sexta-feira, maio 14, 2021

Gripen para o Brasil

Sobre transferência de tecnologia…

Destaques

Alexandre Galante
Jornalista, designer, fotógrafo e piloto virtual - alexgalante@fordefesa.com.br

Como o assunto em voga é a transferência de tecnologia, o comentário abaixo do nosso leitor Tailhooker merece destaque:

“Esse assunto de transferência de tecnologia está completamente distorcido. Assim como alguns já disseram, volto a dizer: Esse negócio de transferência de tecnologia é a maior falácia do mundo. E muita gente ainda se prende nessa ilusão. Ninguem transfere tecnologia, nem chinês, nem francês e nem americano !!! Não se iludam que os franceses vão passar os códigos fonte do radar AESA do RAFALE. Ele pode até passar, literalmente. Entregar na mão um volume de 1500 páginas com todos os códigos-fonte. Quem trabalha com alta tecnologia sabe o que estou falando. Se não se participou do desenvolvimento daquele código, pouco ou nenhum valor tem o volume contendo os códigos. Para uma transferência de tecnologia, é necessário estar capacitado a receber esta tecnologia e nosso País não tem condições de absorver muitas dessas tecnologias a bordo dessas aeronaves. Os franceses vão passar o volume, cumprir a claúsula contratual e vão morrer de rir. Até para fazer engenharia reversa, há a necessidade de se dominar algumas tecnologias. O que se negociará nesses off-sets do contrato é a transferência de tecnologias as quais estamos atrasados em pelo menos 50 anos, nada sensível e que possa representar uma ameaça, mercadologicamente falando. Citei o radar AESA, mas isso vale para uma infinidade de sistemas os quais não temos know how para produzir, coisas relativamente bobas que nós, surpreendentemente, ainda não dominamos, como aquisição e processamento de dados via sistema pitot-estatico.
Interessante é saber como fazem os israelenses: Os caras da Elbit realmente transferiram tecnologia para a Embraer no programa F-5Br, mas da seguinte forma: Elbit, estou precisando que traga os seus tecnicos para o Brasil para resolver um problema de integração do Radar com o computador de missão. Ok, embraer, parece que este defeito não estava no contrato. Eu posso mandar os técnicos para dar uma olhada, mas vai custar caro. Elbit, vamos negociar, não estava no contrato, mas seria de bom tom que vocês nos ajudasse, afinal somos e poderemos ser parceiros em outras ocasiões. Ok, Embraer, estamos indo…………… Passaram-se 3 meses e os prazos para entrega estão vencendo. Olá Embraer, como vão ? viemos resolver o problema. Ok Elbit,não precisa mais, nossos engenheiros conseguiram uma solução caseira e resolveram o problema. Ok embraer, tudo bem, brilhante, mas só relembro que não mais garanto mais nada, já que vocês dominaram a tecnologia……
E mais ou menos assim que acontece quando se negocia com tecnologias sensíveis. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”.

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Fábio Max

É por aí mesmo. A EMBRAER aprender a trabalhar com certas ligas de metal durante o projeto AMX. Não comprou tecnologia de ninguém, simplesmente aprendeu a partir da maior experiência dos italianos, que não necessariamente cederam coisa alguma. O que fica bem claro é que transferência de tecnologia não é entregar um determinado código ou determinada composição química de coisa alguma, é basicamente trocar informações técnicas, o que EXIGE, por sua vez, que o país que se beneficie também tenha programas científicos naquela determinada área. É por isso que não se pode simplesmente cortar verbas orçamentárias de programas de pesquisa… Read more »

Zero Uno

Só colando uma frase do exposto acima: “Embraer, estamos indo…………… Passaram-se 3 meses e os prazos para entrega estão vencendo. Olá Embraer, como vão ? viemos resolver o problema. Ok Elbit,não precisa mais, nossos engenheiros conseguiram uma solução caseira e resolveram o problema. Ok embraer, tudo bem, brilhante, mas só relembro que não mais garanto mais nada, já que vocês dominaram a tecnologia…… E mais ou menos assim que acontece quando se negocia com tecnologias sensíveis. Se correr o bicho pega, se ficar o bicho come”. Segundo vc disse meu caro, a EMBRAER levou 03 mêses para dominar a tecnologia… Read more »

