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Colaboração Brasil – EUA para pesquisa sobre propulsão a laser

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No futuro, foguetes voarão movidos a raio laser

A corrida espacial que possibilitou a chegada do homem à lua, em 1969, foi um dos acontecimentos mais empolgantes do século XX. Ainda que o momento fosse marcado pela Guerra Fria e o medo de um conflito direto entre a União Soviética e os Estados Unidos, a população mundial acompanhou a exploração do espaço como uma saga épica. Hoje, em São José dos Campos (SP), a saga tem continuidade.

No projeto desenvolvido em parceria com o Laboratório da Força Aérea Americana (Air Force Research Laboratory), o Comandante Marco Antônio Sala Minucci [Coronel Engenheiro, diretor], do Instituto de Estudos Avançados do Comando Geral de Tecnologia Aeroespacial (IEAv – CTA), coordena a pesquisa de propulsão a laser. Se o desafio, na década de 50, era mandar o homem para o espaço, hoje, é fazê-lo com maior custo benefício e sem agredir o meio ambiente.

A ideia parece saída de um filme de ficção-científica: aeronaves e foguetes se deslocando no espaço através de um feixe de luz de alta energia. Na prática, vai funcionar do seguinte modo: uma base terrestre projeta a radiação laser na traseira do veículo – que, por sua vez, recebe, da parte dianteira, ar aquecido. Ao entrar em contato com o laser, as moléculas do ar aquecido explodem, empurrando o veículo para frente. Nada de galões de combustível – a fonte de energia é o próprio ar e a eletromagnética.

De acordo com Minucci, atualmente, o peso da carga útil das naves (como satélites a serem colocados em órbita) só pode chegar a 5% da capacidade do foguete. Isso acontece porque o veículo precisa transportar, também, o combustível e o oxidante necessários para o voo. Com a nova tecnologia, estima-se que a nave poderá destinar 50% da sua capacidade ao transporte de carga. “Essa é a grande vantagem. Enquanto o veículo estiver se movimentando na atmosfera, a energia virá da terra. Operações aeroespaciais serão otimizadas”, diz o comandante.logo-colaboracao-brasil eua propulsao laser

Abolir o uso dos combustíveis fósseis não vai só ajudar a combater o aquecimento global. A viagem será barateada em 100 vezes e vai tornar o espaço mais acessível. Colocar satélites de até 50kg em órbita, por exemplo, passa a ser mais viável. “É um adeus à poluição, ao risco de explosão e a toda aquela parafernália que existe no lançamento de um foguete convencional”, completa Minucci.

Experimentos – Para realizar os ensaios, o Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry T. Nagamatsu, do IEAv, conta com o túnel de vento hipersônico T3. Ele simula as condições de voo a serem encontradas pelo veículo na atmosfera – condições essas que permitem um deslocamento seis vezes mais rápido do que a velocidade do som. O túnel é o único da América do Sul e foi construído em solo brasileiro. Por enquanto, os cientistas realizam experiências com o modelo do veículo parado, e se concentram na focalização do laser na traseira da máquina.

De acordo com o comandante, os testes no túnel devem durar, pelo menos, mais cinco anos. Depois, será desenvolvido um protótipo para testes e ensaios de voo. Conferir um lançamento propriamente dito só será possível entre 2020 e 2025. Com seres humanos a bordo, somente quando se tiver certeza de que a tecnologia é realmente segura.

Parceria – Simultaneamente, outros experimentos são realizados nos Estados Unidos, no Rensselaer Polytechnic Institute (RPI), em Troy, Nova Iorque. A universidade é a mais antiga dos Estados Unidos no campo das pesquisas tecnológicas.

Quem está à frente do programa é o professor Leik Myrabo, o primeiro, no mundo, a fazer voar um veículo utilizando a propulsão a laser. Em 1997, durante experiência em um deserto da Califórnia, Myrabo fez um objeto de 60g subir aproximadamente 100m. Formado em Engenharia Aeronáutica pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA), Minucci fazia o pósdoutorado na RPI, em 1997, quando soube do experimento de Myrabo.

