O Brasil e as bombas cluster

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    Irã, Iraque, Coreia do Norte e Paquistão são países habitualmente associados a ditaduras, guerras, terrorismo e armas nucleares. Por esses critérios, eles não têm nada em comum com o Brasil, uma democracia com um pequeno histórico de guerras, sem terroristas e desprovido de armas nucleares. Mas, desde dezembro, Irã, Iraque, Coreia do Norte, Paquistão e Brasil estão entre os países que se recusam a assinar um tratado para banir as bombas cluster, um tipo de armamento considerado obsoleto e altamente letal para civis. Noventa e cinco países já assinaram o Tratado de Oslo, na Noruega, que proíbe a produção, estocagem, venda e o uso dessas bombas. Mas o Brasil, que não sofre um ataque em seu território desde a Guerra do Paraguai, em 1865, preferiu ficar de fora.

    As bombas cluster (palavra em inglês que pode ser traduzida por cacho) são uma espécie de caixa cheia de explosivos. Cada bomba contém centenas ou milhares de pequenos explosivos, que têm entre o tamanho de um saco de chá (100 gramas) e uma granada (1 quilo). Ao ser lançada por um avião, a bomba se abre antes de chegar ao solo e os explosivos se espalham por uma área de cerca de 28 mil metros quadrados, equivalente a quatro campos de futebol. A área-alvo é pulverizada, mas raramente todos os explosivos são detonados ao tocar o solo. Em média, 10% falham e passam a funcionar como minas terrestres, capazes de matar e mutilar civis. “Essa arma contraria os princípios humanitários. Os civis viram vítimas da bomba mesmo décadas depois do fim da guerra”, diz Silvia Backes, representante da Cruz Vermelha no Brasil.

    De acordo com a Cluster Munition Coalition, uma ONG internacional que combate as bombas cluster, esse tipo de arma já minou o solo de 20 países e matou e feriu pelo menos 13 mil civis. “A maioria das vítimas são agricultores e crianças atraídas pelo colorido e pelo formato de bola de alguns desses artefatos”, diz Thomas Nash, coordenador da Cluster Munition Coalition. O cálculo de 13 mil vítimas pode estar subestimado. Ele se refere apenas aos casos em que foi possível provar que a bomba foi a causa de mortes ou mutilações.

    A principal razão para o governo brasileiro não assinar o Tratado de Oslo, segundo os especialistas em defesa, é geopolítica. De acordo com Geraldo Cavagnari, do Núcleo de Estudos Estratégicos da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), a recusa faz parte da estratégia do Brasil de se tornar uma liderança na América Latina. “O Brasil percebeu que, para ser líder regional, é preciso ter um Exército forte e não pode sair por aí assinando tudo o que lhe põem na cara.” Como parte do projeto de virar uma potência militar regional, o governo Lula anunciou, no fim do ano passado, um plano que prevê a compra de novos equipamentos para as Forças Armadas e torna a proteção da Amazônia prioritária para a defesa nacional.

    De acordo com o Ministério da Defesa, “o principal objetivo das munições cluster para o Brasil é fortalecer a estratégia de dissuasão e desencorajar ações contra o território brasileiro”. Os militares consideram a bomba imprescindível para defender a Amazônia. “Como os explosivos se espalham por regiões amplas, e como o terreno amazônico é pouco habitado, essa pode ser uma opção para se defender de um ataque pela selva”, afirma o consultor em segurança Áureo Miraglia. “Estrategicamente, as bombas cluster são boas para usar em forças de paz no exterior”, diz Domicio Proença Jr., especialista em estudos estratégicos da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). “Nesses casos, você costuma ser o Exército menor. Se fica encurralado, é possível provocar expressivo número de baixas com essa bomba.”

