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Radar SCP-01 ‘Scipio’

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scp-01-amxO desenvolvimento do radar SCP-01 começou em 1987, com a contratação da empresa brasileira Tecnasa pelo então Ministério da Aeronáutica, para equipar os AMX da FAB.

O trabalho começou a ser feito com cooperação da SMA italiana, através da seguinte divisão de trabalho: a empresa brasileira ficou encarregada do desenvolvimento da antena, servomecanismo, receptor/excitador/processamento analógico, painel de controle e estrutura mecânica, enquanto a italiana ficou responsável pelo transmissor e processamento digital do sinal.

Durante a década de 1990 o programa se arrastou por falta de verbas. O radar está em fase final de desenvolvimento, com a Mectron e a Galileo Aviônica da Itália (pertencente à SELEX).

Características

O SCP-01 é um radar multimodo, leve e compacto, com agilidade de frequência. É um equipamento que provê capacidade de detecção, rastreamento e ataque dentro da filosofia HOTAS (hands on throttle and stick).

Ele possui os seguintes modos de operação:

AR-AR

  • Busca e rastreamento
  • 4 submodos de combate ar-ar
  • Busca de avião tanque e busca enquanto rastreia (TWS)

AR-SUPERFÍCIE

  • Busca ar-mar com rastreamento monopulso
  • Busca ar-mar com TWS
  • Mapeamento
  • Telemetria ar-solo

O radar emprega diferentes formas de onda (pulsos e frequência de repetição de pulsos – PRFs), padrões de busca da antena e algoritmos de processamento.

Outras características

  • Baixo peso e tamanho compacto
  • Agilidade de frequência na banda I
  • Compressão de pulso
  • Operação doppler com média PRF
  • Antena monopulso de dois planos
  • Técnicas avançadas de ECCM (contra-contramedidas eletrônicas)
  • Processamento acançado de sinais configurado por software
  • Rejeição de clutter e rastreamento de alvos por algoritmos adaptativos
  • Processamento de imagem, com zoom no alvo e congelamento de imagem
  • Integração com o sistema de missão via barramento de dados digital 1553B
  • Saída para TV com gráficos em cores

Desenvolvimentos futuros

Explorando as capacidades de evolução de hardware e software, aperfeiçoamentos podem ser feitos no radar. Novos modos de operação podem ser implementados e o alcance ampliado, com antenas maiores e maior potência.
O radar pode incorporar as capacidades de Doppler Beam Sharpening, Weather avoidance, Terrain Avoidance/Contour Mapping, Ground Moving Target Indication and Tracking.

Em operação

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O radar SCP-01 foi projetado segundo o conceito LRU (Line Replaceable Units – unidades substituíveis na linha de voo), com elevado desempenho em busca e rastreio de alvos navais, terrestres e aéreos, inclusive com capacidade “look-down/look-up”.

A interface do SCP-01 com o piloto é feita pelo painel de controle e HDD – Head Down Display. No A-1M, AMX modernizado, o radar será totalmente integrado ao MFCD (Multi-Funciton Color Display).

Radares SCP-01 produzidos

MODELO / PROTÓTIPO

FINALIDADE

Mock-up 1 Estudos dimensionais e de design
Mock-up D Testes de gun fire vibration
Protótipo A1 Modelo de engenharia, sem requisitos quanto às características físicas/dimensionais
Mock-up 2 Análises quanto à instalação na aeronave
Protótipo A2 Modelo de engenharia, unidades com características físicas/dimensionais próximas das atuais
Protótipo B1 Ensaios em vôo, unidades com características físi-cas/dimensionais definitivas
Protótipo B2 Suporte ao vôo
Protótipo B3 Homologação
Protótipo B4 Referência para produção

scp-01-divisao-trabalho

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47 COMMENTS

  1. Só uma pergunta.

    Essa parceria Mectron-Selex-Galileo, pode resultar em uma futura versão SCP-1 AESA, ou outro Radar?

    Sabe-se que a Selex está desenvolvendo o Radar AESA do Gripen NG.

  2. O desenvolvimento do radar SCP-01 começou em 1987…

    Durante a década de 1990 o programa se arrastou por falta de verbas. O radar está em fase final de desenvolvimento…
    —————–
    Essa coisa só pode ficar toda ultrapassada. Ou eu que sou o burro? Isso é ridículo.