Vendo que o conceito era viável, convocou o amigo Paulo Toro e, em 1999, se concentraram nos estudos sobre propulsão a laser no IEAv. “Já tínhamos todos os componentes necessários para fazer ensaios no Instituto, como o túnel de vento hipersônico, o laser e uma divisão voltada para esta área”, lembra Minucci. Em 2000, após uma série de experiências bem sucedidas, a dupla foi contatada pelo laboratório da Força Aérea Americana, que propôs um programa de colaboração, chamado “International Beamed Propulsion Research Collaboration”.

A partir de 2007, a aquisição de lasers de alta potência (fornecidos pelo laboratório americano) e a aprovação do projeto pela FINEP permitiram um avanço nas pesquisas. Em 2008, os cientistas conseguiram guiar um feixe de laser com segurança para o interior do túnel T3 e focá-lo em um objeto, que foi destruído. A potência do laser era de, aproximadamente, 1 gigawatt – o equivalente a 10 milhões de lâmpadas incandescentes. Hoje, são oito pessoas trabalhando no programa do IEAv. Além de trocar e-mails e telefonemas, a equipe recebe visitas periódicas dos pesquisadores americanos.

Origem – A ideia de se usar laser em operações espaciais surgiu nos Estados Unidos, em 1983, durante a Guerra Fria. Em 27 de março, o então presidente Ronald Reagan lançou o Programa de Defesa Estratégica no Espaço (Strategy Defense Initiative), conhecido popularmente como “Programa Guerra nas Estrelas”. Como no filme de George Lucas, de 1977, os EUA tinham como objetivo travar uma batalha contra o inimigo no espaço sideral, com lasers em punho, como cavaleiros jedis. Seria instalado um cinturão de canhões em volta do globo terrestre, capaz de detectar e destruir mísseis inimigos antes que eles atingissem seu alvo.

Na prática, o programa bilionário não fez grandes avanços, mas continua recebendo verbas do governo – e, consequentemente, críticas de organizações humanitárias como o Greenpeace. Mas Minucci ressalta um ponto positivo do programa: as pesquisas ajudaram a viabilizar a tecnologia de propulsão a laser. “As técnicas em ótica, que seriam usadas para focalizar o feixe do laser no alvo a ser destruído, foram aproveitadas por nós”, revela.

foto-laboratorio-cta-2

Conheça a história do Instituto de Estudos Avançados (IEAv)

Há cerca de 30 anos, a Direção do Centro Técnico Aeroespacial (CTA) do Comando da Aeronáutica resolveu criar, no então Instituto de Atividades Espaciais (IAE), a Divisão de Estudos Avançados, cujas atividades seriam orientadas, essencialmente, para tópicos avançados em desenvolvimento tecnológico e em ciência pura e aplicada. As atividades técnico-científicas da Divisão receberam um grande impulso, em 22 de agosto de 1977, quando foram inauguradas as instalações definitivas de sua sede.

O crescimento da Divisão de Estudos Avançados ocorreu de forma acelerada, acima das expectativas, o que exigiu um reajuste em sua estrutura, uma vez que a existente, em nível de Divisão, já não era mais suficiente para o cumprimento da missão atribuída.

Em 22 de outubro de 1981, com as novas instalações já em condições mínimas de operação, a Divisão foi autorizada a operar em nível de Instituto do CTA, com a designação Laboratório de Estudos Avançados, desligando-se da estrutura organizacional do IAE e transferindo-se para sua nova localização, no quilômetro no 5,5 da Rodovia dos Tamoios, em São José dos Campos.

Em 2 de junho de 1982, o Presidente da República assinou o Decreto no 87.247, criando o Instituto de Estudos Avançados como parte integrante do CTA, visto que a designação de laboratório estava reservada para instalações de menor porte, com atividades muito específicas.