    De acordo com a ONG Human Rights Watch, quatro empresas brasileiras produzem bombas cluster: a Avibras Aeroespacial, a Britanite Indústrias Químicas, a Ares Aeroespacial e Defesa Ltda. e a Target Engenharia e Comércio Ltda. Procuradas pela reportagem, a Target e a Britanite não responderam. A Ares Aeroespacial negou que produza o armamento, embora em seu site conste modelos desse tipo de bomba. O presidente da Avibras, Sami Hassuani, disse que a empresa não pode dar detalhes da produção e venda da bomba, pois comprometeria “o sigilo junto aos clientes”. De acordo com a Human Rights Watch, Irã, Iraque e Arábia Saudita são clientes do Brasil. Segundo o governo, o Brasil parou de exportar as bombas em 2006, e as armas fabricadas são destinadas ao estoque do Exército brasileiro.

    O Ministério de Relações Exteriores tem um argumento legalista para não assinar o Tratado de Oslo. “Como o tratado foi firmado fora da ONU, e entendemos que a ONU é o fórum de discussão desse assunto, optamos por não assinar”, afirma um representante do ministério. Em 1997, porém, o país assinou em Ottawa, no Canadá, o tratado internacional para o banimento das minas terrestres feito fora da ONU. O Itamaraty também diz que o conteúdo do Tratado de Oslo seria “discriminatório”, porque prevê o banimento apenas de bombas de baixa tecnologia, de menor custo e fabricadas por países em desenvolvimento. Bombas de alta tecnologia, como os mísseis teleguiados, fabricados por países ricos, não são alvo do Tratado de Oslo. Os Estados Unidos, a maior potência militar do mundo, fabricam as bombas cluster e também se recusam a assinar o tratado. Em 2002, o então presidente americano, George W. Bush, criou a expressão “Eixo do Mal” para se referir ao Irã, ao Iraque e à Coreia do Norte como ameaça ao mundo por seu interesse em armas de destruição em massa. É uma ironia que esses três países, os EUA e ainda o Brasil, com sua tradição pacifista, sejam sócios do mesmo clube da bomba cluster.

    FONTE: Revista Época

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    evandro
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    evandro

    Estou de acordo com o Governo Brasileiro. Agora acho que deveríamos sair do Acordo de Não Ploriferação de Armas Nucleares, se o Brasil quer ser alguma potência.

    evandro
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    evandro

    Estou de acordo com o Governo Brasileiro. Agora acho que deveríamos sair do Acordo de Não Ploriferação de Armas Nucleares, se o Brasil quer ser alguma potência.

    Flávio
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    Flávio

    Evandro, concordo com você.
    sds.

    Flávio
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    sds.

    flavio b
    Visitante
    flavio b

    Não sejamos ingênuos… A verdadeira intenção por trás dessa tentativa de banimento das clusters não é humanitária. E existe bomba mais desumana e que causa mais mortes de civis do que as bombas atômicas??????? E vai ver se as grandes potências querem bani-las… Quanta hipocrisia dos poderosos! At´parece que se preocupam com os muitos e muitos civis que eles mesmos já mataram e matam, e mutilam neste mundo… Que piada! O Brasil não deve exportar essas bombas, não deve pensar em lucrar com sua fabricação, isso sim. Mas deve possuí-las para se defender no caso de um conflito assimétrico, no… Read more »

    flavio b
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    Não sejamos ingênuos… A verdadeira intenção por trás dessa tentativa de banimento das clusters não é humanitária. E existe bomba mais desumana e que causa mais mortes de civis do que as bombas atômicas??????? E vai ver se as grandes potências querem bani-las… Quanta hipocrisia dos poderosos! At´parece que se preocupam com os muitos e muitos civis que eles mesmos já mataram e matam, e mutilam neste mundo… Que piada! O Brasil não deve exportar essas bombas, não deve pensar em lucrar com sua fabricação, isso sim. Mas deve possuí-las para se defender no caso de um conflito assimétrico, no… Read more »

    Wilson Johann
    Visitante
    Wilson Johann

    O banimento deste tipo de armamento interessa aos países que detém alta tecnologia em armamentos e não mais necessitam usar bombas glusters, já substituidas em seus arsenais por armas mais letais e precisas. Aos países de menor poder bélico, como o Brasil, seu uso se torna extremamente interessante, servindo até mesmo como fator dissuasório contra o interesse desses mesmos países que querem acabar com o seu uso. Por tráz de tudo, existem interesses outros que vão muito além das vítimas desse tipo de armanemto, usadas inteligentemente como pretexto para emcobrir intenções escusas das nações ricas, que visam, entre outras, impedir… Read more »