  3. Pergunta: qual é a diferença técnica entre um radar AESA e um PESA? E o que faz (qual o componente, etc.) um radar AESA ser diferente de um PESA?

    Abs.

  4. Ha algum tempo atrás o Galante deu, em módulos, aulas a cerca da operação de um submarino e modos de detecção do mesmo, considerando variáveis como profundidade, temperatura da água, salinidade, correntes, vibração do motor e hélice. Que tal se alguém nos desse aulas como as apresentadas pelo Galante, a cerca do funcionamento de um radar, explicando a diferenças de uma banda para outra e coisas do tipo.
    Fica ai a sugestão, uma vez que o equipamento serve em todas as arenas, seja aérea, marítima e terrestre.

  5. O loco Poggio, isso eu sei broe (tá tirando mano? rsrs). Quero saber qual é a diferença TECNOLÓGICA entre os dois, ou, melhor dizendo: o que faz um ser AESA e o outro PESA?

    Abs.

  6. Galante.
    Isto que é rapidez! rs
    Remeto os leitores deste, ao meu coment, no post anterior, sobre o AMX.
    Eu acho interessante que, mesmo aqui no blog, que tem um pessoal bastante bem informado, nós não conseguimos informações específicas sobre o alcande do Scipio (o Rodrigo Rauta citou um alcance aproximado).
    Eu acho importante essa informação para que possamos debater sobre a modernização do AMX e do A4, uma vez que o alcance do radar do A4-AR parece que é bem superior ao do Scipio, da mesma maneira o alcance dos radares dos F-16 e SU-30 que estão em operação na América Latina.
    O alcance do Scipio, em seus diversos modos, alguém tem esses dados?

    Alcance do EL 2032 –
    http://www.iai.co.il/sip_storage/files/6/27546.pdf

    Comentário com alcance do ARG-1 do A4-AR num Fórum argentino –
    http://74.125.113.132/search?q=cache:HYeXkFy9td8J:fdra.superforos.com/viewtopic.php%3Ft%3D435%26postdays%3D0%26postorder%3Dasc%26start%3D0%26sid%3D4cffa09f94cfc732d62c006018a35d23+radar+arg-1+site:http://fdra.superforos.com&cd=1&hl=pt-BR&ct=clnk&gl=br

  7. Felipe cps,

    Falando de maneira bem simplificada, no radar PESA toda a energia RF (radiofrequencia) é produzida em um componente único de alta potência, como uma válvula magnetron ou uma TWT, e distribuída entre os vários elementos da antena, que normalmente é fixa. A variação de fase do sinal entre cada elemento é que permite que o feixe seja direcionado de maneira muito mais rápida que num radar tradicional de antena móvel com “feeder”, podendo inclusive ser concentrado, visando a maior alcance, ou disperso, visando a maior ângulo de visada. A variação de fase entre os elementos é coordenada por computador, a fim de se obter a varredura eletrônica.
    Os radares dos caças de 4ª geração “puros” são praticamente todos PESA (CAPTOR do Typhoon, RBE2 do Rafale, APG-80 do F-15E, APG-68 do F-16C Block 50, Zaslon do MiG-31 etc.). No ambiente naval, o SPY-1 do sistema Aegis também é PESA.
    No radar AESA, cada elemento da antena já é por si só um transmissor em miniatura, trabalhando de forma independente dos demais (porém coordenada por um computador semelhante ao que ocorre no PESA). Só que, além da fase do sinal, o computador também pode fazer com que cada elemento transmita em frequencia e/ou modulação diferente dos demais. O sinal resultante pode assim assemelhar-se a ruído ambiente, tornando muito mais difícil uma detecção por parte de um equipamento RWR ou MAGE.
    Outra vantagem do AESA são os níveis menores de potência por unidade. Com vários elementos de baixa potência tem-se menos perdas e aquecimento do que com uma TWT de alta potência. A confiabilidade do AESA também é maior, porque, se perder elementos, o desempenho degrada mas o radar continua funcionando. Já com o PESA, se perder a geração de RF (magnetron ou TWT), perdeu o radar.
    Os engenheiros por favor me desculpem se meu linguajar foi leigo demais. Se falei besteira, por favor me corrijam.

