segunda-feira, abril 12, 2021

Gripen para o Brasil

Thales demonstra interoperabilidade de equipamentos IFF nos EUA

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Fernando "Nunão" De Martini
Pesquisador de História da Ciência, Técnica e Tecnologia, membro do corpo editorial da revista Forças de Defesa e sites Poder Aéreo, Poder Naval e Forças Terrestres

IFF foto ThalesNa última quinta-feira, 26 de novembro, a Thales informou que seus equipamentos TSB 2512 IFF (Combined Interrogator Transponder – CIT) e  TSC 2002 IFF  foram objetos de testes nos EUA.  Os testes, que segundo a empresa foram bem sucedidos, tiveram como objetivo mostrar que esses equipamentos se comunicam com sistemas norte-americanos equivalentes, de maneira a validar a interoperabilidade dos desenvolvimentos do novo modo seguro (criptografado) da OTAN, designado como Mode 5.

O TSB 2512 (que combina as funções de interrogador e transponder) equipa as aeronaves de combate Rafale, enquanto o TSC 2002 (transponder IFF), equipa plataformas diversas como os helicópteros EC 725 (modelo encomendado pelo Brasil com o nome Super Cougar), os transportes C130 e os SDCA – Système de Détection et de Commandement Aéroporté – E-3F (a versão “avião radar” ou, mais precisamente, AWACS, do Boeing 707-320B). Os dois equipamentos compartilham um núcleo (core) comum a toda a família IFF da Thales, segundo a empresa.

Os testes foram realizados nos laboratórios do US Naval Air Systems Command (US NAVAIR), localizados em Patuxent River, no estado de Maryland (EUA) e foram organizados pela DGA (Direction générale de l’armement) francesa e o Departamento de Defesa dos Estados Unidos. São decorrência do contrato IFF NG (Nova Geração)  Mode 5 e Mode S recebido pela Thales para fornecer mais de 160 sets de equipamentos IFF (Identification Friend or Foe – Identificação Amigo ou Inimigo).

Segundo a DGA, o Mode 5 está sendo desenvolvido devido a insuficiências do Mode 4 da OTAN, devendo substituir todos os modos atuais (1, 2, 3 e 4). O Mode S é destinado à aviação civil, e tem por objetivo superar os pontos fracos dos modos atuais (A & C) em área de tráfego pesado e, eventualmente, substituir estes dois modos.

FONTES: Thales e DGA FOTO: Thales

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kaleu

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Francisco AMX

Olha aí os equipos franceses que não “falavam” com mais nenhum outro!… profecias… que não se comprovam, cai uma sobre outra…

Justin Case

Esse problema de interoperabilidade de comunicações é mesmo crítico. Ocorre nas comunicações por voz (cripto e salto de frequencia), data link e IFF. Para operações conjuntas/combinadas é necessário que todos possam se comunicar. Isso, normalmente, obriga a “nivelar por baixo”, ou seja, usar o sistema disponível na aeronave menos capaz; Por exemplo, o link-16, que garante interoperabilidade, é data link de performance muito mais baixa do que os data-links “nacionais” ora existentes. Uma das soluções é colocar uma aeronave ou sistemas de solo com capacidade de realizar “gateway” e traduzir os dados de uma rede nacional para a rede comum… Read more »

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