    Wilson Johann
    Visitante
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    O banimento deste tipo de armamento interessa aos países que detém alta tecnologia em armamentos e não mais necessitam usar bombas glusters, já substituidas em seus arsenais por armas mais letais e precisas. Aos países de menor poder bélico, como o Brasil, seu uso se torna extremamente interessante, servindo até mesmo como fator dissuasório contra o interesse desses mesmos países que querem acabar com o seu uso. Por tráz de tudo, existem interesses outros que vão muito além das vítimas desse tipo de armanemto, usadas inteligentemente como pretexto para emcobrir intenções escusas das nações ricas, que visam, entre outras, impedir… Read more »

    Zero Uno
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    Esses pessoal acham que somos trouxas…

    Zero Uno
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    Wilson Johann
    Visitante
    Wilson Johann

    E, já que o colega Evandro tocou no assunto, que tal uma pesquisa do blog sobre se o Brasil deve ou não produzir uma bomba nuclear?
    Na minha opinião o resultado já é previsível: 100% de aprovação.
    A cobiça e pretenção dos poderoso do mundo sobre o território brasileiro nunca terá fim, mas podemos por um termo nisso e mantê-los afastados de nossas riquezas, da amazônia principalmente, se tivermos o poder de retaliação na mesma medida desses paises. Mas isso só vai acontecer se nos tornarmos uma potência com armas nuclerares.

    Abraços!

    Wilson Johann
    Visitante
    Wilson Johann

    E, já que o colega Evandro tocou no assunto, que tal uma pesquisa do blog sobre se o Brasil deve ou não produzir uma bomba nuclear?
    Na minha opinião o resultado já é previsível: 100% de aprovação.
    A cobiça e pretenção dos poderoso do mundo sobre o território brasileiro nunca terá fim, mas podemos por um termo nisso e mantê-los afastados de nossas riquezas, da amazônia principalmente, se tivermos o poder de retaliação na mesma medida desses paises. Mas isso só vai acontecer se nos tornarmos uma potência com armas nuclerares.

    Abraços!

    Billy
    Visitante
    Billy

    O grupo terrorista MST acaba de atacar e matar quatro “Silvas” em Pernambuco em uma longa guerra para a implantação, de fato, de uma ditadura altamente letal para a vida de civis, propriedade ou direitos. Quanto às bombas clusters, o que os “pacifistas mundiais” querem é desarmar cada vez mais nosso país para que seus ditadores fantoches: CASTRO, CHAVEZ , LULA e outros, tenham seus pérfidos intentos facilitados.

    Billy
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    O grupo terrorista MST acaba de atacar e matar quatro “Silvas” em Pernambuco em uma longa guerra para a implantação, de fato, de uma ditadura altamente letal para a vida de civis, propriedade ou direitos. Quanto às bombas clusters, o que os “pacifistas mundiais” querem é desarmar cada vez mais nosso país para que seus ditadores fantoches: CASTRO, CHAVEZ , LULA e outros, tenham seus pérfidos intentos facilitados.

    Nunão
    Visitante
    Nunão

    Alguém notou uma sutil escolha do texto? No início, diz-se “Irã, Iraque, Coreia do Norte e Paquistão são países habitualmente associados a ditaduras, guerras, terrorismo e armas nucleares.” Discussões sobre estereótipos ou verdades à parte, na sequência faz-se a alusão ao Brasil pertencer a esse clube por não assinar o tratado proibindo as bombas cluster. Dá pra fazer leituras diversas das referências a uma questão ligada ao universo dito militar (bombas) ligar-se a outra histórica do mesmo tipo (ditaduras), e o que “envergonharia” o país nessa ligação com alguns desses que frequentemente são chamados de “párias mundiais” viria justamente de… Read more »