Em janeiro de 2006, foi consolidada a intenção do Comando da Aeronáutica de transferir de Brasília para São José dos Campos (SP) o Departamento de Pesquisas e Desenvolvimento (DEPED), órgão ao qual o Centro Técnico Aeroespacial estava subordinado.

A mudança promoveu uma reestruturação organizacional que extinguiu o Centro Técnico Aeroespacial e criou um novo órgão, o Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, mantendo-se a sigla CTA. O IEAv passa, então, a atuar como Organização Militar do Comando da Aeronáutica, com subordinação ao Comando-Geral de Tecnologia Aeroespacial, atual Departamento de Ciência e Tecnologia Aeroespacial (DCTA).

FONTE e FOTOS: FAB e CTA-IEAv

NOTA do BLOG: para acessar matéria em inglês sobre o mesmo assunto, publicada no mês passado no site SPACE.com, clique aqui.

COLABOROU: Hornet

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Matheus
10 anos atrás

Nossa,parece tão simples de se fazer,o Brasil se deu bem nessa,parceria em propulsão a laser,e com os EUA,tomara que funfe,não quero vê otra novela ou melhor outra ladainha.

Flavio
Flavio
10 anos atrás

Ótima noticia, que coisa maravilhosa

espero que estas pesquisas avancem e nos tragam muitos beneficios

Isso sim é grana bem investida

Avante Brasil.

Brasil!!!

COMANDANTE MELK
COMANDANTE MELK
10 anos atrás

Senhores, Acabamos de comemorar 32 anos de bons serviços prestados à ciência e à exploração espacial pelas duas sondas espaciais Voyager. Mas, se levamos décadas para atingir apenas a fronteira do nosso próprio Sistema Solar, quando então poderemos explorar as galáxias? Enquanto não aprendemos a manipular a teia do espaço-tempo, continuamos a fazer avanços importantes nos motores das naves espaciais. Já conseguimos construir motores de foguetes com controle da queima de combustíveis líquidos. Mais promissores ainda são os motores iônicos, planejados há décadas, mas só agora sendo utilizados em missões reais. Ainda assim, continuamos falando de missões apenas no interior… Read more »

mcv
mcv
10 anos atrás

Dentre essas novas formas de propulsão, têm merecido destaque aquelas que defendem a utilização de naves alimentadas pela energia de um poderosíssimo raio laser, disparado da Terra – a chamada propulsão a laser.

entendi direito?!! entao como a terra tem movimentos de translacao e rotacao….o “cordao umbilical” sera cortado e a nave pode perder o controle???Sera isso mesmo?!!
pode me detalhar um poukinho melhor Cnte Melk!?
tnkx.
mcv

kaleu
kaleu
10 anos atrás

Já li uma matéria sobre essa parceria (não me lembro onde), salvo engano, a nave experimental foi desenhada por um estudante, e construida em escala pequena para os testes no túnel (T-3) e se chama 14-X … uma referência óbvia ao 14-bis

abc
Kaleu

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Kaleu,

vc tem razão, é 14-X o nome do demonstrador de tecnologia…e, é claro, é uma refer~encia ao 14-Bis.

abração

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Esta parceria Brasil-EUA é algo extremamente importante para o Brasil. Trata-se de um projeto de ponta, uma tecnologia que está sendo pesquisada e desenvolvida apenas pelo Brasil e pelos EUA. Somos pioneiros nisso. Na primeira ida de um brasileiro ao espaço, precisamos de uma “caroninha” dos russos. Quem sabe em breve, não seremos nós que estaremos oferecendo uma “caroninha” aos russos, chineses, indianos etc. A era do combustível fóssil está chegando ao fim, e neste caso estamos largando na frente de meio mundo. Só pra complementar a informação sobre o projeto: trata-se de um projeto grande, que envolve também o… Read more »