Rodrigo

Pois então, Se o pessoal do blog chega a tantas conclusões positivas e realiza análises bastante precisas e as vezes obvias sobre a situação eu me pergunto: O pessoal que está envolvido no processo não acessa internet? Eles não conseguem analisar esse prisma do processo por envolvimento com o mesmo? Ou será que tem algo muito errado aí? Realmente a análise faz sentido. Por que alguém irá transferir tecnologia para criar um novo concorrente amanhã? Não seria interessante que o nosso governo invista em P&D pesadamente? Temos pessoas com capacidade sobrando no Brasil. Porque o governo não aposta nos desenvolvimentos… Read more »

Lucius Clay

Então devo supor com esses comentários que o processo de compra de caças da FAB está corretíssimo, pois está forçando que alguns componentes possam ser fabricados por brasileiros e empresas brasileiras e talvez alguma tecnologia importante, não sensível, possa ser dominada.

Mas a briga entre os concorrentes não deixa de ser importante, afinal de contas, deve haver alguns diferenciais para quem compra um ou outro caça que é perda de algum lucro no futuro para o fabricante que vai ceder.

Marlos Barcelos

CLARO QUE VAI HAVER TRANSFERÊNCIA DE TECNOLOGIA, CONDIGOS-FONTES SÃO IMPORTANTÍSSIMOS PARA O PAÍS QUE ADQUIRI O CAÇA, SÃO MUITOS BILHÕES E OS CÓDIGOS FONTES SÃO IMPORTANTES PARA QUEM COMPRA MAS NÃO É VITAL PARA A INDÚSTRIA QUE O FABRICA, O BRASIL FARIA PEFEITAMENTE CONDIGOS-FONTES PARA QUALQUER CAÇA NOVO, O AMX NÃO TEM CÓDIGO-FONTE? O TUCANO NÃO TEM? OS CÓDIGOS FONTES SERVEM PARA O BRASIL MODERNIZAR O CAÇA QUANDO QUISER, ADQUIRIR MÍSSEIS NOVOS ETC.É COMO SE OS FRANCESES NOS ENSINASSEM COMO MODIFICAR O WINDOWS MAS NÃO VÃO ENSINAR COMO SE FAZ, SE ALGUÉM TEM POR EXEMPLO OCÓDIGO FONTE DO WINDOWS, VAI… Read more »

Erich Hartmann

Esse assunto de transferência de tecnologia penso eu que deva ser abordado como Gênero,pois podem haver muitas espécies desta com índice de nacionalização e capacitação que se espera alcançar num determinado prazo. Portanto é algo muito extenso e que deve ser sim objeto de discussão aperfeiçoada num projeto como o FX senão teríamos que ficar eternamente mandando turbinas(Deus nos livre …imagine numa situação de crise?)para fora para reparos mínimos ou enviar mísseis para manutenção etc,ou seja,hoje creio pelo nível que o nosso desenvolvimento econômico,social e industrial atingido(3º maior produtora de sofwtares do mundo) penso que não ficamos à dever muito… Read more »

tailhooker

Que bom que o assunto está sendo discutindo com destaque.Parabéns ao Blog. Ótimo que cada um coloque o seu ponto de vista, uns de maneira mais emocional que outros, mas o objetivo é esse mesmo,incentivar o debate, sempre mantendo o respeito. Considero esse canal como de extrema importância, uma vez que estão aqui as cabeças pensantes que se peocupam com esta matéria. Ideal seria se os tomadores de decisão incluissem esse link nos favoritos de seus browsers. Tenho certeza que muita “gente boa anda” lendo o que se passa por aqui. Alguns opinam e outros permanecem em “modo passivo”. A… Read more »

Manfred Von Richthofen

Não existe transferência de tecnologia para quem quer comprar só duas dúzias de caças. O Brasil só conseguiu absorver tecnologia no Programa AMX porque entrou como sócio e teve que investir muitos bilhões de dólares e comprar mais de 50 aviões. Segundo algumas fontes, o custo total do Programa do Rafale foi de € 28 bilhões (cerca de US$ 38 bilhões), o que se traduz em um custo unitário de cerca de € 95 milhões. Só o desenvolvimento da versão de exportação (que ainda não emplacou), Rafale Mk.2, custou €1,3 bilhão! Quem vocês acham que vai pagar a conta do… Read more »