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    GHz

  8. Challenger,

    Colocar o SCP-01 para fazer tudo que hoje se espera dele já será vitória suficiente, não se deve esperar mais que isto. Até porque o AMX também não é avião para mais que isto.
    O radar AESA nacional poderá vir a reboque da “transferência de tecnologia” do radar do FX-2.

    [[ ]]
    GHz

  9. Felipe CPS,

    O AESA faz o escaneamento, transmitindo uma série de diferentes freqüências de energia de rádio coerente que interferem em determinados ângulos em frente à antena.Eles melhoram a varredura eletrônica através de uma banda de frequências, o que o torna muito difícil de detectar em razão do baixo ruído. Permite emissão de sinais de radar poderosas enquanto ainda permanece furtivo.

    abc
    Kaleu

  10. seria otimo se esse radar estivesse funcionando na decade de 90 mas agora é obsoleto como o AMX

    Deveriam colocar radares grifo iguais ao do f5, que também possuem modo ar ar e ar superficie, ao menos padronizava a frota, mas investe-se em projetos assim, fazer o q.

    Abraços.

  11. Ninguém percebeu que a parte mais sofisticada do SCP-01 não é feita no Brasil? Vejam no gráfico com o esquema de divisão de trabalho.

    Quando falam em transferência de tecnologia, é preciso perceber que não temos condições de absorver todas elas.

    Precisamos aprender a fazer o mais simples, o “pé de boi”, que é esse radar e ainda não conseguimos fazê-lo em toda sua totalidade.

    O Brasil precisa aprender a fazer um radar convencional como o SCP-01, para depois pensar em partir para projetar e fabricar um radar phased array AESA.

  12. Com relação ao atraso, as empresas certamente incorporaram melhoramentos no radar ao longo do tempo, com circuitos e software mais recentes.

    Um radar mais simples e mais barato servirá para as missões do AMX, que atualmente não tem radar.

    Não precisamos de radar AESA no AMX.

  13. PESA = phased array radar

    AN/APG-80 é o radar do F-16E/F Block 60 Desert Falcon e portanto é um equipamento AESA.

    Tanto o AN/APG-68 como o Captor-M são radares pulso Doppler de varredura mecânica.

  14. Mauricio R.,

    Tanto PESA quanto AESA são “phased array”, ou seja radar composto por uma matriz de elementos. A diferença entre os dois já foi explicada.
    Pensei APG-70 e escrevi APG-80; mas é o radar do F-15E atual, que será substituído pelo APG-82 AESA.
    Quanto ao APG-68 dos F-16 Block 50, ele é PESA sim. O APG-66 dos Block anteriores é que tinha varredura mecânica.
    Quanto ao CAPTOR, Vc está certo.

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    GHz

  15. Nós não podemos achar que na transferência de tecnologia do FX-2 vão nos passar coisas da importância de um radar AESA, Franceses, Suecos nem preciso falar dos americanos nenhum vai dar de mão beijada itens como esse.

  16. Henrique:

    O radar do f-5 é superior ao scipio na arena ar-ar, mas não possui todos os modos de busca dele, como por ex. o ar-mar.

    Abraço

  17. Contanto uma “longa historia” em breves linhas.

    Antes um breve conceito.

    • Um avião de caça de segunda ou terceira geração tem um RCS de 1 m2 a 5m2
    • Uma corveta tem um RCS de pelo menos 80 m2

    Um pequeno radar a bordo de um helicóptero naval pode detectar um navio de maior porte facilmente a 100 milhas. O mesmo radar para detectar um caça dificilmente faria isto a mais de 10 milhas (já dentro do alcance visual portanto).

    Conclusão: Alvos ar-mar não precisam de grande potencia de iluminação, alvos ar-ar precisam de potencia de iluminação.

    Agora voltemos 30 anos no tempo, final dos anos de 1970.

    Aviões como o Super Étendard e Sea Harrier eram “pesos leves” enquanto plataformas mas para operarem de forma satisfatória no teatro que foram idealizados precisavam de um radar de bordo.