COMANDANTE MELK
COMANDANTE MELK
10 anos atrás

Senhor mcv em 28 ago, 2009 às 20:04, na verdade a resposta para a sua pergunta já se encontra na propria reportagem, mas vamos lá, quando é dito “Ainda estaríamos ligados umbilicalmente à Terra natal´´, quer dizer o seguinte: Que a propulsão a laser nada mais é, do que um feixe de luz de alta energia disparado do solo “enquanto o veículo estiver se movimentando na atmosfera´´. Na prática, vai funcionar do seguinte modo: uma base terrestre projeta a radiação laser na traseira do veículo – que, por sua vez, recebe, da parte dianteira, ar aquecido. Ao entrar em contato… Read more »

DjBa
DjBa
10 anos atrás

Já tinha lido esta notícia em outros sites de Defesa. Realmente é mais um grande passo do País para o desenvolvimento de tecnologia e merece todo apoio.

Hornet,

Você como sempre um cabra arretado. Mata a cobra e mostra o …. Rs….rs. Brincadeira. Mas você fez um excelente trabalho de pesquisa sobre as fontes de financiamento vinculados ao laboratório, não tinha visto isto em nenhum dos outros sites de Defesa em que vi a notícia. Parabéns.

Sds

Hornet
Hornet
10 anos atrás

DjBa,

valeu!

É que esses assuntos de C&T me interessam de perto. E é sempre bom deixarmos claro os órgãos financiadores, pra que isso não fique no ar, ou pior, para que as pessoas não achem que tais projetos *e seus repectivos financiamentos) só acontecem nos EUA, na Russia, na Europa etc…hehe

Sabe que às vezes eu acho que tem muita gente que acredita que a C&T do Brasil vive na idade da pedra…por isso que faço questão de destacar tais projetos.

De qualque modo, as informações que passei estão no próprio site do CTA. É fácil de achar.

abração

kaleu
kaleu
10 anos atrás

Hornet, sempre muito bem informado …

è um prazer ler seus comentários … em tempo … quem vai levar essa porr de FX-2 ???

ABC
Kaleu

OBS : Deixei um comentário off-topic no post dos Flanders no MACS/20009 sobre a “Diretriz DMA 400-6” … se não for pedir muito … gostaria que vc desse uma olhada e analisasse comigo …

abc

André Castro
André Castro
10 anos atrás

O 14-X e o projeto de propulsão a laser são projetos distintos ,14-X usara o oxigênio presente na atmosfera na combustão e o motor não terá nenhuma parte móvel está previsto para ser testado em 2012 ,a unica desvantagem é para entrar em combustão e preciso ter um fluxo de ar a mais 900 km /h . O 14-X tem potencial para atingir até March 30 mas o recorde atual é de um veiculo similar lançado na Autralia por um B-52 Atingiu aproximadamente 12.000 km /h ,14-X vai ser testado usando um foguete brasileiro (talvez VS-30) para dar impulso inicial.… Read more »

URUTAU
URUTAU
10 anos atrás

Boa noite Senhores Foguetes propulsionados a luz lembram alguma coisa relativa à ficção científica – uma nave espacial que passeia no espaço sobre um feixe de laser, que precisa de pouco ou nenhum propelente a bordo e não cria poluição. Isso parece bastante artificial, considerando que não conseguimos desenvolver nada que chegasse perto disso na Terra para viagens convencionais, tanto terrestres quanto aéreas. Mas, mesmo que isso só vá acontecer dentro de 15 a 30 anos, os princípios por trás da nave de luz já foram testados com êxito várias vezes. Uma empresa chamada Lightcraft Technologies (em inglês) continua a… Read more »

URUTAU
URUTAU
10 anos atrás

Senhores Sobre a propulsão a LASER no túnel hipersônico do ITA Já se encontra instalado no Túnel Hipersônico – T3, do Laboratório de Aerotermodinâmica e Hipersônica Prof. Henry Nagamatsu, do Instituto de Estudos Avançados, o modelo bidimensional de um veículo aspirado propulsado a laser. O modelo em questão é uma representação de uma seção do corpo de um veículo do tipo “Lightcraft”, que originalmente possui 2,4m de diâmetro e será capaz de transportar cargas úteis para órbitas terrestres. Esta é a primeira vez no mundo em que lasers de alta energia são utilizados em conjunto com um túnel de vento… Read more »

