terça-feira, abril 13, 2021

Gripen para o Brasil

Jobim diz que acidente com Airbus não abala confiança do Brasil na França

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Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, afirmou, nesta segunda-feira, em Paris, que o acidente com o voo AF 447 da Air France “não abalou em absolutamente nada” a confiança do Brasil em relação à capacidade técnica dos equipamentos e fabricantes franceses.

Jobim, que se reuniu na tarde desta segunda-feira em Paris com o ministro francês da Defesa, Hervé Morin, e com outras autoridades do país, disse ter reiterado nesses encontros que o acidente aéreo “não abalou o pacto estratégico entre a França e o Brasil”.

Em dezembro de 2008, a França e o Brasil lançaram uma parceria estratégica que prevê transferências de tecnologias para a fabricação no Brasil de 50 helicópteros, que serão utilizados pela Força Aérea brasileira, e cinco submarinos, sendo um deles com propulsão nuclear.

Segundo estimativas da imprensa francesa na época, o negócio seria estimado em 8,6 bilhões de euros (cerca de R$ 23 bilhões).

“O Brasil tem interesse em aprofundar mais essa parceria estratégica”, disse Jobim, durante entrevista na embaixada brasileira em Paris.

Licitação

Além dos contratos de helicópteros e submarinos, a França também disputa, juntamente com os Estados Unidos e a Suécia, a licitação do governo brasileiro para a compra de caças para a Força Aérea.

Segundo Jobim, a Força Aérea brasileira deverá apresentar um parecer técnico no final de julho, indicando sua preferência.

“O assunto será examinado depois pelo presidente (Lula). A decisão não é exclusivamente técnica. Ela faz parte também de um processo de entendimento político, dentro da parceria estratégica que nós estamos aprofundando mais com a França”, disse Jobim.

Confiança

“Acidentes são coisas que lamentavelmente ocorrem”, afirmou o ministro brasileiro ao comentar que a tragédia não abala a confiança do Brasil nas empresas francesas, como a Thales, do setor aeroespacial, fabricante dos tubos Pitot, os sensores que medem a velocidade dos aviões.

“Nós conhecemos muito bem a competência da Thales, sucessora da Thomson. Eu conheço a Thales desde a época da licitação para o Sivam em 1995”, disse Jobim, referindo-se ao Sistema de Vigilância da Amazônia, cujo contrato foi obtido por uma empresa americana.

Problemas nos sensores de velocidade fabricados pela Thales para os aviões têm sido apontados como a possível causa do acidente com o avião Airbus A330 da Air France, que caiu no Oceano Atlântico enquanto seguia do Rio de Janeiro para Paris, no último dia 31 de maio.

Jobim visita nesta terça-feira o Salão da Aviação do Bourget, o maior evento mundial do setor da aeronáutica, na periferia de Paris, mas não revelou se o Brasil teria interesse em comprar mais equipamentos.

FONTE: BBC Brasil / COLABOROU: José Adriano

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Hornet

José Adriano? Quem é esse cara?

É novo no pedaço?…hehehe

Mas falando sério… o que me chamou a atenção nesta matéria foi essa parte:

“A decisão não é exclusivamente técnica. Ela faz parte também de um processo de entendimento político, dentro da parceria estratégica que nós estamos aprofundando mais com a França”, disse Jobim.”

Tá certo que o Jobim fala mais que a boca, mas o que ele quis dizer exatamente com: a decisão do FX2 passa pelo entendimento da parceria com a França?

Alguém tem uma sugestão, pra se entender isso?

abraços a todos

Tiago Jeronimo

““O assunto será examinado depois pelo presidente (Lula). A decisão não é exclusivamente técnica. Ela faz parte também de um processo de entendimento político, dentro da parceria estratégica que nós estamos aprofundando mais com a França”, disse Jobim.”

Fui só eu que li isso como:

“Mesmo se o Rafaele não ganhar no quesito técnico é o avião que iremos comprar já que temos uma parceria estratégica com a França”

Ou mais alguém entendeu do mesmo jeito?