    A solução foram os projetos Agave e Blue Fox, ambos equipamentos pelos leves que forneciam alcances ar-mar razoáveis para o emprego de armamento (Exocet e Sea Eagle), com limitados modos ar-ar.

    Quando o SCP-01 foi especificado em meados dos anos de 1980, ele seguia esta lógica, um equipamento leve com limitada potencia de iluminação, o que permitiria o caça cumprir funções ar-mar e com pequena capacidade ar-ar.

    Plataformas de ataque como o A-4, Jaguar, Harrier, Mig-27 quando muito operavam com pequenos radares telemétricos, modos ar-ar limitados como os do SCP-01 eram um “plus” para um avião de ataque daquela época.

    Agora vamos voltar 20 anos no tempo, final dos anos de 1980.

    Um radar leve nos anos que se seguiriam (anos 90) obedecia a visão de mercado dos projetos de modernização dos caças de segunda geração que aconteceria naquela década.

    F-5, Mig-21, F-4, Mirage´s, Kfir, Mig-23, A-4, foram retro fitados mundo a fora, os radares foram;

    EL/M 2032 – Israel
    GRIFO-F – Itália
    AN/APG-67 – EUA
    RC-400 – França
    Kopyo-M – Rússia

    Esta geração seguinte de radares eram superiores a geração Agave – Blue Fox – SCP-01 em um critério principal.

    Forneciam meios ar-ar melhores que 50 Km de alcance, o que tornava seu emprego em aviões de caça tático aceitáveis ao contrario da geração anterior de radares leves.

    Aviões de ataque também passaram a contar com radares desta geração, como o A-4AR, L 159A, os próprios AMX que a Venezuela iriam comprar a uma década atrás seriam equipados com o EL/M 2032.

    E o SCP-01?

    • Ele foi especificado em um momento e esta sendo entregue em outro, logo é inevitável a defasagem de quase 25 anos deste o começo até a entrega do radar.

    • Sua utilização no programa F-5BR e a sua possível utilização no AF-1 modernizado foi comprometida, porque em ambos os casos os modos ar-ar especialmente BVR são importantes para ambas plataformas.

    • A compra de 45 radares SCP-01 para o A-1M representa um volume de negócios de cerca de 40 milhões de dólares, isto é mais do que o faturamento da Mectron durante um ano. Logo comprar fora radares mais modernos para o AMX é um duro golpe na Mectron, que hoje é uma empresa fundamental para termos alguma tecnologia nacional em sistemas de mísseis e radares.

    • O SCP-01 é tão brasileiro quando o próprio AMX. Mais de 60% de sua engenharia (e a parte mais importante) são efetivamente italianas, no caso do SCP-01 transmissor e processador de sinais que são o “coração” de qualquer sistema de radar.

  18. Independentemente do radar, como eu disse gastar mais US 143 milhões para modernizaros AMX é jogar dinheiro fora.

    comprasse mais 2 duzias de f 16 mesmo os que não tem MLU tem uma capacidade superior aos nossos AMX modernizados, tanto em carga, como radar e capacidade de lança bombas guiadas

  19. GHz, parabéns pela explicação. Muito clara e dissertativa também. Vale lembrar que o radar do tipo AESA começou a operar nos JAS-39 antes de serem pelos Super Hornet, por incrível que pareça. É a chamada tecnologia LPI, criada pela Ericsson. Além do FA-18E ter uma antena consideravelmente maior e por isso mais potente, também incorpora melhorias. O RCS de um FA-18E também é menor pelo material empregado em sua construção. Contudo, mesmo sendo de “baixa probabilidade de interceptação”, não significa que esse radar esteja a salvo de ser rastreado pelos “radar warning”. Dependendo do desenho da aeronave, isso também pode ser um fator somatório de acordo com o ruído gerado, ainda contando com o tipo da liga em sua composição. Por isso o F-22 continua sendo o mais letal caça furtivo. Embora se cogite que a sua fuselagem esteja longe de ser 100% stealth, ela ainda é a mais apurada dentro desse conceito. Com o uso do radar AESA, ele se torna um elemento bem difícil de antecipar e isso é sempre um ponto a favor do avião. Chegar ao binômio V-STOL/STEALTH é a meta dos EUA para superioridade aérea e o AESA já faz parte do conceito.

