers podem causar danos ao olhos, causando cegueira parcial, temporária ou em alguns casos, até permanente.
Muito cuidado tem sido tomado para a proteção dos olhos dos combatentes e até mesmo do pessoal civil já que um laser pode ser emitido em direção a cabine de um avião civil (ou veículo de terra) e danificar a retina.

Francisco AMX

Bosco, o Rafale tem, pode usar ou não! quando o SH ou o F-18 não tem tu diz que não é necessário, quando o Rafale tem tu diz que não se justifica, mas elogia o sistema… te decide! huahuahuahua

tyrion

Senhores

Devemos lembrar que a tecnologia stealth foi concebida de primeira pensando em burlar os sistemas de defesa aerea intergrada…penetrar profundamente em territorio inimigo,destruir os alvos de valor estrategico e voltar pra casa a tempo de ver um jogo de basquete da NBA, tomar uma cervejinha e dar um pega na patroa, afinal ninguem e de ferro! agora se um ou outro for detectado va la! ta no lucro, mas dai a rechaçar com sucesso um primeiro ataque ei e outra historia…e so ver o historicos das 2 guerras do golfo.

abracos a todos…

Shandowlord

Este Pirate do Eurofighter parece muito grande não dava para esconder mais não…

Justin Case

Shandowlord, Creio que um dos grandes problemas dos IRST é encontrar uma localização adequada para o sistema. Os sensores necessitam garantir linha de visada com o objetivo no maior ângulo possível e, também, estar em um local que possibilite que lhe seja fornecida a refrigeração e a energia. O posicionamento tradicional dos IRST (Rafale, Typhoon, russos) dificulta o look down. Sistemas em pods na fuselagem têm problemas com o Look Up. Para o Super Hornet, há uma possibilidade de colocar o sistema em um tanque de combustível, mas isso acarreta outros problemas de integração (estabilidade de visada?), além de ter… Read more »

Mauricio R.

“…uma tecnologia simples para derrubar as tecnologias pouco robustas do Complexo Industrial Militar Americano.”

Alguem tem uma foto do IRST de algum “Fulcrum” sérvio, enquadrando o B-2???
Afinal foi usado em combate na ex-Iuguslávia, entrou, bombardeou, saiu e ninguem viu…

Ah, e não percam tempo falando do OSF, qndo a tranqueira francesa finalmente ganhar o radar AESA que ainda não tem, o canal de IR vai p/ a sucata e vai sobrar somente uma LLTV.

Bosco

Francisco, já coloquei minha opinião várias vezes e continuo com ela. Não tenho nada contra um IRST muito menos o do Rafale, muito pelo contrário. Acho que todo caça deveria ter um principalmente pelo motivo que você citou: VERSATILIDADE. Quem tem pode usá-lo quando e se for necessário, na arena correta, contra o inimigo adequado. O que sou contra é dizer que o Rafale por ter um IRST pode obter vantagem significativa sendo ele um caça “convencional” contra um F-22 que possui um radar AESA. Ou então dizer que o Rafale pode obter vantagem contra um F-18E dotado de AESA.… Read more »

Ivan

Tyrion, Vc matou a questão. Avião stealth não é invisível, ele é furtivo. De alguma forma será ou poderá ser visto, o que se espera é que, quando isso acontecer a iniciativa da ação será do stealth. Esta ação poderá ser ar-terra ou ar-ar. O IRST Pirate ou o OSF podem ver uma aeronave stealth a 40km, talvez um pouco mais ou um pouco menos, mas se seu alvo for um Raptor ou um Ligthning II armados com mísseis AMRAAM AIM-120 C-7 (nem precisa ser o D) os caças europeus já viraram alvo há alguns preciosos segundos… Quanto ao SuperHornet… Read more »

Ivan

Justin, A SAAB não está saindo do zero no IRST. O IR-OTIS começou seu desenvolvimento no século passado… tudo bem, entre 1993 e 94, a partir dos sensores usados no JA-37. Justin e Bosco,` Por que o IRST do SuperHornet não fica sobre o nariz do avião, como nos Rafales, Typhoons, Gripens e Flankers? Imagino que o motivo é a boca do canhão Vulcan (seis canos de 20mm) dos Hornets e SuperHornets, que fica justamente no local mais comum aos IRST, a frente do canopy. Esta posição na origem dos F-18 criou problemas inclusive para os radares APG-65. Então restou… Read more »

Mauricio R.