RJ

De qualquer forma: Se o Rafale ganhar, nós, brasileiros, iremos integrar todo o armamento e sistemas utilizados na América Latina nesse avião. É mais barato pra Dassault (Atualmente o Rafale opera apenas armamento francês). A gente ganha experiência com o computador de bordo de um caça bastante avançado e isso tudo pode fazer com que o produto da Dassault se torne competitivo para o mercado Latinoamericano. Todo mundo ganha. Se o ganhador for o Gripen, eles precisam mesmo de mão de obra para terminar de desenvolver o NG, como muitos aqui falaram. E onde os engenheiros ganham menos? Todo mundo… Read more »

Ricardo

O sujeito que escreveu isto, nunca deve ter trabalhado com engenheiros do ITA…….

Ou Funcionários da Embraer…..

Estou rindo até agora deste comentario…..

Tiago Jeronimo

O problema é que vocês pensam tranferência de tecnologia ao pé da letra, como se junto com o avião viesse uma caixinha escrita “tecnologia”. Vocês aceitem ou não na contrução do AMX houve transferência de tecnologia , na modernização do F-5BR houve transferência de tecnologia e agora haverá de novo, parem de pensar transferência de tecnologia apenas como alguém “dando” tudo pronto ao outro. Se houver aprendizado houve transferência de conhecimento e consequentemente de tecnologia.

tailhooker

Caro Zero Uno. Não sei se captou a verdadeira essência do post. Os “3 meses” citados acima estão em sentido figurado, não leve essa informação ao pé da letra. A estória adaptada serviu para mostrar que os israelenses nos “ajudaram” a adquirir know how em algumas áreas, dizendo assim: “se vira nos trinta”. Essa foi a mensagem. Ninguem aqui tem o direito de desmerecer aquilo que já conquistamos, pelo contrário, só não somos melhores por por questões como “Não seria interessante que o nosso governo invista em P&D pesadamente?” (Rodrigo). Somo vítima de políticas de governo que nunca deram a… Read more »

João-Curitiba

Ainda não foi assinado o contrato com o fornecedor do FX-2, pois nem ainda saiu o vencedor. Portanto, nada podemos dizer quanto à reciprocidade que teremos. Na fabricação do Cougar, já temos alguma coisa divulgada. Agora, quanto aos Scorpène, está bem claro. Eles vão nos ensinar a fazer um submarino. Pelo menos a montar um. Técnicos brasileiros irão às centenas à França para aprender. Até mesmo uma construtora brasileira vai ganhar mais um conhecimento, o da construção de estaleiro e quiçá da montagem do casco. Os franceses estão enxergando muito mais longe do que a nossa miupia permite. É a… Read more »

Aluisio

“Segundo algumas fontes, o custo total do Programa do Rafale foi de € 28 bilhões (cerca de US$ 38 bilhões), o que se traduz em um custo unitário de cerca de € 95 milhões. Só o desenvolvimento da versão de exportação (que ainda não emplacou), Rafale Mk.2, custou €1,3 bilhão!” Agora,perguntas: Quantos RAFALES a França já exportou? Quantos países ainda estão dispostos a gastar quase 100 milhões por um RAFALE?. Na verdade,vc está certo,Manfred,só se esqueceu de contextualizar o assunto…A venda dos RAFALES para o Brasil nao é só uma tranferencia monetária,mas principalmente uma ação de marketing da Dassault: Se… Read more »

Ulisses

Lembrem-se que serão 120 aparelhos,36 é a encomenda inicial e serão montados no Brasil.