    É lógico que sempre se darão desculpas para não repassar esse tipo de tecnologia pra nós dizendo, por exemplo, que não temos capacidade de absorção para tanto. Infelizmente ainda há quem engula isso, dando razão pra adquirir um produto qual não teremos 100% de autonomia em sua realização. Realmente, não precisamos de radar AESA no AMX, em vista de que ele foi projetado pra ser um caça tático de baixo custo. Contudo, o domínio de tal tecnologia é crucial e negá-la pra nós é o mesmo que assinar um atestado de desconfiança de quem a detém. E ainda nos obriga a comprar um algo que nunca teremos como dominar completamente. Afinal, se pra adquirir um míssil dos EUA já é difícil, que dirá todo um sistema de rastreamento. Logo se segue o raciocínio: apenas se compra uma coisa que não se tem condições de manter (sejam técnicas e/ou políticas) e depois a força aérea fica chupando o dedo. Acho que a lição que foi o desenvolvimento do AMX mais do que reforça isso: além de faltar verba, também faltava autorização externa pro repasse de componentes que poriam o avião no estado de arte. Pode-se dizer que nesse caso, juntava a fome com a vontade de comer. Ou seja, políticos do lado de dentro e de fora.

    Se ocorriam brincadeirinhas em chamar o AMX de “F-32”, por acaso os EUA liberaram algum F-16 pra nós na época? Simplesmente se teve que usar o Spey porque já sabiam que a Pratt & Whitney também não iria nos ceder o F100-100. Como a GE não liberou o Gatling M61. Assim como a Raytheon não forneceu os AIM-9L. Equipamentos que não faltaram pra Itália, à exceção do motor que era o único item em comum. De resto, tivemos um avião peladão, que nunca teve oportunidade de se desenvolver por se apoiar em tecnologia da mesma origem que os AESA. Estou falando alguma mentira?

    Recapitulando, o AMX já está bem veterano e em todo seu de serviço sempre operou sub-potenciado conosco. Mais um pouco já será encostado e ainda se fala em “desenvolvimentos futuros”. Acho que nesse caso, só se alguém estiver falando em termos espíritas, porque o avião “evoluiria” no seu jazido. Não se esqueçam que uma das metas do FX-2 é retirar todos os aviões da 1ª linha de combate que operam atualmente e isso inclui os A-1, cuja linha de produção não detém mais esperanças de continuidade. Esse papo de voltar a construí-lo realmente é uma utopia, pois em termos reais o A-1 é uma aeronave obsoleta. Quando se teve oportunidade de consolidar seu desenvolvimento e construção, simplesmente se optou por não fazê-lo – ou não por poder fazê-lo. Agora é tarde e continuar se investindo nesse aparelho, seja como for, definitivamente não faz qualquer sentido.

    Forte abraço.

  20. Joel

    Agradeço pela correção, mas não concordo com vc qto as f-16, vale a pena modernizar os amx, pois mesmo a compra de um radar ruinzinho como scipio é uma forma de incentivo à indústria nacional.

  21. Os brasileiros precisam primeiro aprender a terminar o que começam, para depois partirem para voos tecnológicos mais altos e caros.

    O Brasil nem consegue fazer a parte mais complicada do SCP-01, como bem disse a Elisabeth, e tem gente querendo que o Brasil fabrique AESA.

    Vamos fabricar esse radar em série e colocar nos A-1M e terminar a corrida que começamos. Os engenheiros e técnicos da Mectron agradecem.

  22. Aliás, isso é uma observação bem interessante. O volume do nariz é maior e, além disso, o tamanho destinado ao “radome” (entre aspas porque antes não tinha exatamente um radar atrás dele…) original dos A-1 sempre me pareceu bem menor do que o atual, mostrando que a posição de instalação da antena do radar é mais para trás do que a que talvez tenha sido planejada inicialmente, permitindo um diâmetro maior para a antena.

    Aqui mesmo na página, pode-se reparar isso comparando as fotos deste post com o desenho (raio-x) do post anterior.