URUTAU
URUTAU
10 anos atrás

Senhores algo mais revolucionario ainda e já em estudos e aparentemente factível Propulsão híbrida laser-atômica Agora há outra alternativa, como um potencial aparentemente superior. Os pesquisadores Dana Andrews e Roger Lenard desenvolveram o conceito de um novo tipo de propulsão chamado de MiniMag, a sigla de Miniature Magnetic Orion. O projeto Orion original desenvolveu a idéia de uma nave espacial impulsionada por sucessivas detonações nucleares. Os pesquisadores juntaram essa idéia com a teoria da propulsão a laser, criando um tipo de propulsão híbrida que, segundo eles, poderá viabilizar a exploração interestelar a curto prazo e sem depender de novas descobertas… Read more »

Iron
Iron
10 anos atrás

Muito bom saber que no Brasil existem pesquisas tão importantes, ciencia e tecnologia são essenciais para o futuro do homem, principalmente na área espacial. A única coisa que eu realmente gostaria de conhecer no futuro é a exploração do espaço, tenho certeza que um dia chegaremos a outros planetas e por que não galáxias, pena que eu não mais estarei aqui…

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Kaleu,

pensei que vc fosse fazer uma pergunta mais fácil…tipo: quem matou Odete Roitmam? Eram os deuses astronautas? Elvis ainda vive?…hehe

Mas, quem vai ganhar o FX2?…

Não faço a mínima idéia. Ou melhor, sei tanto quanto todos aqui do blog.

abração

ps. vou olhar o seu comentário no outro post. Guenta aí…

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Kaleu,

não consegui abrir o link do off topic que vc postou…ficou com o endereço “quebrado” (confira lá).

Pelo o que vc falou, parece ser importante mas gostaria de ler a matéria antes de comentar qualquer coisa.

abração

Lucas Calabrio
Lucas Calabrio
10 anos atrás

Prezados
Com essa tecnologia muda tudo. Os misseis poderão termotres aspirando o oxigênio e voando cada vez mais rápido, mas por outro lado pode ser o fim dos mísseis.A Star War começou.
sds

Lucas Calabrio
Lucas Calabrio
10 anos atrás

e dos próprios aviões

Roger.T
Roger.T
10 anos atrás

Sou aluno de eng. aeroespacial na Ufabc,

e aqui possui uma pesquisa sobre o Lightcraft.

detalhes:

Experimentos sobre o Conceito da Propulsão a Laser
Responsável: Prof. Dr. Israel da Silveira Rêgo em colaboração com o times experimentais do Lab. de Aerotermodinâmica e Hipersônica do IEAv, Brasil e do Komurasaki Lab. da Universidade de Tóquio, Japão.

o email do professor Israel eh israel.rego@ufabc.edu.br

aposto que ele ficaria feliz em responder quaisquer dúvidas
sobre o projeto

abraços

Lucas Calabrio
Lucas Calabrio
10 anos atrás

ops
termotres = ter motores

kaleu
kaleu
10 anos atrás

Hornet,

Façam copy / cole no link abaixo :

(http://200.196.54.66/revistas/pages/..%5Cedicoes%5Crev20_2005%5Crev20_art04.pdf)

abc
Kslru

kaleu
kaleu
10 anos atrás

Amigos,

Vejam que 3 belas aeronaves :

http://www.youtube.com/watch?v=5Q06k-ogEZ4

abc
Kaleu

Fábio Max
Fábio Max
10 anos atrás

Deve ter alguma coisa errada.

Afinal,segundo alguns comentadores aqui do blog nada que venha dos EUA é confiável, os americanos são ladrões, incompetentes, mentirosos, safados, imperialistas e principalmente, não agradam as esquerdotralha brasileira e incomodam o idiota Hugo Chaves.