Ricardo

Não adianta amigos o senhor Tailhooker não conseguirá enchergar a verdade mesmo que apareca aqui um engenheiro formado do ITA e lhe mostre o que se pode absorver. Ele acha que a China é especial que a China pode e nós não. A Embraer, não só, temos milhares de empresas que poderão absorver tecnologia com o FX-2. O mesmo ocorre agora com os Submarinos e os helicópteros. E ocorreria com qualquer coisa. A pouco produzimos nosso proprio missil anti radiação. Quantos paises no mundo detem tecnologia para produzir um MAR? Meu deus as vezes não sei o que ocorre na… Read more »

Iuri Korolev

Pessoal A maioria aqui tem uma visão romântica de tecnologia. É a mesma visão dos argentinos (indústria aeronautica destruida) e completamente diferente do Mauricio Botelho e do Leoni (o gênio do grupo Bozano que pouca gente conhece, mas que montou a Embraer moderna e bem sucedida dos dias de hoje). Tecnologia desenvolve-se para suprir um certo mercado ou cliente, seja ele privado ou não. E é ele quem remunera seu custo. A visão de tecnologia deve ser mercadologica. Quanto a repassar seu “estado da arte” pode ser que não, mas não porque eles não queiram : “Os franceses vão passar… Read more »

Ricardo

Porque vocês acham que o prazo de entrega é 2015…..

Meu deus, acha que eles escolheram uma data no vento.

Eles previam que absorver tecnologia do FX-2 não seria facil, e não será, de 2009 até 2015 eles terão de se esforçar para absorver tudo que eles conseguirem, e garanto que será o máximo possivel.

Agora um sujeito que não conhece a realidade brasileira, vir aqui dizer que não poderemos absorver tecnologia com o projeto, meu deus, tenho que rir para não chorar.

Ulisses

Ricardo.

Você está certo,o que acontece é que eles acham que estamos em algum momento entre os anos 50 até 90 ou simplesmente acham que aqui não é Brasil mas sim Bolívia,Argentina,Paraguai e etc.nossos vizinhos são tão burros que a bomba de agua da minha casa daria para transferir tecnologia para qualquer um deles.

Sds.

welington

Transferência tecnológica em aquisições é uma coisa simples, o comprador estipula quero transferência no setor de trens de pouso e materiais estruturais a empresa concorda ok lhe ensino, realmente ela nos passara a tecnologia ensinado o passo a passo a nossos técnicos e engenheiros como o fazer, mas necessitamos de empresas para receber esta tecnologia(Já o temos), já em áreas mais sensíveis como códigos fonte é uma questão a se analisar, a intenção é modificar a aeronave futuramente efetuando alterações no código fonte é perfeitamente aceitável de aprendermos porém fabricar um código fonte sem o auxílio dos mesmos é quase… Read more »

Ricardo

Exatamente welington. E tem outra coisa, o gripen é um exemplo, o helicóptero esquilo tambem. A Suécia tem conhecimento total sobre o caça, poderia produzir uma turbina para o caça se isto fosse necessário, mas optou por importar alguma peças para reduzir os custos de produção e de venda do produto para concorrer no mercado, o mesmo ocorre com o esquilo, quase 100% das peças são produzidas no brasil, mas existem algumas que não valeria a pena produzir em pequena escala, pois encareceria o produto. O mesmo ocorre com tudo que esta a venda hoje no mundo Globalizado, isto chama-se… Read more »

Zero Uno

Pessoal… transferencia de tecnologia não é da noite para o dia. É um aprendizado constante. Por isso nossos caças serão entregues a partir de 2015. Nós temos que ter a maior independência tecnológica possíval na hora de operar um sistema de armas seja ele caças, ou o que for. Apenas isso. Quando a aeronave FX2 for escolhida, primeiro virá os seus simuladores de sistemas para que nossos técnicos/MD/Pilotos de testes avaliem por completo o mesmo. Aí sim se dará o início dos estudos para transferência de tecnologias. É assim que é feito! O Brasil fabrica materiais compostos que são usados… Read more »

Ricardo

Creio que podemos considerar este assunto encerrado.