“…mas isso acarreta outros problemas de integração (estabilidade de visada?), além de ter que carregar o tanque.”

-> Alguma forma de estabilização não deve ser difícil de incorporar dada a experiência c/ o Lantirn e c/ o ATFlir usado no próprio F-18.

“…haja problemas para adequar os sistemas tradicionais à configuração associada às antenas AESA (necessidade de refrigeração adicional e pontos quentes próximos ao sensor?).”

-> A foto do Pirate no nariz do Typhoon, mostra que o sistema está montado mto próximo do radar.

Bosco

Para um SH dotado de AESA, um IRST será interessante para: 1-tentar detectar alvos difíceis de serem detectados pelo radar (atualmente são os mísseis cruise e os UAVs, no futuro caças, etc) 2-usar como sensor de apoio no caso do sensor principal sofrer interferência 3-tentar se manter oculto quando o inimigo previsto não tiver um radar que ofereça risco dentro do alcance máximo do IRST 4-usar como auxiliar de navegação, pouso noturno, REVO, detecção de alvos no solo, etc Idem para o Rafale. Na hipótese de um Super Hornet com um IRST operar em uma zona onde podem existir Rafales… Read more »

Ivan

Bosco,

Só para lembrar, há as regras de engajamento que, muitas vezes, exigem uma identificação positiva do alvo antes de abrir fogo.

Salvo engano os sensores óticos do F-14 D eram usados nesta intenção originalmente. Era o AN/AAS-42 IRST/Shadow, que depois foi usado de modo cooperado com o LANTIRN (FLIR).

Abç,
Ivan.

galileu

É o que eu sempre falo, pra que gastar Bilhóes num b2 se um TU-160 faz o mesmo e custa muitooooooooooo menos.

Custo/Benefício

Mas tudo tem um significado, imagina o quanto a fabricante e o pentágono não ganha com novos projetos????…………

abraço

Bosco

Ivan,
essa sem dúvida seria uma outra utilidade do IRST.
5-confirmação “visual” do alvo (IFF não cooperativo)

Poderíamos acrescentar uma sexta função, que seria fornecer alerta de lançamento de míssil, tanto ar-ar quanto ar-sup. Pelo menos no setor frontal.
Dentre outras.

Vale salientar que muitas dessas tarefas são realizadas pelos casulos de designação de alvos como o ATFLIR e o Damocles. Esses casulos só não conseguem fazer “varredura” e operam só no modo de “imagem”, não gerando simbologia no HUD ou no HMD. Inclusive com a possibilidade de fazer a aferição da distância pelo telêmetro laser.

Invincible

Pois é! E se este B-2 tiver uma escolta de F-22? Como é que fica?

Justin Case

Ivan,

“Justin, Chico e Wolf, vcs sabem disso tão bem ou melhor do que eu, então deixem de provocação com o Bosco.”

Se não for incômodo, vou continuar provocando. Estou aprendendo muito com os comentários de vocês dois.

Abraço,

Justin.

“Justin Case supports Rafale”

Taz Miranda

Olha… Me desculpem, mas pra mim, IRST do SH na cabeça do tanque ficou um tremendo “emendão”… Aliás, sem querer desmerecer a Boeing, mas ela tem feito vários emendões… Vide o Silent Eagle…

Deio

Pessoal, sei que fontes são fontes, mas está aí para lermos.

Abraços.

05/01/2010 – 03h41

FAB prefere caça sueco a francês

da Folha Online

http://www1.folha.uol.com.br/folha/brasil/ult96u674679.shtml

Deio

Para apreciação: Contrariando Lula e Jobim, FAB opta por caças suecos Aeronáutica recomenda compra do Gripen NG, o mais barato dos finalistas do FX-2 Relatório técnico contraria preferência pública pelos franceses manifestada pelo governo federal; decisão final cabe ao presidente ELIANE CANTANHÊDE COLUNISTA DA FOLHA O caça francês Rafale, da empresa Dassault, ficou em terceiro e último lugar no relatório técnico que o Comando da Aeronáutica entregou ao ministro da Defesa, Nelson Jobim, sobre o projeto FX-2, de renovação da frota da FAB. O Gripen NG, da sueca Saab, ficou em primeiro lugar na avaliação, e o F-18 Super Hornet,… Read more »

Ivan

Justin,

Incômodo?
De maneira alguma, amigo.
É sempre um prazer ‘brigar’ com vc e demais colegas…
Na verdade é um privilégio para mim discutir com vcs,
concordando ou discordando, mas sempre aprendendo.