    Lembrando que há várias fotos de A-1 da FAB (ainda com camuflagem cinza) em que a pintura do nariz é semelhante à da foto do alto desta matéria, como um grande radome pintado de preto. Na verdade, trata-se de uma pintura de alta visibilidade para chamar a atenção de urubus a distância. A pintura preta de “radome” da maioria dos A-1 antes e depois do atual padrão de camuflagem, é bem menor.

    Suponho, assim, que os A-1M não terão mais a “pontinha” do nariz com pintura preta, e sim parecida com a dos F-5M, do mesmo tom de cinza médio da camuflagem.

    Saudações!

  23. Manfred
    Complementando, ficamos incumbidos de construir as “janelas “da estação espacial e nem isso fomos capazes, nos afastaram e o Marcos teve de ir pago. Mas o foco é outro.
    Estão esquecendo nos comentários q a função do A-1 não é de interceptação, e “nunca” voará sozinho – hoje já não voa, sempre tem um F-5 por perto. Prestem atenção na filosofia doutrinaria para aprendizado e desenvolvimento – lento, muito lento, como não queriamos – mas acontecendo.

    Conheci um tecnico, q teve q gabaritar todos os radares da CSF-Thompson, qdo. implantaram o sistema Dacta, pois as antenas criavam fantasmas. Corrigiram o problema e nunca mais tivemos esse tipo de situação em nenhum outro radar – aprendemos. Há!! os radares eram franceses e também lá foram corrigidos com o “ensinado” por aqui. Transferência de tecnologia é bom, mas temos q saber o q fazer, e como.

  24. Errei uma coisa, não é no post anterior que está o desenho em raio x (cutaway) é neste aqui:

    http://www.aereo.jor.br/?p=13473

    Apesar de ser um desenho da variante italiana, a parte do nariz à frente do canhão é semelhante, e mostra o pequeno tamanho da antena do radar de telemetria utilizado nos italianos (e que configura a também pequena área de pintura em preto dos A-1 que não tem a tal “pintura extra-chamativa anti-urubu”, para usar um termo menos técnico…

  25. Esse tecnico hoje, tem uma casa lotérica em Mauá-SP, próximo do terminal, e nunca mais aproveitaram ou investiram no cara. Esse é o nosso desenvolvimento?

  26. Caros colegas,
    Na minha opinião não é função primordial da Força Aérea e da MB auxiliar as empresas brasileiras a desenvolverem tecnologia militar de ponta.
    Sua principal função é a Defesa do nosso país.
    Evidentemente, uma política inteligente, que privilegie contratos com empresas brasileiras ou parceiras de indústrias estrangeiras e possibilite a aquisição e o desenvolvimento, no Brasil, de equipamento moderno e eficaz para a “arena moderna”, é sempre bem-vinda.
    A pergunta é – o Scipio é moderno, ou, tem o alcance de um radar moderno?
    Me parece que seu alcance não se equipara aos dos caças da América do Sul. Sendo assim, porque equipar o AMX e o A4 com ele?
    Auxiliar o crescimento da indústria bélica brasileira? Não é função primeira das FAs.
    Volto a perguntar… Qual é o alcance desse radar contra caças?
    Do ARG-1 dos A4-AR, contra alvos aéreos grandes é maior que 100KM e contra caças, de aproximadamente de 60 km.
    Os F-16 da América do Sul idem.
    Os F-16 Block 50, do Chile usam o AN/APG-68(V)9 com alcance contra caças, em torno de 105 Km.
    Os do SU-30 é de 140Km contra alvos do tamanho de um caça.
    É nessa arena, com esses jatos, com esses radares, que vamos colocar os AMX e A4, com o Scipio?

  27. The Captain em 27 set, 2009 às 14:25

    “Que tal se alguém nos desse aulas como as apresentadas pelo Galante, a cerca do funcionamento de um radar, explicando a diferenças de uma banda para outra e coisas do tipo.”