AMX

Amigos, não li todos os comentários. Mas, recordo-me que num dos blogs, em dezembro, havia dizeres do ministro Mangabeira Unger falando, mais ou menos, que não era pra ninguém se enganar sobre a tal transferência de tecnologia; e que no governo (leia-se Forças Armadas e MinDef, praticamente), todo mundo tinha plena noção disso. Assim, o tal frenesei pela dita “transferência”, é causado mais pela imprensa e por pessoas como nós, aficcionados, do que os negociadores propriamente ditos. Com certeza, é uma vantagem a mais do que pura e simples compra de material. Mesmo assim, tb. concordo, não é o melhor… Read more »

João-Curitiba

Zero Uno Você lembrou bem uma coisa a respeito do final da II GM. Von Braun matou milhares de ingleses com suas V1 e V2, mas não foi enforcado como criminoso de guerra, porque a política de dois pesos e duas medidas das nações espertas prevaleceu. Inclusive hoje já se vê biografias dele afirmando que ele era um “dissidente” dentro do aparelho nazista. Como se diz, a História é escrita pelos vencedores. O mesmo aconteceu com outros técnicos alemães. Agora uma pergunta: o que de tão horrível Rudolf Hess fez que morreu na prisão em Spandau, condenado à prisão perpétua?… Read more »

tailhooker

Ricardo, Quanto ao pessoal do ITA, obrigado pelo elogio !Quanto ao pessoal do CTA e Embraer,posso dizer que conheço muitos, e muito bem. Esta é uma discussão que considero de alto nível técnico e até agora o Sr. não fundamentou as suas colocações com fatos ou argumentos dignos de alguma credibilidade, aparentando fundamentar as suas superficiais e voláteis opiniões em informação de baixa qualidade veiculada por órgãos da imprensa comum e não especializada. Para que eu mude de idéia a seu respeito, gostaria de que ampliasse alguns pontos: 1- “A Suécia tem conhecimento total sobre o caça, poderia produzir uma… Read more »

Manfred Von Richthofen

Pois é Tailhooker, quem não pode combater os argumentos de uma pessoa, ataca a pessoa. É a velha falácia ad hominem. Mas a maioria aqui é educada e sabe diferenciar aqueles que debatem com inteligência e os que baixam o nível. Obrigado por suas ponderações, muito enriquecedoras para todos!

tailhooker

Ricardo,

Outra informação nova para você: Não se iluda com os Engenheiros do ITA, pois a maior parte deles está atuando no mercado financeiro e em outras indústrias “não aeronáuticas” que lhes pagam um salário mais atrativo. A minoria permanece no ambiente aeronáutico.

Radical_Nato

“nossos vizinhos são tão burros que a bomba de agua da minha casa daria para transferir tecnologia para qualquer um deles.” (Ulisses)

já tentei de tudo, mas não consigo ficar sem minha dose diária deste
blog.
Confesso a vocês amigos que estou realmente viciado.

SDS.

Walderson

Caro amigo Tailhooker, Em primeiro lugar, vc podia ter escolhido um nome mais fácil de catilografar (a arte de digitar catando milho no teclado). Passei quase meia hora pra digitar seu nome. Rsrsrsrs. Em segundo lugar, concordo contigo em quase tudo. Concordo que há uma certa expectativa exagerada da nossa parte – os aficcionados pelo assunto. Quando se fala em transferência de tecnologia, pensamos que nos ensinaram a fazer um caça que concorrerá com o original. E não é bem assim. Vc está muito certo em seus comentários. Só não concordo com a parte em que vc fala que não… Read more »

Francisco AMX

Ah Ricardo Vc está aqui!!!! tem uma mensagem para vc! 🙂 Tailhooker, olha o post final que escrevi para o “amigo” Ricardo, no tópico F-16 Chilenos e ele não me respondeu mais….he he magoou…sei lá, ó o último post e acima estão escritos nossos amigáveis diálogos, se tiveres curiosidade…. assim poderá conhecer o Mister “carteiraço” 🙂 – segue transcrição parcial: “Sei Ricardo, vc devia estar se olhando no espelho e falando para si mesmo quando escreveu o texto acima! Argumentos não me faltam para contrapor algumas coisas que vc disse! vc é que não explicou o que eu pedi e… Read more »

Francisco AMX

Concordo parcialmente com o Tailhooker, na verdade a essência, na minha opinião, está bem interpretada! alguns detalhes acho mais divergentes… mas estou sem tempo, agora, para “discordar” um pouquinho!