Grande abraço,
Ivan.

“Ivan supports Gripen NG”
…He he he…

Deio

Senhores,

Não há uma imagem do relatório, então não podemos saber se o que a jornalisra escreveu é fato. Todavia ela parece possuir fojntes confiáveis na área militar.

Abraços

Bosco

Em ciência para alguma coisa ser crível há de se ter em mente a metodologia científica. No mundo dos entusiastas uma foto pode virar uma prova cabal. Ou seja, a nossa mente, de entusiastas, funciona mais ou menos como a de torcedores de futebol. Somos sempre levados a crer naquilo que ela esta previamente “condicionada” a aceitar num processo inconsciente (ou nem tanto). Essa foto é um bom exemplo e altamente carregada de simbolismos. Um bombardeiro de 2 bilhões de dólares, um dos símbolos máximos do poderio de uma nação que não é assim um exemplo de popularidade mas que… Read more »

Alecsander

Bom, que se pode rastrear uma aeronave stealth com sistema IRST isso não é novidade, os russos descobriram isso a muito tempo. Tem um episodio da serie Arquivos Extraterrestres, sobre a invasão constante do espesso aéreo russo no século passado por aeronaves e objetos desconhecidas, onde oficiais russos falam que a única forma confiável de se detectar uma aeronave stealth norte americana é por detecção infravermelho, e isso de uma programação de um documentário feito a quase 20 anos atrás. Agora eu pergunto, qual é a distancia mínima e a máxima que um IRST pode detectar uma aeronave staelth? Sim… Read more »

G-LOC

Essa foto não é do PIRATE e sim do FLIR de um lançador de mísseis Rapier que fimou o B-2 em uma feira internacional na inglaterra. Eu já vi o video original. dá para ver na foto que foi tirada de baixo para cima.

Ivan

G-LOC,

Vc sabe o link para este vídeo ou tem o arquivo?
Olhando novamente a foto parece que foi feita de baixo para cima, mas um B-2 voando baixo assim, um desperdício.

Ivan.

Rodrigo Cesarini
G-LOC

eu vi o video há muito tempo. algo como 20 anos atrás. se reparar bem na foto vai ver que os controles das pontas das asas estão abertos para dar mais estabilidade pois estava voando lento.
Ele voava baixo pois estava sobrevoando uma feira aérea. Se voasse alto ninguém veria. Foi a primeira apresentação ública dele por isso saiu na TV e mostrou o video.

Rodrigo Cesarini

Galante, qual a fonte da imagem que você postou?

Alexandre Galante

A fonte é essa aqui:

http://www.defenseindustrydaily.com/ncade-an-abm-amraam-03305/

“Speaking of which, see the graphic below of a B-2 Spirit stealth bomber at relatively close range, lifted from EADS Eurofighter’s presentation to the Norwegian government as they touted their own aircraft’s advanced IRST cueing sensor with 70 km range.”

Pode ser que a imagem seja mesmo do vídeo que o G-Loc disse e o pessoal da EADS usou na apresentação.

Rodrigo Cesarini

Galante, obrigado pelo link.

Quanto ao video, até agora só encontrei citações ao mesmo.

[]s

G-LOC

Do link do Cesarini:
There was also an incident with the B-2 being tracked at Farnborough (2nd sept 1996), when BAe caused a storm after it released a video showing the Rapier SAM system tracking the B-2 Stealth bomber in IR as it did a fly past. The Rapier had recently been updated with newer radar and tracking systems specifically designed to track such aircraft.

Bosco

Há muita desinformação nessa área.
Não acredito que essa imagem tenha sido conseguida de uma distância de 70 km. Todos nos já cansamos de ver imagens FLIR de 3ªG que não consegue esse nível de definição de um objeto como com essas dimensões nessa distância.
O mais provável é que seja mesmo uma imagem de um FLIR em terra e que o B-2 estivesse em baixa altitude levando-se em conta a tomada de baixo para cima.

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