Fernando "Nunão" De Martini

Tiago Jeronimo, acho que a tua tradução está correta. Uma vez que ele nem mencionou entendimentos com Rússia.

Olhem só o trecho:”Ela faz parte também de um processo de entendimento político, dentro da parceria estratégica que nós estamos aprofundando mais com a França.”

Só se a Rússia for a zebra da vez, mas devido ao que NJ mencionou como acabei de falar, a tradução do Tiago Jeronimo a respeito das entrelinhas, acho que está correta.

kaleu

Srs.

Resta-nos saber se o NJ tem autonomia de decisão no FX-2, e, simplesmente “adiantou” o nome do vencedor da concorrência, jogando fora todo o processo de análise da FAB, em flagrante desrespeito aos demais concorrentes … ou se, mais uma vez, falou “abobrinha” como no caso da re-admissão do SU-35 na concorrência, ou foi apenas prolixo em busca de holofotes, como já está se tornando comum nos pronunciamentos de nosso Min. da Defesa … vai saber … “Deus nos proteja do Nelson Jobim !”

Kaleu

Roberto CR

kaleu

Acho que o Jobim não adiantou o nome do vencedor. Para mim ele está é forçando a barra sobre os avaliadores do FX 2, via mídia, de novo. Como disse o Hornet, ele fala mais que a boca. Mordaça nele no mínimo até Agosto!!!

Abraços

Hornet

José Adriano? Quem é esse cara?

É novo no pedaço?…hehehe

Mas falando sério… o que me chamou a atenção nesta matéria foi essa parte:

“A decisão não é exclusivamente técnica. Ela faz parte também de um processo de entendimento político, dentro da parceria estratégica que nós estamos aprofundando mais com a França”, disse Jobim.”

Tá certo que o Jobim fala mais que a boca, mas o que ele quis dizer exatamente com: a decisão do FX2 passa pelo entendimento da parceria com a França?

Alguém tem uma sugestão, pra se entender isso?

abraços a todos

Tiago Jeronimo

““O assunto será examinado depois pelo presidente (Lula). A decisão não é exclusivamente técnica. Ela faz parte também de um processo de entendimento político, dentro da parceria estratégica que nós estamos aprofundando mais com a França”, disse Jobim.”

Fui só eu que li isso como:

“Mesmo se o Rafaele não ganhar no quesito técnico é o avião que iremos comprar já que temos uma parceria estratégica com a França”

Ou mais alguém entendeu do mesmo jeito?

Alexandre Marlon

Tiago Jeronimo, acho que a tua tradução está correta. Uma vez que ele nem mencionou entendimentos com Rússia.

Olhem só o trecho:”Ela faz parte também de um processo de entendimento político, dentro da parceria estratégica que nós estamos aprofundando mais com a França.”

Só se a Rússia for a zebra da vez, mas devido ao que NJ mencionou como acabei de falar, a tradução do Tiago Jeronimo a respeito das entrelinhas, acho que está correta.

kaleu

Srs.

Resta-nos saber se o NJ tem autonomia de decisão no FX-2, e, simplesmente “adiantou” o nome do vencedor da concorrência, jogando fora todo o processo de análise da FAB, em flagrante desrespeito aos demais concorrentes … ou se, mais uma vez, falou “abobrinha” como no caso da re-admissão do SU-35 na concorrência, ou foi apenas prolixo em busca de holofotes, como já está se tornando comum nos pronunciamentos de nosso Min. da Defesa … vai saber … “Deus nos proteja do Nelson Jobim !”

Kaleu

Roberto CR

kaleu

Acho que o Jobim não adiantou o nome do vencedor. Para mim ele está é forçando a barra sobre os avaliadores do FX 2, via mídia, de novo. Como disse o Hornet, ele fala mais que a boca. Mordaça nele no mínimo até Agosto!!!

Abraços

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