Ahahahahahahahahahha! Os anti-americanofrênicos estão é se mordendo de raiva!

Lucas Calabrio
Lucas Calabrio
10 anos atrás

Prezado Fabio Max

A questão não é ser anti qualquer nação, mas sim o que elas oferecem na aquisição, seja avião sub, hli, blindados, etc.
O que os foristas buscam sempre, são informações sobre os benefícios que as transferências de tecnologias serão positivas no desenvolvimento do Brasil. Preisamos despertar para uma nova realidade, que é o Brasil inserido num grande contexto mundial, naqual passa pela agricultura (embrapa), ita, embraer,isso sem contar outras, para não me alongar.
sds

Lucas Calabrio
Lucas Calabrio
10 anos atrás

ops
hli= helicóptero

COMANDANTE MELK
COMANDANTE MELK
10 anos atrás

Senhor Lucas Calabrio em 29 ago, 2009 às 13:27,

muito bem colocado, é por ai mesmo meu caro.

Grato.

Bosco
Bosco
10 anos atrás

Existe uma grande demanda para tecnologias que consigam incrementar a velocidade dos meios de transporte ou que possam colocar em órbita cargas com melhor custo-benefício. Em pleno Século XXI é um absurdo não existirem naves reutilizáveis confiáveis e de baixo custo. Sem dúvida os dois projetos avançados que o Brasil participa são promissores. A propulsão a laser poderá servir a longo prazo para a colocação de pequenas cargas em órbita. Não acredito que que evolua nesse século a ponto de ser usada com ‘passageiros’. Já a tecnologia SCRamjet pesquisada no 14-X tem grande potencial para os próximos 30 anos e… Read more »

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Poxa! Kaleu, este texto que vc mandou é ótimo! Apesar de ser de 2005 (ou seja, anterior ao FX2) ele elenca todo os procedimentos de escolha do caça da FAB (na época, acho que se referia ao finado FX, mas creio que ainda esteja valendo). Eu destacaria esses pontos aqui, pra todos nós termos clareza do processo: “Recebidas as informações adicionais, são realizadas visitas técnicas nas instalações industriais das ofertantes e vôos de avaliação nas aeronaves ofertadas, vôos estes realizados por pilotos de teste da Força Aérea Brasileira. Em decorrência das avaliações das visitas e dos vôos realizados, as empresas… Read more »

Hornet
Hornet
10 anos atrás

em tempo: tem a parte final do processo de escolha, que é a parte política baseada na escolha técnica, e isso também está claro no texto:

“O resultado desse processo de avaliação
e seleção é encaminhado ao Conselho de
Defesa Nacional (CDN), para a escolha da
ofertante, dando início à terceira fase,
negociação e elaboração dos contratos
comerciais, de financiamento e acordo de
compensação com a empresa vencedora.”

bem bacana!

abração de novo

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Lucas Calabrio,

“A questão não é ser anti qualquer nação, mas sim o que elas oferecem na aquisição, seja avião sub, hli, blindados, etc.”

perfeito!

Podemos e devemos fazer parcerias com quaisquer países, desde que o interesse brasileiro seja colocado em primeiro lugar. E cada caso é um caso. Somos parceiros dos EUA na área de tecnologia espacial, como mostra esta matéria do blog, e somos parceiros da França na área de submarinos. Entre outras parcerias do Brasil. Cada caso é um caso.

abração

Alecsander
Alecsander
10 anos atrás

Muito boa noticia, espero que o Brasil continue investindo em ciência e tecnologia, que são fundamentais para o desenvolvimento do ser humano, como dizia o cantor e compositor Lobão, hoje em dia graças a ciência, uma pessoa de classe media vive melhor do que um faraó na antiguidade. O que é a mais pura verdade. Alem da propulsão a laser e propulsão iônicas, também tem a propulsão de plasma, que promete reduzir o tempo das viajem planetárias pela metade em relação as viajens planetárias convencionais, que hoje uma espaçonave com propulsão convencional leva 6 meses para chegar a marte, com… Read more »