    Tchê: isso seria um trabalho hérculeo! Não sei quem teria tempo para tanto (eu, com certeza, não). Ocorre que daria para escrever um livro sobre RAdio Detection And Ranging – RADAR – ou seja, sobre o equipamento que permite o seguimento/acompanhamento/rastreio por ondas de rádio.
    Tem um livro no mercado nacional que aborda o tema Radar. Desde sua invenção na II Guerra até as guerras eletrônicas, explicando o seu funcionamento e sua utilização para a vigilância e proteção ao vôo, mas cuja última edição – a que tenho – saiu em 1997!
    Obviamente, o livro se chama “RADAR”, de autoria de Stefan Jucewicz, técnico em manutenção de eletrânica naval, da Editora ASA – Edições e Artes Gráficas Ltda., São Paulo. Acho que tu consegues encomendá-lo no site http://www.asaventura.com.br por menos de R$50,00.
    Mas outra alternativa, gratuita, é ler as matérias sobre guerra eletrônicas disponibilizadas no site http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/, que é bem didático.
    Sauds.

  28. Colt em 28 set, 2009 às 18:58

    “Na minha opinião não é função primordial da Força Aérea e da MB auxiliar as empresas brasileiras a desenvolverem tecnologia militar de ponta.Sua principal função é a Defesa do nosso país.”

    Com todo o respeito, mas a “defesa” de um país também depende de autonomia. De que adiante ter equipamentos, se não puderos usá-los em sua plenitudade ou não conseguirmos operá-los adequadamente?
    Lembre do caso dos mísseis Exocet argentinos nas Malvinas. Os técnicos argentinos tiveram que terminar a integração desses com os S.E. por causa do embargo francês…Isso atrasou a utilização desse equipamento no conflito que, apesar do pequeno número, fez um estrago considerável na frota britânica.

    Assim, ao contrário do que tu afirmas, acho que, sim, a funçãoprimárias da FA é a defesa do país, mas nessa está incluído o fomento e o desenvolvimeto de um parque industrial bélico, que garanta a autonomia do país, no caso de um eventual conflito.

    Sauds.

  29. Colt em 28 set, 2009 às 18:58

    “Volto a perguntar… Qual é o alcance desse radar contra caças?”

    Segundo o Bronco1 em 23 set, 2009 às 16:04 (comentário sore o post “A-1: um avião ainda incompleto”, aqui do blog): “O Scipio, ou SCP-01 tem cerca de 75 Km de alcance contra alvos de grandes dimensões em terra, mas isso pode variar para menos dependendo da altura em que esteja a aeronave, exatamente como funciona no radar de abertura sintética dos R-99 B, por exemplo.

    E possui ainda um alcance de pouco menos de 40 Km para alvos Ar-Ar, mas não é otimizado para tal. Como é um radar com limitações, não direciona o feixe para uma determinada área diminuindo o ângulo de detecção, o que faz com que o alcance e o acompanhamento dos alvos seja inferior aos irmãos de sua classe otimizados em combate ar-ar.

    No entanto, na arena ar-terra, é bastante eficiente e resistente a contra-medidas (inclusive às eletrônicas), característica presente em muitos produtos da Mectron e preocupação recente do comando da aeronáutica.”.

    Segundo o site sistema de armas (http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/amx/amx02sensor.html):
    “Operando na banda X, com agilidade de frequência, o radar é capaz de identificar um alvo de 100 metros quadrados no mar a 50 milhas e tem alcance de 20 milhas contra um alvo aéreo de 5 metros quadrados.”.

    ENFIM, NÃO É UM RADAR PROJETADO PARA A FUNÇÃO PRIMÁRIA AR-AR.
    O comentário da ELIZABETH em 28 set, 2009 às 1:09 foi muito feliz em explicar a história por trás do desenvolvimento desse equipamento.

  30. Felipe Cps em 27 set, 2009 às 14:31

    “O loco Poggio, isso eu sei broe (tá tirando mano? rsrs). Quero saber qual é a diferença TECNOLÓGICA entre os dois, ou, melhor dizendo: o que faz um ser AESA e o outro PESA?”