Abraço
Francisco

Walderson

Francisco AMX,

essa de “sem tempo para discordar um pouquinho” foi ótima. kkkkkk
Um abraço, amigo.

gaspar

acho que em cinco anos poderemos e iremos absorver muita tecnologia com o off-set…
iremos começar do zero com auxilio de quem ja entende do assunto…
que venha o Rafale…

Erich Hartmann

Particularmene estou achando os comentários extremamente inteligentes e condizentes com um debate instrutivo e em especial que me vêm à memória é o do RJ que tocou num ponto ,muito interessante que é talvez o fato de que nestas “transferências” talvez eles (Franceses,Suecos etc) estejam utilizando de nossa eventual capacitação técnica para desenvolver à um custo mais baixo,pois conheço muitas estórias de amigos do ITA e outras instituições que conseguiram logros de assombrar(soluções práticas e econômicas sobretudo) muitos observadores internacionais,mas que infelizmente por falta de reconhecimento ou divulgação não chega ao conhecimento da sociedade.

RJ

gaspar,
Começar do zero não. Já sabemos integrar armamentos BVR, sabemos programar datalink, sabemos projetar usando CATIA, sabemos fabricar peças em material composto, e mais uma dúzia de tecnologias. Falta aprender a integrar os NOVOS equipamentos (IRST/AECM/AESA) e a projetar aeronaves supersônicas, porque não conheço nenhuma aeronave supersônica de projeto nacional. E vários outros “detalhes” que temos a aprender.

gaspar

RJ,

me expressei mal, não quis dizer nesse sentido, …

tailhooker

Prezado Walderson, “Só não concordo com a parte em que vc fala que não temos um parque industrial capacitado para a absorção do que nos será passado” Não sei me comuniquei mal, mas meu entendimento é de que nosso parque industrial pode não estar capacitado para receber TUDO o que se comenta. Para muita coisa, estamos capazes sim, essa é a idéia,ir, aos poucos, buscando capacitação e know how em áreas que estamos muito defasados. O que quero dizer é que não adianta alguns falarem que a compra do caça só será feita se houver transferência total de tecnologia de… Read more »

Fábio Max

Penso que o Tailhooker quis dizer é que é preciso ter massa crítica para absorver tecnologia, e isso, não é coisa que se encontre na esquina…

Egídio

tailhooker para presidente !!! Esse cara é bom, putz, só é difícil de escrever o nome. Arruma outro nick, meu

Hornet

Eitcha! esse assunto parece a convocação dos atacantes da seleção do Dunga, não acaba nunca…hehehe Mas, no meu modo de ver, a situação é bem simples de se entender. O primeiro problema está na palavra “transferência”…essa palavra tende a nos enganar, achando que algo mais será passado (dado, fornecido gratuitamente) com a compra dos caças. Não é bem isso. O correto seria “compra de conhecimento”, e não transferência de tecnologia. O segundo problema diz respeito ao que se entende por tecnologia. Faz-se muita confusão com isso aqui, pelo o que eu já percebi. Vou dar uma definição acadêmica (não é… Read more »

Tailhooker

Hornet, BTW, nice Nickname Muito interessante a sua forma de abordar o tema. O que existe é uma confusão geral sobre o que é transferência, domínio de tecnologia e “know how”. Concordo. Quando adquirimos uma TV de LCD, estamos comprando uma TV com tecnologia LCD de formação de imagem, porém não significa que estou comprando o “know how” de como produzir uma TV de LCD segundo as minhas especificações. Sua exposição ajudará o pessoal a se alinhar em relação a esse tema, que a toda hora surge na imprensa e aqui como sendo o de maior peso na eventual aquisição… Read more »

Tailhooker

Quanto ao nosso pessoal, uma coisa é ter capacidade mental de absorver, quanto a isso não se pondera, é uma questão de Q.I e informação, e em São José dos Campos (CTA,ITA, etc…..)tem de sobra. Me refiro à infra-estrutura existente que apoie pesquisas em áreas das quais temos pouco conhecimento. Não é QI, é estrutura. Por isso, até hoje, não temos AINDA condições para projetar e produzir um avião supersônico. Talvez seja esse um dos requerimentos da FAB nesse processo. Adquirir know how em aerodinâmica supersônica para que o País dê um passo a frente e a Embraer possa explorar… Read more »