COMANDANTE MELK
COMANDANTE MELK
10 anos atrás

Senhores, trago mais uma boa noticia relacionada ao nosso Programa Espacial que saiu no Site Panorama Espacial, lá vai… Sábado, 29 de Agosto de 2009 Ensaios da rede pirotécnica do VLS-1 . Ensaios de interface da rede pirotécnica do VLS-1 28/08/2009 Foram realizados com sucesso os ensaios de interface da rede pirotécnica do VLS-1, em parceria com a empresa PyroAlliance, entre os dias 20 e 27 de agosto. Foram avaliados os sistemas de ignição dos Propulsores de Indução de Rolamento (PIR), sistema de ignição dos propulsores principais e sistemas de corte de separação do 1º estágio e sistema de destruição… Read more »

mcv
mcv
10 anos atrás

COMANDANTE MELK em 28 ago, 2009 às 20:43
Grato!

” os posts andam muito rapido!!”rsrs
sds

Bruno Rocha
Bruno Rocha
10 anos atrás

Se tem Estados Unidos no meio, é bom o Brasil ficar de olho!

kaleu
kaleu
10 anos atrás

Olha só Hornet … já passamos o BAFO … “todos entregaram suas melhores e últimas ofertas” … Gringos deram sua última cartada “pós BAFO” … ok … cumprida a etapa … o próximo passo é a NEGOCIAÇÃO com o pretenso vencedor … no fim da entrevista o Roberto Godoy e deixa “escapar” uma exclusiva de que há uma comitiva (corpo de controladores da SAAB) da suécia que foi chamada à brasilia … veja no final da entrevista :

http://www.youtube.com/watch?v=J18UUdjiiUE

abc
Kaleu

Fábio Max
Fábio Max
10 anos atrás

Deve ter alguma coisa errada.

Afinal,segundo alguns comentadores aqui do blog nada que venha dos EUA é confiável, os americanos são ladrões, incompetentes, mentirosos, safados, imperialistas e principalmente, não agradam as esquerdotralha brasileira e incomodam o idiota Hugo Chaves.

Ahahahahahahahahahha! Os anti-americanofrênicos estão é se mordendo de raiva!

Bruno Rocha
Bruno Rocha
10 anos atrás

Se tem Estados Unidos no meio, é bom o Brasil ficar de olho!

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Poxa! Kaleu, este texto que vc mandou é ótimo! Apesar de ser de 2005 (ou seja, anterior ao FX2) ele elenca todo os procedimentos de escolha do caça da FAB (na época, acho que se referia ao finado FX, mas creio que ainda esteja valendo). Eu destacaria esses pontos aqui, pra todos nós termos clareza do processo: “Recebidas as informações adicionais, são realizadas visitas técnicas nas instalações industriais das ofertantes e vôos de avaliação nas aeronaves ofertadas, vôos estes realizados por pilotos de teste da Força Aérea Brasileira. Em decorrência das avaliações das visitas e dos vôos realizados, as empresas… Read more »

Matheus
10 anos atrás

Nossa,parece tão simples de se fazer,o Brasil se deu bem nessa,parceria em propulsão a laser,e com os EUA,tomara que funfe,não quero vê otra novela ou melhor outra ladainha.

Flavio
Flavio
10 anos atrás

Ótima noticia, que coisa maravilhosa

espero que estas pesquisas avancem e nos tragam muitos beneficios

Isso sim é grana bem investida

Avante Brasil.

Brasil!!!