    Nunão
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    Alguém notou uma sutil escolha do texto? No início, diz-se “Irã, Iraque, Coreia do Norte e Paquistão são países habitualmente associados a ditaduras, guerras, terrorismo e armas nucleares.” Discussões sobre estereótipos ou verdades à parte, na sequência faz-se a alusão ao Brasil pertencer a esse clube por não assinar o tratado proibindo as bombas cluster. Dá pra fazer leituras diversas das referências a uma questão ligada ao universo dito militar (bombas) ligar-se a outra histórica do mesmo tipo (ditaduras), e o que “envergonharia” o país nessa ligação com alguns desses que frequentemente são chamados de “párias mundiais” viria justamente de… Read more »

    Pedro
    Visitante
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    Os que agora reclamam das bombas cluster brasileiras silenciaram enquanto Israel lançava fósforo branco na população palestina.
    Aliás, como o colega acima mencionou, se o Brasil almeja ser “alguma coisa” no mundo deve denunciar o Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares…Deveria fazê-lo, aliás, em grand estilo: denotando seu primeiro teste nuclear…material fissil já temos, know how já existe desde 1970….só falta a vontade politica para tanto.

    Pedro
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    Os que agora reclamam das bombas cluster brasileiras silenciaram enquanto Israel lançava fósforo branco na população palestina.
    Aliás, como o colega acima mencionou, se o Brasil almeja ser “alguma coisa” no mundo deve denunciar o Tratado de não Proliferação de Armas Nucleares…Deveria fazê-lo, aliás, em grand estilo: denotando seu primeiro teste nuclear…material fissil já temos, know how já existe desde 1970….só falta a vontade politica para tanto.

    welington
    Visitante
    welington

    Sou a favor de termos bombas cluster e armas nucleares, pois estas aliadas dão aos seus portadores um poder dissuasório que inibe ao máximo um ataque inimigo e é isto que é interessante, principalmente se for um país “pacífico” como o Brasil.
    Já sobre as armas de fósforo sou totalmente contrario principalmente se utilizado em áreas densamente povoadas como a faixa de gaza.
    Um abraço a todos.

    welington
    Visitante
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    Sou a favor de termos bombas cluster e armas nucleares, pois estas aliadas dão aos seus portadores um poder dissuasório que inibe ao máximo um ataque inimigo e é isto que é interessante, principalmente se for um país “pacífico” como o Brasil.
    Já sobre as armas de fósforo sou totalmente contrario principalmente se utilizado em áreas densamente povoadas como a faixa de gaza.
    Um abraço a todos.

    Mabill
    Visitante
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    Tem que fabricar em cacho, penca, monte e tudo mais quem pode mais chora menos !!! Sds.

    Mabill
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    Tem que fabricar em cacho, penca, monte e tudo mais quem pode mais chora menos !!! Sds.

    Voluntário da Patria
    Visitante
    Voluntário da Patria

    Não foi simplismente um ataue o que o MST, que é bancado por dinheiro público distribuido pelo PT, perpetrou em PE, foi exucução a sangue frio de 4 pessoas, primeiro com tiros na perna, o que evidencia a intensão de tortura mental às vítimas impossibilitadas de fugir, depois com vários tiros no rosto e na cabeça dos pobres homems.

    Voluntário da Patria
    Visitante
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    Não foi simplismente um ataue o que o MST, que é bancado por dinheiro público distribuido pelo PT, perpetrou em PE, foi exucução a sangue frio de 4 pessoas, primeiro com tiros na perna, o que evidencia a intensão de tortura mental às vítimas impossibilitadas de fugir, depois com vários tiros no rosto e na cabeça dos pobres homems.

    Flávio
    Visitante
    Flávio

    Nunão, lí o texto da revista Época e concordo com você que a imprenssa não especializada tende a estereotipar quando o assunto requer uma análise mais aprofundada e não se tem o conhecimento suficiente para fazê-lo. A frase título mostra que a reporter não entende muito bem do que escreveu, “Nós precisamos dessa arma?”. O estereótipo do Brasil como ” pais de tradição pacifista” parece levar essas pessoas imaginarem que podemos resolver tudo na base da conversa…ou então entregando um buquê de flores para um possível adversário… ou colocar umas gostosas rebolando para ver se dissuadimos algum possivel agressor. sds