Wolfpack

Nem tanto ao ar e nem tanto a terra! O que o cara escreveu e mais pura obviedade que existe em P&D. Exagerou um pouco, mas eu sempre afirmei que transferência de tecnologia da forma que o Blog incere o FX2 está totalmente fora de cogitação. Não existe no mercado mundial uma prateleira onde se compra: Capacitação para se desenvolver tintas/acabamentos RAM para submarinos e aeronaves, superfícies geométricas adequadas a baixa assinatura a radares de baixa freqüência, radares AESA em três capítulos. Isso não existe e coloca em cheque a nossa inteligência. Já postei neste blog várias vezes, e vou… Read more »

Wolfpack

Falar o obviu lulante é fácil, quero que me apresente uma solução para se produzir aqui um vetor de combate atual? Embora o FX2 não seja a perfeição que desejamos é o melhor que se pode fazer neste estágio. A Embraer têm capacidade de sobra, até exporta esta capacidade intelectual para Bombardier e Airbus, para receber o know how que for disponibilizado. Software/Hardware tudo depende um contrato de desenvolvimento. As pessoas certas, e isso, temos de sobra podem dar conta do recado. É só motivá-las. Procure no Google por CTA + VALE + Turbina de reação a gás. Verá que… Read more »

NAVAL

Pega leve Wolfpack, Vamos procurar não desqualificar os comentários de quem quer que seja, pois ninguem aqui é dono da verdade. Além disso, o propósito do blog não é encontrar a solução para produzir aqui o vetor de combate ideal. Acho que ninguem aqui tem competência pra isso. Quem tem a solução que apresente então. Gosto muito do blog, sempre observo, esta é a minha primeira postagem. Não se trata de quem está certo ou errado, o importante é discutir o tema e conhecer novas informações, o que está acontecendo com esse tema e isso deve ser valorizado. Tragam mais… Read more »

Hornet

Tailhooker, a questão não é somente de QI. Vai além. Se quero conhecer como funciona um eventao qualquer da natureza e para isso eu preciso de um laboratório todo High Tech, então para se chegar a esse conhecimento preciso construir esse laboratório, e isso faz parte da metodologia para se chegar ao conhecimento pretendido. Então, se para adquirir o conhecimento pretendido para se construir um caça (um futuro FX-Br, por exemplo…e não propriamente o FX2, pois este já está patenteado e sendo produzido por seus respectivos países e empresas) tivermos que construir a infra toda, que isso faça parte do… Read more »

Mirage

Discordo do amigo blogueiro mesmo sabendo que isso não mudara a vida de ninguém (rssss). Sobre manuais e livros contendo códigos e técnologias. Por experiência propria posso dizer, que se os técnicos forem da mais alta capacidade, sim – alem de dominar o sistema poderam inclusive melhora-lo pois a tranferencia de códigos fontes até mesmo de um sistema simples de código de barra pode ser muitas vezes aperfeiçoado independente deste código estar num carderno de anotaçõs ou em um livro de 1500 paginas. Dependera é claro da capacidade (cérebro) dos nossos técnicos. Coisa que se não tiver em mãos é… Read more »

Marcelo Auguato

Tailhooker:

“Citei o radar AESA, mas isso vale para uma infinidade de sistemas os quais não temos know how para produzir, coisas relativamente bobas que nós, surpreendentemente, ainda não dominamos, como aquisição e processamento de dados via sistema pitot-estatico.”

!!!!!!!!!

Caramba! Nem mesmo sequer a coleta e processamento de dados via pitot-estático o Brasil domina??? Essa informação procede de fato??

Marcelo Augusto

Ah sim:

O meu nome é “Marcelo Augusto”. 🙂

Reportagens especiais

Força Aérea Brasileira em 1979, poster da revista Flap Internacional

Reprodução do poster "Força Aérea Brasileira em 1979", da revista Flap Internacional, enviado gentilmente pelo leitor e colaborador Roberto...
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