COMANDANTE MELK
COMANDANTE MELK
10 anos atrás

Senhores, Acabamos de comemorar 32 anos de bons serviços prestados à ciência e à exploração espacial pelas duas sondas espaciais Voyager. Mas, se levamos décadas para atingir apenas a fronteira do nosso próprio Sistema Solar, quando então poderemos explorar as galáxias? Enquanto não aprendemos a manipular a teia do espaço-tempo, continuamos a fazer avanços importantes nos motores das naves espaciais. Já conseguimos construir motores de foguetes com controle da queima de combustíveis líquidos. Mais promissores ainda são os motores iônicos, planejados há décadas, mas só agora sendo utilizados em missões reais. Ainda assim, continuamos falando de missões apenas no interior… Read more »

mcv
mcv
10 anos atrás

Dentre essas novas formas de propulsão, têm merecido destaque aquelas que defendem a utilização de naves alimentadas pela energia de um poderosíssimo raio laser, disparado da Terra – a chamada propulsão a laser.

entendi direito?!! entao como a terra tem movimentos de translacao e rotacao….o “cordao umbilical” sera cortado e a nave pode perder o controle???Sera isso mesmo?!!
pode me detalhar um poukinho melhor Cnte Melk!?
tnkx.
mcv

kaleu
kaleu
10 anos atrás

Já li uma matéria sobre essa parceria (não me lembro onde), salvo engano, a nave experimental foi desenhada por um estudante, e construida em escala pequena para os testes no túnel (T-3) e se chama 14-X … uma referência óbvia ao 14-bis

abc
Kaleu

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Kaleu,

vc tem razão, é 14-X o nome do demonstrador de tecnologia…e, é claro, é uma refer~encia ao 14-Bis.

abração

Hornet
Hornet
10 anos atrás

Esta parceria Brasil-EUA é algo extremamente importante para o Brasil. Trata-se de um projeto de ponta, uma tecnologia que está sendo pesquisada e desenvolvida apenas pelo Brasil e pelos EUA. Somos pioneiros nisso. Na primeira ida de um brasileiro ao espaço, precisamos de uma “caroninha” dos russos. Quem sabe em breve, não seremos nós que estaremos oferecendo uma “caroninha” aos russos, chineses, indianos etc. A era do combustível fóssil está chegando ao fim, e neste caso estamos largando na frente de meio mundo. Só pra complementar a informação sobre o projeto: trata-se de um projeto grande, que envolve também o… Read more »

COMANDANTE MELK
COMANDANTE MELK
10 anos atrás

Senhor mcv em 28 ago, 2009 às 20:04, na verdade a resposta para a sua pergunta já se encontra na propria reportagem, mas vamos lá, quando é dito “Ainda estaríamos ligados umbilicalmente à Terra natal´´, quer dizer o seguinte: Que a propulsão a laser nada mais é, do que um feixe de luz de alta energia disparado do solo “enquanto o veículo estiver se movimentando na atmosfera´´. Na prática, vai funcionar do seguinte modo: uma base terrestre projeta a radiação laser na traseira do veículo – que, por sua vez, recebe, da parte dianteira, ar aquecido. Ao entrar em contato… Read more »

DjBa
DjBa
10 anos atrás

Já tinha lido esta notícia em outros sites de Defesa. Realmente é mais um grande passo do País para o desenvolvimento de tecnologia e merece todo apoio.

Hornet,

Você como sempre um cabra arretado. Mata a cobra e mostra o …. Rs….rs. Brincadeira. Mas você fez um excelente trabalho de pesquisa sobre as fontes de financiamento vinculados ao laboratório, não tinha visto isto em nenhum dos outros sites de Defesa em que vi a notícia. Parabéns.

Sds

Hornet
Hornet
10 anos atrás

DjBa,

valeu!

É que esses assuntos de C&T me interessam de perto. E é sempre bom deixarmos claro os órgãos financiadores, pra que isso não fique no ar, ou pior, para que as pessoas não achem que tais projetos *e seus repectivos financiamentos) só acontecem nos EUA, na Russia, na Europa etc…hehe

Sabe que às vezes eu acho que tem muita gente que acredita que a C&T do Brasil vive na idade da pedra…por isso que faço questão de destacar tais projetos.

De qualque modo, as informações que passei estão no próprio site do CTA. É fácil de achar.

abração