    Flávio
    Visitante
    Flávio

    Nunão, lí o texto da revista Época e concordo com você que a imprenssa não especializada tende a estereotipar quando o assunto requer uma análise mais aprofundada e não se tem o conhecimento suficiente para fazê-lo. A frase título mostra que a reporter não entende muito bem do que escreveu, “Nós precisamos dessa arma?”. O estereótipo do Brasil como ” pais de tradição pacifista” parece levar essas pessoas imaginarem que podemos resolver tudo na base da conversa…ou então entregando um buquê de flores para um possível adversário… ou colocar umas gostosas rebolando para ver se dissuadimos algum possivel agressor. sds

    Hornet
    Visitante
    Hornet

    Nunão, gostei mais de sua análise semiológica-epistemológica-”blogológica” que do texto da Época.

    é isso aí.

    abraços

    Hornet
    Visitante
    Hornet

    Nunão, gostei mais de sua análise semiológica-epistemológica-”blogológica” que do texto da Época.

    é isso aí.

    abraços

    welington
    Visitante
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    MST é um grupo “terrorista” (Sem generalizar a “população” destes Grupos) e são uns ladrões, sim pois quem adentra em propriedade privada e tenta “tomar” a mesma para min é ladrão igualzinho a um assaltante de banco ou um assaltante fulera que assalta os cidadãos em ruas ou em suas casas.
    Tem que ir para cadeia. O pior é que eles usam crianças como escudos contra uma “realização” contra os mesmos.
    Um braço a todos.

    welington
    Visitante
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    MST é um grupo “terrorista” (Sem generalizar a “população” destes Grupos) e são uns ladrões, sim pois quem adentra em propriedade privada e tenta “tomar” a mesma para min é ladrão igualzinho a um assaltante de banco ou um assaltante fulera que assalta os cidadãos em ruas ou em suas casas.
    Tem que ir para cadeia. O pior é que eles usam crianças como escudos contra uma “realização” contra os mesmos.
    Um braço a todos.

    Rodrigo Marques
    Visitante
    Rodrigo Marques

    Sou favorável a termos armas nucleares, quimicas e biologicas. Bombas cluster eu nem discuto! É claro que temos que mantê-las. E só com armas de destruição em massa e obviamente meios eficazes de disparara-las contra qualquer alvo no planeta( algo que não temos, é sabido), poderemos arrombar a porta do conselho de segurança da ONU puxar uma cadeira, porque se esperamos um convite para sentar à mesa e dividir poder, isso nunca vai acontecer. E se tem alguem se enganando achando que seremos convidados, acho que existem outros na nossa frente: Japão, Alemanha e India. E não entram por que?… Read more »

    Rodrigo Marques
    Visitante
    Rodrigo Marques

    Sou favorável a termos armas nucleares, quimicas e biologicas. Bombas cluster eu nem discuto! É claro que temos que mantê-las. E só com armas de destruição em massa e obviamente meios eficazes de disparara-las contra qualquer alvo no planeta( algo que não temos, é sabido), poderemos arrombar a porta do conselho de segurança da ONU puxar uma cadeira, porque se esperamos um convite para sentar à mesa e dividir poder, isso nunca vai acontecer. E se tem alguem se enganando achando que seremos convidados, acho que existem outros na nossa frente: Japão, Alemanha e India. E não entram por que?… Read more »

    Tiago Jeronimo
    Visitante
    Tiago Jeronimo

    Concordo que não deveriámos assinar mas, devia-se procurar pelo menos aumentar o indice de eficiência das munições.

    Tiago Jeronimo
    Visitante
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    Concordo que não deveriámos assinar mas, devia-se procurar pelo menos aumentar o indice de eficiência das munições.

    Julio
    Visitante
    Julio

    Voluntário da Patria, muito bem lembrado e não é a primeira vez que esses terroristas praticam assinatos de fazendeiros e seus funcionários, além de pilhagens e destruição e mortes dos animais. Eles aterrorizam quem vive na area rural, praticam atos de terroristo e acho que até classificariamos de guerrilha contra seus opositores. Lamentavel que esse governo PT financie o MST que desde o seu nascimento é um movimento politico/terrorista, nunca foi um movimento social. Sds.