    PRELIMINARMENTE: “O principio físico dos radares de varredura eletrônica é relativamente simples. Primeiro temos uma antena plana composta de transmissores regularmente espaçados (phased array ou arranjo em fase), todos emitindo o mesmo sinal. O padrão de cada sinal é sinusoidal com amplitude máxima e única. A interferência entre eles pode ser grande e isto é intencional e aceito.
    Com a interferência construtiva a energia eletromagnética é máxima quando estão em fase. A região onde forma esta fase pode ser usada para formar um plano dimensional virtual. O vetor do lóbulo principal do pulso transmitido é sempre perpendicular ao plano do campo eletromagnético gerado pelo transmissor.
    Quando todos os transmissores estão na mesma fase (como na antena mecânica), o plano do campo eletromagnético é paralelo ao da antena, e o lóbulo principal será apontado direto para frente. Mudando a ordem de transmissão, ou alterando a fase, com um pulso logo a frente e outros mais para atras, o plano eletromagnético gira e o lobo principal é apontado para outra direção. Por ser feito eletronicamente, o giro é praticamente instantâneo.Os radares de varredura eletrônica tem limitações físicas como potência de transmissão, cobertura de varredura mas são bem mais flexíveis nos limites operacionais. Suas características técnicas são direcionadas por software e o hardware pode ser modificado para se ajustar ao ambiente. Um sistema controlado por software também aumenta a flexibilidade tática do seu emprego operacional. O feixe pode ser alterado no campo para se adaptar a situação tática ao invés de considerar os dados de inteligência.”

    AGORA, a diferença PAESA/AESA: “Os radares de varredura eletrônica tem limitações físicas como potência de transmissão, cobertura de varredura mas são bem mais flexíveis nos limites operacionais. Suas características técnicas são direcionadas por software e o hardware pode ser modificado para se ajustar ao ambiente. Um sistema controlado por software também aumenta a flexibilidade tática do seu emprego operacional. O feixe pode ser alterado no campo para se adaptar a situação tática ao invés de considerar os dados de inteligência.Antenas formadas com vários módulos transmissores em um único receptor são chamados Passive Electronic-scan Arrays. O próximo passo são módulos transmissões/receptores (TRM) e chamados Active Electronic-scan Arrays (AESA). Os radares AESA precisam de muito mais integração de eletrônicos e é mais cara de desenvolver.O beneficio claramente justifica os custos e complexidade. Ao invés de formar um único feixe e apontá-lo, a presença de vários TRM permite formar vários feixes independentes e cada um com uma tarefa. Ao invés de ter um único feixe com tarefas divididas no tempo como vigilância, acompanhamento, controle de tiro etc, e pular de um alvo para outro, é possível considerar um feixe constante para cada alvo e outras tarefas sendo realizadas por outros feixes. Esta capacidade multifuncional abre outra capacidades como transmitir dois sinais ou mais complemente diferentes e usar como interferidor potente. Um radar AESA usam menos potência e cada TRM tem pequeno pulso eletromagnético com os feixes sendo formados com a intercessão dos pulso.Outras vantagens agora mais bem entendidas são a redundância, resiste mais a danos de batalha, tem menos peças de reposição, baixo custo dos TRM e custo ciclo de vida. Os radares convencionais tem limitação de potência, e o TRM não e podem se múltiplos. A baixa voltagem também torna mais seguro para manter. Os custos chegam a metade de um radar convencional com menos tripulação e menos tamanho para economia.”

    FONTE da trasncrição (fica a DICA, pois lá têm gráficos que ajudam a entender melhor a linguagem técnica para leigos como nós): site
    sistema de armas (http://sistemadearmas.sites.uol.com.br/ge/par1naval.html).

    Abraço gaudério.

  31. Challenger em 27 set, 2009 às 13:27

    “Só uma pergunta. Essa parceria Mectron-Selex-Galileo, pode resultar em uma futura versão SCP-1 AESA, ou outro Radar?”

    A PARCERIA até pode vir a resultar num radar AESA ou outro, mas não com base no Radar SCP-01 ‘Scipio’.
    Com referi acima, ma resposta ao Felipe Cps em 27 set, 2009 às 14:31, a tecnologia dos radares de varredura eletrônica é bem diferente da dos radares de varredura mecância, caso do SPC-01.
    Eles iam ter que começar praticamente do zero para desenvolver um radar PAESA ou AESA…
    Abraço

  32. Com relação ao APG-68, retifico e concordo com o Mauricio R.: é de varredura mecânica mesmo, inclusive a versão V(9).
    Desculpem o deslize.

    [[ ]]
    GHz

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