    Julio
    Visitante
    Julio

    Voluntário da Patria, muito bem lembrado e não é a primeira vez que esses terroristas praticam assinatos de fazendeiros e seus funcionários, além de pilhagens e destruição e mortes dos animais. Eles aterrorizam quem vive na area rural, praticam atos de terroristo e acho que até classificariamos de guerrilha contra seus opositores. Lamentavel que esse governo PT financie o MST que desde o seu nascimento é um movimento politico/terrorista, nunca foi um movimento social. Sds.

    emerson
    Visitante
    emerson

    Olá a todos. Também achei o texto da reportagem tendencioso ao listar Brasil com Irã e Coréia do Norte e citar os Estados Unidos apenas no final do texto. Também acho que as bombas cluster são terríveis contra populações civis anos depois de encerrado o conflito na região, mas também considero estas armas essenciais ao EB na região amazônica (fico pensando qual população civil irá ocupar a selva após um possível conflito por lá?). Mas no nosso caso, as bombas cluster são mesmo uma arma de dissuasão e como tal, o inimigo deve acreditar que poderá ser usada, senão perde… Read more »

    emerson
    Visitante
    emerson

    Olá a todos. Também achei o texto da reportagem tendencioso ao listar Brasil com Irã e Coréia do Norte e citar os Estados Unidos apenas no final do texto. Também acho que as bombas cluster são terríveis contra populações civis anos depois de encerrado o conflito na região, mas também considero estas armas essenciais ao EB na região amazônica (fico pensando qual população civil irá ocupar a selva após um possível conflito por lá?). Mas no nosso caso, as bombas cluster são mesmo uma arma de dissuasão e como tal, o inimigo deve acreditar que poderá ser usada, senão perde… Read more »

    Igor
    Visitante
    Igor

    Reportagem porca, só citou os eeuu no final.

    Igor
    Visitante
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    Zero Uno
    Visitante
    Zero Uno

    Políticas à parte foi em 2006 que o Brasil se negou a assinar o tratado das Bombas Cluster correto? Portanto, foi dentro do governo Lula. Partiu de um Ministro da Defesa apoiado pelo atual presidente da república. Decisão correta ao meu ver. Sobre a reportagem da revista, esta reporter não é uma pessoa especializada em geopolítica e nem em assuntos militares. Me parece que apenas fez consultas a especialistas. Essas revistas deveriam ter sim alguém especializado nestes assuntos. Más como ainda possuem uma ácida relação com as Forças Armadas devido ao período de censura nos governos militares, defesa e geopolítica… Read more »

    Zero Uno
    Visitante
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    Políticas à parte foi em 2006 que o Brasil se negou a assinar o tratado das Bombas Cluster correto? Portanto, foi dentro do governo Lula. Partiu de um Ministro da Defesa apoiado pelo atual presidente da república. Decisão correta ao meu ver. Sobre a reportagem da revista, esta reporter não é uma pessoa especializada em geopolítica e nem em assuntos militares. Me parece que apenas fez consultas a especialistas. Essas revistas deveriam ter sim alguém especializado nestes assuntos. Más como ainda possuem uma ácida relação com as Forças Armadas devido ao período de censura nos governos militares, defesa e geopolítica… Read more »

    RJ
    Visitante
    RJ

    Faltou mencionar que a grande “desculpa” para banir as bombas cluster são baseadas em defeitos que ocorriam em bombas cluster de gerações anteriores às fabricadas no Brasil. Ninguém fala em melhoramentos no projeto do armamento que evitem que as bombas cluster se tornem minas terrestres. A verdade é que a bomba Cluster é a arma de destruição em massa dos pobres, que não tem condições de possuir a muito mais cara (e muito mais letal) bomba atômica. E os efeitos colaterais de uma bomba cluster são infinitamente menores que os efeitos colaterais de uma arma nuclear, que também permanece matando/mutilando… Read more »

    RJ
    Visitante
    RJ

    Faltou mencionar que a grande “desculpa” para banir as bombas cluster são baseadas em defeitos que ocorriam em bombas cluster de gerações anteriores às fabricadas no Brasil. Ninguém fala em melhoramentos no projeto do armamento que evitem que as bombas cluster se tornem minas terrestres. A verdade é que a bomba Cluster é a arma de destruição em massa dos pobres, que não tem condições de possuir a muito mais cara (e muito mais letal) bomba atômica. E os efeitos colaterais de uma bomba cluster são infinitamente menores que os efeitos colaterais de uma arma nuclear, que também permanece matando/mutilando… Read more »

    Zero Uno
    Visitante
    Zero Uno

    Sem o Brasil, 92 países firmam pacto antibomba Pelo menos 92 países assinaram nesta quarta-feira (03/12/2008), em Oslo (Noruega), um tratado para banir o uso em conflitos dos atuais modelos de bombas de dispersão, conhecidas como “cluster bombs”. O Brasil, assim como os líderes na fabricação e uso do armamento –EUA, Rússia, Israel, Índia e Paquistão–, ficou fora. O Afeganistão, antes refratário, assinou o pacto. FONTE: Folha de S. Paulo – 04/12/2008 As bombas de dispersão foram usadas recentemente pelos EUA e por Israel em países como Líbano, Afeganistão e Iraque. Elas são feitas de contêineres que se abrem no… Read more »

    Zero Uno
    Visitante
    Zero Uno

    Sem o Brasil, 92 países firmam pacto antibomba Pelo menos 92 países assinaram nesta quarta-feira (03/12/2008), em Oslo (Noruega), um tratado para banir o uso em conflitos dos atuais modelos de bombas de dispersão, conhecidas como “cluster bombs”. O Brasil, assim como os líderes na fabricação e uso do armamento –EUA, Rússia, Israel, Índia e Paquistão–, ficou fora. O Afeganistão, antes refratário, assinou o pacto. FONTE: Folha de S. Paulo – 04/12/2008 As bombas de dispersão foram usadas recentemente pelos EUA e por Israel em países como Líbano, Afeganistão e Iraque. Elas são feitas de contêineres que se abrem no… Read more »

    Democracia
    Visitante
    Democracia

    Aqui vai a opinião de um leigo desculpe se falar alguma besteira:
    Quanto as bombas Cluster acho que esse acordo de bani-las, poderia ter uma outra opção que seria possui-las e não vende-las como o Brasil fez segundo, nosso amigo flavio b em 02 mar, 2009 às 14:05.
    Valeu a atenção,
    Viva a República!!!

    Democracia
    Visitante
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    Aqui vai a opinião de um leigo desculpe se falar alguma besteira:
    Quanto as bombas Cluster acho que esse acordo de bani-las, poderia ter uma outra opção que seria possui-las e não vende-las como o Brasil fez segundo, nosso amigo flavio b em 02 mar, 2009 às 14:05.
    Valeu a atenção,
    Viva a República!!!

    Rodrigo Marques
    Visitante
    Rodrigo Marques

    Detalhe:

    Não é só no Brasil que o MST está aprontando e sendo acobertado e financiado pelo governo. No Paraguai, eles estão insuflando o povo a invadir terras dos “Brasiguaios”, pessoal daqui que foi viver lá e expandir as plantações de soja, levando riqueza àquele país.

    Detalhe: O MST e outras ONG’s já levaram R$ 30 bihões no governo Lula. Havia uma CPI prontinha na câmara para ser votada, mas o escândalo do aliado Renan Calheiros, ajudou o PT a sufocá-la sem maiores atenções da imprensa.

    Rodrigo Marques
    Visitante
    Rodrigo Marques

    Detalhe:

    Não é só no Brasil que o MST está aprontando e sendo acobertado e financiado pelo governo. No Paraguai, eles estão insuflando o povo a invadir terras dos “Brasiguaios”, pessoal daqui que foi viver lá e expandir as plantações de soja, levando riqueza àquele país.

    Detalhe: O MST e outras ONG’s já levaram R$ 30 bihões no governo Lula. Havia uma CPI prontinha na câmara para ser votada, mas o escândalo do aliado Renan Calheiros, ajudou o PT a sufocá-la sem maiores atenções da imprensa.